ARTIGO

Afinal, o que se passa em nossos mares?

Por A. J. Gevaerd | Edição 69 | 01 de Dezembro de 2012


Créditos: Rafael Amorim

Afinal, o que se passa em nossos mares?

Não é de forma alguma recente a tese de que várias das inúmeras civilizações que nos visitam estariam usando as profundezas abissais para se manterem afastadas do nosso alcance. Detentores de avançada tecnologia, que as permite vencer as imensuráveis distâncias astronômicas, certamente não teriam problemas estruturais para edificarem suas bases nas porções menos conhecidas da Terra, justamente o fundo dos oceanos. É de lá, segundo defendem alguns ufólogos, que sairiam para suas atividades no planeta, e para onde regressariam ao fim delas. Além de possível, esta é uma ideia igualmente lógica, se pensarmos que uma civilização que tenha profundo interesse pela espécie humana — e aparentemente várias delas têm — não precisaria se deslocar constantemente entre seu planeta de origem e o nosso quando tivesse que executar seu plano de aproximação de nossa raça. Estando aqui, resguardada pelas vastidões desconhecidas de oceanos, mares, lagoas e até de rios mais caudalosos, tal espécie poderia ter maior operacionalidade.

Ao passo que para alguns isso pode soar ficção científica, para respeitados estudiosos do Fenômeno UFO, amparados pela riquíssima casuística ufológica que envolve os chamados objetos submarinos não identificados ou OSNIs, isso é a mais palpável realidade. Este é o caso, por exemplo, do correspondente internacional da Revista UFO na Itália Roberto Pinotti, um dos mais sérios e respeitados ufólogos de todos os tempos. Pioneiro absoluto da Ufologia Italiana e até Mundial, Pinotti dedicou boa parte de sua vida à análise dos mais variados tipos de ocorrências envolvendo naves alienígenas, mas teve interesse especial por aquelas que pareciam ter alguma relação com nossos oceanos. “Como vivo na Itália, país relativamente pequeno e cercado de mares por todos os lados, não foi difícil notar, logo no início de minhas atividades, ainda nos anos 50, que eram incontáveis os casos de UFOs mergulhando ora no Mar Mediterrâneo, ora no Adriático”, declarou. Tamanho é seu interesse pelos OSNIs que Pinotti publicou, em 2007, sua obra Oggetti Sommersi Non Identificati, lançada em 2008 no Brasil com o título OSNIs: O Enigma dos Objetos Submarinos Não Identificados, pela coleção Biblioteca UFO [Código LIV-022]. É justamente sobre este trabalho — e com a contribuição de outros autores — que se baseia esta edição e as duas seguintes, com o mesmo tema.

crédito: ARQUIVO UFO
O ufólogo italiano Roberto Pinotti, correspondente internacional da Revista UFO em seu país, cuja obra sobre os objetos submarinos não identificados foi tomada como base desta edição
O ufólogo italiano Roberto Pinotti, correspondente internacional da Revista UFO em seu país, cuja obra sobre os objetos submarinos não identificados foi tomada como base desta edição

Não são raros os casos de naves alienígenas que vagam sobre regiões costeiras e que, quando flagradas, adentram em nossos mares. Também no Brasil temos tais fatos em abundância — que se repetem, inclusive, em rios da Amazônia e lagoas de grande porte, como a dos Patos, no Rio Grande do Sul. Alguns episódios são marcantes, como o caso de uma das 21 esferas perseguidas por caças da Força Aérea Brasileira (FAB) durante a Noite Oficial dos UFOs no Brasil, em maio de 1986, que, para fugir do alcance de um jato, fez um mergulho no Oceano Atlântico, a não mais do que 200 km da costa, e nunca mais foi vista


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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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