ARTIGO

Afinal, o que eles querem

Por Robert Hastings | Edição 256 | 01 de Março de 2018

Com sete décadas de pesquisas da presença alienígena na Terra, concluímos sem questionamento que nossos visitantes têm profundo interesse por nossa espécie,
Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

Afinal, o que eles querem

Em situações em que nos faltam evidências irrefutáveis para a exposição de um determinado ponto de vista, o que podemos fazer é manifestar uma opinião ou propor uma hipótese de trabalho em relação ao tema — desde que o conheçamos extensivamente, é claro. Tendo a Comunidade Ufológica Mundial, nas últimas seis décadas e meia, pesquisado o Fenômeno UFO a partir de relatos de testemunhas de alta credibilidade e evidências materiais efetivas da realidade ufológica, já temos capacidade de apresentar propostas para explicar a natureza do Fenômeno UFO. Isso se faz, neste texto, a partir de uma premissa fundamental, a de que, baseados nos dados disponíveis, a realidade que nos confronta há tanto tempo pode ser explicada como um processo de contato com seres de outros mundos. Isso é, em síntese, o que chamamos de Fenômeno UFO.

O objetivo desse artigo não é tratar de todo o enorme volume de evidências existentes para apoiar essa afirmação, mas fazer uma análise da questão tendo como ponto de partida essa afirmação. Claro que, no entanto, sem conhecermos as motivações dos pilotos dos UFOs, é difícil rotulá-los. Seriam exploradores, cientistas, conquistadores ou salvadores? Ou talvez apenas vizinhos barulhentos? Por ora, vamos chamá-los de visitantes. Se eles de fato estão aqui e pretendem se revelar um dia, a humanidade então entrará em uma nova era, da qual não haverá mais volta. Seria o fim da nossa infância cósmica. Dizer que as mudanças seriam profundas é pouco — reconhecer que a humanidade não está sozinha no universo transformaria todos os conceitos coletivos de nossa espécie, além de fornecer respostas há muito tempo esperadas.

Entretanto, a discussão não é tão simples e há considerações menos subjetivas que devemos ter em mente. Se a visita de alienígenas à Terra for comprovada, as consequências serão imediatas — e talvez terríveis. Será que a sociedade entraria em pânico em todos os países? Mesmo que isso aconteça com apenas uma a cada 100 pessoas, a quantidade de seres humanos em desespero seria imensa. Será que os mercados financeiros quebrariam, os bancos fechariam e as pessoas se apressariam em retirar o dinheiro de suas contas até verem o que aconteceria em seguida? Haveria outras consequências catastróficas, mesmo de curta duração, capazes de deixar a civilização humana na corda bamba? Simplesmente não sabemos. A suposição de que a Terra está sendo visitada por ETs requer um retorno imediato ao ponto zero, além daquelas perguntas básicas, como quem são eles, de onde vêm, como chegam aqui e por quê?

Informação ou omissão?

Mas, de todas, talvez as perguntas que mais incomodam os ufólogos sejam: por que não se revelam de uma vez e o que significará para a humanidade a realidade de sua existência? Claro que existem muitas outras interrogações igualmente graves, como, por exemplo, se os seres que pilotam os UFOs vêm de mais de um planeta e, se vierem, teriam os mesmos objetivos em relação aos humanos? Se não tiverem, devemos dar boas-vindas a uma raça e temer outra? Como se já não bastasse tudo isso em que refletir, podemos também perguntar se os visitantes são de nosso universo físico ou de outra dimensão da realidade, sobre a qual nada sabemos. Enfim, são muitas perguntas e, até agora, nenhuma resposta.

Parece evidente que não teremos as respostas que buscamos enquanto os próprios visitantes não as derem. Um anúncio coordenado pelos governos do mundo a respeito da visita extraterrestre seria o passo inicial. Todavia, mesmo que tal anúncio fosse feito, poderíamos nos decepcionar ao descobrir que nossos líderes sabem pouco mais do que o cidadão comum acerca das exatas origens e motivações dos visitantes. Poderíamos esperar, no mínimo, que os governos revelassem parte de suas informações acerca dos UFOs, ainda que de valor limitado, em paralelo ao anúncio público — essas informações poderiam exacerbar a ansiedade da população, em vez de aliviá-la.

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Sobre o Autor

Robert Hastings

Robert L. Hastings é um dos mais importantes pesquisadores da presença alienígena na Terra na atualidade. O ufólogo já teve sua primeira oportunidade de observar aos 16 anos, na tela de controle de tráfego aéreo da base onde seu pai servia, o sinal de um objeto voador não identificado, bem como de sentir a política de se manter em sigilo tal tipo de ocorrência. Sua especialidade hoje é a atividade ufológica em locais onde há arsenais nucleares, tema em que é reconhecido mundialmente como um dos maiores experts. Desde 1973, Hastings já entrevistou mais de 80 militares da USAF, tanto da ativa quanto da reserva, que tiveram algum envolvimento em casos do gênero. Essas testemunhas relatam contatos extraordinários com UFOs, cujas implicações têm óbvia relevância para a segurança nacional dos Estados Unidos e para todo o planeta. Desde 1981 Hastings já fez palestras em mais de 500 faculdades e universidades de seu país, sempre apresentando farta documentação para sustentar suas afirmações. Hastings estudou microscopia eletrônica na faculdade San Joaquin Delta, em Stockton, Califórnia, e recebeu um certificado em aplicações da ciência de materiais. Entre 1988 e 2002, trabalhou como analista de laboratório para a Phillips Semiconductors, em Albuquerque, Novo México. Seu extenso trabalho ganhou notoriedade recentemente quando foi lançado seu primeiro livro UFOs and Nukes, que em sua versão original tem mais de 600 páginas de sólida documentação, e que agora é lançado no Brasil pela coleção Biblioteca UFO. Hastings foi uma das grandes estrelas do III Fórum Mundial de Ufologia, realizado em Curitiba, em junho de 2009. É consultor da Revista UFO em Albuquerque, Novo México.

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