ARTIGO

A pesquisa dos contatos ufológicos de graus elevados

Por A. J. Gevaerd | Edição 70 | 01 de Março de 2000

Os Implantes são objetos microscópicos inseridos por alienígenas em suas vítimas. Têm finalidades desconhecidas, mas estudiosos acreditam que sirvam como microtransmissores
Créditos: jamil vila nova

A pesquisa dos contatos ufológicos de graus elevados

O estudo de casos que envolvem observação e contato com tripulantes de UFOs é a parte mais sofisticada de toda a fenomenologia ufológica, pois é a que trabalha com um maior número de variantes. Por isso, ufólogos de todo o mundo têm reservado menos esforços aos casos de luzes noturnas e simples avistamentos e empregado mais tempo para investigações deste complexo item da problemática, que envolve a presença sempre crescente de naves e ufonautas em nosso meio. Casos abrangendo tripulantes ocorrem às dezenas a cada ano, nas mais remotas regiões do planeta. Um passeio pela História bíblica e das diversas civilizações que nos precederam, sem esquecer as mitologias, revela uma quantidade infindável de ocorrências em que humanos estiveram frente a frente com criaturas alienígenas. Conforme o período considerado, tais seres receberam os mais diversos nomes, desígnios e posições: ora eram deuses, ora demônios, ou ainda anjos, reis e virgens, etc. Em realidade, a Bíblia é a maior fonte de casuística ufológica de contatos de grau elevado que existe.

Uma rápida olhada em recortes de jornais que dizem respeito a observações de UFOs, colhidos por exemplo de dez anos para cá, revela dúzias de casos que correspondem a genuínos contatos de terceiro, quarto e quinto graus – e outras dúzias que sugerem ocorrências e experiências de gêneros diversos. É assustador o número de contatos desse tipo surgidos nas últimas décadas, sendo regularmente registrados por ufólogos de todo o mundo. Os últimos trinta anos, por exemplo, têm uma importância máxima para a Ufologia, embora não reconhecida, e para a Humanidade. Foi durante esse período que ocorreram experiências sérias e verídicas em que homens simples ou letrados, dos campos ou das cidades, foram como que eleitos “representantes da civilização terrestre” por representantes de outras civilizações do Cosmos. Um episódio como o conhecido Caso Villas-Boas, por exemplo, se analisado à luz de verdade alheia aos interesses políticos e científicos obscuros das grandes nações, revelaria uma importância muito maior do que a que lhe é conferida. Nesse caso, um lavrador, depois advogado e hoje falecido, esteve dentro de um UFO e lá foi colocado como objeto de experiências genéticas.

Números Assombrosos –
O Brasil contribui com uma significativa parcela do total de casos de contatos de graus elevados e ocupa, por isso, uma posição destacada e respeitada no contexto internacional. Foi em nosso país que ocorreram os mais surpreendentes casos de envolvimento direto entre humanos e extraterrestres. Mas mesmo de posse de um número elevado de fatos, os pesquisadores destas ocorrências sofrem uma terrível restrição: apenas uma pequeníssima parcela desses contatos é revelada por seus protagonistas ou por terceiros. Isso quer dizer que talvez um número inferior a 10% de todos os episódios de graus elevados acontecidos no Brasil sejam conhecidos pelos pesquisadores. Mais: considerando-se que uma boa quantidade desses casos não é devidamente publicada ou analisada, chega-se facilmente à conclusão de que, de todas as ocorrências do gênero acontecidas no Brasil, temos notícias somente de 5% delas, aproximadamente.

Um cálculo matemático muito simples revela a extensão desse problema: se são conhecidos cerca de 300 casos de terceiro, quarto e quinto graus no Brasil, segundo estimativas do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), e essa quantidade corresponde a apenas 5% do total, deve existir pelo menos 6 mil casos desconhecidos dos ufólogos. Há quem afirme que este número é pelo menos 100 vezes maior! Como é nestes contatos que residem as respostas finais sobre o fenômeno ufológico, nós não estamos tendo acesso a elas por questões puramente técnicas! Considerando-se que esses casos obedeçam a algum padrão, ou ainda que estejam ligados entre si, só conseguiremos ter uma idéia geral da gravidade do quadro se empenharmos muito mais tempo, esforços e recursos para investigar a questão – justamente o que os ufólogos não têm!

Como resultado, durante muito tempo ainda vão ficar faltando peças importantes para se compor este fantástico quebra-cabeças. Mas o que fazer para obter essas informações? Os ufólogos têm que sair à caça dessas ocorrências e lançar-se sobre elas com o máximo empenho. Treinamento apropriado em técnicas de hipnose regressiva seria desejável e altamente recomendável. Mas o método de localização destes casos deve ficar mesmo a critério de cada um. Ainda assim, vale analisar antes as razões que levam à falta de informações para se considerar quais seriam os mecanismos adequados para obtê-las, e vários são os fatores que impedem os ufólogos de conseguir mais dados sobre contatos de graus elevados.

Primeiramente, muitas vezes a pessoa que viveu uma experiência do gênero sequer tem idéia do que lhe aconteceu ou mesmo cultura suficiente para avaliá-la. Noutras vezes, que não são poucas, testemunhas de contatos com alienígenas, mesmo sabendo do valor de suas ocorrências, simplesmente não têm para quem contá-las. Em numerosos casos, abduzidos e contatados têm tanta consciência da importância de suas experiências quanto acesso a pesquisadores da área, mas não se expõem por receios de várias espécies. Neste item há de se considerar também que, antes de narrar suas experiências, algumas testemunhas observam o procedimento e comportamento da pessoa para quem desejam contar o fato. Assim, tanto o rigor exagerado como a pouca seriedade por parte do ufólogo podem afastar as testemunhas. Existe ainda um número considerável de ocorrências que se dão com abduzidos em estado hipnótico, produzido pelos tripulantes dos UFOs. Embora isso os incomode e os force a algum tratamento, muitos simplesmente negligenciam a questão. Por fim, um número potencial de abduzidos por seres extraterrestres têm envolvimento religioso demasiado ou posição social delicada, o que os fazem silenciar sobre suas experiências.

Ausência de Conhecimento –
Essas cinco razões são completamente alheias ao controle do ufólogo. Porém, outros motivos que contribuem para a falta de informações dos meios ufológicos podem pouco a pouco ser modificados, como a ausência de conhecimento por parte da testemunha da grandiosidade do fato vivido e também a escassez de ufólogos para captar seus relatos e canalizá-los para o grande meio ufológico.

Para as pessoas conhecerem e darem importância à pesquisa ufológica e às experiências pessoais em contatos de graus elevados, é necessária uma campanha nacional de divulgação. Isso deve ser feito por ufólogos e grupos de pesquisa em suas respectivas localidades, intensificando-se as palestras, conferências, debates, entrevistas e conquistas de espaço nos meios de comunicação. Em cada grupo de pessoas de determindada comunidade que lê jornais ou assiste a programas de televisão, onde ufólogos aparecem com informações sérias sobre o tema, haverá sempre alguém que, movido ou pela curiosidade ou pelo desconforto de manter sua experiência em segredo, ou mesmo pela necessidade de esclarecimento sobre o fato que vivenciou, deseja maiores informações e está disposto a vir a público para falar sobre o assunto.

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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