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ARTIGO DE CAPA

Por Marco Aurélio de Seixas

Afinal, onde estão os ETs?

A ideia do ser humano de que sua existência tem importância no contexto cósmico pode ser duramente confrontada com a imensidão do universo e o intimidador e espetacular número de planeta habitados.

Categoria: DISCUSSÕES | PLANETAS EXTRASSOLARES | PREDADORES | SINAIS ENIGMÁTICOS

Enrico Fermi nasceu em Roma, em 1901, mas naturalizou-se norte-americano em 1944. Faleceu 10 anos mais tarde, em 1954. Fez importantes descobertas no campo da física de partículas, trabalho que lhe rendeu o prêmio Nobel de Física, em 1938, com apenas 37 anos. Tendo participado da primeira explosão de uma bomba atômica da história, em Alamogordo, Novo México, em 16 de julho de 1945, escreveu o texto que se vê nestas páginas, onde questionava sua fé na sociedade e também na capacidade de tomarmos uma decisão prudente em relação às armas nucleares.

No Departamento de Física da Universidade de Chicago, onde lecionou até os últimos anos da sua vida, Fermi era conhecido por ser um professor inspirador e atencioso aos detalhes, preparando suas aulas com extremo cuidado e simplicidade. Certo dia, caminhando pelos corredores do campus, Fermi ouviu uma acalorada discussão que emanava de uma das salas. Emil Konopinski, Edward Teller e Herbert York, alguns dos presentes, falavam da imensidade do universo conhecido e da possibilidade de haver vida em outros mundos, ao comentar sarcasticamente uma caricatura publicada na revista The New Yorker que mostrava alegres extraterrestres emergindo de um disco voador, transportando latas de lixo roubadas das ruas de Nova York.

Neste momento, Fermi perguntou: “Onde está todo mundo?” Ele estava se referindo ao fato de que eles não tinham ainda visto nenhuma nave alienígena ou um ser extraterrestre — e a conversa então derivou para a viabilidade de viagens interestelares. No entanto, ele nunca questionou por que, se um grande número de civilizações extraterrestres inteligentes existe na Via Láctea, não se detectam evidências da sua existência, como sinais de rádio, espaçonaves ou sondas. Este argumento foi mencionado pelo senador William Proxmire, em 1981, para tentar sepultar o SETI, o programa de busca por vida extraterrestre inteligente.

 

Irrelevância cósmica

A aparente contradição entre a quase absoluta e unânime certeza da existência de civilizações avançadas e a falta de evidências de algum contato ficou conhecida como Paradoxo de Fermi, embora não tenha sido ele a cunhar a expressão. Para melhor compreendê-lo, vamos estabelecer como ponto de partida uma ideia aproximada da nossa irrelevância cósmica. Nossa galáxia tem entre 100 e 400 bilhões de estrelas. Este é quase o mesmo número de galáxias no universo. Portanto, para cada estrela na Via Láctea há uma galáxia inteira lá fora. Haveria, no total, entre 10²² a 10²4 estrelas. Em termos práticos, isto equivale a dizer que para cada grão de areia na Terra haveria 10.000 estrelas no universo.

Em uma noite clara, com o céu limpo e estrelado, tudo o que vemos é apenas uma minúscula fração da nossa vizinhança. Em números, isto representa cerca de 2.

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