ARTIGO

Avistamento em Orcadas

Por Rubén Morales | Edição 257 | 01 de Abril de 2018

Na década de 60 a Argentina viveu uma onda de avistamentos ufológicos que mexeu com o país e com o mundo. O que se sabe sobre o assunto hoje?
Créditos: As ilhas estão habitadas desde 3500 a.C., num primeiro estágio povoadas por um povo conhecido como orcanianos, divididos em tribos

Avistamento em Orcadas

Todos sabemos que os UFOs percorrem, e já faz tempo, todo o planeta Terra, de norte a sul. Em todos os lugares onde há observadores humanos temos histórias envolvendo objetos voadores não identificado, ainda que muitas vezes eles sejam tratados por outro nome e vistos como aparições ou fantasmas. Assim, é de se esperar que UFOs também estejam em áreas desabitadas ou até principalmente nelas, onde podem agir sem serem vistos. Uma dessas áreas é a Antártida.

A década de 60, em especial, foi prolífica em casos ufológicos na região. É sempre importante lembrarmos ao leitor que, quando falamos em Região Antártida, estamos nos referindo a duas localizações em especial, o Arquipélago de Orcadas e parte das Ilhas Shetland do Sul. E também é importante termos em mente que os fatos que aqui serão narrados ocorreram na década de 60, quando havia muito poucas bases militares e de estudo no continente.

Fato impressionante

Francisco “Tito” Burzi é hoje um reconhecido radioamador integrante do GACW, entidade que congrega especialistas em radiotelegrafia que se comunicam em Código Morse. Burzi esteve em 1961 na base argentina na Ilha de Laurie e se recorda de muitas histórias como se tivessem acontecido ontem. Entre seus pitorescos relatos sobre a região e as dificuldades lá encontradas, está uma que fala sobre o avistamento de um UFO.

Segundo a testemunha, em determinada noite de inverno de 1961, todos os dez integrantes da base foram testemunhas de um mistério que ainda aguarda explicações. “Seriam 20h00 aproximadamente de uma noite fechada e sem Lua, em pleno inverno, em junho ou julho. Não me recordo a razão, mas saí do dormitório e para minha surpresa vi uma luz laranja-avermelhada, como se fosse o farol de um automóvel, que deslizava sobre a Baía Scotia com movimentos oscilantes, como um navio que cabeceia nas ondas”.

O rapaz, então chamou seu comandante, o tenente-de-corveta Oscar Padilla, e também seus outros companheiros. Burzi disse que foi ligar o gerador que já estava apagado e que o chefe de rádio, chamado Oscar Atienza, foi religar os equipamentos para varrer as frequências e verificar se havia algum navio na área, mas nada encontrou — na verdade, eles todos sabiam que era impossível um navio ali naquela época do ano.

Quanto à misteriosa luz, a testemunha disse que ela continuou seu caminho com movimentos oscilantes, até desaparecer por trás da Ilha Ailsa Craig, situada no meio da baía. “Ficamos esperando que ela aparecesse do outro lado da ilha, mas ela sumiu. O comandante registrou a ocorrência no livro da base e nunca mais falamos sobre o assunto. Nós éramos dez invernantes, todos mentalmente sãos e todos nós vimos a mesma coisa”, afirmou Burzi.

Perfeitamente Visível

Ele não soube dizer exatamente quanto tempo durou o avistamento, mas calcula que tenha sido bastante, porque, para colocar em funcionamento o equipamento de rádio, precisaram primeiro dar a partida no gerador, o que demorava um tempo, para só então começar a percorrer as frequências para localizar algum navio na região — só após varrer todas as frequências poderiam descartas essa possibilidade. E durante todo esse tempo o artefato estava perfeitamente visível, até desaparecer atrás da ilha.

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Rubén Morales

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