ARTIGO

Influência estética do Fenômeno UFO na arquitetura brasileira

Por Mayra Ferreira de Souza | Edição 267 | 09 de Abril de 2019

Obra de Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), instalado sobre o Mirante da Boa Viagem, na cidade de Niterói, enche os olhos
Créditos: PREFEITURA DE NITERÓI

Influência estética do Fenômeno UFO na arquitetura brasileira

Tendo como referência a literatura sobre Ufologia e a sua pertinência no âmbito da ciência, o presente estudo teve como principal objetivo explorar as influências estéticas e históricas relacionadas aos discos voadores, expressão utilizada para se referir a fenômenos e objetos aéreos não identificados a partir da década de 40. Tem-se grande valorização nas representações artísticas que estampavam os periódicos informativos da época, quanto à temática de observação de UFOs.

O impacto visual dos discos voadores foi significativo e serviu como referência em diversas atividades da sociedade, sendo reproduzido tanto ideológica quanto artisticamente. Os discos voadores foram, enfim, um marco formal de representação da ideia de tecnologias futuristas possíveis e volitivo do questionamento humano sobre a solidão cósmica e as especulações de vida fora da Terra.

A influência cultural do Fenômeno UFO é identificada em diversos segmentos artísticos, sendo pela necessidade inicial de se ilustrar as narrativas de avistamentos de objetos não identificados ou mesmo projetando o ideal de modernização e estética futurista. Na arquitetura não poderia ser diferente, mas em que aspectos necessariamente a Ufologia causaria uma intervenção formal significativa nesta área? Quais edificações podem ilustrar esses ideais e qual metodologia embasa tal análise?

O primeiro disco voador

Em 24 de junho de 1947, o piloto Kenneth Arnold pilotava seu avião Callair próximo ao Monte Rainier, no estado norte-americano de Washington, quando viu nove objetos prateados voando em grande velocidade e refletindo a luz do Sol. Depois de pousar em Yakima, também em Washington, Arnold relatou o que tinha visto. Quando foi entrevistado pelo repórter Bill Bequette, da agência Associated Press, o piloto comparou o movimento dos objetos ao de pires deslizando pela superfície da água.

Arnold descreveu as aeronaves como “um prato de torta cortado no meio com um tipo de triângulo convexo na traseira”, reportando também sua velocidade e sincronismo. Bequette, então, redigiu uma nota informativa contendo essas informações e se referiu aos objetos como saucer-like objects, ou objetos parecidos com pires, em inglês. De modo livre, com a divulgação da notícia do avistamento, passaram a circular termos como flying disks, flying platters ou flying saucers [Discos voadores, pratos voadores e pires voadores].

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Mayra Ferreira de Souza

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