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Como a espiritualidade vê a figura Ashtar Sheran

Por Pedro de Campos | Edição 78 | 01 de Junho de 2014

Pela ideia que se tem de que Ashtar Sheran seria um mensageiro de outra civilização, a conclusão óbvia é de que os planetas no universo estariam todos interligados
Créditos: Tracy Roth

Como a espiritualidade vê a figura Ashtar Sheran

Ashtar Sheran é pouco conhecido no espiritismo, mas enquadrá-lo nos preceitos espíritas é bastante fácil. Embora seja uma entidade encarnada, por assim dizer, pode receber uma classificação específica, do mesmo modo que os espíritos, estejam eles encarnados ou não. Admite-se no espiritismo três grandes divisões atinentes ao estágio evolutivo de cada entidade. Na base da pirâmide situam-se os espíritos imperfeitos, na faixa central os bons espíritos, e no topo da escala, os espíritos puros. Temos assim três grandes levas superpostas: seres imperfeitos, bons e puros. Todavia, a escala de progresso é ilimitada, razão pela qual qualquer classificação que se faça nada poderá ter de absoluto, uma vez que não há linhas divisórias estabelecendo fronteiras. As subdivisões podem ser aumentadas ou diminuídas para estabelecer uma relação satisfatória de entendimento.

Os espíritos puros são aqueles que já percorreram toda a escalada de progresso e atingiram o patamar mais elevado, por méritos próprios, não precisando mais reencarnar. Em razão disso, não usam mais os corpos mortais, sejam eles densos ou sutis. São aqueles a quem chamamos de seres sublimados que executam as ordens do altíssimo para manutenção da harmonia. Compreende-se assim que as maiores hierarquias do universo são compostas por eles, ou seja, os chamados anjos, arcanjos, serafins etc. Nessa categoria está a conhecida figura do arcanjo Miguel, que muitos interpretam equivocadamente como sendo a figura de Ashtar Sheran. Cumpre notar que aos espíritos puros não há limites no universo. Eles são autossuficientes para transpor as galáxias e os sistemas de galáxias, não precisando para isso de espaçonave alguma. Os bons espíritos são aqueles que ficam logo abaixo dos puros. Predomina neles o desejo do bem, ficando as coisas materiais num plano quase desprezível. Durante a longa escalada de progresso nos planos inferiores, adquiriram qualidades morais e sabedoria científica que lhes confere hoje o poder para realizar as obras mais fraternas e edificantes. A bondade é a sua característica marcante. Nessa ordem de espíritos, enquadram-se todas as fraternidades, ou seja, as correntes espirituais que interferem positivamente nos seres densos, encarnados em mundos materiais, e nos seres sutis, encarnados em esferas de antimatéria.

crédito: Zap Art
Teria Ashtar Sheran a possibilidade de, assim como acredita-se com os espíritos, migrar de um universo para outro paralelo ou até mesmo para o que já se chama de antiuniverso?
Teria Ashtar Sheran a possibilidade de, assim como acredita-se com os espíritos, migrar de um universo para outro paralelo ou até mesmo para o que já se chama de antiuniverso?

Encontramos a figura de Ashtar Sheran na condição de espírito bom, mas ainda assim encarnado, fazendo uso de um corpo etéreo, sutil, menos denso. Trata-se de um “ET de antimatéria” que atua nas esferas sutis realizando tarefas enobrecedoras, engajado no comando de uma frota intergaláctica. Não estando ainda totalmente desmaterializado, conserva os traços da existência corpórea, tais como as formas, a linguagem, os hábitos e as maneiras de proceder. Não fosse isso, seria um espírito perfeito, não teria corpo físico e não precisaria de astronaves para cruzar o cosmos, pois os espíritos puros fazem isso facilmente sem elas. Atua tendo sob seu comando uma equipe de seres encarnados como ele, que com suas astronaves patrulham os distritos do universo que lhes foram confiados. É feliz por realizar o bem e por impedir a realização do mal, proporcionando bem-estar, paz e harmonia às pessoas, aos povos e às civilizações. Trabalha para neutralizar as forças contrárias projetadas pelos seres imperfeitos, como por exemplo os atos reprováveis da civilização do tipo gray [Cinza], composta por entidades trevosas, dotadas de alto saber científico mas fracas em termos morais por praticarem atos lesivos ao ser humano, tais como as abduções e as experiências genéticas.

Símbolo das forças do bem

Nos tempos que hão de vir, somente espíritos de índole mais aprimorada deverão encarnar na Terra. E esse será o motivo da transformação planetária. O homem de épocas vindouras estará melhorado em sentimentos e procedendo de modo mais humanitário. Contudo, além dessa massa de espíritos com moral mais elevada, vindos de outros distritos espaciais distantes, há também aqueles que estão deixando esta escola para continuarem o aprendizado em outros orbes do infinito, em perfeita sintonia com o grau de avanço conseguido e segundo suas próprias aspirações. Essa transmigração espiritual está sendo conduzida por entidades de elevada hierarquia. Não podemos aqui explicitar cada uma delas, mas apenas generalizá-las como sendo entidades da ordem de Ashtar Sheran.

Todavia, nessa tarefa enobrecedora, conforme postula o espiritismo, o leme de comando está nas mãos de Jesus, o espírito puro responsável pelos destinos da Terra. No espiritismo, os espíritos codificadores falaram da existência de um tipo de vida menos material existente no universo, de um ser de corpo incomum, evolucionado nos círculos sutis de outras esferas planetárias e também nas profundezas etéreas do cosmos. Essa criatura de natureza ultrafísica, invisível ao homem, por estar vivo, seria natural ter de reproduzir a espécie para a continuidade da vida. Do mesmo modo, seria normal desenvolver tecnologia, a qual poderia já ter atingido um patamar muito mais avançado do que o terrestre. Se considerarmos isso, então vamos ver que os UFOs são as expressões técnicas dessas civilizações mais adiantadas, vibrando numa faixa de vida totalmente desconhecida da nossa ciência.

Comandante intergaláctico

Numa canalização verificada na Alemanha, Ashtar Sheran esclareceu: “Ao lado do universo visível, existe também um universo invisível. Esse antiuniverso se assemelha na construção e na estrutura ao universo material. Os seres viventes daquele antiuniverso, que contém também humanidades, não podem ser vistos sem o uso de um complicadíssimo aparelhamento. O antiuniverso, porém, não deve ser confundido com os mundos espirituais, porque essa é outra esfera, assim como a de Deus, postada entre as encarnações materiais”. O grupo de Herbert Victor Speer, em Berlim, após os contatos que manteve, registrou essas informações e as deu ao público no livro Appello dal Cosmo [Apelo ao Cosmos, Editora Mediterranee, 1974]. E essas palavras estão em sintonia com a visão espírita dos mundos menos materiais.

Além dessa massa de espíritos com moral mais elevada, vindos de outros ‘distritos espaciais’, há também aqueles que estão deixando esta ‘escola’ para continuarem o aprendizado em outros orbes do infinito, em perfeita sintonia

Encontramos na Ufologia também as criaturas do tipo cinza, entidades encarnadas em outros orbes que se insinuam na Terra para pesquisar os seres vivos e a geologia do planeta. O grau de avanço científico desse tipo intruso é superior ao do homem, contudo, o nível de maturidade moral e social é bem inferior. Trata-se de uma entidade incomum, não só porque sua constituição física é aparentemente frágil e repulsiva, mas também porque sua moral está em franco retardo, ambos desproporcionais ao elevado grau científico obtido. Seus procedimentos sugerem um caráter materialista e extremado. Propensas ao mal, aos abusos advindos do personalismo, do egoísmo e da falta de ética, estão interessadas apenas em pesquisas e em gerar um ambiente de intrigas, pondo a humanidade para ferver num caldeirão sem alma. Com a destra, alçaram a bandeira do saber, mas com a esquerda arrancaram o amor do coração. São esses os intrusos que mais aportam à Terra e que mais exigem ações de neutralização por parte de Ashtar Sheran.

No decorrer do tempo, a figura do comandante intergaláctico se consagrou como símbolo das forças do bem. E qualquer entidade do tipo nórdico que se apresente na Terra será tomada como sendo Ashtar Sheran, já que ele passou a ser a referência dileta dos canalizadores, a entidade que todo ufólogo gostaria de contatar para um diálogo esclarecedor. Na Ufologia, Ashtar Sheran pode ser considerado uma entidade capaz de proteger as vítimas de abdução e de anular as ações malfazejas. Estando encarnado, suas ações são benevolentes. Está despojado do orgulho, do egoísmo e da ambição que caracterizam os seres inferiores. O ódio e o rancor não estão presentes na sua personalidade, nem tampouco a competição e o desejo de experimentar, porque isso já ficou longe em sua escalada de progresso. Pratica apenas o bem pelo bem, sem buscar outra recompensa.

Um exemplo de cidadania cósmica para a humanidade

O rejuvenescimento da espiritualidade vem propiciando a integração da ciência com a metafísica. Os pensadores contemporâneos falam em “espiritualidade engajada”, ou seja, todos aqueles que de alguma forma se relacionam com o sagrado, colaboram ativamente, ainda que de maneira involuntária, para a melhoria da situação geral do planeta. Quando Helena Blavatsky fundou, em 1875, a Sociedade Teosófica, trouxe o conhecimento da Fraternidade dos Mestres de Sabedoria, cujo mote teosófico é o de não existir religião superior à verdade. Esse pensamento abriu as portas para uma nova ciência espiritual. Uma espiritualidade vívida, cuja expressão se manifesta no coração de cada um, estando portanto interna e latente em qualquer ser. Assim, além dos nossos esforços de busca da verdade, precisamos permitir o florescimento de nosso Sol espiritual. Na astronomia, o Sol tem uma função vital, que é a do fornecimento de energia, de luz e do calor para nutrir a vida nos planetas.

A tradução aproximada do nome de Ashtar Sheran em sânscrito é justamente “O Sol que Mais Brilha”. Isso nos leva a indagar onde afinal ficaria esse Sol. A resposta não nos é acessível, pois os seres imbuídos nessas missões cósmicas agem propositalmente para dificultar nossa compreensão, visando com isso nos estimular a atingir uma visão mais planetária. Ashtar Sheran se comunica preferencialmente com pessoas ou grupos que cultivam e estimulam a ampliação da consciência, que é fruto da interação entre espírito, corpo, energia e matéria. Em uma de suas mensagens, ele disse a propósito que “para nós não existe espiritualidade separada da ciência”.

Situações planetárias

A Agni Yoga ou Ética Viva, a síntese de todos os conhecimentos alcançados pela humanidade, trazida no início do século passado pelo casal Nicholas e Helena Roerich, indica que as forças ardentes ou espirituais estão se aproximando intensamente da Terra. Seus livros têm alertado sobre a importância da paz, do florescimento da energia psíquica [Energia da alma em ação que facilita o contato com os mundos distantes e o equilíbrio entre os gêneros] e da tarefa de implementar a cooperação como condições fundamentais para o soerguimento na Terra da aliança dos planetas evoluídos. Ashtar Sheran, enganador para uns, e estimulador de transformações espirituais para outros, tem nos alertado sobre a importância de uma educação cosmológica que integre o ser humano com a natureza e o cosmos. Considerando as situações planetárias que se avizinham e que já se fazem visíveis aos nossos olhos, precisamos urgentemente trazer ordem às nossas vidas e às de todos que nos cercam. Só assim viveremos num planeta pleno de paz, unidade e abundância. — Paullo Santos

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Sobre o Autor

Pedro de Campos

Casado e pai de três filhos, Pedro de Campos nasceu em 1950, na capital paulista. Formado em mecânica e telecomunicações, trabalhou por 25 anos na Olivetti do Brasil. Como administrador de empresas, esteve no comando do planejamento industrial da empresa. Trabalhou dois anos na Itália chefiando a qualidade e transferindo para o Brasil tecnologia para transmissão de dados via satélite. Campos teve contato com o Espiritismo por intermédio de sua mãe, que cursou a Federação Espírita de São Paulo e fundou o Centro Espírita Ana Belhunas, em 1963. Começou a participar de sessões espíritas aos 13 anos, e no decorrer dos tempos desenvolveu mediunidade e recebeu treinamento, tornando-se um pensador espírita.

Psicografou o consagrado livro Colônia Capella: A Outra Face de Adão [2002], do autor espiritual Yehoshua ben Nun, e foi contratado pela Lúmen Editorial para lançar seus livros por essa editora. Participou de pesquisas e vigílias ufológicas e iniciou a coleção Uma Visão Espírita da Ufologia, inédita, com o livro Universo Profundo: Seres Inteligentes e Luzes no Céu [2003], do espírito Erasto. E foi continuá-la no livro UFO: Fenômeno de Contato [2005], sobre a pluralidade dos mundos habitados e seres ultraterrestres. Prosseguiu com Um Vermelho Encarnado no Céu [2006], em que mostrou os acontecimentos vividos por pessoas que tiveram contato com UFOs, inclusive ele próprio, com destaque ao estudo de ETs sólidos e à primeira sessão de “desabdução”.

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