ARTIGO

Caso Droitwich, uma abdução alienígena dupla na Inglaterra

Por Dave Hodrien | Edição 230 | 01 de Janeiro de 2016


Créditos: RAFAEL AMORIM

Caso Droitwich, uma abdução alienígena dupla na Inglaterra

Ao longo dos muitos anos dedicados à pesquisa da presença alienígena na Terra, os ufólogos acabaram convencidos de que o nosso planeta está sendo visitado não por apenas uma, mas por inúmeras espécies de seres extraterrestres ou extradimensionais, que interagem regularmente com a raça humana. No pensamento da maioria dos pesquisadores, esse aspecto da Ufologia é particularmente interessante porque nos permite ter uma visão sobre a agenda e intenções de nossos visitantes neste mundo. E uma das coisas mais fascinantes sobre as experiências de contato são as muitas semelhanças que ocorrem regularmente entre casos completamente separados. Claro que não podemos negar que algumas destas características comuns poderiam advir da exposição das testemunhas ao tema UFO por meio da mídia ou de seu interesse pelo assunto, mas ainda assim há muitos exemplos onde não parece ser esse o caso. Às vezes o indivíduo não se interessa por Ufologia e nem acredita que um caso vivido por ele tenha a ver com alienígenas. Noutras, ele é muito jovem e é pouco provável que já tenha visto muito sobre o assunto. No entanto, coisas similares são relatadas regularmente ao redor do mundo.

Em 2011, este autor investigou um caso interessante na cidade de Droitwich, na Inglaterra. Tratou-se de um fato ocorrido a uma senhora chamada Jeni, que aparentemente fora abduzida duas vezes no final do ano anterior — as experiências também haviam envolvido diretamente outros membros de sua família. Depois de visitar Jeni para discutir o que tinha ocorrido a ela, ficou claro que a testemunha também tivera outras vivências incomuns que remontavam à sua infância. Ela tinha deixado de lado muitas de suas experiências até aquele ponto, mas, no entanto, passou a prestar atenção a elas após a conversa que tivemos.

Depois de repassarmos as memórias conscientes das duas principais experiências de abdução que Jeni sofrera, descobriu-se que alguns aspectos de tais situações ainda não estavam claros. Ela decidiu, então, submeter-se a uma sessão de regressão hipnótica para ver se mais detalhes seriam revelados. Este pesquisador trabalha diretamente com um terapeuta de hipnose que o auxilia em casos de contato quando necessário. Muitos membros do meio ufológico mundial não concordam com a prática de regressão e acreditam que ela pode levar a experiências imaginárias. Entretanto, depois de observar muitos desses procedimentos diretamente, acredito que em certas circunstâncias pode ser um método válido para a recuperação de memórias perdidas, o popularmente conhecido missing time.

O Caso Droitwich

Em uma avaliação preliminar, a testemunha se apresentou extremamente aberta e honesta para lidar com suas abduções alienígenas, e ficou claro desde o início que Jeni estava falando sobre experiências reais que a afetaram em um nível emocional profundo. Tal como acontece com a maioria dos casos de contato direto com seres extraterrestres, grande parte da prova é testemunhal. Mesmo assim, antes da segunda abdução, em 2010, uma câmera de visão noturna foi instalada no quarto da vítima e existe uma filmagem que parece mostrar Jeni se desmaterializando da cama por um certo período de tempo — provas de vídeo desta natureza são extremamente raras, de modo que este aspecto do caso por si só o torna muito interessante. Mas é importante não focarmos apenas esse ângulo, pois há muito mais no episódio do que apenas a filmagem. Infelizmente, não temos espaço suficiente para apresentar todas as experiências da testemunha. Assim, este artigo tratará apenas sobre os dois incidentes de abdução mencionados anteriormente.

O primeiro deles ocorreu na noite de 03 de dezembro de 2010. Naquela ocasião, Jeni estava encontrando dificuldade para dormir. Logo depois de 01h00, ela saiu da cama e caminhou até o quarto das filhas para ver se dormiam bem. Enquanto lá estava, lançou um rápido olhar para fora da janela. A casa situava-se ao lado de alguns campos agrícolas, em uma propriedade coberta por gramados. A uma certa distância, ao longo de um trecho de árvores, Jeni viu uma luz branca brilhante com um ligeiro tom de laranja e em forma de disco achatado. A mulher inicialmente assumiu que aquilo era um avião prestes a cair, mas logo percebeu que o objeto não se parecia com uma aeronave. Ela então se perguntou se poderia ser o reflexo de uma luz vinda de dentro do quarto. Para testar a teoria, Jeni segurou um pedaço de papel contra a janela, mas ainda podia ver a luz através dele, confirmando que realmente vinha do lado de fora.

Intrigada, ela olhou em volta da sala por um breve momento, mas quando voltou a olhar pela janela o objeto estava muito mais perto de sua casa e em uma altitude muito menor, já sobre o campo — ele tinha uma fileira de luzes brilhando tão claramente visíveis que obscureciam a visão da estrutura física do aparelho em si. Jeni imediatamente teve a sensação de que estavam olhando para ela. Como a testemunha é muçulmana, gosta de permanecer vestida com sua camisola, de modo que a presença daquelas luzes foi motivo de grande preocupação para ela. Mas, ao invés de ficar incomodada com a presença do aparelho do lado de fora de sua casa, ela a aceitou com tranquilidade, voltou para seu quarto e deitou-se para dormir ao lado do marido.

A primeira abdução

Essa complacência para com a situação é extremamente comum em relatos de contatados e abduzidos e percebe-se que é algo que os extraterrestres fazem de propósito. Logo depois, a filha mais velha de Jeni apareceu na porta de seu quarto reclamando que sentiu algo puxar seu pé. A mãe sugeriu que devia ter sido seu gato de estimação e a menina voltou para a cama. Um pouco mais tarde, Jeni sentiu o desejo de abrir os olhos, e quando o fez, descobriu que já não estava mais em seu quarto. Em vez disso, encontrava-se em uma superfície plana e dura, em uma área escura. A testemunha sentiu também que estava sem roupas. Sua filha mais velha estava ajoelhada ao lado de sua cabeça, inclinada sobre ela e lhe disse em voz baixa: “Mãe é a sua vez. Não tenha medo, eles não vão machucá-la”. Então, de repente, Jeni sentiu um desconforto em um dos calcanhares e em seguida teve a impressão de mover-se rapidamente ao longo de um túnel. Ela estava, então, em um lugar diferente.

A abduzida podia ouvir um batimento rítmico a certa distância, o que lhe lembrou máquinas de algum tipo dentro da nave alienígena. Também sentiu a presença de muitos seres pequenos em torno de si, mas não conseguia virar a cabeça e olhar para eles

A testemunha disse que parecia estar flutuando deitada. Tudo em volta dela eram linhas tracejadas verdes e amarelas, coloridas e brilhantes. Além dessa malha luminosa, era apenas escuridão. Ela podia ouvir um batimento rítmico a certa distância, o que lhe lembrou máquinas de algum tipo. Também sentiu a presença de muitos seres pequenos em torno de si, mas não conseguia virar a cabeça e olhar para eles. Ela deixou a cabeça cair para trás e percebeu que havia uma entidade mais alta do que as outras colocando a mão sobre seu crânio. Jeni relatou ainda sentir alguns estímulos e presumiu que os pequenos seres a tocavam — essas sensações começaram em seu pescoço e se moveram lentamente por seu corpo. Na medida em que isso acontecia, perguntou a si mesma porque não sentia medo. Esse pensamento, na verdade, fez com que ela se assustasse.

Em seguida, uma “voz” dentro de sua cabeça lhe disse para acalmar-se e não ter medo, o que fez com que o medo se dissipasse. Jeni havia sofrido com um problema nas costas por muitos anos e estava preocupada que eles a machucassem naquele ponto, mas lhe foi assegurado pela “voz” que não iriam lhe causar qualquer dor. Depois disso, a testemunha falou que foi examinada internamente por meio de um instrumento metálico inserido em seu corpo. O equipamento projetou um brilho incandescente em uma tela que parecia estar flutuando à sua direita. Uma vez terminados os exames, uma porta se abriu à sua esquerda e Jeni pôde ver uma figura alta, atrás da qual havia uma luz branca brilhante. Inicialmente, a testemunha identificou tal figura como sendo seu filho mais velho, mas, no entanto, quando fez a regressão hipnótica, viu que a figura era um ser cinza com altura entre 2,10 m a 2,40 m, com um corpo nu esguio, cabeça grande e olhos pretos em forma de gota.

Comunicação telepática

Muitas vezes, os extraterrestres se mostram com outra aparência, utilizando algo comumente chamado de memória visual ou memória de tela. Nestes casos, o indivíduo parece lembrar-se de ter visto um membro da família, um amigo, um animal ou qualquer outra figura familiar, mas a hipnose regressiva pode muitas vezes quebrar essa falsa memória e permitir à testemunha ver a verdadeira aparência do ser. Prosseguindo, após ver a figura alta parada à porta, Jeni teve uma sensação de urgência, quase como se a tivessem mantido naquele lugar por muito tempo. Ela então ouviu o ser alto comunicar-se telepaticamente com os menores em torno dela. Ele perguntou: “O que vocês estão fazendo com ela? Por que ela ainda está aqui?” Em seguida, a testemunha sentiu um puxão nas costas. A próxima coisa de que se lembrou foi de estar de volta a seu quarto, e ainda era o meio da noite.

É bastante comum o abduzido esquecer a viagem de ida e de volta à nave. Entretanto, após a regressão hipnótica, Jeni recordou o retorno para a sua casa. Embora ela não se lembrasse de ver alguma coisa específica, lembrou-se da sensação de pressa e também de frio. A testemunha se recordou ainda de passar através do telhado da residência e descer até a cozinha ao lado de seu quarto — ela foi flutuando até o quarto e se deitou na cama. Como se lembrava do que tinha acabado de acontecer, ela começou a sentir que estava grávida, e por imaginar que iria acabar esquecendo os detalhes da experiência, acordou o marido e contou-lhe o que havia acontecido. Ele respondeu dizendo-lhe que ela havia tido apenas um sonho ruim e voltou a dormir. Pela manhã, quando acordou, sentiu dor em seus ovários e percebeu um pequeno sangramento vaginal. Jeni também tinha um ardor na ponta de um dos dedos na mão esquerda e, ao tocá-lo, a sensação subiu até seu braço.

Há muitos aspectos da presente experiência que são comumente relatados em casos de abdução em várias partes do mundo, mas também há outros que são praticamente únicos. O fato de que a filha mais velha de Jeni estivesse presente na nave alienígena e as palavras que ela lhe dirigiu indicam que a menina também havia sido abduzida. No entanto, ela parece ter tido as suas memórias do acontecimento completamente bloqueadas, pois não se lembrou de nada posteriormente. O segundo local em que Jeni viu as linhas tracejadas brilhantes é extremamente incomum a outros relatos e este autor nunca se deparou com quaisquer outros eventos na literatura ufológica em que isso foi descrito.

A segunda abdução

Nos dias seguintes ao sequestro extraterrestre, Jeni se tornou mais e mais temerosa antes de dormir, um efeito colateral comum em abduções alienígenas e totalmente compreensível. Mas seu marido ficou preocupado por suas mudanças emocionais. A família possui uma câmera de visão noturna e, para deixar a mulher mais tranquila, eles decidiram instalar o equipamento no quarto, essencialmente para provar que nada ia vir e levá-la. Na noite seguinte, no dia 08 de dezembro de 2010, Jeni parece ter sido abduzida pela segunda vez. Desta vez ela se lembra de ter tido a mesma sensação de atravessar um túnel rapidamente. Em seguida, já estava em um quarto que parecia ter painéis de madeira cobrindo as paredes e uma porta dupla fechada em uma das paredes — estava deitada nua sobre uma superfície elevada e achatada, com um lençol branco e fino sobre ela. Atrás, à sua esquerda, a testemunha sentiu o mesmo ser alto que esteve presente em sua experiência anterior.

crédito: THE UFO TRUTH MAGAZINE
O UFO surgiu para Jeni sobre as árvores no centro da foto e depois se aproximou até ficar sobre o gramado
O UFO surgiu para Jeni sobre as árvores no centro da foto e depois se aproximou até ficar sobre o gramado

Ao lado dela estava um homem estranho que vestia um jaleco branco de médico e usava óculos de aros escuros. Tinha cabelos curtos e ruivos e pele muito pálida. Jeni podia sentir que havia alguma coisa de errado com aquele ser. Mais uma vez, é provável que fosse um extraterrestre usando uma memória visual para esconder sua aparência real, como descrito acima. Isso se tornou evidente quando a abduzida fez a regressão hipnótica. O terapeuta pediu-lhe para descrever as mãos do ser, e no início ela disse que eram humanas, mas logo depois falou que pareciam mudar e os dedos se tornarem longos e finos. Quando lhe pediram para descrever as características faciais, Jeni disse: “Seu rosto parece que quer sair para fora”. Ficou claro que ela estava começando a ver a falsa imagem que o ser estava projetando em sua mente.

O “médico” estendeu as mãos de Jeni e segurou-as um pouco acima do lençol que a cobria. Em seguida, ele começou a mover suas próprias mãos pelo corpo dela. Enquanto a examinava, o ser falava-lhe telepaticamente e começou a descrever várias doenças que ela supostamente teria. Ele disse que Jeni tinha uma úlcera no estômago, mas que não lhe causaria qualquer desconforto, e que tinha baixa taxa de açúcar no sangue, mas que não era diabética. Ela estava com medo de ouvir que tinha câncer, mas o ser disse a ela que não precisava se preocupar com isso. Após o fim do procedimento, ela sentiu novamente uma impressão de velocidade. A próxima coisa que percebeu foi acordar pela manhã, de volta a sua cama. Ao se levantar, notou que estava se sentindo muito melhor, embora ainda estivesse um pouco dolorida. Quando se olhou no espelho, viu duas contusões não simétricas em sua barriga.

Prova gravada

A segunda abdução parece ter ocorrido apenas para fazer uma varredura no corpo de Jeni e verificar sua saúde — como parte do procedimento, o problema que a testemunha tinha nas costas pareceu ter sido curado de alguma forma. Ela se lembrou de que o lugar onde esteve se parecia muito com um consultório médico e que o ser ao seu lado pode, sim, ter criado uma memória visual para mascarar o lugar real onde estava. Devido à proximidade das datas das abduções e à presença do ser invisível em ambas as ocasiões, é extremamente provável que elas estejam inter-relacionadas.

Quando Jeni falou a seu marido sobre o que aconteceu durante a noite, eles decidiram sentar e analisar as imagens da câmera para ver se alguma coisa de anormal havia acontecido. Incrivelmente, quando o fizeram, se depararam com um segmento de 13 minutos de filmagens no qual Jeni, literalmente, desapareceu da cama. Esse filme tornou-se parte importante do processo de investigação e é um dos raros vídeos em que aparentemente vê-se uma abdução ocorrendo. Analisando-se esta filmagem em profundidade e procurando as possibilidades do que ela pode ou não pode mostrar, verifica-se que pode ser uma das mais contundentes provas do fenômeno dos raptos por aliens, que será a base para próximos trabalhos na área.

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Dave Hodrien

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