ARTIGO

Casos extremos são registrados no Ceará

Por Carlos Airton Albuquerque Silva | Edição 84 | 01 de Fevereiro de 2003

Dois dos Objetos discóides flagrados pelo corretor Marconi Barcelos
Créditos: cpu

Casos extremos são registrados no Ceará

Depois de alguns meses sem grandes acontecimentos ufológicos, eis que os UFOs voltam a sobrevoar o Nordeste brasileiro. São casos simples e complexos, indo desde luzes perseguindo humildes rurícolas a avistamentos de enormes objetos que nos deixam sem entender o que poderia mover uma máquina que desafia tão flagrantemente os princípios da Física. Um destes fatos surpreendentes aconteceu na BR-116, entre os municípios de Messejana e Fortaleza, no Ceará, a apenas 20 km desta última. Eram 17:15 h do dia 06 de outubro de 2002 quando o corretor de imóveis Marconi Barcelos foi surpreendido por três objetos discóides que desciam em grande velocidade, parecendo que colidiriam contra o solo. Barcelos fazia a documentação fotográfica de um terreno que iria transacionar.

Os UFOs estavam a aproximadamente 4,5 km do local em que a testemunha se encontrava e, pelas manobras que efetuaram, raciocinou o corretor, “não poderiam ser aviões, helicópteros ou qualquer outra máquina aérea convencional”. Silenciosos, velozes e intrigantes, os objetos desapareceram por trás de pequenos morros, na direção do Maciço de Baturité, local destacado pela imprensa por seus avistamentos ufológicos – inclusive o famoso Caso Baturité, em que o vidente Ernani confundiu UFOs com a Virgem Maria. Além deste fato, vários outros avistamentos foram documentados em toda aquela vasta área e a aterrissagem de um objeto voador não identificado foi registrada na localidade de Mulungú. Nesta região os fenômenos são tão comuns que fazem os moradores, em noites de céu estrelado, saírem de suas casas e sentarem-se no “terreiro”, armados com espingardas e a procura de possíveis sinais.

Fotos Digitais — Ainda no caso dos objetos observados por Barcelos, em Messejana, o corretor teve condições de fotografá-los antes que desaparecessem, obtendo assim três fotos com sua máquina digital Sony DSC-50. E regressou apressadamente a Fortaleza, a fim de mostrá-las para seus colegas. O dono da imobiliária em que trabalha, Almir Fontenele, levou as imagens para serem analisadas pelo Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU) mas, apesar dos estudos efetuados em sofisticados computadores, não conseguimos uma identificação do que fossem os objetos. O caso foi classificado como CPU 086 2002, sendo o octogésimo sexto pesquisado pela entidade apenas em 2002. As fotos também foram apresentadas ao público durante o I Congresso Internacional de Ufologia no Ceará, despertando interesse inclusive do renomado ufólogo inglês Graham Birdsall, que participou do evento.

Consultada a respeito, a Força Aérea Brasileira (FAB) nos informou que não havia caças a jato ou aviões civis nas imediações de onde estava Barcelos, além do local não ser rota aérea comercial. Seis testemunhas, todas rurícolas, confirmam que os objetos desceram por trás dos morros, mas por tratar-se de terreno íngreme e difícil acesso, não foram ao local. “Não ouvimos nenhum estrondo que acusasse explosão de aeronave caindo”, disseram aos estudiosos do CPU. Informam também ser comum a observação de tais objetos naquele ponto e que acreditavam que “eram estrangeiros procurando ouro por ali...”

crédito: CPU
A Casa de Pedro Rufino, encravada em plena caatinga do Ceará
A Casa de Pedro Rufino, encravada em plena caatinga do Ceará

Mas a casuística ufológica cearense teve casos ainda mais bizarros neste fim de ano. Desde outubro passado, por exemplo, uma estranha luz tem aparecido na cidade de Santa Quitéria, também no interior do estado, perseguindo moradores da zona rural, carros e até motos. Mas embora o caso tenha sido amplamente divulgado pelo radialista Galdino Albuquerque, da Rádio Itatiaia, nossos pesquisadores foram ao local e não conseguiram comprovar o fato em toda sua extensão, colhendo apenas algumas tímidas declarações de testemunhas. O próprio Albuquerque reconheceu que houve muito exagero quanto ao assunto. Ainda assim, Santa Quitéria continuaria palco de acontecimentos estranhos quando, nos dias 04 de setembro e de 07 a 09 de novembro, a pequena cidade a 204 km de Fortaleza voltaria à mídia.

Perseguições — Os ufólogos do CPU foram ao local e entrevistaram pessoas queimadas, outras em estado de choque e muitas assustadas, tudo devido a perseguições que sofreram de estranhas luzes vermelhas e amarelas que rodopiam no céu estrelado do sertão. Francisco Deusimar Damasceno e João Gregório foram algumas dessas vítimas. Ao deixarem uma festa e pondo-se a viajar de moto, Damasceno e Gregório foram surpreendidos por um objeto redondo que apareceu do nada e esquentou seus braços, forçando-os a se abrigarem na casa de uma viúva, até que o objeto se afastasse e desaparecesse no espaço. Segundo informaram, a moto parecia flutuar no ar. O pânico tomou conta da cidade, principalmente quando um estudante de 17 anos passou a recusar viver socialmente após ser perseguido por um objeto estranho, numa experiência que mudou sua personalidade. Ele passou a ir à escola apenas se acompanhado por alguém que o leve e o traga, segurando sua mão.

O ufólogo Carlos Airton fotografou e filmou em Santa Quitéria vítimas e curiosos que, sempre à noite, dirigem-se ao local em que os estranhos objetos – chamados de “luzes” – aparecem com mais freqüência. Os casos na vasta região em que a cidade está localizada são tantos que, na realidade, parece estar em andamento uma onda ufológica. Além de Santa Quitéria, Canindé, Madalena, Guaíras e Sobral têm sido atingidas. Nestes municípios, em apenas 30 dias, foram registrados 58 casos de observação de UFOs rondando fazendas e sítios. Em virtude dos fatos, os rurícolas passaram a se recolher mais cedo com medo dos objetos, e em algumas ocasiões vêem luminosidades vermelhas ou azuis que adentram os casebres pelas brechas das inseguras portas ou janelas, obrigando-os a se esconderem atrás dos móveis, com medo de serem sugados.

crédito: cpu
A Casa de Pedro Rufino, encravada em plena caatinga do Ceará
Constituição da fuga de Pedro Rufino

Nos dias 08 e 09 de novembro, os próprios pesquisadores do CPU, conduzindo investigações na região, observaram vários pontos luminosos, um dos quais com características de UFO, ainda que não possamos classificá-lo como tal. Novamente consultamos os militares da Base Aérea de Fortaleza a respeito dos fenômenos e colhemos a informação de que nada foi detectado nos céus nos dias citados, além de que os aviões de treinamento da FAB não voaram naquelas datas. Entre as testemunhas dos avistamentos estavam integrantes da revista Fenômeno, as advogadas Amélia Cavalcante e sua filha Karla, além da sobrinha Aline e o engenheiro Marcos, funcionário da Prefeitura de Morada Nova. Infelizmente, os objetos não puderam ser documentados em novas fotografias.

Antena Parabólica —
Mas o caso de maior repercussão na cidade aconteceu com Pedro Rufino, que declarou ter sido perseguido por um objeto luminoso que lembrava uma grande antena parabólica. Rufino disse que apenas conseguiu livrar-se da perseguição embrenhando-se na caatinga e jogando-se embaixo de uma árvore. A testemunha goza de boa reputação e tem vários conterrâneos que confirmam sua aventura. Como a árvore que o abrigou era de médio tamanho e tinha poucas folhas e muitos galhos, isso foi o que possivelmente impediu a tal antena de descer até o solo e levá-lo, como já ocorreu a muita gente do sertão. O objeto, no entanto, criou uma marca em formato de ninho no solo. A testemunha apresentou estranhos sinais também em cada um dos ombros, na parte superior das clavículas, informando serem resultado da luz que o atingiu. Entretanto, sendo ele lenhador, as marcas podem ser sinais anteriores de transporte de madeira nas costas.

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Sobre o Autor

Carlos Airton Albuquerque Silva

É empresário na área de contabilidade, diretor de eventos do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), coordenador do site ND UFO [www.ndufo.hpg.com.br] e consultor da Revista UFO.

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