ARTIGO

A invasão dos agroglifos

Por A. J. Gevaerd | Edição 260 | 29 de Agosto de 2018

Uma fazenda nos arredores da localidade inglesa de Hackpen Hill, a não mais do que 10 km de Avebury, recebeu vários agroglifos neste ano, como este
Créditos: ARQUIVO UFO, COM REALCE DE RAFAEL AMORIM

A invasão dos agroglifos

Embora recente no Brasil, o fenômeno dos agroglifos já é imensamente conhecido na Inglaterra, onde, aliás, teve origem há uns 60 anos. De uma hora para outra, impressionantes figuras geométricas complexas e inexplicáveis passaram a aparecer nos campos de cereais plantados durante os quatro curtos meses do verão europeu. Ninguém tinha ideia de quem os fazia, mas a associação com extraterrestres foi logo encontrada quando se passou a ver naves e luzes não identificadas sobre as formações ou nas noites que antecederam sua descoberta. Ufólogos e outros pesquisadores paranormais entraram em êxtase.

De lá para cá, o fenômeno, antes conhecido como “círculos ingleses”, se espalhou de seu recanto preferido, a região de Wiltshire, 100 km a oeste de Londres, para praticamente toda a Inglaterra, de norte a sul, leste a oeste. Logo, nos anos seguintes, já eram encontrados também em outros países europeus, embora nunca com o grau de precisão e de complexidade com que continuavam a surgir em Wiltshire, e ali, mais precisamente em Avebury. A região é mágica. É nela que estão Stonehenge, Stone Circle, Roll Right Stones e uma série de monumentos megalíticos construídos há milênios por vikings, celtas e outros. Não pode ser coincidência...

Mas há outras duas razões alegadas pelos pesquisadores para Wiltshire ser a região onde o fenômeno surgiu e prosperou. A primeira é que aquela área da Inglaterra seria a primeira do mundo onde se iniciaram as fazendas de forma organizada. Se alguém começou a plantar batata de forma sistemática, por exemplo, foi ali. E, segundo, Wiltshire, embora não pareça, é uma das regiões mais militarizadas da Europa, com campos de exercício com helicópteros e tanques por todos os lados.

Poucos ainda pesquisam

Já foram milhares os pesquisadores dos agroglifos ao longo dos anos somente na Inglaterra, e umas centenas ao redor do mundo, que geralmente iam para lá para fazer seus trabalhos, já que os agroglifos eram — e ainda são — escassos fora do país. Mas hoje, pelo menos entre os ingleses, são apenas algumas dúzias que resistem a desistir da pesquisa — e eles se dedicam mais a documentar o fenômeno em fotos e vídeos do que a pesquisá-los. “Já se pesquisou muito e não há mais algo expressivo a se fazer. Agora é aproveitar que inteligências superiores nos presenteiam estas formações e desfrutá-las”, diz Gary King, consultor da Revista UFO e grande especialista no assunto, que já veio ao Brasil várias vezes fazer conferências.

De fato, pelo menos na Inglaterra, o que não se repete em outros lugares da Europa, a pesquisa perdeu a força — já italianos, alemães e russos ainda se dedicam a ela. É que os agroglifos simplesmente são, e não têm explicação. Não é necessário a alguém que esteja em Wiltshire no verão europeu percorrer centenas de quilômetros atrás de uma figura: elas aparecem o tempo todo e em todos os lugares, muitas vezes a poucos metros de rodovias movimentadas ou de centros urbanos.

Um dos maiores especialistas no fenômeno dos agroglifos é o ex-arquiteto inglês Michael Glickman, entrevistado para a edição 253 da Revista UFO por seu amigo e admirador King, a pedido deste editor. Veterano investigador do tema, Glickman analisou pessoalmente milhares de formações e construiu sólida reputação sobre o tema. Hoje, com seu corpo acometido de uma implacável esclerose múltipla, ele só consegue seguir seu trabalho de maneira teórica, analisando imagens de novos casos e tentando identificar o que podem significar. “São portais de hospitalidade”, diz Glickman.

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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