Edição 56
DESTAQUE

Doutor Fritz: o enigma continua

Por
01 de Nov de 2007
O médico ginecologista pernambucano e médium Edson Queiroz , falecido em 1991, talvez tenha sido, o mais prolífico de todos os espíritas que alegaram incorporar o espírito do Dr. Fritz. Queiroz fez milhares de cirurgias instantâneas e bem sucedidas
Créditos: Arquivo Revista Manchete

Os tratamentos espirituais sempre estiveram envoltos em profundo mistério. Dentre eles, vemos as cirurgias praticadas diretamente no corpo físico chegarem ao ápice com o brasileiro doutor Edson Queiroz, que teve incorporado em si o espírito do doutor Adolph Fritz ao longo de 10 anos. Esse período durou de 1981 até 05 de outubro de 1991, data em que o médico fora assassinado. Relembrando um pouco o triste episódio, a facada atingiu-o nas costas, fazendo profunda abertura da axila direita e ferindo-o mortalmente. O golpe provocou enorme sangramento, e o médico não resistiu à operação realizada às pressas. A causa mortis atribuída foi parada cardíaca.

O doutor Queiroz havia entrado na política através de cargo eletivo, sendo presidente da Assembléia Legislativa pernambucana. Ney Bianchi relata em seu livro A Verdade Sobre o Dr. Fritz [Nova Era, 1996], que o agressor, José Ricardo da Silva, 64 anos, era empregado em sua casa. Foi preso no ato, em flagrante delito, por ação defensiva de um segurança que lhe disparou um tiro, atingindo-o no ombro esquerdo e fazendo um ferimento leve. Na prisão, alegou ter levado um tapa no rosto. A afirmação mereceu crédito apenas relativo, pois quem comete tal gesto, como fora alegado, em seguida não dá as costas ao opositor. Queiroz andava tranqüilamente em sua residência quando o golpe de peixeira o acertou por trás. Uma semana depois, o agressor foi libertado sob justificativa de ser réu primário e ter residência conhecida. Publicações deram conta de que nunca mais foi encontrado.

Ao longo dos 10 anos em que praticou as tais cirurgias, o médico foi estudado por inúmeros cientistas de outros países, sem que nenhum deles pudesse formular uma hipótese que encontrasse respaldo científico para validar os fenômenos, repetindo-os em outras localidades, por outros cirurgiões da medicina convencional. Ou seja, nunca puderam realizar os mesmo feitos, nas mesmas condições ocorrentes e para milhares de pessoas, como era feito nas cirurgias espirituais de doutor Fritz. Vale lembrar que anteriormente, o conhecido Zé Arigó, homem quase sem instrução, durante os 29 anos em que recebeu doutor Fritz, praticou dois milhões de atendimentos, sendo meio milhão de cirurgias.

Dois milhões de atendimentos — Essas cifras eram tão alarmantes que por três vezes estiveram no Brasil equipes norte-americanas para estudá-lo. Na última vez, em maio e junho de 1968, foi montado em Congonhas do Campo um minilaboratório de análises e diagnósticos. No primeiro dia Arigó atendeu 300 pessoas. O laboratório improvisado não suportou, mas ele fez o que deu – examinou 30 casos. Três dias depois, vieram os resultados: tudo batia com o diagnóstico de Arigó. Mas, nessa altura, o médium já havia atendido mais de mil pessoas, feito diagnósticos, cirurgias, tratamentos e receituários. Era algo absurdo! As pesquisas continuaram.

Os médicos, além de parapsicólogos, eram prepostos da NASA. Por isso, foram levados em consideração aos Estados Unidos. O ufólogo John Fuller veio ao Brasil para tirar tudo a limpo. Escreveu uma obra primorosa, Arigó: O Cirurgião da Faca Enferrujada [Nova Época, 1974]. Segundo Fuller, parte do material que reuniu para o livro veio de Irene Granchi, presidente de honra do Conselho Editorial da Revista UFO. O chefe da equipe, doutor Andrija Puharich, fez o mesmo escrevendo sobre as conclusões de sua equipe médica e colaborando com ele em seu livro. Tudo foi feito de modo sério e científico, com a colaboração plena de Arigó. Contudo, como ele fazia aquilo os cientistas norte-americanos nunca souberam, ao menos publicamente. Mistério!

O doutor Fritz quebrava todas as técnicas conhecidas na medicina. O diagnóstico era feito na hora, sem necessidade da tremenda lista de exames que antecedem um ato cirúrgico comum. A cirurgia era feita sem analgesia, anestesia ou hipnose, ao mesmo tempo em que era suprimida, de modo enigmático, a sensibilidade de dor. O sangramento era controlado ou inexistente. Também não havia assepsia nem sutura convencional, com pontos. O cirurgião usava agulhas para drenar abscessos, que misteriosamente se liquefaziam, denotando um processo similar à desmaterialização parcial. O ato cirúrgico não produzia infecção, como se os micróbios deixassem de ser patogênicos. Tudo era feito na hora, diagnóstico, preparação, cirurgia, receituário – totalmente atípico e incomum – e a recuperação do paciente em tempo recorde. Tudo numa rapidez incrível, inclusive a cicatrização do corte, obtida em tempo menor e quase sem marca na pele.Sobrevindo, para culminar, um grau de sucesso simplesmente invejável.

Ninguém fora infectado — Além dessas condições, o próprio médico operador e sua equipe não faziam qualquer tipo de profilaxia. Ninguém da equipe mediúnica se auto-esterilizava entre uma cirurgia e outra, a instrumentação era praticamente a mesma, ninguém lavava as mãos, não havia troca de aventais e o contato com o sangue dos pacientes era direto. Ninguém da equipe tomava antibiótico ou fazia qualquer prevenção contra doenças, mas todos pareciam misteriosamente vacinados contra qualquer tipo de mal infeccioso. Tais procedimentos levavam a entender que tudo era proposital, feito de modo calculado para chocar a opinião pública e causar impacto, chamando a atenção para o fenômeno.

Na época do doutor Queiroz, a aids já proliferava de modo galopante e todas as outras infecções graves já existiam. Mas, mesmo assim, nunca ninguém de sua equipe tomou qualquer medicação, tampouco foram infectados. Curiosamente, na época de Arigó, enquanto estava preso, condenado a 12 meses de reclusão por prática de curandeirismo, nos sete meses em que passou na cadeia operou oficiais, guardas e teve de operar a população carcerária. Parecia até que fora preso para cumprir uma missão específica: atender dentro da cadeia aqueles que não podiam sair, dando ainda mais publicidade às cirurgias espirituais. Atuando com vários médiuns ao longo de 50 anos, o doutor Fritz atendeu 10 milhões de pacientes. Mistério!

O nosso propósito aqui é levantar a questão, no intuito de entender esses fatos que nos parecem tão absurdos. O que temos de científico que possa nos ajudar a compreender as curas espirituais? No Hospital Espírita de Porto Alegre, dotado de 436 leitos, especialistas em saúde mental atuam inclusive nessas pesquisas. O doutor Victor Ronaldo Costa fez ali inúmeros estudos e editou livros mostrando os resultados. E outros estão fazendo o mesmo, em outros locais. O doutor Ricardo Di Bernardi, em Florianópolis, está fazendo um trabalho similar, estudando os implantes de aparelhos parasitas, supostamente de origem espiritual.

crédito: James Bennett
Segundo estudiosos, os seres extraterrestres teriam corpos duais, tais como os nossos. Ou seja, também seriam parte matéria, parte espírito
Segundo estudiosos, os seres extraterrestres teriam corpos duais, tais como os nossos. Ou seja, também seriam parte matéria, parte espírito

Mas parece não ter achado tais implantes em nível físico, para atuar de modo totalmente científico, a exemplo do médico norte-americano Roger Leir, que, a seu turno, completou recentemente 20 cirurgias, retirando implantes alienígenas dos pacientes. Estudou o material retirado em laboratórios de expressão internacional. Os elementos recolhidos, sob acurada análise biológica e metalográfica, foram classificados como de origem extraterrestre. Nas investigações, o médico foi acompanhado por vários outros pesquisadores científicos, tendo registrado suas descobertas em livros e filmes para conhecimento público [Veja seção Shopping UFO desta edição].

Trabalho científico — Por sua vez, o psiquiatra Frederico Camelo Leão também conseguiu feitos substanciais em seu trabalho. Ele é diretor da equipe médica da Fundação Espírita André Luiz, em Guarulhos (SP), e responsável pelo serviço de saúde de portadores de deficiência mental grave. O médico fez um estudo primoroso, mostrando cientificamente os benefícios obtidos quando se associa os procedimentos médicos convencionais às atividades de cura espiritual. Embora já tenha testemunhado atividades de espíritos de outros planetas em sessões mediúnicas, as curas por seres extraterrestres ainda não foram seu objetivo de estudo. Mas quem conhece o Fenômeno UFO e a questão extraterrestre, não poderia descartá-las.

De fato, nos congressos realizados no IBAM, em Botafogo, Rio de Janeiro, já foram relatadas duas modalidades de curas, tanto por espíritos quanto por ETs, inclusive dentro de centros espíritas. Os trabalhos científicos aqui mencionados são dignos de exemplo para todo profissional de área médica que queira realmente pesquisar espiritualidade e vida extraterrestre. Cada qual deve tirar as suas conclusões, os trabalhos foram publicados e estão à disposição do público. Não obstante tais esforços, para entendermos as curas extraordinárias muito ainda terá de ser feito. O enigma continua....

A importância dos contatos com ?eles?

Já está no ar a Edição 56 da Revista UFO. Aproveite!

Nov de 2007

Fomos visitados