ARTIGO

E os agroglifos não apareceram em 2017...

Por A. J. Gevaerd | Edição 253 | 01 de Dezembro de 2017

É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito
Créditos: CELSO BOGO

E os agroglifos não apareceram em 2017...

A expectativa foi grande, mas eles decepcionaram. Desde que o fenômeno dos agroglifos se consolidou como uma tradição em Santa Catarina a partir de 2008 — e no Paraná nos anos de 2015 e 2016 —, surgindo sempre nos meses de setembro a novembro, não tivemos uma falha. Neste ano, infelizmente, encontramos apenas uma formação confirmada e uma suspeita.

O agroglifo confirmado surgiu na manhã de 18 de outubro [Abaixo] na propriedade do senhor João Bortolucci, na cidade de Bom Jesus, a 15 km de Ipuaçu, oeste de Santa Catarina e ponto para onde convergem as figuras anualmente. Este autor o inspecionou in locu em 26 de outubro, quando ainda estava intacta. Era uma formação simples com um círculo de cerca de 24 m de diâmetro e um anel externo.

A princípio houve uma reação cética por parte de alguns pesquisadores, que julgaram a formação “pobre” e “feia”, e por isso falsa. Mas o fato se esclareceu logo que se soube que a plantação que recebera o agroglifo era de triticale, um cereal rústico que tem uma quantidade de plantas por metro quadrado bem menor do que o trigo, produzindo um resultado diferente na formação de um agroglifo.

Ponto muito positivo para autenticidade da formação de Bom Jesus é ela estar intacta após oito dias de sua descoberta, recebendo chuva e Sol abundantemente. Esse é um excelente sinal. Igualmente importante salientar é que, como em todas as outras vezes em que tivemos agroglifos em Santa Catarina — e são mais de 30 em uma década —, ninguém apareceu para assumir a autoria. Logo...

Acredita-se que da surpreendente ausência do fenômeno neste ano tenha se dado por dois fatores. Primeiro, as fortes chuvas que caíram por todo o Oeste Catarinense, como também em Prudentópolis, o que inibe o surgimento de figuras. E, segundo, a mudança no calendário dos fazendeiros, que plantaram muito menos trigo em 2017 do que nos anos anteriores e já haviam colhido quase tudo antes do ápice da onda de agroglifos no país. Agora é esperar 2018.


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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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