Edição 280
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A presença alienígena detectada na história do Japão antigo

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29 de Oct de 2020
O longíncuo e misterioso Japão ainda reserva surpresas em sua casuística ufológica
Créditos: MATSURO OKOBUNE

O chamado “navio oco”, ou Utsuro-Bune, em japonês, aparece em uma série de pinturas feita no início do século XIX por uma variedade de artistas, de diferentes províncias japonesas. Em todas essas pinturas se vê retratada uma jovem mulher, às vezes com cabelos ruivos, mas sempre de pele clara e bonita. Ela aparece ao lado de um objeto discoide, o tal navio oco, grande o suficiente para acomodar pelo menos uma pessoa e equipado com painéis ou algum tipo de abertura ou janela. Essa lenda teria a sua contraparte material no apelidado “navio de pedra” de Masuda, ou Masuda-no-Iwafune, idem, no topo de uma colina em meio a um bairro residencial na vila de Asuka, no Distrito de Takaichi, província de Nara.

Destoante dos padrões e estilos xintoístas e budistas, Masuda-no-Iwafune é um dos monumentos megalíticos mais estranhos e misteriosos do Japão. Esculpido em um único bloco de granito de cerca de 800 toneladas, plano na parte superior, onde há duas cavidades quadradas escavadas e recortes em alto-relevo em forma de treliça nas laterais, se retrata propriamente o navio oco da lenda, mas evoca uma alta civilização desconhecida que desapareceu sem deixar rastros e até visitantes de outros mundos, como querem os adeptos da Teoria dos Antigos Astronautas. Este autor conseguiu localizar o também chamado “Navio de Pedra de Masuda” e lá esteve, e traz a partir de agora todos os detalhes recolhidos nessa inebriante aventura.

As pinturas retratam uma lenda singular, a de que em 22 de fevereiro de 1803 vagou por Harayadori, uma das praias do norte da cidade de Hitachi, na moderna província de Ibaraki, a 133 km de Tóquio, um grande objeto em forma de disco, que foi arrastado para a praia por um grupo de pescadores locais — sua parte superior parecia ser feita de pau-rosa revestido de vermelho, enquanto a parte inferior era coberta com placas de bronze, obviamente para protegê-la contra as rochas afiadas. A parte superior tinha várias janelas de vidro ou cristal, cobertas com placas ou barras de metal e vedadas com algum tipo de resina de árvore. Alguns disseram que o objeto parecia um grande queimador de incenso, ou k?hako, em japonês.

Perplexidade

Ao olharem através das janelas de vidro transparentes do tal navio incomum, que media 6 m de largura e quase 4 m de altura, os pescadores puderam ver, perplexos, símbolos estranhos escritos nas paredes e uma mulher bonita de pele clara no interior, vestindo uma roupa feita de pele ou tecido fino desconhecido. Uma escotilha se abriu e uma jovem com idade estimada entre18 a 20 anos, com cerca de 1,85 m de altura, pele rosada, sobrancelhas ruivas e cabelos artificialmente alongados com mechas de pelo branco ou tecido fino, dele saiu falando uma língua desconhecida e segurando uma caixa misteriosa com cerca de 60 cm — ela jamais largava essa caixa nem deixava ninguém tocá-la, como se lhe fosse de vital importância.

Curiosamente, há vários casos ufológicos modernos em que os tripulantes das naves, ou ufonautas, foram vistos carregando uma caixa semelhante que também jamais largavam. Os pescadores teriam recolhido de dentro do barco dois lençóis, uma garrafa com 3,6 litros de água e um pouco de bolo e carne amassada. Uma versão da lenda afirma que a mulher, chamada nos círculos ocidentais de “A Princesa Branca”, ficou naquela província e viveu até idade avançada. Outras versões sugerem que os pescadores ficaram bastante assustados com a sua aparência e acharam melhor carregá-la de volta ao navio e empurrá-la para o mar, onde ela flutuou até o desembarque em outras praias, nas quais gerou choques e lendas semelhantes.

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