ARTIGO

Desmontando uma óbvia falácia cética

Por A. J. Gevaerd | Edição 73 | 01 de Agosto de 2013

A afirmação de Fernando Costa, filho do falecido sargento Flávio Costa, de que teria forjado as fotos da Operação Prato são absurdas e não se sustentam nem com um mínimo exame
Créditos: ARQUIVO UFO

Desmontando uma óbvia falácia cética

Desde que a Revista UFO teve acesso às informações relativas à Operação Prato, e especialmente quando entrevistou com exclusividade seu comandante, o coronel Uyrangê Hollanda [Veja edições UFO Especial 071 e 072, desta série, agora disponível na íntegra em ufo.com.br], publicando suas espantosas revelações, aquela que é considerada a maior missão militar já desenvolvida em todo o planeta para se investigar a presença alienígena na Terra sofreu inúmeros ataques provenientes de grupos céticos. Em geral, as agressões visaram atingir a importância da operação, em uma tentativa escusa de diminuir seu significado. Contestou-se de tudo, até mesmo que Hollanda, oficial da Aeronáutica que gozava de grande prestígio entre seus superiores, fosse um homem sério.

Esta dúvida se desfez quando o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), também em entrevista exclusiva à UFO, reconheceu suas qualidades e a validade de suas declarações. Porém, de todos os ataques desferidos contra a Operação Prato, o mais curioso foi justamente o que, ao mesmo tempo, teve a motivação mais sórdida e que foi mais facilmente rechaçado — e que agora é definitivamente desmontado com a abertura ufológica de maio passado.

Declarações irresponsáveis

Ele foi desferido pelo senhor Fernando Costa, filho do falecido sargento Flávio Costa, que era subordinado a Hollanda em todas as ações militares na selva, e quem preenchia os relatórios das missões de investigação e vigílias ufológicas — sua assinatura aparece em muitas páginas dos documentos da operação obtidos pelos ufólogos.

Com o apoio de um site cético brasileiro, Fernando Costa disse que ainda era adolescente quando via seu pai voltar das missões e dele recebia a incumbência de revelar as fotos obtidas de objetos voadores não identificados em um laboratório improvisado na casa da família. E alegou que resolveu fazer “brincadeiras” e “sacanagens” com o pai, manipulando os negativos para forjar discos voadores nas fotos que revelava. Suas declarações, visivelmente fantasiosas e irresponsáveis, foram mundialmente espalhadas pelo tal site, em uma tentativa de desmoralizar a Operação Prato, seus integrantes e resultados. Claro que tal manobra não iria longe, até porque a equipe da referida página na internet não teve o cuidado básico de verificar o que Costa afirmava.

Por exemplo, ele dissera que dezenas de fotos que forjou apareceram publicadas em livros de Ufologia, o que não é verdade pelo simples fato de que apenas algumas poucas obras sobre o tema foram publicadas até então — as fotografias que contêm, além de não chegarem ao número alardeado por Costa, tiveram sua maioria originada nas redações dos jornais que cobriam a onda ufológica no Pará na época da missão militar — elas foram confiscadas pela Aeronáutica e publicadas como se dela fossem. A Revista UFO, que investigou os fatos, já explicou isso claramente. E além de tudo, é simplesmente incabível que um integrante da equipe de militares e especialistas da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse entregar a um adolescente uma tarefa tão importante quanto a revelação das fotos de discos voadores obtidas durante a operação.


Afinal, eram evidências concretas da ação de forças alienígenas em operação no Pará, obtidas por um grupo militar em missão oficial para investigá-las e documentá-las, e que, no processo, contou com a ajuda de integrantes da Força Aérea Norte-Americana (USAF), da NASA, do temido Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão repressor da época da ditadura etc, como já está confirmado. Agora se sabe de maneira definitiva que tanto a ação de Costa quanto a do referido site cético não têm a mínima sustentação, porque bem mais do que “algumas dezenas” de fotos de UFOs feitas durante a Operação Prato estão nos documentos recém-liberados pelo Ministério da Defesa, que podem ser consultados por qualquer pessoa no Arquivo Nacional. Elas mostram objetos noturnos nas mais diversas circunstâncias. O adolescente teria que ser um expert sem par e ter muito tempo para forjar todas — e ainda contar com a sorte de jamais ser descoberto.


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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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