ARTIGO

Avistamentos ainda agitam Colares

Por A. J. Gevaerd | Edição 72 | 01 de Junho de 2013

O ex-camioneiro José Rodrigues em frente à sua casa na Praia de Humaitá, em Colares, de onde testemunhouum fantástico show de luzes
Créditos: ARQUIVO UFO

Avistamentos ainda agitam Colares

Histórias extraordinárias sobre a manifestação de UFOs continuam sendo regularmente registradas na ilha de Colares, um local onde o tema já é algo folclórico e que até hoje apresenta inúmeros mistérios não resolvidos. O momento mais estarrecedor de toda a rica casuística da região deu-se no ano de 1977, quando muitas pessoas disseram ter sido vítimas do fenômeno conhecido como chupa-chupa, pesquisado pela Aeronáutica na época. Para a grande maioria da população, o período foi marcado por terror e medo dos ataques e muita gente está traumatizada até hoje. Os casos mais graves parecem ter arrefecido, mas ainda assim episódios espantosos são registrados no local.

Esse é o caso do avistamento do aposentado José Rodrigues, então com 67 anos, que por volta de 01h00 de 07 de julho de 2003 teve, juntamente com sua esposa Isa Gondim, uma experiência sensacional e jamais esquecida. Na ocasião, eles moravam na Praia do Humaitá, localizada à direita da região central de Colares, quando foram acordados por algo impressionante. “Isa me chamou e pediu para que fosse até a janela ver uma coisa estranha que estava sobre o farol, à frente de nossa casa. Durante o dia vemos toda sua estrutura, mas à noite enxergamos somente o reflexo da luz projetada pelo mesmo. Foi exatamente nesse local que aconteceu algo estarrecedor. Vimos sob a torre um grande clarão de cor rosa, quase avermelhado. Ele estava na parte de cima e cobria uma área muito grande”, afirmou Rodrigues.

UFOs girando feixes coloridos

Segundo as testemunhas, a princípio não foi observada nenhuma forma específica, apenas que parecia ser uma nave que emanava uma grande e inexplicável claridade em uma vasta área, que parecia ter tamanho aproximado de 1.000 m². “Era o que podíamos ver. Aquilo estava a uma boa altura, mas a luz fazia com que toda a estrutura do farol aparecesse, como se estivéssemos em pleno dia”. O que mais os impressionou foi que, enquanto olhavam tal fenômeno, dois objetos verdes saíram da nave e girando feixes coloridos se posicionaram um ao lado do outro. Pela distância em que foram observados, dava a impressão de que cada um tinha entre 100 e 200 m de diâmetro. “Com a iluminação, pareciam ser ainda maiores”, destacou Rodrigues.

Ele e sua esposa verificaram que a possível nave-mãe, que emanava raios rosados, tinha um orifício pelo qual saíram ainda outros dois artefatos, um da cor marrom e outro como a luz da Lua. As testemunhas fizeram o mesmo trajeto dos objetos esverdeados, que ainda permaneciam visíveis no céu, e voltaram para dentro do UFO. “Quando acreditávamos que tudo havia terminado, eles começaram a fazer evoluções no ar, todos no mesmo sentido. Ficamos tão encantados com o fenômeno que pensamos que havia se passado apenas uns 2 ou 3 minutos, mas não, pois já estávamos ali há aproximadamente 20 minutos. Tudo terminou às 01h20”.

Nova vinda de Cristo?

Depois do avistamento, Rodrigues ficou preocupado, pois sua esposa estava muito emocionada. Por ser evangélica e assídua na igreja, Isa interpretou tal acontecimento como se fosse o retorno do Criador. “Disse com os olhos cheios de lágrimas que não estava preparada para a vinda de Cristo. Ela não conseguiu entender que aquilo que vimos se tratava de UFOs, pois enxergou algo totalmente diferente”, destaca Rodrigues, que acredita que tal momento foi uma aproximação concreta de extraterrestres. “Sei o que ocorreu naquela madrugada. Tenho quase certeza de que eram naves e estavam procurando alguma coisa na área”. Para ele, esses fenômenos não são mais tão frequentes quanto antes devido principalmente ao fato da humanidade sentir muito
medo do desconhecido.

Rodrigues também é evangélico, embora não tão fervoroso quanto a esposa, e hoje se dedica a explicar fatos ufológicos à população de Colares, junto do superintendente da Rádio FM Rosário Hilberto Freitas, consultor da Revista UFO na área. Ele é um dos radialistas da emissora. O ex-camioneiro é também poeta e grande entusiasta da Ufologia. “Essa é uma ciência que me fascina desde criança e aqui em Colares temos como conviver em nosso dia a dia com objetos e seres de origem não terrestre”, diz. Rodrigues é apenas um das centenas de moradores da ilha que têm uma história para contar. Naquelas paragens, é muito difícil encontrar um morador que não tenha tido uma experiência pessoal — e muitas vezes com lembranças assustadoras. O que é relativamente difícil é convencê-los a expor os fatos, quando são religiosos ou quando se tornam reféns do medo que passaram a ter dos fenômenos que observaram.


Para continuar lendo este artigo, você deve se cadastrar no Portal UFO. O cadastramento é gratuito e dá acesso a todo o conteúdo do site.

Login

Compartilhe esse artigo:

Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

Comentários