ARTIGO

Afinal, quem são eles?

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 223 | 01 de Junho de 2015


Créditos: RODRIGO BAPTISTA, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

Afinal, quem são eles?

Milhões de pessoas em todo o mundo afirmam ter sido abduzidas por seres extraterrestres. A maior parte delas, segundo uma pesquisa de opinião feita pelo Centro Roper para Pesquisa de Opinião Pública, está nos Estados Unidos. Os relatos, espalhados pelo planeta, vêm de pessoas das mais variadas classes sociais, profissões e idades, incluindo médicos, policiais, donas de casa, crianças, pilotos, advogados. E os encontros são de longa data. Na verdade, de séculos atrás, mas ainda assim, não sabemos quem são esses seres, de onde vêm ou o que querem conosco.

A Ufologia carece de uma série de dados para que se possam estabelecer padrões de contato e de avistamentos. As estatísticas, quando existem, são falhas e de pequeno alcance e o mesmo acontece com a compilação de casos similares, de relatórios de especialistas e assim por diante. Justamente por isso é indispensável um catálogo, ou guia, que compile e registre a grande variedade de seres descrita pelas testemunhas. A catalogação da tipologia alienígena fornece uma base de pesquisa sólida e crível para casos futuros.

Relatos ao longo do tempo


Os relatos de testemunhas que tiveram contato com alienígenas, dentro ou fora de suas espaçonaves, não são recentes. De acordo com alguns pesquisadores, há milênios se registra esse tipo de interação, embora em muitos casos os alienígenas fossem interpretados como deuses vindos dos céus. Segundo consta na história da Ufologia, o primeiro registro de contato com uma aeronave extraterrestre ocorreu em 25 de novembro de 1896. Naquela tarde, o coronel H. G. Shaw e sua amiga Camille Spooner quase foram abduzidos por três criaturas com grandes e alongados olhos negros, que estavam a bordo de um objeto cilíndrico. Shaw afirmava que os seres eram de Marte. A história, na época considerada um delírio, é incrivelmente similar aos relatos modernos de abduções imputadas aos grays [Cinzas].

Os casos de contatos imediatos continuaram a acontecer. Há incidentes registrados em Bournebrook, Inglaterra, em 1901, em Baltimore, Estados Unidos, em 1910, na Austrália, em 1919, e em La Mancha, Espanha, em 1925, apenas para citar alguns. A partir do início da Era Moderna dos Discos Voadores, em 24 de junho de 1947, os avistamentos e relatos tiveram um crescimento assustador — mas é importante salientar que os ufólogos daquela época rejeitavam os depoimentos envolvendo alienígenas, pois os consideravam fantásticos demais. Discos voadores já eram suficientemente fantasiosos para que “homenzinhos verdes” fossem aceitáveis.

As histórias de George Adamski e de outros assemelhados só fizeram reduzir ainda mais a credibilidade dos contatos com extraterrestres. Enquanto isso, dezenas de filmes de ficção científica mostrando monstros do espaço eram exibidos nos cinemas

Porém, no início dos anos 50, os relatos de encontros com seres siderais ganharam nova roupagem. Nas décadas anteriores, as descrições relatavam criaturas com aparência estranha e não humana, porém, na década de 50 os alies eram muito parecidos com humanos. Um dos primeiros a narrar o encontro com tais seres foi o controverso George Adamski, um imigrante polonês dono de um restaurante no alto do Monte Palomar, na Califórnia. Ele se tornou conhecido ao mostrar fotografias de espaçonaves que, segundo dizia, eram autênticas. Em 29 de novembro de 1952, o contatado dirigiu até o Deserto do Colorado com alguns amigos para ver uma nave. Ao chegar, pediu que seus acompanhantes se mantivessem a uma distância de 2 km, enquanto ele seguia ao encontro de um ser vindo de Vênus.

O suposto extraterrestre de Adamski tinha aparência humana, com cabelos longos e loiros. A comunicação entre eles, conforme o contatado, se dava por telepatia e por sinais — o venusiano pregava a paz e mostrava preocupação com as armas nucleares. Dizia, também, que suas naves-mãe ficavam na órbita de nosso planeta, enquanto os discos voadores visitavam a Terra. Ele não só alegava que era amigo próximo de outros povos interplanetários, como também que visitara a Lua a bordo de uma espaçonave, achando nosso satélite repleto de rios e árvores. Hoje sabemos que isso é um rematado absurdo, mas nos idos dos anos 50 suas alegações conseguiram fazer algum sucesso. As histórias de George Adamski e de outros contatados que seguiram a mesma linha só fizeram reduzir ainda mais a credibilidade dos encontros e contatos com extraterrestres. Enquanto isso, dezenas de filmes de ficção científica mostrando monstros do espaço eram exibidos nos cinemas e Hollywood lucrava com o que era, então, a febre dos discos voadores. E os encontros imediatos continuavam a acontecer.

As abduções

A situação teve uma reviravolta dramática em outubro de 1954, quando relatos robustos e com total credibilidade começaram a surgir na França e em outros países europeus. Ao contrário dos amistosos e loiros seres de Adamski, os protagonistas espaciais europeus eram humanoides agressivos. Poucos investigadores franceses levaram os relatos a sério, mas, naquele mesmo ano, nos meses de novembro e dezembro, outra onda de contatos com extraterrestres emergiu na América do Sul. O fato chamou a atenção de vários pesquisadores, ainda que o mundo continuasse considerando tudo aquilo uma grande fantasia. O panorama só mudaria na década seguinte, quando três casos importantíssimos chegaram ao conhecimento do público e ajudaram a convencer as pessoas de que os relatos não apenas eram reais, mas potencialmente ameaçadores.

O primeiro desses casos ocorreu no Brasil, em novembro de 1957, e envolveu a primeira abdução de um ser humano com propósitos sexuais de que se tem notícia. O nome da testemunha era Antônio Villas Boas. O que mais chama a atenção sobre o episódio brasileiro é o fato de que, à época, a história foi ignorada e taxada de absurda pelos ufólogos. O caso só foi publicado em 1965, em língua inglesa, pelo periódico inglês Flying Saucer Review. No mesmo período houve o segundo acontecimento de importância histórica, o Caso Betty e Barney Hill. Os Hills foram abduzidos em uma noite de 1961, em uma estrada de New Hampshire, nos Estados Unidos — as semelhanças com o caso de Villas Boas eram muitas. Como no brasileiro, o Caso Hill também não foi divulgado até 1965. Entretanto o evento que, segundo dizem, teria convencido o mundo da realidade das abduções foi outro, como veremos a seguir.


Em 24 de abril de 1964, Lonnie Zamora, na época policial de trânsito, se encontrava nos arredores da cidade de Socorro, no estado norte-americano do Novo México, perseguindo um suspeito quando um barulho atraiu sua atenção. Ao virar-se para a direção de onde vinha o som, Zamora viu uma chama azul surgir no horizonte e descer até um cânion. Tanto a chama quanto o barulho desapareceram de repente e o policial pôde observar, a distância, um objeto ovoide. Zamora chegou a pensar que pudesse ser um carro virado de lado. Quando se aproximou, o homem viu o que pareciam ser duas crianças ao lado de um objeto metálico branco. Pouco menores do que um adulto, os pequenos seres vestiam um macacão justo de cor branca. O policial desviou o olhar da cena por um momento para comunicar-se via rádio com sua central, chamando reforços para ajudar em um possível acidente. Ele, então, parou seu carro e desceu do veículo. Naquele momento, ouviu o mesmo som estranho e viu uma chama azul sair por debaixo do UFO, que começava a subir.

Investigação profunda

Quando o chefe de polícia respondeu ao chamado, o objeto acelerou e desapareceu. Ao investigar o local do pouso, descobriu-se que arbustos estavam queimados e que a areia havia sido transformada em vidro, provavelmente devido à altíssima temperatura emanada pelo objeto. Zamora também encontrou quatro marcas no solo, possivelmente feitas pelo trem de pouso da espaçonave. A credibilidade da testemunha era tão grande que o chefe de polícia isolou a área e abriu imediatamente uma investigação, que contou com a participação do FBI, da CIA e da Força Aérea Norte-Americana (USAF).


O oficial, entretanto, não fora a única testemunha do estranho artefato. A central de polícia da cidade recebeu diversos telefonemas de pessoas que afirmavam terem visto a misteriosa chama azul e ouvido um som muito alto. O caso jamais foi solucionado, embora não tenham faltado tentativas de fazê-lo. O major Hector Quintanilla, diretor do Projeto Livro Azul [Blue Book], da USAF, fez tudo o que podia para desvendar o mistério, levando o caso até mesmo ao conhecimento do presidente norte-americano, mas nada conseguiu.

crédito: DESENHO DE DA NIEL COSTA, CORES DE RAFAEL AMORIM
O alien da classe humanoide, tipo humano, variante 2, relatado em Ashland, Estados Unidos.
O alien da classe humanoide, tipo humano, variante 2, relatado em Ashland, Estados Unidos.

No final da década de 60, os relatos de contatos com extraterrestres não eram mais um tabu na pesquisa ufológica. O reconhecimento do trabalho veio em 1972, quando o astrônomo e conselheiro do Blue Book, J. Allen Hynek, cunhou o termo contato imediato do terceiro grau para designar os encontros com criaturas animadas que tivessem ligação com discos voadores. Quando o cineasta Steven Spielberg comprou os direitos de tal designação para nomear seu filme, cinco anos depois, em 1977, o assunto entrou em definitivo na mente do público.


Assim, a imagem popular de um extraterrestre é a de um ser parecido com o homem, mas pequeno, com cabeça grande, olhos negros amendoados e corpo frágil. Dizem que têm obsessão pela fisiologia e reprodução humanas, extração de esperma e óvulos, inserção de implantes nasais e que muito disso seria utilizado para a produção de bebês híbridos. Essa imagem dos grays, como são conhecidos, tornou-se mundialmente famosa e foi capturada pelo subconsciente humano depois da publicação do livro de Whitley Strieber, Comunhão [Record, 1987], que logo se transformaria em um filme de grande sucesso, homônimo — a imagem de um gray na capa da obra e no cartaz do filme fez com que muitas pessoas reconhecessem aquele ser.

Os curiosos grays

Mas, se fossem os grays os responsáveis por todos os contatos, não haveria necessidade de ter-se um guia para comparação. Porém, embora eles sejam o tipo mais comum de extraterrestre relatado, existem muito mais variedades de seres do que poderíamos imaginar. Genericamente falando, os grays têm cerca de 1,5 m de altura e pele cinza. Sua cabeça é grande e desproporcional ao corpo, sem qualquer tipo de cabelo ou pelos. Seus olhos são negros e sem pupilas. Não têm nariz, apenas dois orifícios e uma pequena e fina boca. Seus torsos são pequenos e seus braços e pernas são compridos e magros. Suas mãos têm três dedos, sem digitais.


Mas também temos relatos de grays com 1,8 m ou 2 m de altura. Alguns têm pele marrom ou preta. Outros têm finos fios de cabelo. Ou quatro dedos, algumas vezes têm ventosas e outras com garras nas pontas. Há também variação na descrição das vestimentas. Alguns usam macacões e outros, roupões. As diferenças de tamanho e aparência entre os grays podem representar que são oriundos de planetas diferentes ou variações de uma mesma espécie. Não temos realmente como saber. Porque existe uma grande diversidade de alienígenas nos registros ufológicos e este autor não acredita que popularidade seja necessariamente um indicador confiável da realidade. Além disso, alguns pesquisadores tendem a ignorar um caso quando o alienígena é descrito como sendo muito estranho ou quando não há informações suficientes para usar. Um guia da tipologia alien tentaria mudar tal situação, desenhando a anatomia extraterrestre em todas as suas diversas formas.

crédito: ARQUIVO UFO

Através dos anos, os relatos de testemunhas dão conta de seres de cor branca, cinza, preta, laranja, amarela, azul e, é claro, verde — eles podem ser minúsculos ou quase gigantes. As descrições vão desde pequenos anões peludos até enormes criaturas carecas. Alguns se parecem com seres humanos, outros com o típico marciano de nosso imaginário. Mas, mesmo com tanta diversidade, existe certa consistência nas descrições. Embora alguns aliens sejam descritos como uma bolha de gelatina ou uma máquina de refrigerantes, a maioria deles é bípede. A presença de pernas não significa que elas sirvam para locomoção, já que vários extraterrestres parecem ter a capacidade de flutuar.


Quase todos os seres têm um tórax, membros superiores, inferiores e uma cabeça. Há casos, entretanto, em que não há braços e outros em que há mais de dois — também há incomuns relatos de asas. Os braços, na maioria dos casos, terminam em mãos, mas temos casos de garras ou estranhos aparelhos. Quanto à cabeça, alguns parecem não a ter, mas os que a têm apresentam só uma, que pode ser grande, pequena, redonda ou quadrada. Não importa a estranheza, tendo sido relatado, deverá estar no guia proposto.

As faces dos extraterrestres

O rosto dos seres é outro aspecto muito interessante. A grande maioria tem dois olhos, o que não nos impede de termos relatos de ciclopes. Os olhos podem ser grandes e negros, ou ainda vermelhos. Em certos casos, brilham como luzes de Natal. Os seres normalmente não apresentam nariz, mas dois orifícios em seu lugar. A boca, quando exposta é, em geral, um pequeno e fino traço e nem sempre se movimenta quando o ser fala. Isso pode indicar o uso de telepatia e o desuso da boca para a comunicação. A pele dos aliens também mostra uma grande variação. Os famosos grays apresentam uma pele lisa, pálida e sem pelos, que também já foi relatada como sendo quase translúcida. Entretanto, em muitos casos as testemunhas afirmam que não puderam ver a pele dos seres, pois suas vestes cobrem o corpo inteiro — isso causa uma pequena confusão, pois o observador descreve a cor prateada da roupa como sendo a cor da pele. A pele enrugada faz com que algumas testemunhas os classifiquem como velhos, assim como consideram os que possuem pele esverdeada como sendo marcianos.


Durante o século passado, vários pesquisadores tentaram organizar a imensa variedade de formas alienígenas relatadas, criando um sistema de classificação. No desejo de comprovar a realidade da hipótese extraterrestre, muitos ufólogos tenderam a colocar todos os relatos em uma pequena relação de tipos. No geral, a entidade extraterrestre podia ser classificada entre quatro categorias básicas: o pequeno humanoide, o animal experimental, a entidade semelhante ao ser humano e o robô. Mesmo sendo uma divisão coerente, ela deixava de fora vários tipos de relatos e não incluía as diferenças entre seres de uma mesma categoria. Outros ufólogos tentaram fazer a classificação pelo tamanho dos seres. O pesquisador Richard Hall, por exemplo, dividiu o grupo alienígena em humanoides magros de 0,9 m a 1,5 m com cabeças grandes, entidades com altura entre 1,5 m e 1,8 m semelhantes a humanos e os gigantes ou monstros, com mais de 1,9 m de altura e aparência grotesca. Ele também criou uma quarta categoria para seres não biológicos, que incluía robôs e androides. Mas também essa classificação não contemplava todos os tipos relatados.


Uma das mais completas tentativas de classificação vem da década de 60 e foi criada pelo ufólogo brasileiro Jader U. Pereira. O pesquisador examinou mais de 200 casos envolvendo o avistamento de seres alienígenas em todo o mundo e descobriu que em quase 90% dos eventos a entidade tinha a forma humana ou humanoide. Pereira tomou como ponto de partida o fato de os extraterrestres usarem capacetes ou algum aparelho para respirar. Isso é certamente relevante, pois criaturas que precisam de um equipamento para conseguir respirar são biologicamente diferentes daquelas que respiram livremente em nossa atmosfera. Pessoalmente, não creio que essa classificação funcione por uma simples razão: a maioria dos seres parece não precisar de aparelhos para tal. Pereira também estava ciente disso, já que cerca de dois terços das entidades estudadas não usavam nenhum aparato.

ETs machos de cabelos compridos

O ufólogo classificou seus alienígenas em uma dezena de tipos, novamente a partir de suas alturas. Mas, em algumas categorias, ele determinava o tipo alienígena pela cultura, em vez de utilizar suas características físicas, algo que se tenta não repetir em outros trabalhos. O tipo 03 do pesquisador, por exemplo, era composto por seres masculinos com cabelos compridos. Além do tamanho do cabelo, outras características que parecem ser inapropriadas para listar as tipologias incluem a linguagem, roupas e ferramentas ou objetos usados pelas entidades. A maior objeção ao sistema de classificação de Pereira, entretanto, é a falta de uma categoria para seres não humanos ou não humanoides. Ele classificou os encontros com esses seres como casos isolados, pois só havia poucos exemplos. Embora realmente só tenhamos poucas ocorrências, elas pedem uma categoria específica.


O sistema desenvolvido pelo pesquisador foi muito criticado e nunca foi utilizado dentro da comunidade ufológica [baixe gratuitamente uma apostila do trabalho aqui: ufo.com.br/public/tipologia_extraterrestre.pdf]. A crença era que tal classificação seria impossível — cada novo ser descoberto parecia tão único que uma fiel classificação tipológica teria que ter centenas de tipos, subtipos e variantes. Com isso em mente, os criadores do Humanoid Catalog [Catálogo Humanoide, ou HumCat] tentaram não apenas classificar os seres, mas foram adiante. A coleta de casos ufológicos com manifestação de extraterrestres começou no início da década de 70, por meio do trabalho de David Webb e Ted Bloecher, que registraram os eventos somente pelo tipo, sem se importar com a aparência dos alienígenas. Quando deslocaram o foco para as descrições das entidades, verificaram que as criaturas podiam ser divididas em três classes.


Entretanto, mais uma vez, o sistema de Webb e Bloecher era baseado na altura do ser. Assim, chamaram de classe 01 os que tivessem menos de 90 cm de estatura, fossem anões ou vestissem macacões, de classe 02 os seres “normais” ou humanoides com altura entre 1,2 e 1,8 m e, finalmente, de classe 03, as entidades gigantes ou antropoides. Já o pesquisador francês Eric Zucher criou, em 1979, para a sua própria análise de casos, uma classificação baseada quase que exclusivamente no sistema de Jader Pereira. Recentemente, a pesquisadora Linda Moulton Howe começou a idealizar um sistema informal de classificação das entidades alienígenas que une informações sobre a altura, a presença ou não de cabelos e cor.

Insetoides, robóticos e exóticos

Já o trabalho realizado por Patrick Huyghe em seu livro The Field Guide to Extraterrestrials [O Guia de Campo sobre Extraterrestres, Avon Books, 1996] desenvolveu outra classificação e dividiu os seres em classes, tipos e variantes. As classes são humanoides, animália, robótica e exótica — cada uma delas engloba um tipo de ser e suas variações. Os humanoides são classificados como humanos com seis variantes, pequenos grays com três variantes, pequenos não grays com oito variantes, gigantes com três variantes e não clássicos com quatro variações. Já a classe animália está descrita como mamíferos peludos com cinco variações, reptilianos com três variantes, anfíbios com duas variantes, insetoides com duas variantes e aviários com uma variante. Os robóticos estão divididos em metálicos, com três variantes e não metálicos com quatro variantes. A classe exótica está dividida em física e aparições, cada uma com duas variantes. Bem interessante.

Dizem que os seres do tipo gray teriam obsessão pela fisiologia e reprodução humanas, extração de esperma e óvulos, inserção de implantes nasais etc, e que muito disso seria utilizado para a produção de bebês híbridos. Estudos confirmam

Huyghe afirma que sem uma classificação atual para examinar e, consequentemente, conhecer as espécies de seres extraterrestres que visitam nosso planeta, é impossível que qualquer sistema de classificação seja 100% completo. Essa é também a opinião deste autor, pois há uma gama enorme de seres, muitos dos quais soam estranho aos olhos do público. O novo sistema de classificação que sugeri e publiquei em meu livro Guia da Tipologia Extraterrestre [Biblioteca UFO, 2014] foi baseado estritamente na aparência dos seres. Acredito que dessa forma será mais simples mantê-lo atualizado, pois é só acrescentar os novos tipos que porventura sejam relatados. A partir disso, defini quatro classes de alienígenas. Dentro de cada uma dessas grandes classes descobri muitos tipos de entidades e, dentro desses tipos, muitas variantes. Por isso, subdividi os tipos aliens em variáveis. Essas variáveis são obtidas por intermédio de casos específicos e constituem a descrição do evento.

Classes alienígenas

A primeira e maior classe de alienígenas é a humanoide. Dela fazem parte aqueles extraterrestres que apresentam o mesmo tipo de corpo que os seres humanos, com tronco, cabeça, dois braços ligados aos ombros e duas pernas ligadas à cintura — quando o alienígena tem um aspecto com acentuadas características animais, encaixa-se na classe animália. Nela se incluem as entidades que tenham pelos ou escamas, as que se movem em quatro pernas e as que têm asas. Sim, algumas têm asas. A terceira classe exibe uma natureza mecânica e eu a chamei de robótica. A quarta classe foi denominada exótica e abrange todas as entidades não humanoides, não animálias e não robóticas.


Dentro da classe humanoide há cinco tipos de entidades. A primeira é a humana, constituída por seres que poderiam andar entre nós sem chamar a atenção. Esses seres foram subdivididos em seis grandes variantes. Delas, a que mais prevalece refere-se aos extraterrestres do tipo nórdico, bem conhecido na literatura ufológica. São seres altos, com de 1,8 m ou mais, de olhos claros e belos como um anjo, segundo as testemunhas. Outra variante são as entidades que se parecem conosco, mas que necessitam de roupas espaciais ou capacetes para permanecerem em nossa atmosfera. Temos, também, os seres parecidos com os humanos, mas que têm a pele enrugada, a quem chamaremos de velhos. As outras variações são menos comuns.


O segundo maior grupo do tipo humanoide são os pequenos grays. São muitos os relatos em que essas criaturas são citadas e com enorme variação. Alguns usam capacetes ou algum tipo de aparelho para respirar, enquanto outros têm traços que lembram insetos. Os pequenos grays que não se encaixam no molde clássico constituem o terceiro maior grupo de humanoides, os pequenos não grays. As variantes aqui incluem homenzinhos verdes, pequenos humanoides com rosto cheio de furos, um ser muito peludo que se parece mais com um ser humano do que com um animal e entidades com poucos centímetros de altura, que, independentemente de seu tamanho, têm o aspecto humanoide. As criaturas extremamente altas ou gigantes formam o quarto tipo de humanoides. Uma variável aqui é com mais de 2 m de altura e três olhos. O quinto tipo, chamado de não clássico, é um apanhado de todos os seres que não se encaixaram em nenhum dos outros tipos.

Seres com aspecto animal

A segunda classe de alienígenas, animália, é composta por cinco tipos de seres. Novamente destaco que, apesar de sua aparência animal, as ações e comportamentos desses alienígenas estão muito mais próximos das do humano do que de um animal. O primeiro tipo é o mamífero peludo, que se diferencia dos humanoides em virtude dos pelos que lhe cobrem todo o corpo ou, ao menos, a parte vista pela testemunha. São criaturas parecidas com o chamado Yeti ou Pé Grande, animais com quatro patas ou seres com cara de morcego. O segundo tipo são os reptilianos, que incluem criaturas verdes com escamas no lugar de pele e grandes olhos ovais, duendes prateados e criaturas do pântano. O nome do tipo se refere somente ao fato de as criaturas não terem pelo. Já o terceiro tipo, os anfíbios, é reservado às entidades com aspecto de sapo — o nome do tipo se deve ao fato de as criaturas terem a pele lisa e nada tem a ver com suas capacidades respiratórias.

crédito: ASTRONOMICAL SOCIETY
Nossos visitantes podem ter se originado e se desenvolvido em orbes tão distintos da Terra que talvez nem tivéssemos condições de compreendê-los
Nossos visitantes podem ter se originado e se desenvolvido em orbes tão distintos da Terra que talvez nem tivéssemos condições de compreendê-los

No quarto tipo, os insetoides, encontram-se os extraterrestres com características de insetos, tronco comprido e olhos multifacetados. Dentro desse grupo temos as variantes que incluem seres com asas, a quem muitos chamam de fadas, como também gafanhotos e louva-deus. O quinto tipo na classe animália são os aviários, que compreende criaturas com asas de pássaros. São poucos, mas importantes os relatos sobre eles. A próxima classe é chamada de robóticos e está dividida em dois tipos de alienígenas. O primeiro, metálica, são os robôs que parecem ser feitos de lata. O segundo tipo eu chamei de corpulentos e nele estão os seres androides, que podem ter aparência humana ou animal. Robôs com braços e pernas de aparência humana ou exibindo uma pele escamosa entram nesse tipo.


A quarta classe extraterrestre é a exótica, que apresenta dois tipos. A aparição é constituída por seres fantasmagóricos e criaturas não humanas — sua manifestação não é completa, como se metade do corpo, por exemplo, estivesse em outra dimensão. O outro tipo exótico chama-se físico, constituído por seres realmente estranhos, em forma de cérebro ou de uma bolha. Algumas entidades podem ser enquadradas em mais de uma categoria e existem transições de formas, ou seja, humanoides que agem como robôs e humanoides peludos que lembram animais.

O que diz a ciência

A natureza extraterrestre dos seres relatados por vezes é colocada em dúvida por muitos ufólogos, especialmente quando ela parece muito humana. Alguns especialistas acreditam que os extraterrestres não se pareçam em nada conosco, isso porque qualquer fisiologia depende de fatores não necessariamente biológicos. Por exemplo, se a Terra tivesse o dobro de sua massa, os humanos teriam um esqueleto mais forte. Por outro lado, se o planeta tivesse apenas metade de sua massa, nossa estrutura corporal também seria diferente. Podemos usar o mesmo raciocínio em relação à inclinação da Terra. Caso a linha do Equador estivesse a 60º e não a 23,5º, ou se nosso dia tivesse 100 horas e não 24, seríamos muito diferentes. Então, como perguntam os céticos, criaturas extraterrestres podem ser semelhantes a nós?


Entretanto, outras pessoas igualmente qualificadas acreditam que as formas de vida em outros pontos do universo podem ser muito parecidas com as nossas. O cingalês Cyril Ponnamperuma, químico especializado nas origens e evolução da vida, que chefiou o Laboratório de Evolução Química da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e é considerado um dos primeiros cientistas a pesquisar o desenvolvimento da vida em condições inóspitas, acreditava que o código genético que nos faz como somos não teria surgido por acaso. Na opinião de Ponnamperuma, nosso genoma foi criado por uma interação química muito precisa — a química dos componentes ao criar o código genético parece fazer com que todas as formas de vida sejam similares. Em outras palavras, existe uma tendência natural para a vida ser como ela é.


É claro que não temos como afirmar que todas essas criaturas sejam de origem extraterrestre, embora nos deixem essa impressão. A variedade de seres é tão grande que pode ser resultado da interpretação e imaginação humana. Os céticos dizem que só essa possibilidade já é suficiente para tirar a credibilidade dos avistamentos, mas não levam em consideração que nosso cérebro, ante algo desconhecido, procura imediatamente a imagem mais próxima que possua na memória para explicar o que estamos vendo. Por isso, na Idade Média viam-se escudos flamejantes, navios voadores e carruagens aladas onde hoje vemos aeronaves que chamamos de discos voadores.

Aliens ao longo do tempo

Muito antes de espaçonaves metálicas e seus ocupantes virarem notícia, pequenos seres de outros mundos já habitavam nosso folclore e mitologia. Na verdade, tais criaturas são um fenômeno universal. Existem os duendes alemães, os elfos escandinavos, os lutins franceses, os jinns islâmicos, os devas indianos, os kappas japoneses, os pequenos homens das tribos da etnia Cherokee etc. Entre todas, as mais conhecidas criaturas sobrenaturais são as fadas da Irlanda, Escócia e Gales com suas espécies, subespécies e raças, assim como acontece com os leprechaus. Essas pequeninas pessoas normalmente têm cabeça e olhos grandes e pele pálida. Às vezes vivem no céu, são noturnas e têm um grande interesse por aspectos da reprodução humana, seduzindo homens e mulheres e dando à luz a seus filhos. Os paralelos com os modernos extraterrestres são óbvios. Existem, também, significantes diferenças: a falta de pelos é coisa rara de se encontrar nas criaturas sobrenaturais, assim como a aparência jovem e pele macia de alguns alienígenas. A maioria das fadas tem um aspecto mais velho.

crédito: PICTUREST
Há muito poucas espécies que já se mostraram hostis aos seres humanos, como, infelizmente, abundam nos cinemas
Há muito poucas espécies que já se mostraram hostis aos seres humanos, como, infelizmente, abundam nos cinemas

Como já vimos, a descrição da aparência dos extraterrestres se alterou com o decorrer do tempo. Por exemplo, as entidades do tipo pequenos não grays, em livro Guia da Tipologia Extraterrestre, comuns nos relatos atuais, não eram registrados antes da década de 60 — os primeiros testemunhos falavam de seres com a aparência humana, conhecidos como nórdicos. Mas, estranhamente, desde o final da década de 60, eles raramente aparecem nos relatos de contatos imediatos. A mesma coisa acontece com os anões peludos, que na década de 50 eram muito comuns e hoje não constam mais dos registros de aparições. A pesquisadora inglesa Jenny Randles notou que, antes de 1987, quando o citado livro de Whitley Strieber, Comunhão, e o de Budd Hopkins, Intrusos [Record, 1993], foram publicados, os seres relatados eram pequenos e sem pelos, mas após o lançamento das publicações, o padrão dos alienígenas tornou-se semelhante ao descrito nas obras. Ou seja, houve uma padronização do “modelo norte-americano” de alienígenas. Como as abduções naquele país têm mais publicidade, parece que a imagem dos grays pode ter sido imposta ao resto do mundo como a imagem única e certa de extraterrestres.

Mudanças nos contatos

É importante notar, entretanto, que não foi apenas a aparência dos visitantes que mudou com o passar dos anos, mas também o tipo de contato. Os primeiros encontros eram simples, quando as entidades evitavam os seres humanos ou eram apanhadas de surpresa. Normalmente, estavam consertando sua espaçonave ou coletando pedras, água ou elementos do solo. No estágio seguinte, a atividade extraterrestre centrou-se em espécies biológicas, como cães e gado. E então, as próprias testemunhas viraram o alvo das ações extraterrestres, sendo submetidas a experimentos médicos e sexuais. Ao mesmo tempo, as mensagens transmitidas aos seres humanos também se transformaram, dando a impressão de que os aliens adotaram as nossas próprias preocupações como suas. No início, era o receio quanto às nossas armas nucleares e depois passou a ser a preocupação com o meio ambiente e a conservação do planeta. É muito difícil dizer se os nossos problemas influenciaram as mensagens dos extraterrestres ou se eles já sabiam o que iria acontecer.


Outro padrão a ser notado na tipologia extraterrestre é sua distribuição geográfica dos casos. Da América do Sul vêm os relatos de pequenos duendes agressivos, enquanto da Europa, principalmente da Inglaterra, temos os amistosos seres altos, loiros e de olhos azuis. Já na América do Norte predominam os relatos dos grays. Enfim, o fenômeno parece se moldar de acordo com a cultura e a época em que surge. Durante uma sessão de hipnose, a testemunha de um caso ocorrido na África do Sul, em maio de 1974, ao ser perguntada sobre como eles se pareciam, respondeu: “eles se parecem do jeito que eu quiser”.


Há muito poucas evidências relacionadas diretamente aos aliens, especialmente porque não temos nenhum dado sólido que indique que essas criaturas sejam mesmo de origem extraterrestre. “Seria fantástico se os alienígenas estivessem aqui”, disse Carl Sagan durante uma conferência em 1994. Todos nós temos histórias que desejamos contar para outros que tiveram a mesma experiência. E para muitos, isso já é prova suficiente de que todas elas são reais. Já para um certo segmento da Ufologia Mundial, a pesquisa não deve jamais ser encerrada, mas, ao contrário, deve ser crescentemente realizada. Uma tentativa de catalogar o que já se conhece é um começo, mas manter a catalogação atualizada é fundamental.

Algumas curiosidades sobre eles

Um dos exemplos de alienígena da classe humanoide de tipo humano é a entidade vista em 14 de novembro de 1968. O mundialmente conhecido Caso Zafra ocorreu na cidade de mesmo nome, em Extremadura, na Espanha. A testemunha, Manuel Trejo, voltava para casa quando o motor de seu carro começou a falhar, a velocidade a diminuir e os faróis enfraqueceram. Segundos depois, uma onda de choque invisível atingiu o veículo, que saiu da pista — não havia ninguém na estrada naquele momento, somente um nevoeiro estranho nos dois lados da pista.

Mesmo assim, Trejo decidiu continuar sua viagem. Após fazer uma curva a 300 m de onde havia sido jogado para fora da estrada, ele viu uma estranha figura que a princípio pensou ser um guarda civil. Quando os fracos faróis iluminaram o ser, percebeu que a figura não era um guarda, muito menos algo humano. Ele passou lentamente ao lado daquela criatura, que tinha 1,8 m de altura e estava com as pernas e braços colados ao corpo [Imagem ao lado]. O ser ainda vestia uma roupa justa cheia de luzes vermelhas, verdes e azuis, como uma árvore de Natal, além de luvas e botas negras.

Com patas e cauda

Quanto mais Trejo se aproximava, mais fortes os faróis do carro ficavam. Ele não conseguiu ver detalhes do rosto, pois o ser usava um capacete. Descobriu-se depois que, dois dias antes do ocorrido, outro motorista havia visto um objeto metálico e discoide no mesmo lugar. Já um dos exemplos de seres da classe animália, tipo mamífero peludo, foi visto em janeiro de 1958, em Niágara Falls, no estado norte-americano de Nova York, quando Mary Stuntter avistou algo que pensou tratar-se de um avião acidentado no meio de um estacionamento público. Ao se aproximar, notou que à sua frente havia um objeto luminoso com mais de 20 m de altura, afundando lentamente na neve. O motor do carro morreu, as luzes se apagaram e o veículo parou. Mary chegou a pensar em sair do carro para ver melhor o que estava acontecendo, mas ao avistar duas criaturas emergirem do objeto atolado na neve, desistiu da ideia. Os seres pareciam animais, com quatro patas e uma cauda, mas tinham dois pequenos braços saindo da lateral da cabeça — eles também pareciam estar suspensos por algo e se moviam lentamente. Como se por um passe de mágica, as criaturas sumiram e o objeto decolou.

Apesar de raro, o tipo corpulento da classe robóticos é parte importante da tipologia extraterrestre e um dos casos clássicos da Ufologia Mundial. Em 10 de setembro de 1954, em Quarouble, França, por volta das 22h30, o funileiro Marius Dewilde abriu a porta de sua casa e deparou-se com uma grande massa escura sobre os trilhos do trem. Ao ouvir passos, acendeu as luzes e viu dois seres pequenos, com no máximo 1,2 m de altura, que vestiam um enorme capacete e pesadas roupas parecidas com trajes de mergulho. Os seres não tinham braços aparentes. Dewilde caminhou em direção aos extraterrestres e foi paralisado por um raio verde, que partiu do UFO. O objeto, que tinha a forma de uma panqueca, já estava visível e tinha cerca de 3 m de altura e 8 m de comprimento. Alguns minutos depois, a testemunha voltou a se mexer, mas as criaturas haviam partido e o UFO estava decolando. Quatro dias depois, os investigadores da Força Aérea Francesa interrogaram Dewilde.

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Sobre o Autor

Thiago Luiz Ticchetti

Thiago Luiz Ticchetti nasceu no Rio de Janeiro. Filho de um oficial aviador da Aeronáutica, morou em Natal, Santa Maria e na capital carioca. Após o falecimento de seus pais, viveu pelo período de seis meses na cidade de Addlestone, na Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, mudou-se para Brasília onde vive até hoje. Em 1997 assistiu ao I Fórum Mundial de Ufologia, realizado pela Revista UFO na Capital Federal, e foi convidado pelo pioneiro ufólogo Roberto Affonso Beck, ali presente, a ingressar na Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET). Por mais de 10 anos participou ativamente do grupo, chegando a ser vice-presidente da entidade. É articulista da Revista UFO desde 1997, exercendo hoje a função de coeditor, após ter iniciado na publicação como seu tradutor e depois passado a consultor e atuado também como coordenador internacional. É responsável pela coluna mensal Mundo Ufológico e já escreveu dezenas de artigos para o veículo. Em especial, entrevistou para a revista inúmeros ufólogos nacionais e internacionais, alguns deles os maiores pesquisadores da Casuística Ufológica Mundial, como Phillip Mantle, David Jacobs, Kevin Randle, Nick Redfern, Steven Bassett, Carlos Ferguson, Stanton Friedman, Nick Pope, Jerome Clark, Graham Birdsall e Wendelle Stevens, para citar alguns. É autor dos livros Quedas de UFOs: Casos Confirmados de Acidentes com Discos Voadores e Resgates de Seus Tripulantes em Todo o Mundo[Coleção Biblioteca UFO, 2002], Guia da Tipologia Extraterrestre [Coleção Biblioteca UFO, 2014], Quedas de UFOs II [Coleção Biblioteca UFO, 2015] Guia da Tipologia dos UFOs [Coleção Biblioteca UFO, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume I, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume II, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume III, 1ª edição, Editora Conhecimento, 2018], Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 1 [Clube de Autores, 2015] e Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 2 [Clube de Autores, 2015]. É o único pesquisador brasileiro a ter artigos publicados pela revista inglesa UFO Matrix e foi pioneiro na publicação de um artigo sobre contatos de pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) com UFOs, ocorrido na revista inglesa UFO Truth Magazine, da qual também é colunista. Ticchetti é coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), assistente do diretor nacional da MUFON no Brasil e pesquisador de campo certificado pela MUFON. Formado em administração de empresas pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), Thiago Luiz Ticchetti é casado e pai de um casal de filhos. .

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