ARTIGO

Discos voadores vistos sobre os agroglifos: a conexão

Por Alan Foster | Edição 233 | 01 de Abril de 2016


Créditos: CROP CIRCLE CONNECTOR

Discos voadores vistos sobre os agroglifos: a conexão

As figuras nos campos de cereais, conhecidas como agroglifos, que antes eram quase que circunscritas aos campos ingleses, hoje ganharam o mundo. As imagens se tornaram tão populares que passaram a ser usadas por várias empresas em campanhas publicitárias para anunciar o lançamento de novos produtos. Embora tenham começado na década de 80, os círculos nas plantações ou círculos ingleses só se tornaram conhecidos mundialmente após o lançamento do filme Sinais [2002]. O longa-metragem do famoso diretor indiano M. Night Shyamalan não agradou à comunidade ufológica, mas popularizou o fenômeno e talvez tenha tido, como efeito colateral, a diminuição dos agroglifos genuínos, como veremos mais adiante. De qualquer maneira, o mistério e encantamento que os desenhos feitos nas plantações produzem não diminuíram — ao contrário, eles continuam tocando profundamente a alma das pessoas.

Imagens diversas e misteriosas


É fato que nem todos os círculos têm origens misteriosas, por isso aqueles que não tinham criadores conhecidos ou não representavam marcas comerciais, acabaram ganhando o epíteto de “genuínos”. Também é verdade que os desenhos evoluíram em suas três décadas de existência, tornando-se cada vez mais bonitos, complexos e sofisticados. Outro dado que vale a pena ressaltar é o de que nem todos os pesquisadores creem que os agroglifos tenham conexão com extraterrestres, embora ninguém até hoje tenha descoberto uma explicação convincente para seu surgimento.

O fenômeno dos agroglifos acabou se tornando uma forma de comunicação inspiradora, que ajudou milhares de pessoas ao redor do mundo a se voltarem a mudanças ecológicas, tecnológicas e espirituais, que estão ocorrendo ao redor do globo. Os desenhos, que já apareceram em mais de 40 países diferentes, possuem a capacidade de “falar” conosco sem que profiram uma palavra. Se o universo, assim como nosso inconsciente, se comunica por meio de imagens, os agroglifos parecem ser a prova viva dessa conversa. É interessante ver como os desenhos abrangem todo o tipo de figuras, desde formas fractais complexas, passando por geometria sagrada, respostas ao estilo do Projeto SETI [O programa de busca por vida extraterrestre inteligente] e símbolos religiosos do Cristianismo — como o Sudário de Turim —, do Judaísmo, da Cabala, do Budismo e símbolos sagrados dos nativos norte-americanos e maias — vale registrar que alguns desses indígenas interpretam os agroglifos como mensagens vindas dos “povos das estrelas”.

Já se registraram desenhos que aparentemente se referiam a profecias e outros com preocupações ecológicas, como mudanças genéticas e nanotecnologia. Também existem alguns casos em que pareceu haver comunicação telepática com os símbolos, quando as pessoas meditavam ou rezavam. Alguns pesquisadores alegam terem se comunicado com os extraterrestres por meio da meditação, para provocar o contato. Mas, apesar de tudo isso, a origem da maioria dos desenhos ainda é um mistério e houve muitos avistamentos de UFOs e sondas luminosas sobre os agroglifos para complicar o cenário. Observadores acreditam que naves e sondas ufológicas são partes do processo de criação das imagens ou talvez algum tipo de tecnologia observacional envolvida na manifestação. Um dos locais de maior incidência do fenômeno está nos arredores de East Field, em Alton Barnes, no condado de Wiltshire, no sul da Inglaterra.

Os UFOs são vistos aqui

Para analisar cientificamente os atributos físicos dos agroglifos, o Grupo BLT de Pesquisa, entidade norte-americana formada por biofísicos, bioquímicos e mineralogistas, entre outros cientistas, iniciou a coleta de amostras do solo e das plantações do interior dos agroglifos ingleses e amostras do exterior dos mesmos para realizar estudos científicos sobre os efeitos dos desenhos na plantação e no terreno. Os pesquisadores perceberam que nos agroglifos genuínos as plantas haviam passado por mudanças em sua estrutura celular e que existiam anomalias magnéticas no solo — muitos daqueles agroglifos foram dobrados na base das plantas, enquanto nos casos de figuras falsas, fabricadas, as plantas foram danificadas ou quebradas.

Nos últimos anos, a senhora Polly Caron e seu marido, um fazendeiro da região de Alton Barnes, foram testemunhas de um fenômeno incomum. Segundo Polly, a maioria dos agroglifos é genuína e aparece rapidamente. “Tenha certeza, os UFOs são vistos aqui quando surgem as figuras nos campos”, afirmou. Os agroglifos que apareceram nas terras de Polly, em 1990, eram os mais elaborados até então. Por exemplo, um desenho de 130 m de comprimento com vários círculos ao longo de um eixo, além de outros detalhes, fez com que pessoas do mundo inteiro percebessem que algo estava acontecendo e se interessassem pelo fenômeno. Na verdade, a fotografia daquele agroglifo que surgiu em East Field, em julho de 1990, acabou se tornando a capa de um álbum da mundialmente famosa banda britânica Led Zeppelin.

Assim como os UFOs, as sondas — como se fossem drones inteligentemente controlados — têm sido um fenômeno que surge regularmente sobre os agroglifos. E o interessante é que elas parecem também ser monitoradas por helicópteros militares

Polly Caron, entretanto, não é a única que afirma que UFOs têm algo a ver com as figuras — há muitos outros relatos de avistamentos nas áreas onde os agroglifos apareceram. Nos dias 16 e 17 de julho de 1991, surgiu um desenho circular, famoso por sua complexa forma de tetraedro, em Wiltshire, também na Inglaterra, ao sul da cidade de Swindon, aos pés da colina do Castelo de Barbury. De acordo com John King, da revista eletrônica UFO Reality, “testemunhas relataram o avistamento de uma grande nave triangular sobre a área e também de bolas de luz douradas na noite em que a formação apareceu”. Outro observador relatou ter escutado um barulho de trovão, como se fossem 100 aeronaves voando ao mesmo tempo.

O agroglifo apareceu somente alguns dias depois do eclipse total de 11 de junho de 1991 na Cidade do México, que foi seguido pelo histórico evento de uma onda de avistamentos sobre aquele país. O mais surpreendente é que aquele agroglifo em particular, formado por complexos triângulos, fora visto pelo contatado mexicano Carlos Díaz, da cidade de Tepoztlan, em 11 de janeiro de 1990 — Díaz teria sido sequestrado por um UFO do tipo nave de luz e levado para um grande sistema de túneis, dentro das montanhas. A testemunha do agroglifo de Wiltshire tinha uma câmera em mãos e filmou um dos UFOs, que tinha um brilho laranja-amarelado. O objeto, que flutuava abaixo dele, iluminava ou protegia uma imagem de formação triangular que estava gravada em uma rocha lisa sob a nave. Na ocasião, teria sido dito a Díaz que aquela imagem significava que deve haver um equilíbrio entre mente, corpo e espírito, e que todas as coisas estão conectadas, desde uma camada de grama até as baleias que estão nos oceanos, os planetas, as galáxias e também a realidade interdimensional.

Outro caso que liga os agroglifos aos UFOs aconteceu em 16 de setembro de 1994, em Metepec, à oeste da Cidade do México, como narra o pesquisador alemão Michael Hesemann. Naquela data, testemunhas viram e filmaram o pouso de um artefato luminoso em formato de domo, no meio de um canavial. Pequenas bolas de luz foram lançadas do aparelho e voaram sobre a plantação, criando um agroglifo em segundos, antes de retornarem para a nave-mãe, que partiu rapidamente — uma das testemunhas oculares do fenômeno filmou o que aparenta ser uma estranha criatura em
pé no canavial.

Sondas em ação

Nas primeiras horas da manhã de 11 de agosto de 1996, quatro sondas iluminadas foram filmadas voando em torno de um campo de trigo no mesmo Condado de Wiltshire, nas proximidades de Devizes, abaixo de Oliver’s Castle. As testemunhas continuaram filmando e um agroglifo com o formato de um floco de neve foi visto se desfazendo em questão de segundos e transformando-se em outro agroglifo. Em seguida, duas das sondas voaram para a direita e as outras voaram sobre uma cerca viva, cruzaram outro campo e novamente sobre a cerca viva, sem diminuir a velocidade. Há muita controvérsia sobre essa filmagem, mas, pela pesquisa que desenvolvi na época, acredito que seja autêntica.

Um dos pesquisadores dos agroglifos mais antigos e que também é fotógrafo aéreo é Steve Alexander, que filmou uma sonda à luz do dia sobrevoando uma formação enigmática em uma plantação de trigo. Em seguida, o objeto sobrevoou o vale e outro campo. Depois, tomou um pouco de altura, pairando sobre um trator que era dirigido por um fazendeiro e, então, desapareceu no horizonte. Alexander também filmou o fazendeiro, testemunha da sonda.

crédito: ALEXANDRE JUBRAN
A tese de que discos voadores e sondas ufológicas produzem os agroglifos se confirma e deixa de ser uma mera suposição
A tese de que discos voadores e sondas ufológicas produzem os agroglifos se confirma e deixa de ser uma mera suposição

Assim como os grandes UFOs, as sondas menores — talvez como se fossem drones inteligentemente controlados — têm sido um fenômeno que aparece regularmente em conexão com os agroglifos. E o interessante é que as sondas parecem também ser monitoradas por helicópteros militares. Grande quantidade dela foi observada e filmada próxima ao campo perseguindo as misteriosas esferas que estavam sobre os agroglifos. O pesquisador Win Keech tem alguns vídeos excelentes desses eventos. Helicópteros militares e até outros sem identificação têm interceptado os pesquisadores, voando bem próximo às pessoas e fazendo intimidações. Dois exemplos aconteceram em junho de 1996, sobre o agroglifo apelidado de “DNA”, e em julho de 2007, sobre o agroglifo “Aum”, ambos em Alton Barnes, no mesmo Condado de Wiltshire.

Após a conferência sobre o assunto que dei para uma Comunidade Ufológica Inglesa em setembro de 2007, já na fase das perguntas, falei sobre os helicópteros sem identificação que apareciam nas formações e um homem na plateia, que alegava ter trabalhado como piloto destas aeronaves por 35 anos, afirmou categoricamente que não existe “esta história de helicóptero sem identificação”. Mais tarde, enquanto guardava os meus equipamentos da palestra, outro homem veio até mim e disse: “Você não mencionou a ‘Área 51’ na sua apresentação”. Eu lhe respondi que o assunto era muito vasto e que havia muita coisa a dizer. Então ele replicou: “Eu tenho que dizer, senhor, que costumava voar em helicópteros ‘descaracterizados’ do governo norte-americano. Não posso lhe dizer onde ou quando, mas eu os pilotei!”

Mais avistamentos


Em 1996, durante a temporada de agroglifos na Inglaterra, houve testemunhas que viram um grande feixe de luz brilhante descendo do céu escuro sobre o campo. Aquelas pessoas observaram então uma formação simples aparecer em questão de segundos — e o mais estranho é que eles conseguiram ver através do grande enxame de luz. Todos observaram o campo, o morro e o céu, como se fossem iluminados pela luz do dia e era bem tarde da noite. E acabaram batizando o episódio como o “portal diurno”. Também recebi um relatório de uma pessoa que era parente de um pesquisador em Wiltshire e que filmou um UFO discoide sobre um agroglifo. Ela mostrou a filmagem e afirmou que eram luzes vindas de uma espaçonave.

Provavelmente um dos mais famosos e importantes desenhos que já apareceu nos campos foi o do alienígena cinzento ou gray, em três dimensões, segurando um disco em código ASCII, que são as iniciais de American Standard Code for Information Interchange ou Código Padrão Americano para o Intercâmbio de Informação, como utilizado pelo Projeto SETI. O agroglifo apareceu em Crabwood, próximo a Winchester, no Condado de Hampshire, Inglaterra, em 15 de agosto de 2002. Houve várias testemunhas que viram luzes estranhas nos céus, nas redondezas do agroglifo.

De acordo com a pesquisadora Lucy Pringle, da revista UFO Magazine, “as testemunhas disseram que durante as primeiras horas de quinta-feira, 15 de agosto, observaram uma visão fabulosa de luzes dançantes sobre o campo. Segundo descreveram, as luzes se arremessaram, bateram no chão e voltaram a voar sobre o agroglifo. Depois caíram e voaram novamente e, então, finalmente desapareceram como uma estrela cadente”. Também falei com uma pessoa cujo amigo mora nas redondezas, que afirmou ter testemunhado um UFO no dia em que o agroglifo se formou.

crédito: LUCY PRINGLE
Alguns agroglifos contêm elementos que deixam claros os propósitos de uma comunicação conosco
Alguns agroglifos contêm elementos que deixam claros os propósitos de uma comunicação conosco

Em mais de 20 anos de pesquisa do fenômeno dos agroglifos, se tornou claro que os genuínos são criados por meios avançados, algumas vezes na presença de UFO e sondas, mas também em casos envolvendo comunicação telepática. Há também uma incrível habilidade por parte das inteligências por trás do fenômeno em trabalhar com uma planta específica, sem afetar o restante da vegetação — ou seja, se a formação surge, por exemplo, em um campo de trigo, somente o trigo é dobrado. As ervas daninhas, flores ou sementes do ano anterior e não germinadas permaneciam intactas. Isso é algo impressionante de constatar.

No entanto, acredita-se que os agroglifos genuínos, ao menos na Inglaterra, diminuíram em número depois de 2010, possivelmente devido aos desenhos falsos que apareceram em abundância, produzidos por brincadeira pelos circlemakers [Fazedores de círculos], o que irremediavelmente emudeceu a suposta tentativa de comunicação pelos criadores das figuras. Lamentavelmente, a maior parte dos agroglifos atuais é falsa, exceto por alguns poucos casos, como o agroglifo apelidado de “Cubo Nanotecnológico”, que surgiu em 26 de agosto de 2012, em Hackpen Hill, Também no Condado de Wiltshire — algumas pessoas sentiram que ele foi enviado como um aviso contra o crescente uso de nanopartículas que são capazes de entrar em células biológicas.

Também é possível que a mensagem das inteligências por trás do fenômeno dos agroglifos já tenha sido entregue à humanidade nesses últimos 30 anos de sua manifestação. Seria a mensagem do despertar para uma realidade maior, que uniu em uma mesma corrente de pensamento almas esclarecidas de todo o mundo em torno das figuras — que nos últimos anos têm se concentrado no Brasil. Talvez estejamos, agora, no estágio em que precisamos nos concentrar no processo de abertura exopolítica, preparando as pessoas para as novas revelações ufológicas que virão a seguir.


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Alan Foster

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