Edição 281
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A expansão do universo e a busca por planetas semelhantes à Terra

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30 de Nov de 2020
Quase todo dia são descobertos exopla- netas com semelhan- ças marcantes com a Terra, gerando espe- rança de que a vida seja logo encontrada
Créditos: NASA

Já em 1924 Edwin Powell Hubble (1889-1953) afirmava que nossa galáxia não era a única. Cinco anos depois, ele fez a observação de que, em qualquer lugar para onde se olhe no universo, galáxias distantes estariam se afastando rapidamente da nossa. Em outras palavras, para Hubble, o cosmos estava se expandindo — e se ele se expande, isso significa que um dia ele foi menor e mais denso. As observações do cientista sugeriam que teria havido um tempo em que o universo fora infinitamente menor e mais denso.

Mais recentemente, a partir de experiências realizadas na Antártida, com base nas descobertas do Telescópio Espacial Hubble, lançado ao espaço em 1990 como homenagem ao cientista, foram medidas flutuações no nível de radiação remanescente da explosão inicial do universo, o chamado Big Bang, ocorrido há 13,7 bilhões de anos — que teria sido responsável pelo lançamento de jatos de matéria em todas as direções. Os resultados obtidos reúnem abundantes evidências que favorecem a tese da expansão infinita.

Além disso, observações conduzidas em 1998 sobre estrelas agonizantes, chamadas de supernovas, permitiram concluir que essa expansão está se acelerando, e a velocidade com que as galáxias se afastam umas das outras pode até mesmo ser calculada através da Lei de Hubble, na equação V = H x D, na qual V representa a velocidade de expansão, H é a Constante de Hubble e D seria a distância até uma determinada galáxia. A taxa de expansão do universo, pelos parâmetros do cientista, seria atualmente de cerca de 20 km/s a cada milhão de anos-luz.

Surgem os exoplanetas

O astrônomo norte-americano Edward Emerson Barnard (1857-1923) descobriu em 1916, na Constelação de Ofiucus, uma pequena estrela que é a mais próxima de nosso Sol depois de Alfa Centauri — ela foi batizada de estrela Barnard. Após 50 anos de estudos sobre tal estrela, outro astrônomo dos Estados Unidos, Peter Van de Kamp, divulgou suas conclusões aos colegas. Para ele, Barnard tinha pelo menos um planeta orbitando-a. Em junho de 1969, tendo refeito seus cálculos, Van de Kamp descobriu que a estrela era acompanhada por dois exoplanetas, e não um único. Suas descobertas, no entanto, não se limitaram a esses dois mundos.

Estudando com mais detalhes o comportamento desses dois corpos, o cientista concluiu que ao redor da estrela Barnard devem girar pelo menos mais dois ou três planetas, tão pequenos que seriam indetectáveis por instrumentos astronômicos de então. Esses orbes teriam, com grande probabilidade, dimensões semelhantes às da Terra e de Marte. Enfim, a busca ficava mais emocionante à medida que crescia o número de planetas descobertos em torno de outras estrelas.

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