Edição 157
DESTAQUE

Afinal, o que ocorre conosco dentro da nave?

Por
01 de Sep de 2009
Não entender a existência de outras espécies inteligentes no universo é menosprezae a capacidade criativa de Deus
Créditos: ALEXANDRE JUBRAN

"Estava com um colega voltando da faculdade em meu carro quando avistamos um objeto no céu, oval e com uma luz vermelha que não piscava. Comentamos que parecia um disco voador, mas sem qualquer convicção, já que não acreditávamos nesse assunto. Estacionei na garagem do prédio e vi que eram 23h30. Entrei em meu apartamento e notei que o relógio do microondas marcava 01h30. Achei estranho e pensei que a luz tivesse acabado, durante o dia. Mas, quando olhei o despertador em meu quarto, era 01h32. Ou seja, não faltara luz alguma. Ao mesmo tempo, sentia-me estranha, com um zumbido em meu ouvido e uma alteração em meus olhos. Resolvi descer até o apartamento do meu colega e me espantei ao lá chegar e ver sua esposa cobrando dele o fato de ter chegado duas horas atrasado, além do normal. Pensei: será que duas horas de minha vida também desapareceram? Mas como? Isso é possível? O afinal, o que nos aconteceu naquela noite de março de 1988?"

O relato foi feito por Ângela Cristina De Paschoal, 49 anos, matemática e adepta da metafísica. Ela é uma pessoa racional, de formação científica e que busca respostas na ciência para os fatos por que passa até hoje. Ângela Cristina é uma pessoa cuja vida foi drástica e radicalmente alterada a partir daquela noite de março de 1988, e sua história é a mesma que retrata a vida de milhões de outros seres humanos.

Estudar a manifestação de naves de origem não terrestre em nossos céus e a presença das inteligências que as construíram em nosso meio, buscando evidências que concretizem para a ciência oficial a existência de vida inteligente fora de nosso belo e conturbado planeta, gera um campo de polêmicas. Isso é Ufologia! A ciência tem como propósito expressar uma realidade tangível e quantificável dos eventos. A Ufologia busca a verdade dentro deste preceito indiscutível, mas de uma maneira que vai além do horizonte conhecido e aceito hoje.

Os abduzidos podem ser levados de seus quartos e locais de trabalho, e até mesmo com seus carros durante viajens

Os adeptos da Ufologia não acreditam em vida inteligente fora da Terra – eles sabem que ela é real! E, parafraseando um integrante do Conselho Editorial da Revista UFO, “apesar da negação de sua existência por parte das autoridades planetárias”. Uma recente pesquisa feita na Itália, conforme conta o eminente ufólogo italiano Roberto Pinotti, mostrou que 74% da população daquele país crê em UFOs. E este quadro provavelmente se reproduziria em quase todas as nações do mundo, já que, historicamente, não faltam informações de avistamentos, com registros em desenhos rupestres, em tumbas e relatos de bardos, em pinturas e na tradição oral de povos da Terra. A Bíblia, por exemplo, registra uma viagem interplanetária com o relato de Enoque, como a placa que cobre a túmulo de um nobre em Palenque mostra o grande Pacal Votan pilotando uma nave – entre os mais, com os quais conviveu, a cena retrata o estranho retornando a seu próprio mundo [Veja edição UFO 089]. Em um momento em que governos de muitos países, como os da Inglaterra e França, abrem seus arquivos militares, e que o Brasil, graças ao trabalho heróico e sério da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), começa a liberar documentos secretos, temos ainda a fala do astrônomo do Vaticano, o jesuíta José Gabriel Funes, que garante que existe vida inteligente fora da Terra e isso em absolutamente nada contradiz a fé em Deus. Ao contrário. “Não entender a existência de outras espécies inteligentes no universo é menosprezar a capacidade criativa de Deus”, declarou Funes [Veja edição UFO 143].

Vidas incompletas

Enfim, a verdade começa a vir à tona. Mas nada se compara ao desejo que se tem de um contato direto com os seres construtores das naves registradas milenarmente em nossos céus. Avistamentos, detecções por radar, marcas em locais de pouso, agroglífos nas plantações, perseguições por caças etc, todas são provas de contato com espécies mais avançadas em nosso meio, embora contestadas pelos céticos. Mas há um tipo de contato muito mais polêmico e que gera ainda mais ceticismo, mesmo no meio ufológico: as chamadas abduções alienígenas. Exatamente porque são um enigma, quase que um assunto proibido, este tipo de contato faz com que os que o vivem se mantenham calados, criem histórias para explicar o que os traumatiza e não compreendem. Eles vivem vidas incompletas e sem encontrar respostas para as inúmeras perguntas que têm – e a principal delas é: “Por que eu?”

Um número significativo de pessoas tem procurado ajuda de psicólogos, psicanalistas e até de espiritualistas para tentar encontrar entendimento às questões subconscientes e conscientes que carregam após episódios mais ou menos semelhantes ao descrito no começo deste texto. Mas a desinformação quanto ao assunto e a descrença geral atuam de forma antagônica, desviando a discussão de um rumo que poderia dar não apenas consciência à atividade de seres extraterrestres em nosso planeta – com tecnologia além do conhecimento que temos e cujos propósitos são desconhecidos –, mas também levar à abertura de canais de discussão efetiva do tema em todos os níveis de nossa sociedade.

Mas o que nossos “vizinhos cósmicos” querem conosco? A chave desta resposta está no estudo preciso das abduções alienígenas e de suas conseqüências na vida dos abduzidos. Precisamos compreender, portanto, o que é este fenômeno, e ao estudá-lo há que primeiro se reverenciar o falecido psiquiatra norte-americano John Mack, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, que de forma brilhante e corajosa arriscou sua carreira por crer nos relatos dos pacientes que tratou – pacientes abduzidos, não loucos ou desequilibrados, como muitos de seus colegas imaginavam. Segundo Mack, milhões de humanos já foram levados para bordo de UFOs. Provavelmente, centenas de milhões [Veja edição UFO 127].

E, claro, reverenciar igualmente excepcionais estudiosos brasileiros dedicados às abduções, como Max Berezovsky, médico pioneiro no levantamento destes casos fascinantes, falecido recentemente. Assim como alguns dos integrantes da Equipe UFO especializados no tema, como o paulista Luciano Stancka, também médico, que há poucos dias concedeu entrevista brilhante ao Programa do Jô sobre a matéria, e a psicóloga carioca Gilda Moura, autora de Transformadores de Consciência [Editora Conhecimento, 2009]. Há no país, ainda, estudiosos do tema que deram significativa contribuição ao seu entendimento, como o autor Mário Rangel, também psicólogo e autor de Seqüestros Alienígenas [Código LIV-007 da coleção Biblioteca UFO. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br], e o doutor Norberto Keppe, do Instituto Internacional de Trilogia Analítica.

Como se vê, o tema atrai a atenção de pessoas com forte formação científica, cujos caminhos, de largos horizontes, se cruzaram com uma situação que acomete pessoas e as afeta física, social e, sobretudo, emocionalmente. Reverencio, aqui, ainda todos os estudiosos não citados, mas que foram e são igualmente essenciais para o descortinar de uma realidade que atinge a atual raça humana e cuja compreensão dos objetivos de seus agentes pode mudar o futuro do planeta.

Seres de alto nível evolutivo

Tecnicamente, abdução é o seqüestro de humanos e animais por seres que usam tecnologia inexistente na Terra, pelo menos atualmente. Para Mack, o processo pode ser classificado em três níveis de informação. No primeiro, há a ocorrência de fenômenos físicos, como percepção de UFOs, luzes e sons, ou ainda a ocorrência de sintomas e lesões físicas nas vítimas, sendo, portanto, eventos explicáveis cientificamente. No segundo, verificam-se fatos mais desafiadores, como a levitação de corpos, o deslocamento de naves e a observação de fetos com características humanas e alienígenas – chamados de “híbridos” – que, talvez, pudessem ser explicados pela ciência. E, no terceiro grupo, estariam aquelas situações em que são descritas viagens em nível mental das vítimas, como deslocamentos para fora de nossa dimensão, onde ocorreriam encontros com seres de alto nível evolutivo, completamente incompreensíveis para nossa ciência atual.

A Ufologia Brasileira e Mundial está repleta de casos que se encaixam nas três categorias, alguns dos quais se tornaram famosos e clássicos, sendo hoje verdadeiros marcos na história da presença alienígena na Terra. Os exemplos abundam, mas, entre eles, merecem citação a experiência do abduzido mineiro Antonio Villas-Boas, dos norte-americanos Travis Walton, Beth e Barney Hill, Charles Hickson e Calvin Parker, do italiano Fortunato Zanfretta e do chileno Antonio Valdez, apenas para citar alguns entre milhares de casos conhecidos [Veja edições UFO 070, 0125 e 137].

crédito: Luca Oleastri
Não é incomum os abdutores levarem suas vítimas quando trafegam por estradas. Podem até mesmo carregar os veículos
Não é incomum os abdutores levarem suas vítimas quando trafegam por estradas. Podem até mesmo carregar os veículos




Hoje, pelos estudos realizados em significativo número de pacientes vítimas de abduções alienígenas, sabe-se que elas podem ocorrer em vários estados espaços-temporais. Temos as experiências que se dão na terceira dimensão, com o seqüestro do indivíduo em corpo físico e, portanto, todo o contato ocorre no próprio espaço-tempo. Mas a maioria dos casos ocorre apenas com o corpo energético da vítima, também chamado de “perispírito” ou “corpo astral”, quando então o contato se passa em outra dimensão, por assim dizer, comumente chamada de quarta dimensão. Estas seriam as situações identificadas na terceira categoria da classificação de John Mack, o que explica a sensação dos abduzidos de atravessarem paredes e outros obstáculos, fatos impossíveis pelas leis da física. Explica, igualmente, o não avistamento de UFOs por outras pessoas na maioria dos casos em que alguém é levado, nem sons ou luzes características de uma manifestação ufológica típica. Pelo que já foi estudado até aqui, ambos os tipos de abduções ocorrem, sendo a segunda modalidade a mais freqüente.

Mas um dado comum a todas estas experiências é o que a medicina chama de amnésia lacunar, uma perda de memória restrita àquele evento. O mesmo tipo de amnésia que ocorre, por exemplo, em acidentes de carro, quando o indivíduo não se lembra do ponto central do acontecimento, tendo lembranças apenas do que ocorreu antes e depois dele, mas nada sobre o durante. Em decorrência da amnésia lacunar, o estudo e tratamento dos abduzidos é difícil, já que na maioria dos casos não se tem o relato espontâneo do fato. Assim, uma ferramenta que se tornou essencial a este tratamento é a hipnose, que permite que as lembranças ocultas sejam resgatadas e dêem indícios do que ocorreu durante a abdução. Através dela, bloqueios mentais naturais do trauma vivido ou mesmo impressos nos abduzidos são vencidos, ainda que o processo não seja imediato – em alguns casos são necessários meses para haver desbloqueio, e muitas vezes ele é apenas parcial.

Alterações físicas nas vítimas

Existem outros dados importantes que atestam a realidade das abduções alienígenas, como alterações físicas nos corpos das vítimas, tais como cicatrizes, hematomas e perfurações de agulhas, que discutiremos a seguir. E outros que são desafiadores de compreensão, como, por exemplo, o avistamento de naves por pessoas ao redor, mas não pelo abduzido, situação inversa ao que prevê Mack em seu estudo. Também são características comuns aos que passam por este processo enfrentarem choques filosóficos pela constatação de que existe vida inteligente fora da Terra e que ela é mais poderosa do que a nossa, ou a sensação de isolamento que ronda a vítima, que é desacreditada e raramente encontra respostas para suas experiências. Curiosamente, relatos de crianças abduzidas, de dois ou três anos, são idênticos aos de adultos.

“Durante muitas noites vi em meu apartamento seres de baixa estatura, com olhos grandes e pele como se fosse de lagartixa. Eles me fitavam como se pudessem ler minha mente, minha alma. Isso me dava verdadeiro pânico. Por duas vezes me vi dentro de cavernas, e outras vezes deitada em mesa de metal”, descreve a abduzida paulista Ângela Cristina, citada no começo desta matéria. Sua experiência é típica. Ela sentia que enfiavam agulhas em seu corpo e que não podia se mexer porque seus braços e pernas estavam presos de alguma forma. “Tenho a cicatriz de uma dessas presilhas em meu punho esquerdo. Lembro-me de uma vez quando eles enfiaram uma agulha em meu pescoço e eu gritei de dor. Aí, um deles apenas tocou minha têmpora e desmaiei. Não entendia o que estava acontecendo e não tinha como me defender deles, não podia fazê-los parar”, disse. Ela vivia um pânico total e não sabia onde buscar ajuda, pois não tinha com quem falar.

Não são poucas as pessoas que relatam experiências como esta, mas as que se lembram de passar por tal processo são minoria. Há ufólogos, como o autor norte-americano Budd Hopkins, consultor da Revista UFO, sobre cuja obra foi produzido o filme Intruders [1992], que garantem que apenas nove a cada 10 abduzidos se lembram de suas experiências. “Cheguei a pensar que estava enlouquecendo. Por causa da síndrome de pânico que me acometeu, acabei procurando tratamento psicológico, mas, em vez de melhorar, piorei, porque quem me tratava não tinha respostas”, continua Ângela Cristina. Seus amigos suspeitaram que ela pudesse ser vítima de abdução e a aconselharam a procurar Gilda Moura, no Rio de Janeiro. “Foi quando comecei a encontrar respostas”.

crédito: Arquivo UFO
Os consultores da Revista UFO Luciano Stancka e Silva e Gilda Moura, estudiosos das abduções alienígenas e praticantes de hipnose em tais casos
Os consultores da Revista UFO Luciano Stancka e Silva e Gilda Moura, estudiosos das abduções alienígenas e praticantes de hipnose em tais casos



Através de sessões de hipnose se pode estabelecer um padrão comum à maioria dos casos de abduções. Conforme a pesquisadora Gilda notou, muitos pacientes relatam ouvir som de algo parecendo com motor de helicóptero. Também descrevem estranhas luzes nos ambientes em que os processos se dão. Zumbidos e vibrações, como se ondas de choque percorressem o corpo das vítimas, são freqüentes. A já narrada sensação de flutuar no ar e a lembrança de se ter estado em uma sala de cirurgia, geralmente sobre uma mesa metálica, como descreveu Ângela Cristina, é encontrada em muitos depoimentos. Outro dado que tem se mostrado comum no estudo das abduções é a sensação de imenso cansaço que a vítima sente ao retornar da experiência, além de um humor depressivo que pode perdurar dias. Outras, ao contrário, descrevem que se sentem eufóricas e fortalecidas após os procedimentos. Pelo que temos observado, ambas as sensações ocorrem, sendo que a depressão é mais intensa nas primeiras abduções pelas quais a pessoa sofre, enquanto que a euforia é bem mais tardia. Muitos pacientes sequer chegam a senti-la.

Procedentes de Zeta Reticuli

Entrevistando abduzidos, o primeiro sinal que descrevem é geralmente a sensação de estarem sendo observados ou seguidos por algo ou alguém. Depois, se referem à visão de luzes não identificadas no recinto em que estão, mais freqüentemente de cor azul celeste. Se for um feixe luminoso, pode iluminar tanto o ambiente quanto a própria pessoa. Em seguida, muitos abduzidos relatam ver ou sentir a presença de seres ao seu lado ou à sua frente. As vítimas descrevem ainda que tais entidades são em geral muito magras, têm baixa estatura, cerca de 1,2 a 1,6 m, e pele cinzenta que parece ser formada por escamas muito pequenas e delicadas. Apresentam ainda cabeças grandes e olhos negros oblíquos sem pupilas. Estes são os conhecidos grays [Cinzas], que se crê virem de Zeta Reticuli, um sistema estelar binário localizado na constelação Reticulum, a cerca de 39 anos-luz da Terra. São eles que mais aparecem nos relatos de abduções alienígenas.

crédito: Mônica Medeiros
Ângela Cristina De Paschoal, abduzida em março de 1988, enfrentou situações que a levaram a mudar radicalmente sua vida
Ângela Cristina De Paschoal, abduzida em março de 1988, enfrentou situações que a levaram a mudar radicalmente sua vida



Mas existem também descrições de outros tipos, como de seres perfeitamente humanóides, mas em geral mais altos do que a média de nossa espécie. São descritos pelas testemunhas como tendo testas mais largas, olhos maiores e bocas e narizes menores do que os nossos. E, em percentual bem menor, estão também seres com características reptilianas e insetóides. Estas diferenças entre os agentes abdutores tornam ainda mais difícil a aceitação do complexo problema. Sem contar a questão do relacionamento dos abduzidos com seus captores, o que é compreensível do ponto de vista psicológico. Se inicialmente a vítima demonstra medo e revolta por se sentir usada e violentada por eles, em alguns casos havendo até mesmo lutas corporais, além da não aceitação e medo, a manutenção das experiências de abdução por longos períodos parece modificar este quadro radicalmente. Quando os procedimentos são repetidos vez após outra, os abduzidos passam a se referir aos abdutores como amigos, entes com os quais se sentem ligados e dos quais ficam saudosos quando o contato cessa.

Os ETs em geral são magros, têm baixa estatura e pele cinzenta, que parece formada por escamas pequenas e delicadas

Um dos mais sérios e produtivos ufólogos brasileiros, o co-editor da Revista UFO Marco Antonio Petit revela que sua filha passou a sofrer abduções perispirituais nos primeiros anos de vida. Conta que a criança gritava durante a noite, ficando sentada na cama, e que seus pais não conseguiam acordá-la. Tempos depois, a menina disse a Petit que, “apesar de tudo, eles não parecem maus”. Não é o único caso de filho de ufólogo que passa por este tipo de situação, mas poucos estudiosos decidem revelar seus casos familiares, como Petit teve a coragem de fazer – em menor número ainda estão os ufólogos que revelam suas próprias experiências [Veja edição UFO 104].

Síndrome do raptado

Esta é, também, minha própria lembrança em relação aos seres que me abduziam na infância, a quem eu chamava, e ainda chamo, de “meus amiguinhos”. Aliás, o termo é usado por muitas crianças que passam pelo processo de abdução. No caso, recordo-me de sentir um vazio enorme em minha adolescência, que atribuía ao falecimento de meu avô, mas era, na verdade, saudade dos “amigos” de infância. Ambientes brancos ou de metal escovado, como o interior de naves, me davam muita tristeza e melancolia, como se eu nunca mais fosse ter alguma coisa ou alguém de volta. Recentemente, submetida à hipnose, ficou claro que eu lamentava não mais ver meus amigos grays, que me davam dores, mas depois brincavam comigo e outras crianças numa nave de ambiente limpo de metal escovado e me faziam sentir feliz.

No excelente e esclarecedor documentário Levados [Último lançamento da coleção Videoteca UFO. Código-031. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br], o espectador acompanha a história de dois jovens norte-americanos, tratados por John Mack, que eram abduzidos desde a infância. As palavras de pavor, desespero e medo que pronunciavam quanto às suas experiências cedem lugar a um imenso sentimento de saudade, quando as abduções cessam e eles não têm mais contato com as entidades que os contatavam. Um dos jovens era abduzido por criaturas de aspecto insetóides, mas nem este fato diminui a agonia de não vê-los mais, como um verdadeiro sentimento de abandono [Por isso, o título original inglês do documentário é Tocados].

Em psicologia há um quadro clínico conhecido como síndrome do raptado, que ocorre com pessoas que são seqüestradas por outras. O sentimento inicial da vítima é de medo e raiva, mas, com o passar do tempo e por questão absoluta de sobrevivência – já que os seqüestradores têm o poder de vida e morte sobre o raptado –, o sentimento se transforma em aceitação e bem-querer. Será que o mesmo se aplica no caso dos abduzidos? Uma análise fria indica que sim. Todavia, o tempo de convivência entre abdutores e abduzidos parece estabelecer uma familiaridade interessante entre ambos, que acabam por desenvolver um genuíno sentimento de afeto, como narrado por muitas vítimas – que, aliás, não gostam do rótulo, preferindo a expressão “experienciadores”, nacionalização do inglês experiencers.

Em alguns casos, esta sensação parece ser recíproca. Muitos abduzidos, sob hipnose, dizem ser informados pelos abdutores ou ainda desenvolvem um insight de que são extraterrestres encarnados na Terra e que as abduções por que passam nada mais são do que um contato com sua própria raça. Este fato torna as experiências ainda mais indicativas de que nossos visitantes estão aqui em busca de algo mais do que o “simples” estudo de um planeta comandado por uma raça caracterizada por ações imaturas e prejudiciais, porém igualmente capaz de realizar projetos excepcionais de evolução.

Apesar de todo sofrimento causado pelas experiências iniciais que sofreu, que a levaram a desenvolver um quadro moderado de síndrome de pânico, afetando sua vida profissional e social, Ângela Cristina continuou tendo contato com os seres, que se identificavam como Dropas e eram semelhantes aos zetareticulianos. Ela foi superando o período de terror aos poucos, passando a se sentir ligada a eles de forma profunda, como se de fato pertencesse a alguma civilização cósmica.

Um aspecto peculiar das abduções é o de que a vítima se torna um problema constante dentro de casa, vivendo grande conflito. Além da falta de respostas e de compreensão por parte dos membros da família, existe o sentimento de abandono surgido da falta de socorro por parte dos familiares. É muito comum, também, os abduzidos descreverem, sob hipnose, a sensação de que se sentiam paralisados quando eram capturados na cama, e quando gritavam ao cônjuge, aos pais ou irmãos, pedindo ajuda, não encontravam resposta. Isso torna a experiência de abdução ainda mais traumática, e ocorre porque os familiares simplesmente não ouvem os apelos e não conseguem acordar para acudir a vítima, como se tivessem sido “desligados” pelos agentes abdutores [Veja detalhes no DVD Seqüestros por ETs, código DVD-021 da coleção Videoteca UFO.

Pedidos de ajuda ignorados

É fácil imaginar o quanto de mágoa esta situação gera em quem a vive. Você está sendo levado contra sua vontade por seres que você sabe ou teme que vão lhe ferir, e seu companheiro nada faz e nem acorda para ajudá-lo, apesar de seus gritos. Embora a citada amnésia lacunar se manifeste somente após o evento, a lembrança da falta de resposta persiste em nível subconsciente, gerando conflitos. Na verdade, duas coisas podem ocorrer nestes casos. Primeiro, se a abdução for física ou tridimensional, o cônjugue não abduzido pode ter sido “anestesiado”, estando aquém de ouvir qualquer pedido de socorro. E se a abdução for extrafísica, o cônjugue adormecido não poderia mesmo ouvir os pedidos de ajuda feitos pelo perispírito de quem está sendo abduzido, pois ou nem se processam em nível físico ou sequer são emitidos – apenas o abduzido tem a sensação de tê-lo feito.

Em ambos os casos, a experiência e a sensação de abandono por parte do cônjuge permanece no subconsciente. E existem relatos de abdução de casais, quando ambos se sentiram incapazes de ajudar um ao outro, a bordo da nave. Mas a dor compartilhada, por outro lado, parece unir ainda mais o casal que passa por tal experiência. No que tange a abduções de crianças, o trauma pode deflagrar um comportamento similar ao do abuso infantil, com a vítima tornando-se retraída, quieta e pensativa. Às vezes, perde rendimento escolar e desenvolve dificuldade de se relacionar com colegas.

Analisada por psicólogos, esta situação pode sugerir um quadro de abuso – e pode mesmo ser, mas não realizado pelos pais ou parentes. Tal abuso não é sexual, mas emocional. Alguns dos procedimentos realizados em crianças parecem ser os mesmos efetuados nos adultos, e em geral o retraimento dos pequenos nasce da falta de compreensão para sua experiência que recebe em casa. Conta-se o fato a seus pais e familiares, escuta deles que toda a dor e medo sofridos nada mais foram do que um sonho ruim. No entanto, é um sonho que se repete, que contém criaturas que nada têm de ilusórias. A falta de credibilidade em suas palavras e sentimentos gera, na criança, o isolamento.

A mesma falta de credibilidade e sentimentos que os pequenos sentem por parte dos membros de seu lar os leva, por outro lado, a desenvolverem a tendência de mentir ou criar “realidades alternativas” às suas abduções, que são bem melhor aceitas do que a verdade do contato com seres nada humanos, no sentido de não pertencerem à mesma raça que a do abduzido. A criança passa a mentir e a criar situações irreais que a confortam e protegem, nas quais, com o tempo, passa a acreditar e delas depender para manter sua estabilidade. Afinal, mesmo mentiras são melhores do que as abduções, e isso não é diferente nos abduzidos adolescentes e adultos.

“Visto por olhos invisíveis”

Naturalmente, interessa muito para a compreensão do fenômeno saber como se dão as abduções alienígenas. Sobre isso, o engenheiro e também co-editor da Revista UFO Claudeir Covo fez um interessante roteiro de etapas, crescentes e consecutivas, que se sucedem na maioria dos casos, sendo reveladas através da hipnose. Covo explica que o primeiro passo, por parte dos abdutores, é a observação do sujeito alvo, que passa a se sentir vigiado ou seguido. “Trata-se de uma sensação desconfortável de estar sendo visto por olhos invisíveis”, declara Covo. Esta etapa dá lugar, rapidamente, à observação de estranhos sinais pelo indivíduo, tais como a visão de luzes fugidias, a percepção de zumbidos ou alterações de curtíssima duração da audição, como se uma onda batesse em sua cabeça e afetasse seu tímpano. Há também calafrios, frio, sensação de não estar só mesmo quando se está.

Sou testemunha destas etapas do processo. Lembro-me de ter estacionado meu carro na garagem de um hospital em que trabalhava e sentir que “alguém” me observava. A reação de medo foi tão grande que saí correndo para o elevador, sem sequer fechar a porta do veículo. Já no centro cirúrgico, uma enfermeira me trouxe a chave do carro e disse que a encontrou no chão, ao lado do carro aberto. Francamente, não me senti à vontade para admitir que sentia um par de olhos escuros e grandes me observando por detrás de uma pilastra. Deduzi, e depois confirmei com pesquisas, que os abdutores estudam os hábitos do sujeito alvo a ser abduzido, talvez para traçar a melhor estratégia de como realizarem o evento. Estima-se, também, que a observação prévia sirva para lhes dar a convicção de que o indivíduo tem os requerimentos para ser levado. Mas quais são eles? Algumas especulações parecem responder a esta questão, como veremos mais adiante.

Após estas primeiras etapas, ainda de acordo com Covo, tem lugar a abdução propriamente dita. Ao que tudo indica, a primeira ou as primeiras abduções de um indivíduo ocorrem de forma física, normalmente em seu quarto ou casa, quando sente a referida presença e, em seguida, as luzes e zumbidos se manifestam. A etapa seguinte é a sonolência de intensidade progressiva e a sucessiva sensação de se estar paralisado. É neste momento que a descrita luz pode envolver a vítima e os agentes abdutores podem finalmente ser vistos, sendo descritos, na maioria dos relatos, como grays.

crédito: FOX
Os norte-americanos Debbie Jordan e Travis Walton, abduzidos que tiveram suas fantásticas experiências transformadas em filmes consagrados, respectivamente Intruders e Fogo no Céu
Os seres extraterrestres que realizam as abduções têm, em geral, aspecto humanóide e baixa estatura, com penetrantes olhos pretos e tom ameaçador

Incapaz de se mover, o indivíduo, já em ativo processo de abdução, é transportado para uma nave geralmente de pequeno tamanho, de linhas arredondadas, iluminação indireta e suave, de paredes brancas ou de metal escovado. É colocado num recinto, normalmente sem portas, janelas ou móveis. Eventualmente, pode haver outros humanos no mesmo lugar e, naturalmente, se desenvolverá uma solidariedade entre todos. Apesar de sentirem ser impossível escapar de seus captores – geralmente não presentes no local, talvez para que se crie laços entre eles –, sentem-se mais confortados estando juntos, planejando fugir.

Visita aos ambientes da nave

Ainda nesta categoria de abdução, após um tempo indefinido, a etapa seguinte é caracterizada pela entrada de um ou mais ETs no recinto, que convidam o abduzido a circular pela nave e, ao final do tour, pedem ou ordenam que tire suas roupas, ficando nu ou vestido apenas de uma túnica simples de tecido muito suave ao toque e de grande elasticidade, fornecida pelo ser. Às vezes, o tour é prolongado e detalhado, com a visita a várias salas da nave, onde os raptores podem ou não explicar o que nelas ocorre. Em outras ele sequer acontece e os seres de imediato pedem ou ordenam que o abduzido fique nu. Nada há de obscenidade nisso, pois o objetivo de despir o indivíduo está relacionado ao objetivo da abdução.

A fase seguinte se dá quando o sujeito é conduzido a uma sala de exames, onde se destaca uma mesa metálica, geralmente fria e às vezes com os contornos do corpo humano. Punhos e tornozelos costumam ser presos por uma sensação de paralisia. Nas paredes de tal ambiente podem existir nichos que parecem guardar aparelhos e substâncias. O exame psíquico começa com os ETs, geralmente grays, olhando fixamente os olhos do abduzido, e a sensação que têm é de que podem “ver” mais profundamente do que nós mesmos – como um “escaneamento” do cérebro, da mente e da própria alma. Interessante é que durante este exame surgem na mente do indivíduo vários episódios de sua vida, como se ele assistisse a um filme do qual é protagonista.

Crianças abduzidas passam por traumas emocionais similares aos de abuso infantil, que podem levar ao seu isolamento

Muitos abduzidos descrevem a presença de outros seres além dos grays nesta sala, normalmente humanóides e de maior estatura. Após o exame psíquico começa então o exame físico, e é intenso, perturbador e doloroso. Podem ser retiradas amostras de pele, sangue, lágrima e saliva. Endoscopias são realizadas por todos os orifícios do corpo. Na maioria dos procedimentos, material genético é retirado dos abduzidos, dando noção exata do que se pretende com ele. Assim, sêmen ou líquido seminal é recolhido dos homens, com a inserção do pênis em uma espécie de mangueira, e óvulos são extraídos de mulheres, geralmente com a penetração da vagina por um instrumento semelhante a uma seringa, ou por cima do abdome, através de um aparelho que lembra uma agulha. Isto pode ocorrer mesmo quando os abduzidos são crianças. Naturalmente, há dor nestes processos, que pode ser amenizada por toques dos abdutores na cabeça do indivíduo, e este pode ou não permanecer consciente. Deve-se registrar que a retirada de sêmen e de óvulos, assim como a manipulação de ovários, útero e testículos, é constrangedora e causa revolta nos abduzidos. E deixa mais do que claro o interesse dos nossos visitantes pela reprodução humana e a manipulação desta. Existe grande relevância, pela constância de relatos, da manipulação das gônadas dos abduzidos por parte dos alienígenas.

ETs não entendem nossa dor


Mas, apesar de não parecerem capazes de compreender dor e medo, como os sentimos, os abdutores se mostram muito solidários e preocupados com o bem-estar emocional da vítima, procurando assegurar que tudo está bem e que logo vai acabar. E, de fato, acaba. É significativo o relato repetido por vários abduzidos de que os ETs parecem não entender a dor que sentimos, e mesmo assim atuam para cessá-la durante seus exames ou experimentos. A ação, contudo, não é química nem envolve a utilização de drogas, como nós fazemos, mas mental e com ordens telepáticas que inibem a agonia – além disso, conferem uma sensação de bem-estar que pode evoluir ao êxtase.

Quanto à comunicação dos alienígenas com as vítimas, ela é feita quase sempre de forma telepática e com muita brandura. Aliás, este parece ser um ponto muito importante para os abdutores assegurarem ao abduzido que ele ficará bem. Mesmo entre os humanos que passam pela experiência juntos, sua comunicação parece ser predominantemente telepática quando estão a bordo da nave, o que ratifica seu caráter extrafísico, já que a telepatia prescinde do conhecimento do idioma de ambas as partes. É natural que o indivíduo se sinta revoltado e cansado durante o processo, mas os abdutores se mostram permanentemente atenciosos e compreensivos, ainda que silenciosos, quando o conduzem de volta ao recinto onde ficou retido.

crédito:
Os norte-americanos Travis Walton e Debbie Jordan, abduzidos que tiveram suas fantásticas experiências transformadas em filmes consagrados, respectivamente Intruders e Fogo no Céu
Os norte-americanos Travis Walton e Debbie Jordan, abduzidos que tiveram suas fantásticas experiências transformadas em filmes consagrados, respectivamente Intruders e Fogo no Céu

Alguns estudiosos descrevem que, depois desta etapa do processo, em alguns casos os abduzidos são levados para uma nave maior, onde encontram seres diferentes ou não de seus abdutores, e onde são travadas novas conversas. O retorno ao local da abdução, na Terra, se dá em seguida através da nave menor, que pode ou não ser a mesma usada para a abdução alienígena, e o despertar do indivíduo traz vagas sensações de desconforto físico, como se tivesse vivido uma noite mal dormida. Outro ponto interessante e curioso da fase pós-abdução é que as vítimas passam a ter um gasto adicional de energia elétrica, devido à queima de lâmpadas e à quebra de aparelhos eletroeletrônicos em sua casa, seja pela presença de seres com aparelhos de campos magnéticos mais intensos, seja pela energia anímica dos abduzidos.

Os abdutores são geralmente bem precisos em suas operações, mas, às vezes, cometem erros na devolução dos abduzidos. Não é incomum o indivíduo acordar na sala da casa, tendo sido levado do quarto, ou no lado errado da cama, ou ainda com o pijama do avesso. Há um caso muito interessante de dois norte-americanos que se encontraram a bordo de uma nave, depois de terem sido retirados de seus carros na mesma estrada. Eles foram devolvidos aos veículos e reiniciaram suas viagens, sem ter qualquer noção do ocorrido, até que se cruzaram e reconhecendo que cada um dirigia o carro do outro. Os alienígenas se aperceberam do erro, “reabduziram” os dois e os recolocaram, desta vez, em seus próprios carros [Veja detalhes no livro Contatados, código LIV-018 da coleção Biblioteca UFO.

Há um relato de outro norte-americano que foi recolocado, junto com seu carro, numa estrada totalmente diferente daquela onde estava trafegando quando foi levado. E um fato idêntico ocorrido com duas advogadas paulistanas que estavam indo de São Paulo para Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, como faziam freqüentemente. Elas conheciam a estrada muito bem, e após passarem por um posto da Polícia Rodoviária, sabiam que estavam próximas da rotatória onde deveriam entrar. Mas, mais de uma hora depois do momento previsto para isso, uma perguntou à outra se já haviam passado pelo posto, porque já não estava mais reconhecendo a estrada. Elas se deram conta, então, de que haviam percorrido mais de 100 km de onde deveriam estar. Ambas se sentiam esquisitas, sonolentas e desorientadas. Pararam o carro e retornaram o trajeto, sem compreenderem como podiam ter perdido a entrada da tão conhecida estrada e andarem mais de uma hora sem terem noção disso. Como explicar essa confusão se não por algum evento além da normalidade em que julgamos viver?

Monitoração com “chips”

Outro conceito muito importante é o de que as abduções alienígenas ocorrem em série para cada indivíduo, têm uma razão de ser e produzem nele conseqüências em nível físico, mental e emocional. Do ponto de vista dos efeitos físicos, quando a experiência é tridimensional, além dos já mencionados, podem também ocorrer cicatrizes como incisões cirúrgicas, cortes superficiais, arranhões e pequenos hematomas puntiformes, como marcas de dedos, hematomas maiores, sinais avermelhados e lesões, como se pequenos pedaços de pele tivessem sido arrancados. Às vezes há a presença de pequenos corpos estranhos sob a pele, normalmente nos membros, que são chamados de implantes ou chips. O californiano Roger Leir, cirurgião, é a maior autoridade médica mundial na identificação e remoção destes artefatos.

Leir já extraiu mais de uma dúzia destes implantes de abduzidos norte-americanos e canadenses, submetendo-os a análises em renomados laboratórios, que apontaram sua natureza anômala. Ele relata o caso muito interessante de uma paciente que o procurou por sentir dor num dos artelhos, apresentando uma radiografia que mostrava um objeto cilíndrico aparentemente metálico no local dolorido. Leir removeu o corpo estranho e enviou, como de rotina, para um exame anatomopatológico, a fim de identificar sua origem, composição e como fora parar no corpo da mulher. Esta mesma paciente retornou meses depois com outro implante em outro artelho, que foi retirado da mesma forma.

Após alguns outros episódios iguais, ela procurou Leir, mas, ao ser identificado novo implante em seus membros, recusou-se a retirá-lo, dizendo a ele que “é melhor deixá-lo ali porque, se o senhor tira, eles põem de volta”. E esta situação não é peculiar a esta senhora. Outros implantados retornam com novos chips, deixando claro que interessa aos abdutores manter a monitoria de seus corpos [Veja detalhes no DVD Implantes Alienígenas e no livro homônimo, respectivamente códigos DVD-015 e LIV-011 da Videoteca UFO e da Biblioteca UFO.

Sabemos também que existem três tipos diferentes de implantes, de acordo com suas funções presumidas. Há aqueles que são definidos como neutros, cuja função é monitorar os indivíduos, da mesma forma como os chips que temos colocado em animais. Há ainda os chamados facilitadores, que ampliam as capacidades mentais dos implantados, e os ditos negativos, que induzem a comportamentos viciosos por parte das vítimas. Já a pesquisa de Roger Leir define estes tipos de implantes de acordo com suas características, e eles seriam metálicos, semi-metálicos e orgânicos. Existem, ainda, interessantes e comprovados relatos de pessoas que foram abduzidas com problemas físicos, como tumores, por exemplo. Elas alegam terem sido submetidas a cirurgias no interior de discos voadores e que retornam curadas, muitas vezes de forma comprovada por diagnóstico clínico e laboratorial terrestre, ratificando que os raptores são capazes de atuar, e de fato atuam, na cura de doenças de nossa espécie.

Estudando o genoma humano

A hereditariedade também parece ter um papel muito importante nas abduções. Muitos casos sugerem um caráter familiar, porque pode haver mais de um membro com experiências semelhantes numa mesma família, quando não conjuntas ou idênticas. Não é incomum haver a abdução de um dos pais com um dos filhos. Ângela Cristina nos disse que seu avô paterno contava, muitas vezes, momentos de angústia quando, andando de bicicleta no campo, era acompanhado por uma luz que o tornava mais lento, dificultando sua fuga. “Ele costumava colocar uma faca entre os dentes, uma simpatia para afastar o mal”, diz. Assim como seu filho, pai dela, que veio a falecer antes dos 50 anos e também foi vítima de acontecimentos estranhos. Por quê? Haverá uma ação por parte de seres extraterrestres que se estende por várias gerações de uma mesma família, trazendo manipulação genética e, desta forma, propagando alterações de DNA?

Nossa ciência evoluiu muito nestas últimas décadas, e um dos campos de maior desenvolvimento foi justamente o da genética. O estudo do genoma está bem avançado e isto foi conquistado mais rapidamente do que se supunha. Ora, se é assim, nossos visitantes, que exibem uma tecnologia tão à frente da nossa, não poderiam estar abduzindo pessoas para estudar o genoma da raça humana? Se vieram fazer isso, quem sabe também procurando suas sementes, já teriam terminado o mapeamento há muito tempo. Não é razoável crer que as abduções alienígenas só ocorrem na atualidade, quando existem tantas evidências da presença extraterrestre em tantos períodos de nossa história. Ainda que as raças venham apresentando evolução contínua, em um processo de adaptação às mudanças climáticas do planeta, não é racional esperar mudanças radicais na estrutura genética das diferentes espécies que aqui vivem.

Porém, se suas ações não forem apenas para estudar o genoma humano, nosso material genético tem algum outro valor, mas qual? São muitos os relatos de mulheres que sofrem “abortos” cujos fetos jamais são encontrados, e significativos os relatos de abduzidas que, sob hipnose, descrevem tristes momentos dentro de discos voadores, quando lhes são apresentadas crianças híbridas, que os raptores dizem ser seus filhos. Tais veículos são chamados, muito justificadamente, de “naves-maternidade” [Veja edição UFO Especial 029].

Um caso do gênero é o de um norte-americano abduzido desde seus cinco anos, juntamente com seu irmão de três. Sob hipnose ele revelou o desespero que vivia durante a abdução a que era submetido, quando, muito emocionado, descreveu seu derradeiro encontro com grays. Na ocasião foi-lhe colocado um bebê no colo, que os abdutores lhe disseram ser seu filho. Ao mesmo tempo, crianças híbridas de variadas idades entraram na mesma sala e olharam para ele ternamente, sendo que uma delas, telepaticamente, lhe disse: “Está tudo bem, papai”. Momentos semelhantes de emoção são relatados por muitas mulheres que nos procuram com nítida agonia por nada saberem de seus “filhos das estrelas”. Como se vê claramente, as abduções alienígenas provocam emoções fortes e permanentes nas vítimas, que jamais as superam.

Qual a finalidade dessas crianças? Levar diversidade biológica a raças de alto índice de clonagem, como parecem ser os zetareticulianos? Usá-las para reparar espécies de diversidade biológica perdida por sucessivos problemas evolutivos e experimentos genéticos? Estas são apenas algumas das hipóteses pertinentes sendo estudadas por ufólogos em todo o mundo. E há uma tese ainda mais desafiadora: a de que crianças híbridas e com potenciais diferentes ou capacidades mentais ampliadas seriam introduzidas em nosso meio, para atuarem na própria evolução da raça humana, como parece terem feito outras espécies quando aqui estiveram, como os nibiruanos, segundo está registrado nas tábuas cerâmicas com linguagem cuneiforme dos sumérios do Enuma Elich, decifrado por Zecharia Sitchin. Há quem garanta que eles manipularam e criaram híbridos do nosso ancestral Homo erectus com os próprios nibiruanos, gerando o Homo sapiens.

Extraterrestres realizam exames em humanos e extraem sêmem e óvulos para manipulação e experiências genéticas

Talvez, e mais provavelmente, as duas metas sejam verdadeiras. Híbridos humanos com grays, além de garantirem a continuação da espécie por criarem nova diversidade biológica, levam consigo, igualmente, a capacidade de sentirem emoções. É isso o que parece diferenciar a humanidade de outras raças estelares – ainda que, em nosso caso, não ter equilíbrio nas emoções e agir de forma egoística e egocêntrica tenha nos levado ao caos em que vivemos, as emoções em raças de potencial mental superior pode conduzir a verdadeiros saltos quânticos evolutivos. Híbridos de extraterrestres com humanos, mentalmente muito superiores, podem oferecer uma aceleração brutal no processo de maturidade da raça humana, que passaria a agir de forma harmônica e fraterna.

Manipulação de nossos órgãos

Assim como relatou a abduzida e hoje pesquisadora Ângela Cristina, outras vítimas falam de agulhas introduzidas em suas jugulares para coleta de sangue, que em seguida é analisado criteriosamente. Ora, se sabemos que é simples para os abdutores anestesiarem telepaticamente seus pacientes, o que explicaria, então, momentos de intensa dor nas vítimas, propositadamente observados por eles? O que justificaria experiências de abdução que causam tanta ansiedade de forma intencional? Medo e raiva, entre outras emoções, parecem ser analisados com detido interesse por nossos abdutores, aparentemente, sem a capacidade de senti-las. Talvez a explicação esteja em nosso cérebro, mais especificamente em duas regiões dele: a glândula pineal e o hipotálamo.

O hipotálamo é um centro de referência da substância branca cerebral, sendo responsável pelo controle do sono e da vigília, da fome e da saciedade e, ainda, o local onde são deflagradas as emoções. Ou seja, no hipotálamo são sintetizados os humores cerebrais que, ao atingirem neurônios e os demais órgãos do corpo, pela circulação, dão a manifestação tridimensional aos sentimentos. Como a raiva, por exemplo, que provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos do cérebro, aumentando o fluxo de sangue na cabeça, notadamente no lobo parietal direito do cérebro – o que justifica a expressão “cabeça quente”. Também acelera o ritmo cardíaco, a respiração e o tônus muscular, aprontando o corpo para agredir. Já o amor, ao contrário, aumenta a circulação no lobo temporal direito do cérebro, reduz o ritmo cardíaco, a respiração e o tônus muscular, aprontando o corpo para acariciar.

crédito: Arquivo UFO
Os aliens fazem exames nos abduzidos, como manipulação de órgãos reprodutores e extração de material genético
Os aliens fazem exames nos abduzidos, como manipulação de órgãos reprodutores e extração de material genético

Assim, as emoções provocadas intencionalmente em casos de abduções alienígenas permitiriam aos agentes do processo a coleta destes humores e sua análise. Mas para quê? Para reproduzir tais sentimentos em laboratório? Para nos mimetizar? Para se adequar a eles? Por que, enfim? O que fazem com nossa glândula pineal também é significativo. Ela é o principal órgão anímico do corpo humano, capaz de colocar a terceira dimensão, onde estamos, em contato com a quarta dimensão ou a chamada “dimensão dos espíritos”, sem corpo. Um estudo pioneiro de um médico paulistano verificou que a pineal de médiuns ou paranormais apresenta um número de cristais muito superior ao de pessoas sem esta faculdade. Assim, deduzimos, a manipulação desta glândula por abdutores parece ter como finalidade aperfeiçoar ou despertar faculdades paranormais ou mediúnicas nas vítimas, a fim de que venham a realizar missões determinadas por eles.

Mas, novamente, por quê? E para quê? Do ponto de vista mental, as abduções provocam, logo após sua ocorrência, uma desorientação espaço-temporal mais ou menos significativa e que perdura por um breve período. Além disso, sobrevêm fases de insônia, porque a vítima tem medo de dormir e voltar a ser levada. Mas o principal efeito pós-abdução é a ampliação de sua capacidade mental, especialmente no que tange ao raciocínio, à memória e a aptidões específicas, como desenvolvimento de talento artístico, por exemplo. Mas é do ponto de vista emocional que as conseqüências são mais intensas, com destaque para o medo, que imobiliza, paralisa e induz a reações de defesa em muitos níveis. Os abduzidos se tornam pessoas com medo de coisas até banais, como voar, insetos, lugares fechados, solidão, escuro, apitos, paredes brancas, sombras etc. Mesmo o contato físico como outras pessoas, e até mesmo médicos, pode desencadear o sentimento. Quantas crianças dormem com a cabeça coberta porque têm medo de ver seus agressores? O sentimento também pode levar à frigidez e à impotência sexual.

Grito interior de desespero

Talvez, o maior dos medos resultantes das abduções alienígenas seja o de perder o controle sobre si mesmo e sobre a situação. Porque num caso do gênero não se tem o menor domínio, não se pode fugir, não se pode agredir para se defender e não se pode impedir as manipulações. Nada, enfim, se pode fazer porque nada se pode controlar. Além do medo, a sensação mais intensa é a de que se está só. O abduzido, se tem alguma lembrança lúcida de sua experiência, logo tem a percepção de que ninguém o compreende porque ninguém acredita nele. Solidão, porque se sente abandonado em seu sofrimento, outro sentimento sobre o qual também não tem qualquer controle. E como o assunto é desconhecido da imensa maioria das pessoas e desacreditado por outras tantas, são poucas as possibilidades de troca de idéias, de consolo, de respostas que possam calar o grito interior de desespero.

Isso tudo leva os abduzidos a se isolarem, tornando-se pessoas introspectivas, em sua maioria. Ou que se projetam no sentido oposto, procurando arrefecer os próprios sentimentos de agonia. Olhando-se por este prisma, a abdução parece ser um processo horrível, o que não é totalmente verdade. Ao lado dos procedimentos dolorosos, emocional e fisicamente, existem motivos para se crer que tenham uma função benéfica, muito positiva, especialmente nos contatos mais intensos e duradouros. São os próprios abduzidos que descrevem que seus raptores lhes mostram eventos catastrófic

Abduções, um caminho para conhecermos nossas próprias origens?

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Sep de 2009

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