ARTIGO

A telepatia nos seqüestros por extraterrestres

Por Reinaldo Stabolito | Edição 57 | 01 de Janeiro de 2011

Telepatia é a forma como geralmente se dá a comunicação entre seres humanos e ETs, em que se superam obstáculos lingüísticos e outros
Créditos: Mário Barbosa

A telepatia nos seqüestros por extraterrestres

Um aspecto curioso no fenômeno da abdução por alienígenas é o processo de comunicação que se dá durante a ocorrência. Na maioria esmagadora das vezes, tal processo acontece através de uma espécie de telepatia ou “impressão na mente”, conforme descrevem muitas testemunhas. O grande paradoxo dessa característica de contato é que não usamos esse meio de comunicação entre nós, terrestres, assim como sequer temos comprovação que o Homo sapiens possua essa capacitação, mesmo que latente. Mas então, como o processo de telepatia ocorre?

Uma das teorias defendidas por experts no assunto é a de que os abduzidos receberam no momento da abdução ou previamente algum tipo de implante que possibilita tal comunicação. Outros estudiosos acreditam que houve algum tipo de intervenção genética nas vítimas, uma vez que não são poucos os casos onde se observa que elas têm sido alvo de inúmeros raptos, iniciados desde a infância e que se estendem ao longo de toda a vida. Ainda, há aqueles que dizem que esse processo é totalmente alienígena, ou seja, os extraterrestres conseguem ler e enviar mensagens para a nossa mente. E isso ocorreria sem que fosse necessária qualquer participação ativa do ser humano no processo. Esta última hipótese é inviável nos casos onde há mais de um abduzido a bordo do UFO e estes também se comunicam por telepatia.

O doutor David Jacobs, um dos mais respeitados pesquisadores sobre abduções alienígenas, comenta em seu livro The Threat [A Ameaça] um detalhe bastante curioso. Durante as sessões de hipnose regressiva, o instrumento mais usado para obtenção dos testemunhos de abduções, há casos em que é visível a dificuldade dos abduzidos em descrever o conteúdo de determinados trechos de comunicação que teriam tido com os aliens. Aparentemente, há falta de vocábulos para tal. No entanto, essa imprecisão de conversação não ocorre durante o evento da abdução apenas. A compreensão da comunicação é totalmente plena na fase abduzido-alienígena, quando há a comunicação telepática. Porém, se torna imprecisa em determinados momentos da fase abduzido-pesquisador, quando há o que chamamos de comunicação verbal. Este fato pode ser um claro indicativo de que há escassez de fonemas na linguagem oral para expressar determinados conteúdos assimilados na telepatia.

Comunicação abduzido-abduzido

Conforme alguns casos compilados pelo doutor Jacobs, há algumas ocorrências em que várias pessoas são raptadas ao mesmo tempo dentro de um UFO. Em casos com essa característica, os abduzidos descrevem que foi possível comunicar-se telepaticamente entre si enquanto estavam em poder dos raptores. Por uma razão inexplicável, embora pudessem falar, os abduzidos conversaram entre si de forma telepática. Jacobs informa que conseguiram se entender melhor dessa forma. Tais conversas giram em torno de se tentar encontrar uma forma de fugir do local e se descobrir o que os alienígenas irão fazer com eles. Em algumas ocasiões, os abduzidos mais calmos transmitem palavras de conforto para os que se encontram mais dramaticamente apavorados. Neste caso, é possível que isto nada mais seja que uma indução feita pelos próprios extraterrestres. Sabe-se que os alienígenas conseguem influir no comportamento de suas vítimas ou contatados. É válido especular que os alienígenas são capazes de manipular nossas emoções, sensações e até nossos comportamentos. Tendo esse aspecto como premissa, é possível que quando um abduzido esteja tentando acalmar o outro, nada mais esteja fazendo do que atendendo a uma indução extraterrestre para que melhore a situação a favor de seus raptores.

Comunicação abduzido-alienígena

É mais do que evidente que os alienígenas têm total controle da situação em casos de seqüestros. Em muitas ocasiões, as vítimas costumam dizer que seus olhos parecem conseguir penetrar profundamente em suas mentes e capturar todos os seus pensamentos. “É impossível tentar esconder qualquer coisa dos aliens”, alega Jacobs. Na maioria das vezes, os seres limitam a comunicação apenas com o objetivo de acalmar os abduzidos. De acordo com muitos pesquisadores, os seqüestrados acreditam que os ETs tenham capacitação auditiva, pois respondem — quase sempre telepaticamente — a perguntas feitas verbalmente. Há, inclusive, situações em que as vítimas perguntam algo para um alienígena que estaria de costas e este, por sua vez, se vira e olha diretamente na direção da pessoa que indagou, às vezes respondendo a questão. Só que a fala humana não é uma ação involuntária. Para falarmos, precisamos montar as frases mentalmente, para depois verbalizá-las. Esse processo se dá de forma tão instantânea que nem percebemos. Um indício de que os alienígenas não estariam se guiando pelo som da fala e sim pela frase construída na nossa mente é que, em muitos relatos, eles já responderiam antes mesmo da vítima ter terminado a pergunta.

Comunicação alienígena-alienígena

Segundo as descrições das vítimas, é possível perceber quase todo o conteúdo das comunicações que os alienígenas fazem uns com os outros, dentro de sua nave. Para isto, basta estar próximo. A comunicação entre eles gira em torno dos procedimentos da abdução e suas implicações para nós. É óbvio que fica difícil descobrir se o que as vítimas “ouvem” é ou não intencionalmente “dito” a elas. É possível que os aliens possam privatizar suas conversas. Na maior parte das vezes, os abduzidos descrevem que conversam sobre os cuidados que tomam para evitar que tenhamos danos psicológicos ou físicos. Já houve relatos de que, logo no início da abdução, eles teriam discutido calorosamente uns com os outros sobre terem ou não direito de deixar a vítima completamente nua. Como é fácil perceber, tudo o que os abduzidos ouvem em termos de conversa entre os alienígenas sempre demonstra uma grande preocupação conosco. É possível que as vítimas só consigam lembrar o que os extraterrestres querem. Assim, o conteúdo acessado é intencional e tudo o que acontece tem um único e exclusivo objetivo: o sucesso da abdução.

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Sobre o Autor

Reinaldo Stabolito

É ufólogo, diretor do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Espaciais (INFA) e consultor da Revista UFO.

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