NOTÍCIA

Saiu o relatório do possível agroglifo de Prudentópolis, feito pela Revista UFO

Por Equipe UFO | 06 de Agosto de 2018

Possível agroglifo em Prudentópolis, surgido em 03 de agosto de 2018
Créditos: A. J. Gevaerd

Saiu o relatório do possível agroglifo de Prudentópolis, feito pela Revista UFO

RELATÓRIO SOBRE POSSÍVEL NOVO AGROGLIFO EM PRUDENTÓPOLIS, DESCOBERTO EM 03 DE AGOSTO E INSPECIONADO PELA REVISTA UFO EM 05 DE AGOSTO.

"A formação surgiu da noite de 02 para o dia 03 de agosto, de quinta para sexta-feira, em uma plantação muito precoce de trigo poucos metros às margens de uma estrada de chão e em uma propriedade de uma comunidade católica de Prudentópolis localizada no interior desta cidade, na área pouco habitada de Jesuíno Marcondes. O local fica a cerca 3 km da BR-277 e a 7 km após o trevo de Prudentópolis, no sentido Curitiba para Foz do Iguaçu. Portanto, há cerca de 22 km do centro de Prudentópolis e há quase 30 km do anterior agroglifo de 2016, na Linha Nova Galícia.

A figura foi notada primeiramente no começo da manhã de 03 de agosto pelo senhor César Jakub, que reside a cerca de 200 m de onde surgiu a figura e de sua casa, às margens da estrada, tem visão direta para a área afetada. Em seguida, foi notada pelo senhor Antonio Strechar, seu vizinho da frente. Ambos foram os primeiros a entrarem na formação, logo em seguida a sua descoberta e estando ela ainda fresca, sendo que Strechar mandou as primeiras fotos para uma rádio local, e daí o fato ficou conhecido.

Strechar informou que ambos e suas famílias não ouviram absolutamente nenhum barulho na noite de 02 para 03 de agosto, quando a figura aparentemente foi formada. Inclusive, os cães das propriedades dos dois homens não latiram a noite inteira, ao contrário do que fariam, ruidosamente, se ouvissem qualquer barulho estranho. Não procede que Strechar tenha ouvido um tremor de terra na noite anterior, como previamente informado.

A figura já havia sido medida, dando um total de 84 m em seu diâmetro externo. Ela consiste de um círculo interno de cerca de 60 m com plantas de trigo dobradas em sentido anti-horário, rodeado por um “muro” de plantas intocadas, após o qual há um anel de cerca de 1,7 m de largura, seguido de um segundo “muro” intocado e outro anel de cerca de 4 m de largura. Ambos os anéis têm plantas dobradas em sentido anti-horário. Aliás, toda a figura está em sentido anti-horário.

Indo do círculo central para as extremidades, e além delas, a cerca de 4 m do anel mais externo, havia 4 “corredores” em direções 3, 6, 9 e 12 horas de plantas dobradas sobrepostas às dos anéis, culminando em 4 círculos menores de cerca 4 m de diâmetro cada e com plantas também dobradas em sentido anti-horário, chamados aqui de “satélites”. Finalizando a figura, entre os “corredores”, em posições radiais intermediárias, porém sem encostarem no anel mais externo, havia 4 “ranhuras” retangulares de alguns metros de comprimento e pouco visíveis a partir do solo mas claras a partir do ar.

A figura é bastante irregular e está longe de atingir a qualidade das de casos anteriores. O terreno é de aclive e havia chovido em dias antes de sua descoberta, causando muitos danos anteriores à já frágil e precoce plantação, como abaixamento assimétrico de plantas por todos os lados. O terreno sob a plantação também é bastante irregular, de terra rocha, notando-se torrões de barro solto ou não, solavancos e degraus não muito agudos. Enfim, trata-se de uma plantação bem irregular, de maneira que, seja legítimo ou uma fabricação humana, a figura também teria que ser obrigatoriamente irregular.

No caso de ser legítima a formação descrita, ou seja, de origem não humana, o que não se afirma neste instante, nem o contrário, é de se observar que agroglifos em geral, especialmente os brasileiros, nunca são simétricos e perfeitos. Sempre há defeitos neles. Justamente devido às variáveis acima descritas, como a irregularidade da plantação e do terreno. Isso em parte se justifica por terem nossas plantações apenas algumas décadas de tratamento de solo, enquanto que na Inglaterra os agroglifos são bem mais simétricos e regulares por terem as plantações já alguns séculos de idade e de tratamento do solo. 

Importante notar que, mesmo aqui no Brasil, em fazendas com melhor manejo de terreno e de plantação, como é o caso da propriedade onde surgiu o agroglifo de 2016, também em Prudentópolis, este era muito mais bem produzido, seja natural ou não humano, devido justamente a ser aquele terreno mais bem preparado e a plantação idem. Isso é básico. Também é importante salientar que esta figura foi feita sob redes de alta tensão: condição que não havia sido registrada anteriormente. 

As plantas de trigo, ainda bem novas e relativamente pequenas na maioria da plantação afetada, já demonstram estarem se refazendo da sua dobradura em sentido anti-horário e começam a se erguerem também de forma desigual, com áreas de plantas já mais recuperadas e outras menos. Entre umas e outras há alguns pés de ervas daninhas ou outras plantas, em alguns casos dobrados, noutro intactos. O processo de retorno das plantas à posição normal chama-se fototropismo. A recuperação rápida pode ter-se dado devido às generosas doses de chuva nos últimos três dias na área.

Não foram encontrados indícios de ação humana na produção da figura. Os limites entre as plantas dobradas e as intactas são consistentes com casos já observados. Apesar de o local já ter sido bastante visitado por curiosos, há sinais de passagem de pessoas, e em abundância, apenas nas áreas já dobradas e no pequeno caminho, de cerca 3 m, que leva a estrada de terra ao “satélite” mais externo e próximo a ela. Não se notou furos nos centros do círculo central e nem dos “satélites”.

Curiosamente, há uma carcaça de tatu adulto já morto há meses e em total decomposição, bem no centro da figura. A dedução logica é de que tenha sido colocado ali por alguém, pois senão estaria sob as plantas dobradas, que, ao contrário, estão sob o cadáver. A carcaça já estava lá quanto Jakub e Strechar chegaram ao local, logo no começo da manhã do dia 03, sexta-feira. Strechar não encontrou explicação para aquilo e, bem-humorado e bastante hospitaleiro, não se furtou a responder às perguntas da Revista UFO.

A conclusão neste momento é de que não existem elementos suficientes para dar a formação como fraude, como tampouco há elementos para se afirmar ser não humana, embora esta seja a hipótese mais razoável, pelo menos até que novos elementos sejam encontrados. Isso, no entanto, é improvável de ocorrer, visto que a figura está em rápido processo de deterioração e desmanche devido às intempéries. Seja como for, se dada como legítima não humana, é a figura mais precoce já surgida no Brasil, quando o período habitual dos agroglifos vai de outubro a novembro."

Por A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO.

Veja os vídeos:

Inspeção a partir do solo do possível agroglifo de Prudentópolis de 03 de agosto de 2018

Registro aéreo do possível agroglifo de Prudentópolis de 03 de agosto, feito pela Revista UFO em 05 de agosto

Galeria de fotos do possível agroglifo de Prudentópolis de 03 de agosto de 2018

Veja Mais:

Possível agroglifo surge em 03 de agosto de 2018, em Prudentópolis (PR)

O impressionante agroglifo de Prudentópolis de 2016

Sinais surgidos em plantação de trigo no Paraná em 2015

Surge mais um agroglifo em Prudentópolis, em 2015

Prossegue a investigacao dos agroglifos ingleses pela Revista UFO

Saiba mais:

Livro: O Mistério dos Círculos Ingleses

Há mais de 20 anos, plantações da Inglaterra e de outros países têm sido alvos de um estranho fenômeno. Desenhos inexplicáveis e cada vez mais complexos surgem misteriosamente em campos de trigo, cevada, canola, arroz e de outros cereais. Seu autor, Wallacy Albino, é o maior especialista nacional sobre o tema e presidente do Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista (GEUBS). O livro, rico em ilustrações, traz informações atualizadas sobre esse que é considerado o maior enigma da atualidade.

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