Edição 17
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Caso Varginha: um divisor de águas

Por
01 de Mar de 1997
Créditos: Alberto Romero

Completa um ano o Caso Varginha. Rios de tinta foram consumidos, horas e mais horas de Internei, centenas de cartas, faxes e telefonemas (sem falarmos das fitas de vídeo e K7 gravadas), além de inúmeras viagens realizadas pelos pesquisadores, que corajosamente enfrentaram os militares e as "sutilezas" dos Grupos de Inteligência do Exército empenhados em querer empurrar tudo para baixo do tapete. Algumas pessoas devem achar que houve todo esse corre-corre e que depois tudo voltou ao normal. Mas não é bem assim... Quem é ou já foi ecologicamente incorreto sabe que, primeiro, deve-se levantar a lebre para depois abatê-la. Nenhuma bomba veiculada pela Imprensa foi sem propósito — visto que a opinião pública tinha que tomar conhecimento do que realmente estava acontecendo, das mentiras e simulações tramadas e perpetradas pelos agentes da desinformação.

Agora, conseguida a maioria dos objetivos, deve-se deixar baixar a poeira e continuar o trabalho, indo cada vez mais fundo até trazer toda a verdade à tona. Graças a Deus, o tempo do obscurantismo recebeu a extrema-unção. Vamos lutar e torcer com todas nossas forças para que não o revivamos ou aconteçam novas injustiças — como as que sofreram o professor João de Freitas Guimarães, o contatado Dino Kraspedon e tantos outros. E não é porque os poderosos não tentaram! Telefones grampeados, correspondências violadas, pesquisadores seguidos ostensivamente, tentativas de intimidação foram algumas das providências tomadas no sentido de evitar que as informações vazassem.

Mas através do esforço e dedicação de pessoas que levam a Ufologia a sério, a própria Imprensa, antes fechada a assuntos do gênero, abriu seu seleto espaço e reconheceu o trabalho dos ufólogos. Aliás, hoje não é mais tão raro encontrar representantes graduados das Forças Armadas que admitam a existência de UFOs — e alguns chegam até a confessar que já viram tais máquinas, embora ainda não queiram seus nomes divulgados por medo de represálias. E, as coisas mudaram... Aqueles que outrora promoviam a ridicularização das testemunhas, hoje se comportam de forma muito diferente, demostrando, em alguns casos, confusão e claras evidências de um certo temor, uma estupefação, ante o atual estágio dos acontecimentos.

Por sorte, nosso Caso Varginha ganhou repercussão mundial em um nível que se resulta quase impossível de silenciar — a exemplo do que fizeram nos EUA, há quase 50 anos, com o Caso Roswell —, além do mais, dificilmente teremos algum major Jesse Mareei para "pagar o pato". O grande escritor Emile Zolá disse que se tentarmos enterrar a verdade para que ela não apareça, por mais fundo que seja, ela crescerá até o ponto em que, ao surgir, arrasará com "tudo. E é exatamente isso que está acontecendo. O Caso Varginha é definitivamente um enorme divisor de águas. Graças a ele e à coragem cívica que demostraram os militares que decidiram falar, embora seus depoimentos, por enquanto, devam ser mantidos no mais rigoroso sigilo, sabemos que muitos outros acabarão engrossando as fileiras e casos semelhantes ou mais sérios serão esclarecidos.

TAMBÉM NA BAHIA: MILITARES ENVOLVIDOS NOUTRA QUEDA — Também não temos mais dúvidas de que outro caso semelhante à Varginha ocorreu na cidade baiana de Feira de Santana, onde houve a queda de um UFO e um fazendeiro resgatou dois corpos e alguns fragmentos da aeronave, sendo surpreendido pelos órgãos de segurança quando tentava vender a história, ao mesmo tempo em que anilavam uma arapuca — que não funcionou. No caso de Feira de Santana, os seres eram assim: um parecia gente e outro, todo peludo, era como um bicho preguiça. Em Varginha, um dos seres visto pelos soldados também era peludo.

Para se ter idéia, somente em 1996 foram constatados pelo menos mais três importantes casos ufológicos: o de Manchester, Inglaterra, em 06 de janeiro, onde quase houve a colisão com um avião da BUA e um UFO, o do município de Conceição do Almeida (BA), em 20 de fevereiro — desta vez a aeronave envolvida era de caráter comercial —, e o de Nova York, em que um avião da TWA caiu, no dia 02 de julho, devido à perseguição de uma luz — segundo informações do FBI. De uma vez por todas, devemos seguir o exemplo de nossos colegas que mergulharam na pesquisa do Caso Varginha e sermos sérios, objetivos e mais determinados do que nunca, para que o grande salto que demos neste último ano seja para sempre consolidado. Queremos fincar de vez a bandeira da verdade e que, finalmente, os homens de bem, principalmente aqueles que têm acesso às informações, se unam a nós nesta causa mais do que justa.

Caso Varginha: Um ano de pesquisas

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Mar de 1997

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