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A Ufologia Brasileira cada vez mais organizada

Por A. J. Gevaerd | Edição 31 | 01 de Agosto de 1994


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A Ufologia Brasileira cada vez mais organizada

Em abril último, durante o 12° Congresso Brasileiro de Ufologia Científica, em Curitiba, foi realizada uma reunião da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil (ANUB), onde muitas coisas foram discutidas e várias decididas, sendo uma delas a formação de uma diretoria provisória para restruturá-la e a eleição dos ufólogos que a comporão. Na reunião, após proposta apresentada pelo Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), todos concordaram que a ANUB não estava tendo o desempenho necessário e decidiram extinguir a diretoria existente para constituir a nova, provisória, composta por A. J. Gevaerd (CBPDV), Rafael Cury (NPU) e Marcos A. Silva (GEONI). Os três têm várias obrigações programadas, até que uma nova eleição defina a primeira diretoria legítima para entidade.

Algumas dessas atribuições são: (a) comunicar todos os grupos e ufólogos do Brasil o que se passa com a ANUB, o que ocorreu em Curitiba e o que se pretende da entidade daqui para frente; (b) cadastrar todos os grupos e ufólogos do Brasil que desejarem participar da entidade, colhendo deles sugestões sobre como a ANUB deverá ser estabelecida e atuar; e (c) comunicar a próxima reunião da entidade, a acontecer em Salvador, durante o 3° Congresso Nacional sobre Discos Voadores, em outubro próximo, conclamando a participação de todos.

Durante o evento de Salvador, a diretoria provisória terá ainda a incumbência de organizar as pautas de discussão, conduzir os debates e efetuar a eleição de uma primeira diretoria legítima para a entidade, a ser votada por todos os participantes que estiverem cadastrados. Além disso, haverá também eleição de novos estatutos e regimentos internos da ANUB, assim como de outros assuntos relevantes, propostos livremente pelos presentes. Após isso, a diretoria provisória terá encerrado seu trabalho e será desfeita, dando lugar à diretoria eleita na ocasião. É importante destacar que esse será o terceiro grande passo dado para o estabelecimento, no Brasil, de uma entidade representativa da Ufologia Brasileira, que agregue todos os seus participantes. A primeira etapa foi a própria criação da ANUB, durante a realização do 2° Congresso Internacional de Ufologia, em 1983. Depois disso, a entidade passou de mão em mão por várias diretorias – sempre provisórias e itinerantes, assumidas por ufólogos mais próximos de suas ações. Assim, revezaram-se Jaime Lauda, seu primeiro presidente biônico, Adilson Machado, Claudeir Covo, A. J. Gevaerd e Rafael Cury. No momento em que a diretoria da ANUB chegou a Cury, que opera em Curitiba, este a manteve até 93, por praticamente 6 anos, realizando vários eventos e reuniões de seus membros e dando grande impulso à entidade. Na seqüência de transferências de sua diretoria, a ANUB voltou para São Paulo no fim de 1993, compulsoriamente transferida para Covo, que passou a organizar reuniões mensais. Durante essa etapa da ANUB, novo ânimo foi dado à entidade, com o início do processo de seu registro civil e outras providências. No entanto, a entidade ficou excessivamente centralizada em São Paulo.

Descontentamento – Por isso, ufólogos de várias localidades, descontentes com tal situação e com a continuidade de um estado quase eterno de indefinições na entidade, decidiram reunir-se em Curitiba para propor as mudanças já em andamento. Dessa reunião participaram os seguintes pesquisadores: Edison Boaventura Jr. e Jamil Vilanova, pelo GUG; Gilda Moura, pelo CEAC; Hernán Mostajo, pela ASMPU; Rogério Porto Bréier, pela UBPDV; Marcos Silva, pelo GEONI; A. J. Gevaerd, Eduardo Marafiga, Encarnación Zapata Garcia, José Eduardo C. Maia e Rubens Góes, pelo CBPDV; Ana Santos, pelo CEEAS; Chica Granchi e Irene Granchi, pelo CISNE; Claudeir Covo, pelo CEPU; Rafael Cury, Carlos Machado e Wilson Picler, pelo NPU; Marco Antonio Petit de Castro, pela AFEU; Wilson Geraldo Oliveira, pelo CEAM; e Arismaris Baraldi Dias (sem grupo).

Infelizmente, após 11 anos de existência, até agora a ANUB não esta devidamente definida. Falta esclarecer seu funcionamento, registrar seus sócios, fazer-se representativa, buscar credibilidade, manter atividades regulares e uma infinidade de outras providências que nunca foram tomadas porque sua diretoria sempre esteve “em trânsito”. Hoje existem quase 140 grupos de Ufologia no Brasil e não há qualquer cadastro organizando-os ou ligando-os à ANUB. Ninguém sabe quem participa e quem não participa da entidade, quais são suas atribuições etc. A desorganização é total e deve ter fim imediato. Por isso, todas as expectativas da Comunidade Ufológica Brasileira agora voltam-se para a próxima reunião, em Salvador.

Para que a Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil (ANUB) possa de fato ser restruturada, o primeiro passo dado pela diretoria provisória eleita em Curitiba foi enviar extensa carta a cada um dos grupos e ufólogos brasileiros (cerca de 300 destinatários), utilizando-se os cadastros atualizados do CBPDV, que já tem em arquivo nomes e endereços necessários. Junto da carta seguiu uma ficha cadastral da ANUB para os grupos preencherem. Simplesmente, cada grupo que responder a ficha será automaticamente considerado como integrante desse movimento de restruturação. Os que não responderem... O segundo passo é a própria publicação desse comunicado em UFO, reforçando a carta enviada e novamente conclamando a participação de todos os interessados. É hora de deixarmos diferenças pessoais, regionais ou ideológicas de lado e abraçarmos um ideal mais amplo e definitivo.

Convocação geral – Temporariamente, a ANUB ocupará uma sala no escritório do CBPDV, mas apenas por uma questão de praticidade, já que este centro tem computadores, impressoras e funcionários para ajudar a controlar as coisas até a reunião de outubro, quando a diretoria da ANUB irá para a cidade da diretoria eleita. Enquanto isso, a Revista UFO será usada para veicular informações sobre o andamento das coisas, publicando notícias de interesse da entidade, informações sobre as propostas para a reunião de outubro, relação de grupos que estão aderindo à proposta etc. Tudo o que for resolvido será informado, para que ninguém fique alheio.

Cada grupo que tiver sugestões, comentários, críticas ou quaisquer outras observações a fazer sobre tudo o que se relacionar à ANUB poderá fazê-lo abertamente, pois o que se deseja é a verdadeira participação de todos. A reunião de Salvador, portanto, será a grande oportunidade que a Ufologia Brasileira terá para se organizar de uma vez. Todos são convidados e conclamados a participar ativamente desse processo. Igualmente, as chapas que concorrerão à primeira diretoria definitiva da ANUB poderão ser compostas por ufólogos de qualquer um dos grupos cadastrados. Por isso, o preenchimento da ficha cadastral e a presença de todos é imensamente importante e ninguém pode ficar de fora desta iniciativa!

Os interessados em participar do Congresso de Salvador devem contatar os organizadores do evento, através do telefone (071) 248-8076 (veja anúncio do evento nesta edição). Os interessados em participar da reunião da ANUB no evento devem contatar a diretoria provisória e preencher a ficha cadastral. Aqueles grupos sem recursos poderão contar, em Salvador, com facilidades de hospedagem, como albergues da juventude, pensões e até campings. O importante é estarmos todos lá, ajudando a construir o futuro da Ufologia Brasileira!

Os grupos de pesquisa ou ufólogos individuais (sem grupo) que não receberam material da ANUB (carta e ficha cadastral), podem solicitá-lo através do endereço: CBPDV, Caixa Postal 2182, CEP 79008-970 Campo Grande (MS).

Propostas já recebidas e em consideração

Várias propostas já estão chegando à diretoria provisória da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil (ANUB). Uma delas diz que a associação poderá ser composta por até 4 tipos de participantes: (a) grupos de pesquisas, na qualidade de entidades; (b) publicações ufológicas, editadas ou não por grupos de pesquisas; (c) ufólogos individuais, não associados a qualquer grupo (ou mesmo os integrantes individuais de cada grupo); e (d) interessados em geral, que se filiam para dar suporte à entidade mas não participarão na tomada de decisões. Assim, por exemplo, um grupo de pesquisas que tenha 20 integrantes e publique um boletim terá 3 tipos de registros na ANUB: um como entidade, um para sua publicação e outros para seus membros, se estes quiserem se filiar à entidade. Segundo essa proposta, qualquer interessado por Ufologia – ufólogo ou não – poderá ser um membro da ANUB, como um leitor da UFO, um estudioso etc. Não está definida, ainda, a forma de contribuição dos sócios.

Outra proposta diz respeito ao registro da A-NUB e sua divisão pelos estados. Seu registro civil, evidentemente, deverá ser feito em Brasília, como convém à qualquer entidade de abrangência e atuação nacional. Quanto as divisões, a sugestão é que a entidade tenha uma diretoria estadual em cada estado onde haja Ufologia organizada. Ou seja: assim como será votada uma diretoria nacional para a associação, deverão ser votadas também diretorias estaduais entre seus participantes em cada estado. Com o tempo, será possível se estruturar uma rede de operações da ANUB, da qual participe a maioria expressiva da Comunidade Ufológica Brasileira. Agora, se existirão registros legais para as diretorias estaduais da entidade, isso ainda deverá ser decidido.

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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