Edição 97
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Amigo de alienígenas

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01 de Mar de 2004
Antero, como é conhecido pelos amigos, vem se notabilizando por suas curas, sobretudo as de diversos tipos de câncer, que realiza com a ajuda dos seres com quem alega ter tido contatos
Créditos: ufo evidence

Na Ufologia existem centenas e até milhares de casos que envolvem curas de seres humanos por extraterrestres – direta e indiretamente. Em geral, tais curas se dão de forma espontânea, logo após a proximidade do enfermo a um UFO, aparentemente de forma casual ou acidental. Há casos mais complexos, que vão desde e eliminação de um simples vício – como alcoolismo ou tabagismo – até a cura de câncer, que são inexplicáveis pela medicina. Em mais de 20 anos de pesquisas do Fenômeno UFO, encontrei casos insólitos e inusitados em que tais curas apareciam como ingredientes, mas um em especial chamou mais atenção e merece destaque. Trata-se do caso de um senhor abduzido que desenvolveu estranhas capacidades e garante curar diversas doenças com o auxílio de quem chama de “meus amigos extraterrestres”. Pude acompanhá-lo de perto por alguns dias e verificar suas histórias.

O agricultor cearense Francisco Antero Ricardo, 55 anos, reside no município de Massapé, próximo a Sobral, no interior daquele Estado. Antero, como é conhecido pelos amigos, vem se notabilizando por suas curas, sobretudo as de diversos tipos de câncer, que realiza com a ajuda dos seres com quem alega ter tido contatos. Segundo ele, tudo começou no dia 27 de agosto de 1997, no sítio onde mora. “Estava anoitecendo e eu caminhava para casa, que ficava distante, quando uma luz apareceu e me cobriu, imobilizando todo meu corpo. Durou pouquíssimo tempo, mas quando a luz me largou, não tinha mais forças para ficar em pé”, declarou. Ele conta que ficou deitado no chão por um bom tempo, esperando alguém passar e socorrê-lo. Mas como não apareceu ninguém, e temendo a volta da misteriosa luz, ele se arrastou por um caminho até a beira de um rio, entrou na água e, aos poucos, passou a sentir suas forças voltarem. “Consegui me levantar com a ajuda de alguns pedaços de pau e fui para casa”.

Roupas Rasgadas — Chegando lá, Antero foi recebido por sua esposa, que vendo suas roupas rasgadas e as costas queimadas, quis saber o que aconteceu. Ele começou a contar o fato e, enquanto recebia atenção da mulher, adormeceu. Quando acordou, sentiu que suas pernas novamente não respondiam aos seus comandos, tal como quando ficou sem forças, durante o episódio inicial. Foi levado para o precário hospital de Massapé, mas os médicos do local recomendaram que fosse encaminhado para um centro mais desenvolvido, sendo então conduzido para um hospital maior, em Sobral. Lá Antero recebeu socorro apropriado e despertou atenção de curiosos e jornalistas ao narrar a história de que teria sido vítima de um ataque de seres extraterrestres. Ainda no hospital, ele recebeu a visita de ufólogos que ficaram impressionados com as queimaduras em suas costas, formando um triângulo perfeito. Os médicos responsáveis pelo atendimento constataram também danos em sua medula e o neurologista que o tratou disse-lhe que suas pernas estavam comprometidas.

Recuperado das queimaduras, Antero voltou para casa em seguida. Andava de muletas. Seu braço direito também ficou afetado e alguns dias depois começou a apresentar os mesmos sintomas das pernas. A recuperação do agricultor aconteceu de forma tão inesperada como a doença. “Acordei numa certa noite com uma luz forte no quarto e uma voz me disse que eu receberia indicação de um remédio que me curaria. No dia seguinte, fui à cidade e, enquanto caminhava com a ajuda das muletas, uma mulher alta, morena e com longos cabelos negros me indagou se eu era Antero e se estava doente”. Ele disse que confirmou as informações e a mulher, então, lhe receitou uma infusão de ervas. Antero contou também que ela não quis dizer seu nome e seguiu adiante. Quando o agricultor conseguiu virar para chamá-la, demorando apenas o tempo necessário para mover as muletas, ela tinha sumido.

Uma luz apareceu e me cobriu, imobilizando meu corpo. Durante pouquíssimo tempo, mas quando me largou não tinha mais forças para ficar em pé. Tempos depois, acordei com uma forte luz no meu quarto e uma voz me dizendo que eu receberia indicações de um remédio que me curaria. Fiz o tratamento e me curei. Hoje posso também curar os outros
- Francisco Antero Ricardo, Abduzido

“Voltei para casa e pedi aos meus filhos que procurassem as ervas. No mesmo dia, comecei a tomar copos e mais copos daquele composto, conforme recomendado”. Antero conta que, no terceiro dia do tratamento, ao acordar, notou que já conseguia ficar em pé e que a força de seu braço havia voltado. Deduziu que estava curado. Segundo sua interpretação, os extraterrestres que o apanharam, não o abandonaram. Cerca de um mês após sua recuperação, um ser que ele descreveu como “iluminado” voltou ao quarto de Antero e o convidou para uma viagem. “Não tive mais medo e fui. Estive na nave e no mundo deles”, conta. A partir desse dia, Antero tem se dedicado a ajudar pessoas com doenças graves, através do emprego de compostos de ervas que, segundo ele, são produzidos de acordo com a receita dos extraterrestres. Ele afirma ainda que aprendeu muito com os seres com quem mantêm contato. Disse aos pesquisadores que dois deles o acompanham em algumas curas, que desenvolveu a faculdade da telepatia desde sua recuperação e que constantemente fala com eles. Antero garante que recebe mensagens para serem transmitidas às pessoas – e informa até os nomes dos dois seres extraterrestres, mas não quer que sejam divulgados.

Convidado pela comissão organizadora do 2º Seminário Paraibano de Ufologia, realizado em João Pessoa (PB), em outubro de 2001, Antero apresentou interessante palestra e contou sua história, empolgando a platéia. Em seguida, atendeu inúmeras pessoas que dele se aproximaram, pedindo algum tipo de auxílio. “Temos que acordar para uma nova realidade. Nós poluímos o planeta e eles, os seres extraterrestres, são totalmente contra isso. Comemos carne vermelha, destruímos as florestas e matamos os animais que nelas vivem. Eles se opõem a todas essas atitudes impensadas do ser humano. Estamos dormindo há muito tempo e precisamos preservar nossa essência. De imediato, a primeira coisa que os ETs proíbem é o consumo de carne vermelha, porque através dela recebemos toda a energia negativa da dor sofrida pelo animal”, declarou durante o referido evento.

Dias Difíceis — Antero diz que desde sua inusitada cura se alimenta de comidas leves, como peixes, aves, verduras, cereais, saladas e frutas. Segundo ele, esta forma de alimentação é importante para facilitar sua comunicação com os extraterrestres. Antero crê que, se ingerir comidas pesadas, seu corpo fica debilitado, o que acaba atrapalhando sua concentração e o contato com seus “amigos”. “Os ETs pensam apenas em ajudar o próximo. Se ficam sabendo que alguém precisa de algo, colocam esse problema em primeiro lugar. Trata-se de um sistema totalmente diferente do nosso, já que pensamos primeiramente em resolver nossos próprios problemas. Já eles colocam os outros indivíduos como prioridade em seus mundos. Estão sempre prontos a colaborar e a prestar solidariedade. É isso que estão fazendo hoje por nós, ajudando-nos nestes dias difíceis da humanidade”.

Desde seu contato – que primeiro o adoeceu e depois, milagrosamente, o curou – Antero tem desenvolvido um acentuado tom espiritualista e humanitário. Fala de amor, ajuda ao próximo, implementação das condições de vida e sobre como oferecer melhor tratamento ao nosso planeta. “Acordar todos os dias tendo como instrumento o amor ao próximo. Andar sempre imbuído desse lema. Caminhar pelos jardins que habitamos tendo sempre amor no coração. Se agirmos desta maneira, o mundo será transformado num paraíso”. Para ele, é preciso que a humanidade acorde e trabalhe em favor da paz, agindo de forma diferente da que vive hoje. “Este é o recado dos seres extraterrestres para nós, mas o ser humano ainda não o entendeu. É chegado o momento de aceitarmos viver em paz com nossos semelhantes ou encarar as conseqüências, que serão horríveis para todos”.

crédito: eloir fuchs
O abduzido e curador Francisco Antero Ricardo faz palestra em João Pessoa, Paraíba
O abduzido e curador Francisco Antero Ricardo faz palestra em João Pessoa, Paraíba

Antero também tem se manifestado acerca de inúmeros assuntos relativos à vida e à natureza dos ETs que contatou. Alguns dos fatos que alega são bastante incomuns de se ouvir no ambiente ufológico, e a maioria deles é simplesmente inverificável. O agricultor, por exemplo, afirma que os alienígenas não se reproduzem como os humanos, através da relação sexual. “Um ser entra num laboratório e dentro de aproximadamente dez minutos desencarna. Não existe a morte. O que surge a partir daí é uma nova pessoa, com energia renovada. Esse novo ser é criado para desempenhar uma função para a qual os extraterrestres estabeleceram, algo que foi programado. Mas é importante saber que esses novos seres são criados apenas quando os ETs querem, quando se faz realmente necessário”.

Segundo Antero, os seres extraterrestres que o contataram têm em geral aparência de jovens entre 20 e 25 anos de idade. Afirma o agricultor que suas feições faciais quase não envelhecem com o tempo e que são praticamente imortais. Ele garante que conheceu um desses seres, que aparentava uns 20 anos de idade, mas que posteriormente soube que tinha quase 500. “São todos assim: não aparentam os anos já vividos. Isso foi uma das coisas que mais me chamou a atenção, pois nos contatos que tive com eles não encontrei ninguém que aparentasse minha idade. Pareciam todos muito jovens”.

Dois Tipos de Aliens — Outros fatos narrados espontaneamente por Antero dizem respeito à tipologia física dos alienígenas com quem teve convívio. Ele garante que é relativamente fácil encontrar pelo menos dois tipos deles. Um teria a cabeça ligeiramente achatada, rosto fino e boca pequena, com cerca de 1,5 m de altura. Outro tem a cabeça grande, corpo fino e alongado, com olhos, boca e nariz pequenos. Ainda segundo Antero, três outros tipos são parecidos com os seres humanos e dificilmente seriam reconhecidos por nós, se os víssemos.

Para o agricultor, muitos dos seres parecidos com os humanos já vivem entre nós e estão infiltrados em diferentes órgãos dos governos, de segmentos políticos e das forças armadas de diferentes países – todas as áreas que eles consideram necessárias e de vital importância para a humanidade. “Os ETs usam uma roupa prateada colada ao corpo, além de capacetes rosados. Dá para ver que eles têm uma cor meio rosada, mas eles ainda não aparecem para todo mundo”. Segundo Antero, tal revelação ainda levará algum tempo, pois o homem terrestre não estaria preparado para um contato com tais civilizações mais avançadas. “Chegará uma época em que veremos riscos nós céus por todos os lados. Algumas pessoas sentirão medo, porque não saberão o que está acontecendo. Vai haver um tempo em que entenderemos porque os extraterrestres não aparecem”. Ele informa ainda que muitos deles são fisionomicamente belos e que só fazem o bem, embora existam alguns ruins que se infiltram e tentam prejudicar o trabalho dos primeiros – mas esses, felizmente, seriam minoria.

Desde o incidente inicial, em agosto de 1997, Antero já foi abduzido várias vezes. “Já realizei seis viagens no meio de transporte deles”, afirma. Diz que foi levado de sua casa quatro vezes, sempre ao meio-dia, e que teve problemas ao explicar para seus filhos o motivo dos sumiços temporários. Ele diz que durante a primeira viagem que fez, foi curado de uma queimação que sentia no estômago. “Lembro-me que eles me dedicavam especial atenção e me tratavam com delicadeza. Aprendi a sair do corpo e a visitar outras pessoas sem mover-me do lugar”, alega, referindo-se às chamadas viagens astrais. “Eles me ensinaram uma técnica que possibilita entrar no corpo de uma pessoa doente e descobrir onde está a enfermidade. Já sei receitar medicamentos à base de ervas”.

Planeta Sombrio — Sobre o local de origem dos ETs com quem tem contato, Antero também possui muitos detalhes a oferecer – que, tais como os anteriores, não podem ser verificados de forma objetiva. Ele alega que o planeta de seus amigos é um lugar que tem morros e plantas rasteiras, e que nas viagens que fez para lá não conseguiu identificar se era noite ou dia. “Não se vê o Sol, mas eles criam animais em seu mundo”, declarou durante 2º Seminário Paraibano de Ufologia. Na mesma ocasião, declarou que no planeta desses seres há um animal que ao andar se parece com gente, mas que seria um bicho produzido por eles. Engenharia genética? “Ao ficar em pé, essa coisa fica quase do nosso tamanho. Chamam esse animal de robô. Os animais atendem por apelidos feitos pelos ETs e obedecem aos seus criadores”.

O agricultor cearense também afirma que recebeu dois implantes em seu corpo, dispositivos colocados pelos seres que se tornaram seus amigos. Esses “chips”, como são chamados na Ufologia, não foram ainda identificados ou registrados, mas um estaria em seu braço e, outro, no pescoço. Segundo Antero esclarece, um dos implantes serviria para repassar algum tipo de energia a ele, com a qual ajudaria pessoas a resolver problemas de saúde física e espiritual. “Se adentro numa casa onde há uma pessoa que não esteja bem, a parte do meu corpo onde se encontra o dispositivo começa a doer”, diz. O outro implante facilitaria sua concentração mas causaria pontadas, que serviriam para avisá-lo quando não tem condições de colaborar com os enfermos que encontra e tenta ajudar. “Gostaria que todos os seres humanos ficassem apenas um minuto no lugar onde eles vivem. É tão lindo, tão perfeito que, na volta, ninguém seria capaz de cometer maldades e praticar violência”, finaliza, assumindo publicamente uma postura humanitária.

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Mar de 2004

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