ARTIGO

A longa jornada de um ufólogo

Por Vanderlei D\'Agostinho | Edição 104 | 01 de Novembro de 2004

Não apenas o fenômeno em si tem aspectos míticos, mas também aqueles em quem ele desperta curiosidade
Créditos: michael tcherevkoff

A longa jornada de um ufólogo

O esquema apresentado pelo escritor Cristopher Vogler em A Jornada do Escritor [Editora Ampersand, 1992], baseado no livro do sociólogo norte americano Joseph Campbell, O Herói de Mil Faces [Editora Pensamento, 1995], mostra um caminho para o leitor adaptar as etapas apresentadas desta longa jornada à sua vida como ufólogo. Nota-se que essa aventura pode ser entendida tanto de forma externa, como aventura física, quanto de forma interna, como uma aventura mental ou espiritual. E por entendermos que muitas vezes o pesquisador do Fenômeno UFO passa por esses estágios em seu caminho – e faz muitas idas e voltas nesta jornada – , ressaltamos que não apenas o fenômeno em si tem aspectos míticos, mas também aqueles em quem ele desperta curiosidade.

01 O mundo comum — O herói é levado para fora de seu mundo cotidiano comum, em direção a um mundo especial, novo e estranho.

02 Chamado à aventura — O herói se vê diante de uma convocação para uma aventura, um desafio de grande risco. Uma vez que tem contato com esse chamado, ele não consegue mais permanecer em seu mundo comum.

03 A recusa ao chamado — É normal que o herói sinta medo. Caso esse medo o impeça de seguir sua jornada, um estímulo vindo de um mentor ou uma nova mudança na ordem natural das coisas o auxilia a vencer o medo e aceitar a façanha.

04 Encontro com o mentor — Esse não é necessariamente um mentor físico, podendo ser também um mentor intelectual. Essa relação entre o herói e seu mentor é uma das mais comuns na mitologia e pode representar a relação entre pai e filho, professor e discípulo, Deus e homem etc. O mentor, entretanto, acompanha o herói apenas até certo ponto da jornada. Dali em diante ele segue sozinho seu próprio caminho rumo ao desconhecido. Um herói pode ter vários mentores.

05 Travessia do primeiro limiar — É o momento em que o herói se compromete de forma plena com sua aventura no mundo do desconhecido. Desse ponto em diante ele não tem mais como voltar.

06 Testes, aliados, inimigos — Ao adentrar o desconhecido, o herói depara-se com novos desafios, provas, aliados e inimigos que o perseguem. Esse estágio de sua saga pode se repetir várias vezes.

07 Aproximação da caverna oculta — Ao atingir esse ponto de grande significado, o herói está próximo de um lugar perigoso, onde se encontra, finalmente, o objeto de sua incansável busca. Esse é o local mais ameaçador do mundo desconhecido. Ao entrar na caverna, o herói atravessa o segundo limiar.

08 A provação suprema — Aqui o herói enfrenta a face da morte. Nesse estágio ele tem que morrer para renascer em seguida. É uma morte não necessariamente física, mas um renascer da consciência.

09 A recompensa — Após sobreviver à morte, o herói pode pegar a recompensa que veio buscar: um tesouro, uma poção, um símbolo ou simplesmente o ganho de experiência, sabedoria ou reconhecimento.

10 Caminho de volta — Esse momento marca a decisão do herói de voltar ao mundo comum, porém seu retorno será pontilhado ainda por aventuras e perseguições.

11 Ressurreição — Novamente o herói morre e ressurge, e com essa ressurreição ele se transforma. O herói já pode voltar à vida comum, como um ser bem mais experiente, mais evoluído e satisfeito, com um novo entendimento do mundo.

12 O retorno com o elixir — O herói volta ao mundo comum, mas sua façanha não terá valor caso não traga consigo sua recompensa, que pode ser um grande tesouro ou simplesmente um conhecimento, uma experiência que poderá ser útil à comunidade ou ao próprio herói.

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Sobre o Autor

Vanderlei D\'Agostinho

É professor de inglês e Tai Chi Chuan.

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