ARTIGO

Caso Varginha

Por A. J. Gevaerd | Edição 222 | 01 de Abril de 2015

NÃO HÁ
Créditos: RAFAEL AMORIM, exclusivo para a revista ufo

Caso Varginha

Poucos episódios de toda a história da Ufologia têm o poder explosivo do Caso Varginha, ocorrido em Minas Gerais, em 20 de janeiro de 1996. Raras são as ocorrências que têm todos os seus impressionantes elementos juntos, e mais raras ainda aquelas que foram investigadas com tanto rigor e detalhamento. Como ingrediente adicional ao espantoso acontecimento, que envolve a queda de um UFO e a captura de pelo menos dois de seus tripulantes ainda vivos, há o agravante de ter tido o envolvimento direto e secreto do Exército, que se apossou dos extraterrestres e não revela absolutamente nada do que ocorreu na ocasião.

Mas, como a população tem o direito de saber, alguns dos ufólogos envolvidos no levantamento dos estarrecedores fatos foram a fundo e fizeram a sua parte, mostrando à sociedade que algo desta envergadura ocorreu no país e é de conhecimento de suas autoridades. Alguns diriam que o Caso Varginha é o mais bem guardado segredo militar brasileiro. Entre estes ufólogos já estiveram, no passado, o advogado Ubirajara Rodrigues e o empresário Vitório Pacaccini, que lançaram os primeiros livros com detalhes do caso.

Agora é a vez do experiente pesquisador Marco Antonio Petit fazer o mesmo, ele que aguardou tantos anos para revelar aquilo que sabe. O que se verá nas páginas seguintes é um capítulo, o nono, de sua nova obra Varginha: Toda a Verdade Revelada, que a Revista UFO lançou em março durante o I Encontro de Ufologia Avançada do Paraná, em Curitiba. Ele é uma mostra do poder explosivo de toda a obra. “Tudo o que chegou ao meu conhecimento sobre o caso, está no livro. Esperei o momento certo para alguns detalhes se encaixarem para lançá-lo”, afirma Petit.

O Caso Varginha, certamente o mais importante episódio da história da Ufologia Brasileira, e talvez Mundial, teve inúmeras circunstâncias raríssimas de se encontrar na pesquisa da presença alienígena na Terra — que, combinadas em uma mesma ocorrência, dão ao caso uma relevância ainda maior e mais surpreendente. Tivemos muito mais do que a queda de um disco voador e resgate de alguns de seus tripulantes ainda com vida em 20 de janeiro de 1996, em Minas Gerais. Tivemos o envolvimento secreto e até hoje negado do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros de Varginha, a morte de pelo menos um dos soldados envolvidos no processo de captura, um incrível Inquérito Policial Militar para se apurar vazamentos, recuperação e transporte dos destroços da nave, autópsia nos ETs capturados, participação de membros da Inteligência norte-americana etc. Tudo isso forma um cenário que faria empalidecer o Caso Roswell, tido como o maior de todos os tempos. Varginha o supera em muitos aspectos, como temos visto neste livro. E ainda há muito o que revelar.

Dos quatro investigadores principais da história, que estavam envolvidos e liderando as pesquisas quando fizemos a denúncia sobre a morte de Marco Eli Chereze e sua participação na captura de uma das criaturas, por ocasião do primeiro aniversário do Caso Varginha, em janeiro de 1997, eu fui o último a me integrar as pesquisas. Tomei conhecimento do caso por intermédio do programa Fantástico, da Rede Globo, exibido no dia 11 de fevereiro de 1996, apenas duas semanas e meia após o incidente. Apesar de, à época, ter ficado impressionado com a aparente sinceridade de Liliane, Valquíria e Kátia, três testemunhas chaves do episódio — e de ter percebido o aspecto emocional que envolvia cada uma delas ao se expressarem sobre o avistamento da estranha criatura que ainda estava solta nos arredores de Varginha —, não estava pronto para aceitar o caráter ufológico do episódio e, por que não dizer, de tudo aquilo que havia sido veiculado no referido programa, independentemente de meu conhecimento sobre a seriedade do pesquisador Ubirajara Rodrigues e de nossa amizade. Rodrigues era, como eu, coeditor da Revista UFO e morava a poucos quilômetros de onde os fatos principais se deram, levantando-os logo após seu acontecimento.

Eu já conhecia Rodrigues, que havia sido entrevistado pelo programa, há muitos anos. O pesquisador, inclusive, tinha participado de vários seminários ufológicos promovidos por mim na cidade do Rio de Janeiro, sempre na qualidade de conferencista convidado. Nossa amizade tinha tido início no ano de 1980, durante um evento realizado na cidade de Niterói, onde cada um de nós havia proferido uma conferência como convidados de um grupo local, que hoje não existe mais. Em fevereiro de 1996, eu residia na localidade de Itaipava, um distrito do município de Petrópolis, na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Apesar de ter conversado com o pesquisador por telefone poucos dias depois daquele primeiro Fantástico e verificado o quanto ele estava, de fato, convencido da realidade ufológica da história, eu ainda tinha minhas reservas quanto a este aspecto ou interpretação.

Um encontro decisivo

Na noite em que conversamos sobre o assunto pela primeira vez, Rodrigues já havia sido procurado por Vitório Pacaccini — outro pesquisador mineiro que aderiu às investigações do Caso Varginha na primeira hora — e já tivera acesso à gravação de áudio contendo o primeiro depoimento de um militar diretamente relacionado à história, fato já mencionado neste livro. O que me chamou a atenção durante aquela nossa primeira conversa foi o estado de euforia e quase desequilíbrio emocional do pesquisador ao mencionar o documento que confirmava tudo aquilo que as autoridades militares estavam negando. Eu conhecia bem Rodrigues e sabia que para ele estar se expressando daquela forma, algo de muito sério havia chegado às suas mãos. Apesar de ter ficado de início profundamente interessado, eu acompanharia ainda durante certo tempo a história de longe, sem viajar a Varginha.

Poucas semanas depois, entretanto, tive a oportunidade de me encontrar com Rodrigues e de conhecer pessoalmente Pacaccini. A professora Irene Granchi, grande pioneira da Ufologia Brasileira e por alguns considerada como sua “grande matriarca”, havia convidado Rodrigues para se apresentar em um evento público, que ocorreu no centro da cidade em um espaço que, na época, ela usava com constância para as reuniões e eventos de seu grupo, o Centro de Investigação Sobre a Natureza dos Extraterrestres (CISNE), hoje extinto. O local, uma sala para projeção de filmes, fazia parte de um conjunto empresarial de propriedade do amigo Átila Martins, que, entre outras atividades ligadas à Ufologia, fora o responsável pelo lançamento da revista OVNI Documento, cuja editora era dona Irene. A revista durou poucos anos.

Compareci ao evento e assisti com atenção às apresentações de Rodrigues e de Pacaccini, que participava como convidado do primeiro — dona Irene ainda não conhecia a importância do pesquisador dentro do caso. Após o encerramento do evento, soube por ambos que muitas das informações já obtidas não tinham sido repassadas ao público naquela oportunidade. Foi-me feito, então, um convite para uma conversa mais privada e pessoal no dia seguinte, antes que os investigadores voltassem ao sul de Minas. O encontro aconteceu na manhã subsequente, no Shopping Rio-Sul, um dos maiores da cidade. Ali, enquanto tomávamos um café, fiquei sabendo de coisas surpreendentes e que ambos haviam conseguido obter os nomes de vários dos militares que participaram diretamente do caso. A partir daquele encontro, e de algumas das informações que haviam sido expostas nas próprias palestras, principalmente na parte apresentada por Pacaccini, minhas dúvidas sobre o caráter ufológico da história foram sendo progressivamente dissipadas.

No dia 04 de maio de 1996 seria realizado mais um evento de meu grupo, a Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU), na cidade do Rio de Janeiro, dentro da série que eu havia lançado, denominada UFO-Rio. Aquele seminário teria como conferencista, além de minha pessoa, o pesquisador e engenheiro Claudeir Covo, infelizmente hoje já falecido, que também foi coeditor da Revista UFO — Covo, Rodrigues, Gevaerd e eu, além do ufólogo nordestino Reginaldo de Athayde, fomos os fundadores da chamada Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que em 2004, por meio da UFO, lançou a campanha “UFOs: Liberdade de Informação Já” para pedir ao Governo Federal que abra seus arquivos secretos sobre UFOs. Deu certo!

“Chamamento geral”

Entretanto, no dia 26 de abril fui informado pela administração do teatro do IBAM, onde faria o evento, que devido a problemas técnicos ele precisaria ser adiado. Diante da situação, no início da madrugada do dia 27 telefonei para Covo para avisar do problema e acertarmos uma nova data. O pesquisador imediatamente sugeriu que aproveitássemos, então, o dia 04 de maio para realizarmos uma reunião em Varginha, com o objetivo de discutirmos a situação que cada vez estava mais explosiva do caso, que, àquela altura, já se sabia como o mais importante da Ufologia Brasileira, pois envolvia, incrivelmente, a captura de pelo menos dois seres extraterrestres ainda vivos por militares, coisa que nunca se viu antes em lugar algum do mundo. Decidi que não poderia mais adiar minha ida ao sul de Minas e apoiei Covo em sua proposição, que por telefone fez os acertos necessários com Rodrigues e Pacaccini. Houve uma espécie de “chamamento geral” para o meio ufológico brasileiro e em poucos dias inúmeros grupos considerados sérios na época tiveram seus investigadores convidados para participar, além daqueles que, de uma forma ou outra, já estavam acompanhando e interagindo nas pesquisas.

Quando cheguei a Varginha, na noite de 03 de maio, soube por Pacaccini, que fora de carro me buscar na rodoviária da cidade, sobre a proposta de suborno feita à família das testemunhas principais, Liliane, Valquíria e sua mãe, Luíza Helena, mencionadas já no capítulo anterior. O pesquisador expressou sua preocupação com o que estava acontecendo e me informou que havia outro problema: uma equipe do programa humorístico Casseta & Planeta, da Rede Globo, tinha chegado à cidade e solicitado uma entrevista com as meninas e os dois pesquisadores mineiros que apareceriam, caso aceitassem, dentro de um enredo humorístico. Tal coisa seria evidentemente um desastre e acabaria com toda a seriedade que envolvia os acontecimentos e a própria pesquisa. A Rede Globo estava apoiando, por meio do Fantástico, a divulgação séria dos fatos inerentes ao caso, tendo colocado até àquela data, além da matéria do dia 11 de fevereiro, outra no dia 25 do mesmo mês.

Segundo Pacaccini, Rodrigues havia, ao receber a solicitação por meio de uma ligação telefônica, agido com prudência e inteligência, percebendo que uma negativa direta poderia gerar também problemas. Informou aos membros da produção que teriam que passar a solicitação à família. Conversaram com dona Luíza Helena e com suas filhas e explicaram as implicações de uma possível participação naquele programa. A família chegou a receber até uma oferta em dinheiro, um cachê, para participar. Luíza Helena e suas filhas, entretanto, entenderam a situação perfeitamente e não aceitaram qualquer forma de presença nas gravações, que mesmo assim aconteceram na cidade, envolvendo vários moradores e, em certo momento, uma verdadeira multidão. Após ter sido informado por Pacaccini do que estava acontecendo, ele me deixou na residência de Rodrigues, onde eu ficaria hospedado para participar da reunião do dia seguinte, que ocorreria em um auditório que existia em um anexo da casa do pesquisador e advogado.

Uma reunião histórica

Na manhã de 04 de maio, os pesquisadores convidados começaram a chegar e aqueles que já estavam participando das pesquisas faziam suas exposições para os demais, já reunidos no auditório, passando as últimas informações. Claudeir Covo, Osvaldo e Eduardo Mondini, Pacaccini e o próprio Rodrigues, entre outros, fizeram suas explanações e expuseram suas opiniões sobre vários aspectos do caso. A mídia também havia sido convocada para tomar conhecimento das novas revelações, mas iria apenas à tarde. Apesar de ter chegado a Varginha na véspera, eu já estava mais do que informado sobre o que havia sido conseguido e documentado por Rodrigues e Pacaccini em suas investigações, salvo alguns poucos detalhes dos quais fui informado na ocasião. Minha surpresa foi o nível de detalhamento que os irmãos Osvaldo e Eduardo Mondini, que até aquela data estavam à frente das pesquisas na região de Campinas, tinham conseguido. Eles ocuparam boa parte do tempo da manhã na tribuna, com suas revelações. Campinas tinha muita importância para o Caso Varginha porque é para lá que um comboio do Exército levou pelo menos uma das criaturas capturadas, que foi recebida, já morta, pela equipe e pelo próprio professor Fortunato Badan Palhares, médico legista da Universidade de Campinas (Unicamp).

Ainda na reunião, depois das manifestações e pronunciamentos de cada um que desejou apresentar suas pesquisas ou ideias, estava chegando o momento crucial para os pesquisadores presentes. Na parte da tarde, quando as portas do auditório fossem abertas para a mídia, por volta das 17h00, além da denúncia sobre a tentativa de suborno da família Silva — para que as meninas Valquíria e Liliane, além de sua amiga Kátia, que avistaram e descreveram detalhadamente um dos tripulantes do UFO e, com isso, ganharam relevância nacional e se tornaram algo além dos que queriam acobertar o caso —, da apresentação dos avistamentos ufológicos mais recentes no sul de Minas, que continuavam acontecendo, e de uma nota oficial assinada pelos representantes dos grupos ali presentes, poderia haver para os jornalistas, pela primeira vez, a divulgação dos nomes e patentes de alguns dos principais militares do Exército envolvidos diretamente com o Caso Varginha. Todos eles membros da Escola de Sargento das Armas (ESA), da vizinha Três Corações. Os nomes haviam sido revelados para os pesquisadores mineiros por informantes da própria instituição militar.

Por volta das 15h00, justamente quando os presentes faziam suas ponderações a favor ou contra a divulgação para a mídia dos nomes dos militares envolvidos, Pacaccini, que havia saído do salão onde se processava o debate para atender uma ligação, retornou ao auditório e, de maneira discreta, solicitou que eu o acompanhasse. Percebi, imediatamente, que alguma coisa de importante estava acontecendo. Retirei-me do ambiente procurando não despertar maiores atenções, seguindo o pesquisador. Com exceção do jornalista Luiz Petry, da produção do programa Fantástico (o único jornalista presente até então), que vinha acompanhando a história do caso de uma posição privilegiada, graças ao nível de confiança desenvolvido na época entre ele e os dois pesquisadores mineiros (Rodrigues e Pacaccini), nenhum dos presentes notou a importância daquele momento.

Ao sair do auditório, fui informado que estava chegando à cidade uma das principais fontes militares, que então já vinha colaborando com os dois pesquisadores locais, passando informações valiosas. Tratava-se de um membro do Exército, mais especificamente da Escola de Sargento das Armas. Ele havia sido convencido a prestar um depoimento detalhado, que seria gravado em vídeo, documentando alguns dos aspectos mais importantes de toda a história do Caso Varginha. Eu havia sido o escolhido para, junto com Pacaccini, cumprir a missão. Aquele membro da instituição militar era quem havia passado os nomes de alguns dos militares da ESA diretamente envolvidos com alguns dos aspectos mais importantes da história. No momento de nossa saída, já quando estávamos na rua em frente ao auditório, prontos para entrar no carro com o equipamento de gravação, fomos surpreendidos pela aproximação de Petry, que nos interpelou, principalmente a Pacaccini, solicitando acesso ao que estava acontecendo. Pelo menos daquela vez ele não podia saber a verdade, pois sua presença poderia colocar em risco o sucesso de nossa missão. O militar poderia ficar receoso de se deixar gravar na presença de um dos principais jornalistas do país. Eu mesmo havia deixado a reunião sem fazer qualquer comentário sobre minha saída a um dos membros de meu grupo, o pesquisador Renato Travassos.

Depoimento explosivo

Caso os ufólogos reunidos em Varginha naquela tarde decidissem pela exposição pública dos nomes dos militares envolvidos, seria mais do que fundamental termos em mãos um registro em vídeo das informações que já haviam sido prestadas, incluindo a citação dos seus nomes e patentes — minha missão naquela tarde memorável foi um dos momentos que nunca se viu antes em lugar algum do mundo. Decidi que não poderia mais adiar minha ida ao sul de Minas e apoiei Covo em sua proposição, que por telefone fez os acertos necessários com Rodrigues e Pacaccini. Houve uma espécie de “chamamento geral” para o meio ufológico brasileiro e em poucos dias inúmeros grupos considerados sérios na época tiveram seus investigadores convidados para participar, além daqueles que, de uma forma ou outra, já estavam acompanhando e interagindo nas pesquisas.

Quando cheguei a Varginha, na noite de 03 de maio, soube por Pacaccini, que fora de carro me buscar na rodoviária da cidade, sobre a proposta de suborno feita à família das testemunhas principais, Liliane, Valquíria e sua mãe, Luíza Helena, mencionadas já no capítulo anterior. O pesquisador expressou sua preocupação com o que estava acontecendo e me informou que havia outro problema: uma equipe do programa humorístico Casseta & Planeta, da Rede Globo, tinha chegado à cidade e solicitado uma entrevista com as meninas e os dois pesquisadores mineiros que apareceriam, caso aceitassem, dentro de um enredo humorístico. Tal coisa seria evidentemente um desastre e acabaria com toda a seriedade que envolvia os acontecimentos e a própria pesquisa. A Rede Globo estava apoiando, por meio do Fantástico, a divulgação séria dos fatos inerentes ao caso, tendo colocado até àquela data, além da matéria do dia 11 de fevereiro, outra no dia 25 do mesmo mês.

Segundo Pacaccini, Rodrigues havia, ao receber a solicitação por meio de uma ligação telefônica, agido com prudência e inteligência, percebendo que uma negativa direta poderia gerar também problemas. Informou aos membros da produção que teriam que passar a solicitação à família. Conversaram com dona Luíza Helena e com suas filhas e explicaram as implicações de uma possível participação naquele programa. A família chegou a receber até uma oferta em dinheiro, um cachê, para participar. Luíza Helena e suas filhas, entretanto, entenderam a situação perfeitamente e não aceitaram qualquer forma de presença nas gravações, que mesmo assim aconteceram na cidade, envolvendo vários moradores e, em certo momento, uma verdadeira multidão. Após ter sido informado por Pacaccini do que estava acontecendo, ele me deixou na residência de Rodrigues, onde eu ficaria hospedado para participar da reunião do dia seguinte, que ocorreria em um auditório que existia em um anexo da casa do pesquisador e advogado.

Uma reunião histórica

Na manhã de 04 de maio, os pesquisadores convidados começaram a chegar e aqueles que já estavam participando das pesquisas faziam suas exposições para os demais, já reunidos no auditório, passando as últimas informações. Claudeir Covo, Osvaldo e Eduardo Mondini, Pacaccini e o próprio Rodrigues, entre outros, fizeram suas explanações e expuseram suas opiniões sobre vários aspectos do caso. A mídia também havia sido convocada para tomar conhecimento das novas revelações, mas iria apenas à tarde. Apesar de ter chegado a Varginha na véspera, eu já estava mais do que informado sobre o que havia sido conseguido e documentado por Rodrigues e Pacaccini em suas investigações, salvo alguns poucos detalhes dos quais fui informado na ocasião. Minha surpresa foi o nível de detalhamento que os irmãos Osvaldo e Eduardo Mondini, que até aquela data estavam à frente das pesquisas na região de Campinas, tinham conseguido. Eles ocuparam boa parte do tempo da manhã na tribuna, com suas revelações. Campinas tinha muita importância para o Caso Varginha porque é para lá que um comboio do Exército levou pelo menos uma das criaturas capturadas, que foi recebida, já morta, pela equipe e pelo próprio professor Fortunato Badan Palhares, médico legista da Universidade de Campinas (Unicamp).

Ainda na reunião, depois das manifestações e pronunciamentos de cada um que desejou apresentar suas pesquisas ou ideias, estava chegando o momento crucial para os pesquisadores presentes. Na parte da tarde, quando as portas do auditório fossem abertas para a mídia, por volta das 17h00, além da denúncia sobre a tentativa de suborno da família Silva — para que as meninas Valquíria e Liliane, além de sua amiga Kátia, que avistaram e descreveram detalhadamente um dos tripulantes do UFO e, com isso, ganharam relevância nacional e se tornaram algo além dos que queriam acobertar o caso —, da apresentação dos avistamentos ufológicos mais recentes no sul de Minas, que continuavam acontecendo, e de uma nota oficial assinada pelos representantes dos grupos ali presentes, poderia haver para os jornalistas, pela primeira vez, a divulgação dos nomes e patentes de alguns dos principais militares do Exército envolvidos diretamente com o Caso Varginha. Todos eles membros da Escola de Sargento das Armas (ESA), da vizinha Três Corações. Os nomes haviam sido revelados para os pesquisadores mineiros por informantes da própria instituição militar.

Por volta das 15h00, justamente quando os presentes faziam suas ponderações a favor ou contra a divulgação para a mídia dos nomes dos militares envolvidos, Pacaccini, que havia saído do salão onde se processava o debate para atender uma ligação, retornou ao auditório e, de maneira discreta, solicitou que eu o acompanhasse. Percebi, imediatamente, que alguma coisa de importante estava acontecendo. Retirei-me do ambiente procurando não despertar maiores atenções, seguindo o pesquisador. Com exceção do jornalista Luiz Petry, da produção do programa Fantástico (o único jornalista presente até então), que vinha acompanhando a história do caso de uma posição privilegiada, graças ao nível de confiança desenvolvido na época entre ele e os dois pesquisadores mineiros (Rodrigues e Pacaccini), nenhum dos presentes notou a importância daquele momento.

Ao sair do auditório, fui informado que estava chegando à cidade uma das principais fontes militares, que então já vinha colaborando com os dois pesquisadores locais, passando informações valiosas. Tratava-se de um membro do Exército, mais especificamente da Escola de Sargento das Armas. Ele havia sido convencido a prestar um depoimento detalhado, que seria gravado em vídeo, documentando alguns dos aspectos mais importantes de toda a história do Caso Varginha. Eu havia sido o escolhido para, junto com Pacaccini, cumprir a missão. Aquele membro da instituição militar era quem havia passado os nomes de alguns dos militares da ESA diretamente envolvidos com alguns dos aspectos mais importantes da história. No momento de nossa saída, já quando estávamos na rua em frente ao auditório, prontos para entrar no carro com o equipamento de gravação, fomos surpreendidos pela aproximação de Petry, que nos interpelou, principalmente a Pacaccini, solicitando acesso ao que estava acontecendo. Pelo menos daquela vez ele não podia saber a verdade, pois sua presença poderia colocar em risco o sucesso de nossa missão. O militar poderia ficar receoso de se deixar gravar na presença de um dos principais jornalistas do país. Eu mesmo havia deixado a reunião sem fazer qualquer comentário sobre minha saída a um dos membros de meu grupo, o pesquisador Renato Travassos.

Depoimento explosivo

Caso os ufólogos reunidos em Varginha naquela tarde decidissem pela exposição pública dos nomes dos militares envolvidos, seria mais do que fundamental termos em mãos um registro em vídeo das informações que já haviam sido prestadas, incluindo a citação dos seus nomes e patentes — minha missão naquela tarde memorável foi um dos momentos mais especiais e significativos de minha trajetória dentro da Ufologia. Após realizar a gravação do depoimento de nossa fonte militar, Pacaccini e eu deixamos o militar, que estava de folga, em frente à rodoviária de Varginha para que ele seguisse viagem para sua cidade. Naquele dia ele havia saído horas antes da Escola de Sargento das Armas para prestar o explosivo depoimento, que gravei nas dependências da casa do pai de Rodrigues. O militar era, definitivamente, contrário à manutenção do acobertamento sobre o caso. Na sequência dos acontecimentos fui deixado por Pacaccini, que dirigia um automóvel que, até o início do caso, era usado normalmente pela esposa de Rodrigues, na esquina da rua onde se processava a reunião. O pesquisador seguiu, então, para buscar dona Luíza Helena e suas filhas — estávamos em uma corrida contra o relógio e nada poderia, por conta das implicações do que estávamos planejando, sair errado.

Quando adentrei o auditório, depois de uma ausência de quase duas horas, por incrível que possa parecer, não houve qualquer questionamento por parte dos outros ufólogos quanto à minha saída. Apenas Covo e Rodrigues, os únicos que sabiam de tudo, me questionaram com discrição sobre a missão que tinha envolvido a mim e a Pacaccini. Respondi que havia sido cumprida, o que deixou os dois não só aliviados, mas confiantes para o que aconteceria dali a poucos minutos. Para minha surpresa, fui informado por ambos que uma expressiva parcela dos pesquisadores estava contra a ideia de divulgar os nomes e patentes dos militares da ESA para os jornalistas. Eu, então, expus a Covo e a Rodrigues que dificilmente teríamos outra oportunidade como aquela. Se não apresentássemos aos jornalistas algo realmente importante, eles duramente retornariam em outra ocasião, se convocados. Os dois pesquisadores pensavam da mesma forma e entre nós ficou acertada a divulgação dos nomes e patentes dos militares. Decidimos ignorar as opiniões contrárias e mostrar que ali existiam pessoas dispostas a tudo pelo estabelecimento da verdade, capazes de fato de se comprometerem com aquilo que defendiam, levando o assunto até as últimas consequências, se assim fosse necessário.

A partir daquele momento, as coisas aconteceriam em um ritmo alucinante, o que surpreendeu não só boa parte dos demais ufólogos presentes, mas a própria mídia. As portas do auditório foram imediatamente abertas para os jornalistas. Dona Luíza, Liliane e Valquíria chegaram trazidas por Pacaccini, que logo em seguida me perguntou o que ele devia ou não falar. Não havia tempo para explicar ou comentar o que tinha acontecido antes. Disse, então, a ele que deveria revelar tudo, inclusive os nomes e patentes dos militares da ESA diretamente envolvidos com a história. Ressaltei que apenas aqueles detalhes que poderiam ser utilizados para a identificação de nossos informantes deveriam ser preservados (não revelados). Por questões éticas, já que até aquele momento do caso ele havia sido o principal investigador na obtenção dos depoimentos militares, Pacaccini havia sido escolhido previamente, mesmo antes da gravação daquela tarde, para fazer as revelações relacionadas ao envolvimento militar, que com a decisão tomada por Rodrigues, Covo e eu, incluiria o aspecto mais crucial e potencialmente problemático discutido na reunião.

Rodrigues e Pacaccini deram início aos trabalhos apresentando dona Luíza Helena e suas filhas. Pela gravidade do que tinha acontecido e seria revelado segundos depois, Rodrigues explicou aos jornalistas que a mãe das meninas é quem faria uma declaração. Luíza Helena fez, em seguida, um relato detalhado de como a família havia recebido poucos dias antes, em 29 de abril, uma tentativa de suborno para que as meninas desmentissem tudo o que até aquela data insistiam em afirmar terem observado: uma criatura extraterrestre, provavelmente a que escapou do primeiro processo de captura, na manhã de 20 de janeiro, encostada junto a um muro de um terreno baldio do Jardim Andere, em Varginha. A repercussão foi imediata e os jornalistas começaram a fazer perguntas, em parte na busca de sinais que pudessem identificar os responsáveis por aquele ato extremo que visava, sem dúvida, a desmoralização do caso.

Entidades biológicas

Logo em seguida, o pesquisador Claudeir Covo leu o manifesto que havia sido redigido e assinado pelos diretores ou responsáveis pelos grupos presentes na reunião, do qual fui um dos signatários em nome do citado AFEU. O documento afirmava, entre outras coisas, que “criaturas biologicamente não classificadas, paracientificamente conhecidas como entidades biológicas extraterrestres (EBEs)”, haviam sido capturadas, mantidas sob observação médica e posteriormente retiradas da cidade, em uma complexa operação que envolvera autoridades militares e profissionais civis. A nota conclamava, também, outras possíveis testemunhas a se manifestarem, tendo sempre como garantia a manutenção de seu anonimato, caso requerido. Em seguida, Pacaccini iniciou sua exposição na histórica reunião, revelando os detalhes básicos do caso e as últimas informações conseguidas por meio de nossas fontes militares, relativas às operações que resultaram na captura de duas criaturas, com a participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Exército. O pesquisador revelava naquela oportunidade que a segunda entidade alienígena havia passado de forma definitiva pelo Hospital Regional do Sul de Minas, no centro da cidade, e em seguida pelo Hospital Humanitas, particular e mais reservado, antes de ser retirada já morta da cidade — para muitos dos presentes, incluindo um número razoável dos ufólogos, as revelações tinham terminado.

Mas, logo em seguida, Pacaccini revelou que já tinha o conhecimento dos nomes dos envolvidos na retirada da criatura que falecera nas dependências do Humanitas. Imediatamente, ele foi questionado por uma jornalista sobre quem seriam essas pessoas. O pesquisador começou afirmando que toda aquela operação “havia sido coordenada pelo tenente-coronel Olímpio Vanderlei, de Três Corações, pessoa conhecida no quartel e, até de certo modo, temida”. O pesquisador mencionou ainda os nomes do capitão Ramires, do tenente Tibério, este da Polícia do Exército, e do sargento Pedrosa. Pacaccini ainda revelou na ocasião os nomes dos militares que estiveram no comando como motoristas dos três caminhões que retiraram a criatura morta do Humanitas e seu traslado para dentro das instalações da Escola de Sargento das Armas. Seriam eles o cabo Vassalo e os soldados Cirilo e De Mello. Em seguida, disse que os mesmos caminhões seguiram para Campinas, no dia seguinte, como comentado em capítulo anterior.

Conforme Pacaccini prestava seu depoimento, e principalmente a partir do momento em que começou a citar os nomes dos militares envolvidos, podia-se perceber o quanto alguns dos ufólogos estavam arrependidos por terem comparecido àquela reunião. Afinal, todos ali, de uma forma ou outra, poderiam aparecer nas gravações que estavam sendo feitas pela mídia e serem identificados posteriormente. Após responder a várias perguntas dos jornalistas, que incluíram até um questionamento sobre a possibilidade de alguma forma de represália por parte do Exército, frente às suas declarações — um dos jornalistas chegou a declarar que ele provavelmente seria processado — o pesquisador encerrou seu pronunciamento. Alguns repórteres imaginaram que as revelações haviam chegado ao fim e que a conferência de imprensa estivesse finalizada. Imediatamente, percebendo o que acontecia, Rodrigues tomou a palavra e, dirigindo-se aos jornalistas, disse que nossa reunião não estava encerrada, convidando os irmãos Eduardo e Osvaldo Mondini a apresentarem o resultado de suas pesquisas e as informações conseguidas na região de Campinas, que haviam sido detalhadas na parte da manhã.

Filmagem impressionante

Varginha estava se transformando, naquele dia histórico para a Ufologia Brasileira, em algo muito mais sério do que a maioria dos ufólogos poderia imaginar. Expressiva parcela dos pesquisadores que haviam comparecido à reunião nunca mais retornaria à cidade. Um dos mais antigos e conhecidos ufólogos de nosso país, já imaginando o que poderia acontecer, preferiu ficar longe de Varginha, apesar de sua presença na reunião ter sido anunciada previamente pela própria mídia, mediante divulgação repassada para os jornais locais por Rodrigues. Anos atrás, quando estive com ele pela última vez, foi homem o suficiente para assumir seu receio de se envolver com a história. Disse claramente que não havia ido ao sul de Minas, mais especificamente àquela reunião, por conta do componente militar da história e de suas possíveis implicações. Depois de encerrada aquela conferência de imprensa, algumas entrevistas ainda foram gravadas na mesma região, principalmente com Rodrigues e Pacaccini, para canais locais, que apesar de filiados às grandes redes de televisão do país, tinham também uma programação jornalística própria ou parcelas do tempo dentro dos telejornais de âmbito estadual.

Uma das coisas veiculadas naquela mesma noite em um daqueles programas, dentro de uma entrevista gravada com Rodrigues, foi uma filmagem que eu havia trazido do Rio de Janeiro e que fazia parte de um documentário que eu lançara em vídeo pouco tempo antes. Uma dona de casa mexicana, a senhora Sara Cuevas, no ano de 1994, havia conseguido filmar durante uma noite, a poucos metros de distância de sua residência, uma criatura luminescente cuja cabeça era extremamente semelhante aos seres relatados em Varginha. A entidade alienígena apresentava, ainda, na parte superior de sua cabeça, uma espécie de elmo que envolvia parte de seu crânio, como o constatado em outra criatura extraterrestre observada durante aquela onda ufológica no Zoológico de Varginha, com duas protuberâncias ou antenas. Rodrigues havia ficado bastante impressionado ao receber de minhas mãos aquela documentação e aproveitou a oportunidade da entrevista para sua apresentação, fazendo referência ao meu nome, como sendo o responsável pela presença do filme em sua cidade.

A repercussão na mídia

Os telejornais das emissoras locais exibidos na noite de sábado, 04 de maio de 1996, colocaram no ar toda a história, destacando a tentativa de suborno sofrida por dona Luíza Helena e suas filhas, o manifesto assinado pelos representantes dos principais grupos de investigação ufológica do país, e principalmente as declarações de Pacaccini sobre os novos detalhes do caso que haviam sido apurados, incluindo os nomes dos militares da ESA diretamente envolvidos nas operações. A partir daquele dia, os responsáveis pelas operações de acobertamento e dissimulação da verdade sobre o Caso Varginha descobriram o quanto estavam enganados em relação à capacidade investigativa e de tratar o assunto dos principais pesquisadores envolvidos com o caso. Ficava claro também que, apesar de toda a pressão exercida pelo Exército sobre seu contingente, por meio do comando da Escola de Sargento das Armas, para manter a história longe dos ufólogos e da própria população, o acobertamento estava a ponto de ser implodido de maneira definitiva.

Militares diretamente envolvidos com as operações de captura e transporte das criaturas, incluindo a retirada das mesmas do sul de Minas Gerais, estavam de fato colaborando com os pesquisadores. Rodrigues, no final do encontro com os jornalistas, e tendo em mente a existência da gravação em áudio obtida por Pacaccini, em fevereiro, com uma testemunha envolvida na captura da primeira entidade alienígena e a gravação em vídeo que eu havia acabado de realizar, documentando o depoimento de um dos militares da ESA, afirmou aos jornalistas que estávamos de posse, inclusive, de depoimentos gravados de informantes militares, que, dependendo do que acontecesse em seguida, poderiam ser tornados públicos. Ubirajara Franco Rodrigues, apesar de toda a sua experiência como advogado, havia feito, inclusive, consultas a juristas conhecidos para avaliar as possíveis repercussões das atitudes que estávamos começando a tomar e que representaram, com certeza, um forte golpe contra os gestores do processo de acobertamento. Mas o Exército, que estava no comando de todas as operações, não pretendia, dentro dos princípios ligados à área da inteligência militar, esperar pelos nossos próximos passos sem antes buscar uma reação efetiva, frente a tudo o que havia acontecido naquela data histórica.

Enfim, este capítulo mostra que o Caso Varginha recebeu logo de imediato uma atenção da mídia que nunca havíamos visto antes, e que possibilitou muitas ações posteriores por parte dos pesquisadores. Não era “mais um caso ufológico” simplesmente, mas um dos mais robustos e que seria também o mais bem investigado de toda a história da Ufologia Brasileira e talvez Mundial. O resultado deste trabalho, que segue sendo apresentado nesta obra, mostra que as naves alienígenas, apesar de altamente avançadas, também podem sofrer avarias e até cair na Terra, como aconteceu em 20 de janeiro de 1996, no sul de Minas Gerais. O incrível foi que a tragédia não ceifou a vida de pelo menos alguns de seus tripulantes — apesar de não sabermos quantos eram —, mas que tiveram a infelicidade de não ter grande resistência ao ambiente terreno. Isso ficou claro quando foram capturados, praticamente sem oferecer resistência, vindo a falecer em seguida. Esta impressionante história e todos os seus desdobramentos contam com a participação direta do Exército Brasileiro, sendo um de seus maiores segredos, que em Varginha: Toda a Verdade Revelada procuramos mostrar.


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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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