ARTIGO

Desafios presentes na investigação das abduções

Por Laura Maria Elias | Edição 241 | 01 de Dezembro de 2016


Créditos: SOCIEDADE BRASILEIRA DE HIPNOSE

Desafios presentes na investigação das abduções

Ao lidarmos com casos que supostamente envolvem abduções alienígenas, é necessário levantarmos algumas hipóteses que em geral são generalizáveis para todos os casos de sequestro. Sabemos que há muitos fraudadores e farsantes que veem na Ufologia um modo de ganhar dinheiro e reconhecimento, utilizando-se da boa-fé e da inocência dos desavisados. Isso é algo real e, portanto, uma das primeiras perguntas que os pesquisadores se fazem em casos assim.

Outra questão que deve ser levada em conta é a de que relatos desse tipo também são um claro sinal de doenças mentais ou psicológicas. Não são raras as enfermidades que levam uma pessoa a inventar deliberadamente um acontecimento que, por definição, está bem além dos limites da realidade. Em alguns casos, essas enfermidades também fazem a pessoa acreditar que viveu uma experiência que, na verdade, aconteceu apenas em sua mente.

Sinais no corpo


Esse modo de pensar é totalmente legítimo em um primeiro momento, e deve ser descartado assim que possível. Ele não leva em conta aspectos como o avistamento de uma aeronave no céu, depoimentos de outras pessoas que afirmam as mesmas alegações, vestígios físicos encontrados no terreno e, mais ainda, sinais inexplicáveis no corpo. Isso para não falarmos daqueles em cujos organismos foram encontrados, por meio de radiografias, inexplicáveis implantes ou chips subcutâneos e intracranianos — esses detalhes todos são o que dão credibilidade aos relatos iniciais.

Em todo caso, as abduções se situam certamente em um instável e indistinto limite entre objetividade e subjetividade. O problema central é, de fato, procurar compreender até que ponto os relatos retratam fielmente algo que realmente aconteceu. No que diz respeito ao avistamento de um objeto voador não identificado, é mais fácil encontrar testemunhos cruzados de pessoas — mesmo estando a quilômetros de distância umas das outras — que viram uma aeronave pairar sobre a região onde aconteceu o sequestro, e até mesmo registros de radar que mostram a presença de UFOs.

O ponto central da problemática dos relatos de abduções emerge, e com extrema clareza, quando o relato se desloca para o plano pessoal intimista. A partir daí tudo o que é narrado provém exclusivamente do quanto a pessoa sequestrada experimentou, e os fatos assumem, então, sinais inerentes de subjetividade, uma vez que cada um percebe os acontecimentos de acordo com seu próprio conteúdo inconsciente.

Fazer emergir o ocorrido

O passo seguinte a ser realizado, uma vez apurada a efetiva presença de um UFO antes e durante o sequestro, é procurar investigar o depoimento a fim de fazer emergir o ocorrido. A técnica mais comumente utilizada é a hipnose regressiva, por meio da qual médicos preparados induzem as testemunhas a um estado hipnótico para fazer aflorar elementos que não estavam no consciente.

Mas o problema da subjetividade do que é narrado ainda permanece. E aqui as opiniões dos que, como esta autora, consideram real a experiência — pelo menos para quem a vive — são basicamente duas. Há estudiosos que acreditam que a humanidade é utilizada como cobaia por seres extraterrestres, com objetivos que podem ou não ser para nosso benefício. E há pesquisadores que consideram que todo o fenômeno da abdução alienígena não é totalmente convincente, como demonstraram as experiências do doutor Rick Strassman [Ver matéria]. A verdade não sabemos qual é e só chegaremos a ela se continuarmos investigando, com seriedade e isenção de preconceitos, esse desafiador fenômeno.

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Sobre o Autor

Laura Maria Elias

É economista, estudiosa da interpretação sociológica da Ufologia e atua como consultora da UFO.

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