ARTIGO

A ainda desconhecida e misteriosa origem dos maia

Por David Hatcher Childress | Edição 272 | 12 de Setembro de 2019

Neste artigo vamos conhecer e explorar ruínas maias que parecem indicar uma origem surpreendente para esse não menos espantoso povo
Créditos: CHICHÉN ITZA MYSTERIES

A ainda desconhecida e misteriosa origem dos maia

Em janeiro de 2016, o World Explorers Club patrocinou uma expedição à Guatemala com a intenção de lançar um novo olhar às antigas cidades maias de Quiriguá e Tikal. Em viagens anteriores para Belize e Honduras, o clube já havia visitado as importantes cidades maias de Copán e Mayapan. Ele consistia em oito membros do World Explorers Club dos Estados Unidos e do Canadá.

A viagem começou pela antiga cidade colonial de Antigua. O nome Guatemala vem da palavra Cuauhtemallan, do idioma nahuatl. É dito que essa palavra azteca é um derivativo da palavra maia para “muitas árvores”. O conquistador espanhol Pedro de Alvarado veio para as montanhas — uma das últimas áreas com cidades maias — com um exército de soldados nativos e foram eles que lhe disseram o nome local daqueles montes cobertos por florestas.

Neste artigo vamos conhecer e explorar ruínas maias que parecem indicar uma origem surpreendente para esse não menos espantoso povo. Os maias, como sabem os leitores, eram exímios matemáticos, tinham grande conhecimento de astronomia e uma visão em relação ao tempo rara de se encontrar em culturas contemporâneas a eles. Alguns outros povos, como os chineses e indianos antigos, também possuíam esse mesmo entendimento sobre o tempo e seus ciclos, mas até onde sabemos, eles nunca se encontraram com os mesoamericanos. Ou encontraram?

Os espanhóis

Antes de começarmos a explorar as origens da civilização maia, é preciso colocar as coisas em um contexto histórico, pois foram os espanhóis quem oficialmente descobriram a existência da Civilização Maia. Assim, voltemos a Alvarado e sua presença na Guatemala e arredores. No início de 1523, Hernando Cortéz enviou dois de seus capitães — Alvarado e seu primo Gonzalo — para invadirem a Guatemala com 180 soldados espanhóis de cavalaria e 300 de infantaria, armados com mosquetes, bestas, quatro canhões, grandes quantidades de munição e pólvora, além de milhares de guerreiros mexicanos aliados. O exército de Alvarado também contava com um grande contingente de inimigos dos aztecas que ajudaram os espanhóis em sua conquista, guerreiros de Xochimilco, Cholula, Tenochtitlan, Texcoco e Tlaxcala.

O espanhol havia sido ferido em 1520, quando tentava escapar da área da pirâmide central da capital azteca de Tenochtitlan, abrindo caminho através de uma das muitas ruas que levavam ao continente. Na noite de 10 de julho de 1520, os espanhóis, liderados por Cortéz e Alvarado lutaram uma batalha sangrenta — conta-se que ele foi gravemente ferido durante uma luta corpo a corpo, enquanto suas tropas passavam pelo caminho até a relativa segurança da margem. Ele, então, teria saltado sobre uma grande falha da rua para escapar dos guerreiros aztecas que o perseguiam, em um momento conhecido a partir de então como o Salto de Alvarado.

Sob as ordens de Cortéz, Alvarado e Gonzalo passaram através da antiga área olmeca, conhecida como Soconusco, com uma força considerável em 1523, em seu caminho para conquistar um território desconhecido das montanhas maias Quiché, as colinas arborizadas da Guatemala. Soconusco está na porção mais ao sul da costa de Chiapas, famosa por sua produção de cacau e conhecida por uma identidade política, cultural e econômica distinta do restante da região. Atualmente, é uma área de litoral pequena, porém vibrante, na costa montanhosa do Pacífico, na fronteira com a Guatemala.

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David Hatcher Childress

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