Edição 96
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Busca de Respostas: Buda também seria uma criatura alienígena?

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01 de Feb de 2004
Buda também seria um ser alienígena enviado à Terra?
Créditos: johan huff

Muitas pessoas têm afirmado ultimamente que Jesus seria de origem extraterrestre. Interpretações semelhantes podem ser feitas com relação às escrituras budistas. No Lalita Vistara, relatos da vida carnal de Buda, fala-se de como o céu ficou iluminado na noite de seu nascimento e de como a rainha Maya, sua mãe, foi arrebatada para dentro de uma nuvem e levada aos céus, onde havia um palácio encantado. Lá, um elefante de seis pontas introduziu o bebê em seu ventre, já que nenhum varão humano seria digno de ser o pai deste prodigioso ser. Por ocasião do nascimento de Buda – que, segundo a lenda, já veio ao mundo falando e consciente de suas vidas passadas –, veio também o profeta do Himalaia que descreveu os 32 sinais que confirmavam que o menino seria mesmo Buda. Estes sinais são únicos: crânio com protuberância, cabelos trançados para a direita, fronte do menino larga e unida etc.

Os olhos, abrigados por cílios longos, seriam grandes, brancos e negros. O lóbulo das orelhas seria três vezes maior que o de um homem normal. Ainda de acordo com tais escrituras, o profeta identificou que o menino possuiria 40 dentes sólidos para resguardar uma língua longa e afilada, com excelente sentido de paladar. Seu queixo teria a força de um leão. De pele fina e cor de ouro, Buda seria dotado de corpo fino e flexível, de um dorso largo como o peito de um touro e espáduas arredondadas. Sua mão seria larga e o braço, pendente, tocaria o joelho. Os dedos muito alongados, tanto das mãos quanto dos pés, seriam unidos por uma fina membrana. Seus genitais seriam recolhidos e os calcanhares de Buda seriam gordos e as plantas dos pés, unidas. Sua voz teria o timbre de Brahma. E mais: veias invisíveis, unhas arrebitadas da cor do cobre vermelho, palavra semelhante ao barrido do elefante, mas de uma doçura penetrante. Alguém por acaso já encontrou uma pessoa que preencha essa descrição e que seja humano?
Chico Penteado,

São Paulo (SP)

ETs bons e maus

Há humanos bons, há humanos maus. Há alienígenas bons, há alienígenas maus. Essa é, e sempre será, uma luta para equilibrar as forças do bem e do mal no universo. Há polaridade negativa e positiva em todo átomo, em todo ser individual. De acordo com várias fontes, há alienígenas que estabeleceram contato com os humanos para compartilhar com eles sua perspicácia espiritual, curar as enfermidades e guiá-los em uma jornada de descobrimento e esclarecimento. Também há alienígenas que são tão maus como as contrapartes humanas deles – matam, torturam e violam. Há, aparentemente, alienígenas que durante toda sua existência têm como objetivo principal impor subjugação a outras espécies, por superioridade tecnológica, manipulação genética e prisão planetária. Nós devemos nos esforçar para alcançar independência total de todos os grupos que tentam dominar nossos direitos espirituais, sejam humanos ou aliens. Estas propriedades são liberdade de pensamento, expressão, eleição, individualidade, movimento e vida.

Qualquer um que intente subverter estas propriedades espirituais são inimigos da humanidade terrestre. É vital que sobrevivamos como espécie e isto significa que temos que nos opor ao trabalho de qualquer pessoa que impeça nossa luta unificada para sermos espiritual e fisicamente livres. Escondidos atrás de máscaras e ocultos dentro de várias cores e texturas de peles, eles nos espreitam nos cantos mais escuros de nossa vida iluminada. Estejamos atentos e esforcemo-nos para a liberdade, tendo cuidado com suas percepções da realidade.
Eustáquio Andréa Patounas,
Florianópolis (SC)

Ufologia e ciência

Por que a Ufologia ainda não é reconhecida como ciência? Há alguns aspectos a serem considerados. Primeiro, a questão religiosa, com seus dogmas estacionados na Idade Média. A despeito de um aparente acompanhamento do progresso científico, discussões como a pluralidade dos mundos habitados ainda são evitadas por conta do perigo que representam à estrutura de certas doutrinas. Depois temos também a apatia da comunidade científica, que vez por outra pretende ter a última palavra em qualquer assunto, mesmo quando não tem respostas convincentes. É curioso notar que inúmeros conhecimentos que têm sido descobertos nos diversos campos da ciência já eram de uso corriqueiro entre civilizações antigas. Claro que há honrosas exceções, representadas por pesquisadores de mente aberta e desvinculada de preconceitos. Mas o que mais influencia negativamente em relação ao reconhecimento desse campo de pesquisa é a fantasia. Um ponto luminoso no céu é um ponto luminoso. Daí a se especular quanto às intenções dos ocupantes – ou, ainda pior, criar uma mística em torno dos fenômenos – há uma considerável diferença.

Uma ciência se fundamenta em fatos e comprovações, coisa ainda relativamente modesta na Ufologia. Existem, sim, alguns casos bem documentados que justificam uma abordagem séria. Mas, em compensação, há muita infantilidade veiculada sobre abduções e contatos, histórias que contradizem a própria natureza do fenômeno, que supomos ter origem em seres num estágio evolutivo consideravelmente mais alto que o nosso. É altamente duvidoso que eles, com toda a tecnologia que aparentam ter, utilizem seu tempo e conhecimento para assustar fazendeiros ou engravidar mocinhas para depois pegar os fetos – coisas com que, certamente, nem nós, atrasados terráqueos, ocuparíamos o precioso tempo de uma missão interplanetária. Após um enxugamento de todo sensacionalismo e toda a fantasia, fatos reais virão à tona e a Ufologia passará a ser mais um precioso ramo de conhecimento, colaborando ativamente para a evolução do ser humano.
Auro Barreiros,
Ji-Paraná (RO)

Chegamos lá de novo. Mas nem sinal dos marcianos...

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Feb de 2004

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