ARTIGO

A física dos seres extraterrestres pode ser a mesma que a nossa

Por Michio Kaku | Edição 268 | 15 de Maio de 2019

As leis da física devem ser as mesmas por todo o universo e em todos os planetas que encontrarmos. O que muda é a forma como as conhecemos e as utilizamos
Créditos: IMAGE BANK

A física dos seres extraterrestres pode ser a mesma que a nossa

O famoso biólogo, astrofísico e cosmólogo Carl Sagan uma vez disse sobre o que significaria uma civilização ter milhões de anos: “Nós temos o rádio, telescópios e naves espaciais há apenas algumas décadas e nossa civilização tecnológica tem algumas centenas de anos. Uma civilização de milhões de anos está além de nós, como nós estamos além de um arbusto ou de um macaco”.

Mesmo que qualquer conjetura sobre civilizações tão avançadas seja uma questão de simples especulação, ainda podemos usar as leis da física para colocar alguns parâmetros em nossa hipótese. Particularmente agora, quando as leis da teoria do campo quântico, da relatividade, termodinâmica etc, estão bem estabelecidas, a física pode impor limites que estabelecem esses parâmetros.

Por outro lado, a manifestação de Sagan não é mais matéria de especulação. Em breve a humanidade poderá enfrentar um susto existencial com a lista sempre crescente de planetas extrassolares do tamanho de Júpiter, que são quase idênticos aos nossos gigantes gasosos — o que significa que não tardará a começarmos a encontrar outras Terras espalhadas pelo cosmos. Tal descoberta iniciará uma nova era em nossa relação com o universo, pois nunca mais voltaremos a ver o céu noturno da mesma forma, quando os cientistas comecem a compilar uma enciclopédia para identificar as coordenadas exatas dos muitos planetas como o nosso.

Tipos físicos das civilizações

Apesar de nos últimos anos termos visto muitos de cancelamentos de missões cuja finalidade era justamente buscar por exoplanetas similares à Terra, alguns avanços foram feitos por consórcios de astrônomos internacionais e as descobertas nunca deixaram de acontecer. Finalmente, em abril de 2018, a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) lançou o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS), um telescópio para substituir o Kepler.

Hoje, menos de um ano após seu lançamento, o “caçador de planetas”, como foi apelidado o equipamento, descobriu 400 potenciais exoplanetas, uns 20 dos quais já foram confirmados pelos astrônomos. Ou seja, encontrar exoplanetas não é mais uma novidade, mas algo com o qual já nos acostumamos a ver noticiado. Voltando agora ao assunto deste artigo, que são as civilizações adiantadas, veremos como podemos classificá-las.

Especificamente, podemos alinhar as civilizações por seu consumo de energia enquanto usamos, por exemplo, as leis da termodinâmica. Até uma civilização avançada está limitada por essas leis, principalmente pela segunda delas, e pode alinhar-se pela energia à sua disposição. Também podemos utilizar as leis da matéria estável. A matéria bryonic, que é baseada nos prótons e nos nêutrons, tende a se juntar em três grandes agrupamentos, ou seja, os planetas, as estrelas e as galáxias, como produto da evolução estelar, da fusão termonuclear etc. Assim, sua energia também está baseada em três espécies diferentes — e isso a coloca nos limites em relação ao consumo de energia.

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Sobre o Autor

Michio Kaku

Michio Kaku, Ph.D., é físico teórico, professor da City University de Nova York e co-criador da Teoria das Super Cordas. É autor de inúmeros livros e artigos envolvendo supergravidade, supersimetria e hádrons.

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