Edição 279
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Argentina, recordista em registros de quedas de discos voadores

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18 de Sep de 2020
O país vizinho vem acumulando registros de quedas de estranhos artefatos há décadas, com frequência inusitada
Créditos: ALEXANDRE JUBRAN

A Argentina tem uma longa história relacionada a quedas de artefatos estranhos. Um dos primeiros casos está narrado em um documento do século XVII, e ocorreu em San Ignacio de Ipaná, em 10 de agosto de 1631. “Algo com luz foi visto atravessando o céu. No final da tarde observou-se que se levantava pelo lado oriente um globo luminoso de incomum grandeza, que veio em um voo não apressado, um pouco lento, por cima do povo, como uma Lua cheia”, dizia o texto. Aquilo soltava para os lados grande quantidade de centelhas e, ao chegar à linha do horizonte, se abriu com maior luminosidade, que logo se apagou. “Transcorrido o tempo que se leva para rezar uma oração, deu um tremendo estalido como de trovão”.

Para alguns, o registro acima, conservado nos arquivos da Companhia de Jesus, poderia ser o primeiro a documentar a queda de um aparelho alienígena em um país sul-americano. Com certeza, é difícil hoje conhecermos a natureza da esfera iluminada que há cerca de 400 anos intrigou centenas de testemunhas ao descrever manobras inusitadas no céu noturno — mas está claro para a Ufologia Argentina que esse não foi o único evento com tais características a ocorrer no território nacional.

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Um dos episódios mais enigmáticos de quedas de artefatos se tornou conhecido por meio de dois artigos publicados no diário La Capital, de Rosário, nos dias 13 e 14 de outubro de 1877. No primeiro deles, um químico chamado Albert Sevarg relatou que, enquanto caminhava perto de um rio, topou com uma enorme pedra negra de forma ovoide, de 25 por 37 m. Pensando que se tratava de um aerólito, ele, junto com os geólogos Charles Davis e John Paxton, decidiu perfurá-lo. Depois de seis dias de trabalho, os homens penetraram em um ambiente no interior da rocha com aproximadamente 2 m cúbicos. Ao retirarem uma prancha de metal na parede, descobriram uma segunda sala na qual se achava uma tumba retangular com um corpo.

No periódico, o químico assinalou que o cadáver “não tinha cabelos, sua pele era lisa e sem barba, mas agora estava enrugada e parecia couro curtido. O crânio era triangular e a face pareceu estar esmagada”. Em vez de nariz, o corpo apresentava uma espécie de tromba saindo da frente, uma boca muito pequena com só 14 dentes e duas órbitas das quais saltavam os olhos. “Os braços eram muito longos e as mãos tinham cinco dedos, dos quais o quarto era muito mais curto que os demais. A constituição geral do ser era muito débil”, finalizou o La Capital. No sarcófago também foi encontrada uma chapa de prata com desenhos que representavam o Sol, diversas estrelas e planetas. A breve nota divulgada pela edição do dia seguinte do jornal, em 14 de outubro, menciona que as bizarras peças colhidas seriam exibidas no Hotel Magerane Francini.

Na tarde de 06 de maio de 1978, um objeto cilíndrico com um rastro flamejante também em uma região montanhosa da Bolívia, perto da fronteira com a Argentina, produziu um grande estrondo e um tremor semelhante a um terremoto. A Força Aérea Boliviana descobriu as marcas da colisão na encosta sul do pico El Taire — a nave acidentada provocou no terreno um rastro de 300 m de profundidade por 500 m de largura e 1,5 km de comprimento, e as rochas das proximidades estavam solidificadas.

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