Edição 277
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Como entender as incríveis afirmações do ex-ministro do Canadá Paul Hellyer?

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22 de Feb de 2020
A comunidade ufológica se surpreendeu com as declarações de Hellyer
Créditos: EXOPOLITICS

Logo após a realização das concorridas Audiências Públicas sobre Abertura, de 29 de abril a 03 de maio, em Washington, houve nos círculos ufológicos da internet um movimento incomum por parte de pesquisadores, entusiastas e até mesmo de pessoas que raramente se interessam pela questão dos discos voadores. Todas se motivaram a congestionar a rede mundial de computadores diante de declarações bombásticas de que pelo menos dois extraterrestres estariam trabalhando para o governo dos Estados Unidos, que partiram de uma pessoa de alta credibilidade e atingiram em cheio a Comunidade Ufológica Mundial. Durante dias, sites sobre Ufologia de todo o globo alcançaram picos de visitação e vídeos refletiram no Youtube o interesse de muita gente sobre o que se afirmou — somente o site da Revista UFO teve mais de 30 mil consultas sobre o assunto.

Mas, afinal, o que há por traz de tão fantásticas afirmações e quem é o ex-ministro de Defesa do Canadá Paul Hellyer, a pessoa que as proferiu publicamente? E mais: podemos acreditar nelas e tirar algum proveito deste momento incomum para a Ufologia Mundial? Uma análise da questão se faz necessária, pois, como se sabe, é sonho de todo ufólogo ou simpatizante do assunto ver o dia em que uma ou mais autoridades governamentais venham a público confirmar a existência de seres inteligentes extraterrestres nos visitando — e, imagine então, se alegarem que eles já estão entre nós. Seria certamente uma euforia sem tamanho se tal anúncio se desse por meio de um comunicado oficial partindo de um ou de vários países, ou, quem sabe ainda, por meio de um porta-voz da ONU com a confirmação coletiva do fato por parte de todas as nações da Terra.

Abertura ufológica necessária

Ufólogos de todo mundo têm trabalhado intensamente para que isso um dia ocorra e em muitos países já podem ser vistos interessantes resultados de campanhas públicas que pedem a liberação de informações e documentos arquivados como sigilosos, secretos e outras denominações diferentes pelas respectivas forças armadas, dependendo da nação. Um exemplo que devemos ter em alta conta é o movimento brasileiro UFOs: Liberdade de Informação Já, conduzido desde 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) por meio da Revista UFO. Dentre seus mais vistosos resultados, que não são poucos, está a recente reunião dos integrantes da CBU com representantes do Exército, Marinha e Aeronáutica ocorrida em 18 de abril na sede do Ministério da Defesa, em Brasília, com intermediação de seus altos funcionários. O encontro, como se sabe, é uma reação das autoridades à Carta de Foz do Iguaçu, emitida durante o IV Fórum Mundial de Ufologia, ocorrido naquela cidade no ano passado.

O evento inédito de abril iniciou oficialmente um canal de comunicação entre os ufólogos brasileiros e nossas Forças Armadas, que certamente trará resultados animadores para a comunidade ufológica nacional e até internacional, visto o número e a qualidade de casos de avistamentos de discos voadores e contatos com tripulantes em nosso país nas últimas décadas. Mas, obviamente, o Brasil não é o único país a fazer tal pressão frente às autoridades constituídas — muitas nações também o fazem e nos últimos anos cresceram iniciativas para que tenhamos acesso a arquivos que provam definitivamente que governos dos cinco continentes estão cientes de que o Fenômeno UFO é real. Quando isso ocorrer por completo, teremos a confirmação de que boa parte da casuística global é algo que simplesmente não se pode explicar em termos terrestres, seja pelas características das manobras das naves observadas, seja pelas suas eventuais interações com nossos aviões comerciais ou militares, apenas para citar alguns exemplos.

Uma dessas iniciativas, e que teve grande repercussão na mídia, foi a que aconteceu em Washington há dois meses, quando dezenas de pesquisadores reconhecidos internacionalmente e testemunhas altamente qualificadas, como ex-militares de vários países, sentaram-se diante de uma bancada de ex-congressistas norte-americanos para darem seus pareceres e depoimentos sobre a questão. De quebra, demandaram o reconhecimento da materialidade do Fenômeno UFO por parte do governo dos Estados Unidos e, por consequência, também pelos de outras nações — o ponto mais alto do evento foi a requisição de que uma discussão sobre o assunto seja realizada em breve na Assembleia Geral da ONU, o que ainda está para ser confirmado.

TODO O CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL NO SITE 60 DIAS APÓS A MESMA SER RECOLHIDA DAS BANCAS

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