ARTIGO

Afinal, onde a Ufologia e a psicologia se encontram?

Por Cláudio Bau Júnior | Edição 270 | 23 de Julho de 2019

Para garantir maior fidedignidade às respostas do entrevistado, é necessário conhecer suas condições de saúde no momento do contato com o fenômeno.
Créditos: BRAIN LABORATORY

Afinal, onde a Ufologia e a psicologia se encontram?

Quando a Ufologia começou, no final dos anos 40, os UFOs eram entendidos como espaçonaves de outros planetas, na maioria das vezes de Marte ou Vênus, que estavam aqui para fazer contato e, a depender de quem se consultasse, para nos invadir. Seus ocupantes, os famosos homenzinhos verdes, não eram muito considerados, embora já houvesse uma concepção, ainda que rudimentar, de seres baixos, magros, com cabeça e olhos grandes.

Um pouco depois, na década de 50, quando começou a onda dos contatados, entraram em cena os extraterrestres altos, loiros, bonitos e de olhos azuis, que seriam provenientes de Vênus para alguns e para outros de um planeta chamado Methária — que orbitaria uma das três estrelas do sistema Alfa Centauro. Os UFOs eram entendidos como sendo mecânicos, metálicos e fisicamente concretos.

Porém, nas décadas seguintes, outros tipos de alienígenas e de objetos voadores não identificados foram sendo acrescentados ao repertório dos pesquisadores e também da população, com o surgimento de naves com formatos variados, de plasma e de outras dimensões. Além disso, toda uma série de modernidades foi incorporada à cultura que se formou, e ainda está se formando, sobre o assunto. A pergunta básica aqui é porque isso aconteceu.

O UFO e a psique

Diversas culturas pelo mundo relataram interações com objetos voadores não identificados em seu passado, e tudo isso entendido como sendo projeções mitológicas dos povos antigos. Mas se essa definição vale para nossos ancestrais, vale também para nós. Seriam os UFOs apenas uma projeção mitológica? O assunto é tão profundo que até o famoso psiquiatra Carl G. Jung aventurou-se a abordá-lo em seu livro Um Mito Moderno sobre Coisas Vistas no Céu [Vozes, 1958]. Para o eminente cientista, os UFOs são físicos e concretos, porém têm também um forte componente psicológico.

Contrastando entre o tangível e o intangível, lidando com fenômenos reais, porém por vezes imateriais, Ufologia e psicologia se tocam de uma forma inesperada, e ambas permanecem cercadas de mistérios. As interações entre UFOs e seres humanos ocorrem há milênios, de acordo com aquilo que estampam os registros de pinturas rupestres e hieróglifos pelo mundo inteiro. Também sabemos que há milênios o ser humano procura conhecer-se e ao universo que o cerca. As crenças no subjetivo, no imaginário e no transcendente permanecem fortemente arraigadas nas culturas do mundo, ainda que muitas vezes sejam traduzidas por meio de religiões.

Em suma, o estudo do transcendente busca compreender o que acontece naquela parte em que as pessoas não podem tocar e que por vezes não sabem distinguir se é ou não real — nela estão inseridos os sonhos, fantasias, alucinações e estados alterados de consciência. Campos de estudo que podem ser facilmente comparados à eletricidade, pois não têm cor ou cheiro e não se pode pegá-los, mas quando se sabe utilizá-los, podem ser muito úteis. Quando mal utilizados, eles podem causar danos imensuráveis.

TODO O CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL NO SITE 60 DIAS APÓS A MESMA SER RECOLHIDA DAS BANCAS

Para continuar lendo este artigo, você deve se cadastrar no Portal UFO. O cadastramento é gratuito e dá acesso a todo o conteúdo do site.

Login

Compartilhe esse artigo:

Sobre o Autor

Cláudio Bau Júnior

Comentários