ENTREVISTA

Precisamos construir um banco de dados mundial de casos ufológicos contundentes

Por Marco Aurélio Gomes Veado | Edição 181 | Setembro de 2011

A Ufologia é uma atividade reveladora para quem se fascina com a imensidão do universo e suas inúmeras possibilidades. Quantas diferentes formas de vida habitariam o infindável espaço, ainda tão desconhecido de nossa espécie? Diante dele, mesmo os mais dogmáticos atestariam a existência de uma força maior regendo toda a vastidão cósmica. E tanto eles como os adeptos da realidade da presença alienígena na Terra certamente se perguntariam: como alcançar essas outras formas de vida?

Se hoje, com tanta informação ao nosso redor, ficamos estupefatos com a magnitude celeste, como reagiriam os povos antigos? Deuses foram criados, mitos e lendas surgiram como que por encanto, fruto de suas imaginações criativas. Mas seriam mesmo criação de mentes férteis? Não poderiam ser decorrentes de visões — ou encontros — reais com outras espécies cósmicas? Os buscadores do passado não somente se questionavam sobre os mistérios que o céu guardava, mas também os da própria Terra, como o fabuloso oceano que até hoje continua desconhecido em sua plenitude. Povos de outrora questionavam se o mar tinha ou não fim, e se perguntavam o que existiria do outro lado. Essa dúvida perdurou até que as caravelas, comandadas por ousados exploradores, partiram ao encontro do desconhecido e novos “mundos” foram descobertos. Novos povos, novas civilizações...

Compromisso com a seriedade

O mesmo poderá acontecer no dia em que exploradores dos tempos modernos desenvolverem tecnologia para descobrir novas terras, agora no espaço exterior. Todavia, como sempre acontece, mesmo com a evolução humana, persistem os entraves. Mentes retrógradas infestam e se propagam em todos os lugares — o que seria compreensível no caso de religiosos fanáticos, mas no caso de cientistas, a decepção é grande.

Utilizando habilidades investigativas desenvolvidas ao longo de uma bem sucedida carreira na austera polícia britânica, Gary Heseltine aplica a metodologia de pesquisa do Fenômeno UFO e criou o primeiro banco de dados do mundo com registros de avistamentos feitos por policiais.

A crítica quanto à existência de outras espécies cósmicas, tanto onde estão, em seus mundos de origem, quanto já atuando em outros orbes, como a Terra — como fruto de seu avanço tecnológico —, se transforma em poeira quando se atesta a qualidade do trabalho investigativo da presença alienígena em nosso planeta desenvolvido por grandes pesquisadores e pensadores. É dessa nata que escolhemos entrevistar pessoas que são referências da Ufologia Mundial, como o que figura nesta edição, o detetive inglês — na ativa — Gary Heseltine, um dos mais sérios e comprometidos estudiosos do Fenômeno UFO da atualidade.

Independente de integrar a respeitada polícia inglesa, Heseltine não se deixa levar pelos posicionamentos contrários e ortodoxos de seus pares, pois cumpre ambas as atividades — de policial e ufólogo — com esmero e dedicação. Devido às características de sua profissão, consegue unir o útil ao agradável em suas pesquisas, aliando suas qualidades de detetive com as de pesquisador metódico que encara a investigação ufológica como um procedimento policial, sem se deixar tomar pelo deslumbramento nem se perder em elucubrações inócuas que resultam na ridicularização do tema. Dedução e intuição são o seu binômio preferido, que, aliado à sua responsabilidade e compromisso, sempre resulta em sucesso.

Simetria dos agroglifos

Dentre os casos que receberam seus cuidados, Heseltine participou das investigações do famoso episódio britânico em que objetos voadores sobrevoaram e até pousaram nas imediações de instalações nucleares, como o Caso Bentwaters, de dezembro de 1980. Na ocasião, várias testemunhas viram UFOs pairando sobre o local e emitindo feixes de luz parecidos com raios laser [Veja edição UFO 161, agora disponível na íntegra em ufo.com.br]. A questão era se faziam isso para desativar as armas que ali se encontravam, para se abastecer com seu combustível ou, como Heseltine suspeita, para fiscalizar o material estocado. Esse foi um dos casos mais incríveis que nosso entrevistado examinou, e que continua repleto de questionamentos sem respostas.

crédito: UFO photo archives
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Para o entrevistado, não há a menor dúvida de que estamos sendo visitados por outras espécies cósmicas, ainda que não saibamos de onde vêm

Outro enigma que Gary Heseltine tem estudado com grande interesse é a não menos controversa manifestação dos chamados agroglifos, desenhos ou símbolos geometricamente perfeitos que inicialmente apareciam em plantações aráveis do sudoeste da Inglaterra — por isso mesmo também conhecidos como círculos ingleses — e que hoje já estão por todo o mundo. Sua incrível e harmônica simetria, feita em tão pouco tempo e em tamanho gigantesco, é o que mais intriga os pesquisadores, apesar da falácia dos falsificadores, que sempre dificultam a pesquisa séria.

Outros interessantes temas também são abordados nesta entrevista, entre eles os ainda polêmicos avistamentos de naves em formato de triângulo ou mesmo de charutos — presumivelmente naves-mãe — nos céus do mundo afora. Heseltine também toca em assuntos contundentes, como as experiências de pessoas que, sob hipnose ou não, alegam ter sido raptadas por ETs e a existência de outras dimensões ou universos paralelos. Para ele, viagens no tempo, visão remota e teletransporte são temas que merecem séria discussão. Assim como programas científicos e experimentos que tratariam do controle da mente, do clima e até da natureza, para a geração de terremotos, tufões, tsunamis etc. “Será tudo isso mera invencionice do ser humano ou há algo de verdade nessas alegações?”, pergunta-se o detetive.

Arquivo sistematizado de casos

Praticamente nenhum tema controverso inserido no contexto ufológico ficou de fora desta extensa entrevista, que retrata o pensamento de Heseltine e todo o seu empenho na luta pela seriedade e reconhecimento da Ufologia. Mas como começou seu trabalho nesse campo? “Aos 15 anos de idade, tive um avistamento de UFO que se tornaria o catalisador do meu interesse pelo tema. No entanto, somente quando fiquei mais velho é que me envolvi mais profundamente em sua investigação e pesquisa, não parando mais”, revela.

O principal motivo que me fez entrar na Ufologia foi um avistamento que tive quando era adolescente. Mas ele, contudo, demorou a me convencer de que os UFOs eram reais. Somente muitos anos depois, e a partir da análise do testemunho de vários pilotos, me convenci da insofismável realidade das visitas alienígenas à Terra. Desde então, nunca mais parei de investigar o tema.

Em 1995, Gary Heseltine conheceu o staff da revista britânica UFO Magazine, hoje extinta, e teve seu interesse definitivamente desperto para a questão ufológica. “Decidi então ler tudo o que havia sobre o assunto, o que me levou a optar pela pesquisa de campo. Mas isso só ocorreu em novembro de 2001, quando tive a idéia de criar um banco de dados de casos ufológicos como não havia antes”, disse referindo-se a um arquivo sistematizado de ocorrências vividas por policiais ingleses, seus colegas. A idéia virou o Police Reporting UFO Sightings [Sistema de Registro de Avistamentos Ufológicos por Policiais, PRUFOS], o único do gênero no mundo [Endereço: http://prufospolicedatabase.co.uk].

A idéia contou com o apoio e apadrinhamento do falecido ufólogo Graham Birdsall, então editor da UFO Magazine e correspondente internacional da Revista UFO em seu país. Em janeiro de 2002, o PRUFOS foi lançado publicamente e, desde então, Heseltine coletou informações sobre mais de 360 episódios envolvendo cerca de 800 agentes da polícia britânica. Desde o lançamento de seu banco de dados, ele tem sido convidado para participar de dezenas de documentários de TV e rádio, além de escrever artigos e ser entrevistado por diversos jornais e revistas.

Em maio do ano passado, Gary Heseltine fez palestra na X-Conference, evento realizado no Clube Nacional da Imprensa, em Washington. Na ocasião, foi agraciado com o Prêmio Revelação 2010 [Disclosure Award 2010] pelo Paradigm Research Group (PRG), entidade promotora do evento e coordenada pelo ativista Steve Bassett [O editor da UFO também compareceu e fez palestra no evento, veja detalhes na edição UFO 167, agora disponível na íntegra em ufo.com.br]. Consultor desta publicação há mais de uma década, Heseltine, hoje com 51 anos e há quase 22 na polícia britânica, tem duas filhas adultas. Vamos à entrevista.

crédito: heinz josef lucking
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Para Gary Heseltine, outras espécies cósmicas observam atentamente o uso que fazemos da energia nuclear

Seu envolvimento com a pesquisa ufológica, mesmo ainda estando em atividade na polícia, já lhe causou algum constrangimento ou impedimento profissional? Infelizmente, sim. Depois de oito anos pesquisando discos voadores, enfrentei problemas em minha profissão, mas não posso revelar muita coisa além disso sobre o assunto. No entanto, quando me aposentar, prometo dar mais detalhes a respeito. O que posso dizer agora é que, desde 2010, minhas pesquisas parecem estar sendo dificultadas por certos acontecimentos que estão além do meu controle.

Você vê alguma mudança, para melhor ou para pior, na forma como a polícia britânica encara o Fenômeno UFO depois que começou a abertura ufológica em seu país? Não creio que tenha ocorrido qualquer mudança no ponto de vista da polícia quanto ao tema. Nos últimos 50 anos, relatos de avistamentos ufológicos recebidos da população foram registrados pelas autoridades policiais e encaminhados diretamente para o Ministério da Defesa [Ministry of Defense, MoD]. Pelo que eu saiba, nenhuma força policial pesquisou o assunto sem consultar o órgão [Veja entrevista anterior com o ex-funcionário do MoD Nick Pope, nas edições UFO 174 e 175, agora disponíveis na íntegra em ufo.com.br].

Além de você, alguém mais do Departamento de Polícia inglês estuda ou pesquisa o Fenômeno UFO? Não, pelo menos não é do meu conhecimento que qualquer outro policial esteja ativamente pesquisando ou publicando qualquer trabalho sobre Ufologia. Contudo, é bom frisar que meu trabalho é conduzido fora do serviço, portanto, sem ligação com o Departamento de Polícia.

Você sempre acreditou na existência de discos voadores, mesmo antes de começar oficialmente sua investigação de avistamentos? Ou foram eles que o levaram à sua posição atual? O principal motivo que me fez entrar nessa área foi um avistamento que tive quando era adolescente. Mas ele, contudo, demorou a me convencer de que os UFOs eram reais. Somente muitos anos depois, e a partir da análise do testemunho de vários pilotos, me convenci da insofismável realidade das visitas alienígenas à Terra. Desde então, nunca mais parei de investigar o tema.


Acho que todos os governos do planeta deveriam liberar seus arquivos secretos. Alguns estão fazendo isso, mas precisamos entender que o que está sendo revelado é apenas a ponta do iceberg. Estou convencido de que os países europeus não estão divulgando o que têm de melhor sobre a presença alienígena na Terra. Acredito que ainda haja muitos casos ufológicos acobertados, principalmente os que envolvem relatos de pilotos comerciais e avistamentos feitos por militares.
Banco de dados ufológicos

Devido às pressões a que se referiu, você pretende continuar sua atividade de coleta e investigação de avistamentos ufológicos feitos por policiais, como vem fazendo até aqui? Sim, dentro das limitações que meu trabalho impõe. Mas já estou visando minha aposentadoria na polícia, que deve acontecer dentro de dois anos, e a partir de então poderei me dedicar integralmente à pesquisa ufológica. Pretendo ainda escrever dois livros, caso consiga uma editora para publicá-los, um sobre os episódios ufológicos mais intrigantes contidos no banco de dados do Police Reporting UFO Sightings [Sistema de Registro de Avistamentos Ufológicos por Policiais, PRUFOS], e outro reunindo os acontecimentos mundiais que tenham o maior número de provas irrefutáveis em seu contexto. Ambos os livros serão concebidos sob a ótica de um detetive experiente. Os casos contidos no banco de dados do PRUFOS podem ser acessados no endereço http://prufospolicedatabase.co.uk.

Você já foi contatado pelo Ministério da Defesa [Ministry of Defense, MoD] ou o órgão já pediu a você informações sobre algum avistamento que tenha investigado? O MoD jamais me contatou diretamente antes de eu ter me comunicado primeiro com seu pessoal, o que se deu quando requisitei a abertura de certos arquivos através da chamada Lei de Liberdade de Informação.

O Departamento de Polícia britânico, em que você trabalha, tem algum setor especial que trate de casos inusitados, não necessariamente ufológicos? Infelizmente, não. Assim como também não há nenhum organismo oficial dedicado à pesquisa ufológica. Mas até que eu gostaria que existisse uma divisão na polícia que tratasse desses temas, pois eu seria o primeiro a me inscrever!

crédito: arquivo ufo
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Graham Birdsall, ufólogo número um da Inglaterra e inspirador de Heseltine, testemunha do Caso Bentwaters

Você deve estar acompanhando a abertura de arquivos oficiais em vários países. Acha que ela deveria ser de caráter mundial? Sim, acho que todos os governos do planeta deveriam liberar seus arquivos secretos. Alguns estão fazendo isso, mas precisamos entender que o que está sendo revelado é apenas a ponta do iceberg. Estou convencido de que os países europeus não estão divulgando o que têm de melhor sobre a presença alienígena na Terra. Acredito que ainda haja muitos casos ufológicos acobertados, principalmente os que envolvem relatos de pilotos da aviação comercial e avistamentos feitos por militares. É nessa hora que sinto profunda admiração pelo trabalho que os ufólogos brasileiros têm feito, como o editor da Revista UFO A. J. Gevaerd. Estive com ele várias vezes, em diversas partes do mundo, e é altamente respeitado por todos os ufólogos sérios do planeta. O trabalho que tem feito para que o Governo e os militares de seu país revelem o que sabem sobre os UFOs é excepcional. Infelizmente, em outros países isso não acontece. Por isso, não creio que seja coincidência a mídia ignorar deliberadamente o assunto ou mantê-lo em segundo plano. Pena que a Inglaterra siga os Estados Unidos na política de sigilo quanto à presença alienígena na Terra — e isso vem de bem antes do painel Robertson, na década de 50, ou de quando surgiu o relatório do Comitê Condon, no final dos anos 60.

Mesmo mantendo uma política de sigilo quanto aos UFOs, a Inglaterra viu surgirem muitos acontecimentos ufológicos importantes. Existe algum que o tenha intrigado mais? Por quê? O episódio ufológico mais espantoso acontecido no Reino Unido é o famoso Caso Bentwaters, também chamado de Caso Rendlesham Forest, ocorrido em dezembro de 1980 [Veja edição UFO 161, agora disponível na íntegra em ufo.com.br]. Durante praticamente três noites sucessivas, objetos voadores não identificados surgiram nos arredores das bases da Força Aérea Real Britânica (RAF) de Woodbridge e Bentwaters, em Suffolk. O fato teve como testemunhas policiais militares treinados. Na primeira noite chegou a haver o pouso de uma nave em formato de pirâmide em plena floresta, deixando no solo três depressões idênticas. Na noite seguinte, o vice-comandante da base, o tenente-coronel Charles Halt, envolveu-se diretamente nos acontecimentos por ter sido alertado de que as luzes não identificadas haviam retornado ao local. Ele se embrenhou na floresta com uma equipe de pilotos e especialistas, que também avistaram vários veículos sobrevoando a área.

Feixe semelhante a raio laser

Este também é um dos casos ufológicos mais significativos de toda a casuística mundial. Pode nos relatar o que ocorreu em seguida? Sim. Em determinado momento, um dos artefatos pairou sobre os militares e lançou um feixe semelhante a raio laser para o chão. Mais tarde, outra nave também foi vista lançando um jato de luz diretamente no depósito de armas nucleares da base — tornando o caso uma questão de segurança nacional tanto da Inglaterra quanto dos Estados Unidos, pois ambos os países operavam conjuntamente as instalações em Bentwaters. Durante mais de três anos trabalhei com Halt no desenvolvimento do roteiro de um filme baseado em suas lembranças e nas de outros oficiais que viveram aquelas experiências. O roteiro está pronto e já foi aprovado por ele, e agora só falta conseguir um produtor de cinema interessado em realizá-lo. O mundo precisa saber o que se passou naquele dezembro de 1980.

crédito: open minds
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Charles Halt

Você acha que o recente reacendimento do caso ajudou a fazer o governo britânico liberar seus arquivos ufológicos? Ou como se deu tal decisão? O MoD começou a abrir seus documentos então secretos a partir de 2008, e a cada seis meses um novo lote é liberado — já são muitas milhares de páginas. Mas, como falei, os casos revelados até agora são de baixa qualidade, de limitada importância ufológica. Ainda existem episódios bem mais interessantes que não estão sendo divulgados pelo governo inglês. Cito como exemplo acontecimentos que envolvem pilotos militares, como em um caso clássico de 1957, ocorrido com o norte-americano Milton Torres. Ele sobrevoava a Inglaterra com seu avião quando recebeu ordem de perseguir um objeto voador que havia sido detectado pelos radares britânicos, e determinaram que Torres deveria lançar contra o UFO uma salva de mísseis. Esse foi um caso estrondoso, mas você acha que foi parar nas manchetes de jornais? Não, ele não apareceu em lugar algum! Isso obviamente nos induz a perguntar por que motivo a mídia não trata de questões mais complexas relacionadas aos UFOs, preferindo as mais banais? Por que não se deseja que o grande público conheça os casos mais intrigantes!

Compreendo. Mas, falando de um novo tema, qual é o seu pensamento sobre os polêmicos agroglifos, os símbolos que surgem da noite para o dia em plantações de seu país e, hoje, de todo o mundo? Seriam fabricações de extraterrestres ou de seres humanos? Acredito, sim, que alguns agroglifos têm origem extraterrestre, porém a maioria é feita por seres bem terrestres mesmo. Entre os pesquisadores que conheço nessa área está David Cayton [Consultor da Revista UFO], cujo trabalho é especialmente cuidadoso. Cayton é um especialista na interpretação dos símbolos nas plantações e também em casos de mutilação de animais — que parecem estar associadas à ação na Terra de outras espécies cósmicas. Também visitei alguns agroglifos em 2009 com a pesquisadora norte-americana Linda Moulton Howe e foi uma experiência fascinante [Veja edição UFO 090, agora disponível na íntegra em ufo.com.br]. Existem diferenças significativas entre os círculos legítimos, de origem extraterrestre, e aqueles feitos pelo homem. Naqueles considerados reais, há nós nos caules das plantas dobradas que parecem ter sido feitos como se uma fonte de calor agisse de dentro para fora dos bulbos — um “efeito microondas”. Identicamente, o solo no interior desses círculos, se comparado com o lado externo, tem características diferentes em vários sentidos — até no que se refere à absorção de água da chuva. Tudo isso leva a pensar em uma origem não terrestre para os agroglifos verdadeiros, que, sim, creio serem produzidos por aliens. Eles já fazem parte do repertório da Ufologia, assim como as abduções, os implantes e as mutilações de animais, entre outros fenômenos.

Também há registros de avistamentos de UFOs perto ou sobre áreas onde ocorrem os agroglifos. Eles, tanto ali quanto em outros lugares, poderiam ser fruto de projeções holográficas visando disfarçar a verdadeira identidade de seus responsáveis? Esta é uma hipótese, pois o Fenômeno UFO oferece muitas nuanças. Eu não excluo tais visões como manifestações intradimensionais, por exemplo. Porém, estou firmemente convencido de que, seja o que forem, de fato há dispositivos desconhecidos entrando e saindo da atmosfera terrestre — e há muitos casos estranhos que garantem essa afirmação.

Então, qual seria a origem dos UFOs para você? São de outro planeta, de outra dimensão, de universos paralelos ou poderiam ser do futuro da própria Terra? Creio que os discos voadores sejam, na sua maioria, de origem extraterrestre. Eles vêm de outros planetas mais avançados, mas não sei de quais. Da mesma forma que o homem terrestre se aventurou na Lua, faz sentido imaginar que extraterrestres, com mais capacidade tecnológica, venham se aventurar aqui. É uma questão de lógica. O decantado obstáculo sempre alardeado por cientistas, de que seria impraticável outra espécie vir à Terra devido à impossibilidade de se vencer as distâncias interestelares, medidas em anos-luz, não faz sentido. Se uma raça alienígena estiver presumivelmente pelo menos 500 anos a nossa frente, certamente já desenvolveu tecnologia suficiente para realizar incríveis viagens pelo espaço, com novos métodos de propulsão. Basta observar o quanto a própria tecnologia humana progrediu nos últimos 50 anos — imagine, então, o que ocorreria em 500 anos!


Creio que os UFOs sejam, na sua maioria, extraterrestres. Eles vêm de outros planetas mais avançados, mas não sei de quais. Da mesma forma que o homem terrestre se aventurou na Lua, faz sentido imaginar que extraterrestres, com mais capacidade tecnológica, venham se aventurar aqui. É uma questão de lógica. O decantado obstáculo sempre alardeado por cientistas, de que seria impraticável outra espécie vir à Terra devido à impossibilidade de se vencer as distâncias interestelares, não faz sentido.
Com um avanço como esse, você acredita que nossos visitantes tenham capacidade de ir além da velocidade da luz? Sim, penso que isso seria possível, especialmente se as viagens forem realizadas através dos chamados buracos de minhoca [Wormholes]. Mas eles também poderiam ter bases em planetas próximos ou até mesmo na Lua, de onde seria fácil alcançar a Terra.

Perfeito. E o que teria a nos dizer sobre os objetos submarinos não identificados (OSNIs)? Acredita também que possam existir seres intraterrestres? Acho perfeitamente viável que existam bases submarinas de outras civilizações aqui na Terra, de onde viriam os OSNIs. Parece ridículo, mas conhecemos mais a Lua do que as profundezas dos oceanos, pois apenas arranhamos sua superfície e desconhecemos o que há no fundo. Sempre fui fascinado com os relatórios sobre objetos submarinos não identificados e considero muito provável a hipótese de que certas espécies cósmicas tenham bases situadas nas valas profundas do mundo submarino — e talvez já estejam lá há muito tempo.

Mutilações de animais

O que pensa sobre as teorias que alegam que os extraterrestres são hostis? As abduções alienígenas e outras experiências feitas por eles com seres humanos e animais teriam objetivo maligno? Realmente não tenho informação suficiente para responder a esta pergunta de maneira concreta, a não ser de forma opinativa. Mas acredito que tanto as mutilações de animais que temos registrado em todo o mundo como o fenômeno das abduções estejam relacionados com as ações de seres extraterrestres em nosso planeta. Isso me faz pensar que eles precisam realizar tais experiências em humanos e animais para assegurar a sobrevivência de sua própria espécie. Talvez sejam raças diferentes de alienígenas atuando na Terra, com diferentes propósitos [Veja detalhes no DVD Levados, código DVD-031 da coleção Videoteca UFO. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br].

Falando das abduções, você acredita que estamos diante de um fenômeno real, ou seja, não haveria possibilidade de elas estarem sendo geradas por mentes perturbadas? Ou ambas as hipóteses são válidas? Não há dúvida de que existem no meio ufológico pessoas no limite de seu estado emocional, com claros problemas de ordem psicológica e que podem fantasiar ocorrências do gênero. Mas, ao longo de todos os nove anos em que tenho me dedicado à pesquisa do tema, quase todas as pessoas que conheci e alegavam ter vivido abduções alienígenas tinham mente sadia e eram totalmente sinceras. Encontrei alguns tipos excêntricos, mas eram inofensivos. Veja o que aconteceu comigo quando criança: quando você se depara com alguma coisa estranha ao seu mundo, exatamente como é o Fenômeno UFO, isso pode mudar a sua forma de ver sua vida.

Outra vez tocamos no tema abdução, e peço que possamos abrir um parêntese aqui para tratar de um assunto correlato. O que você acha que aconteceu com a garota Madeleine McCann, a inglesinha que desapareceu em Portugal, em maio de 2007, quando se encontrava com os seus pais, irmão e irmã de férias no Algarve? Acha que ela teria sido raptada? Ou poderia ter sido abduzida? Como pode estar desaparecida desde 2007 e até hoje a poderosa Scotland Yard pouco evoluiu no caso? Bem, esse não é um caso ufológico e como policial eu tenho uma opinião pessoal sobre o que aconteceu com ela — que, por sinal, não é a mesma que a população tem. Assim, por estar na ativa em meu país, paro por aqui.

crédito: alexandre jubran
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Naves alienígenas recuperadas em acidentes podem estar sendo objetos de retroengenharia

Certo. Voltemos à Ufologia, então. Por que a maioria dos avistamentos ufológicos quase sempre tem as mesmas características, ou seja, acontecem à noite, as testemunhas raramente são cientistas ou pessoas de alta credibilidade e nunca são registradas de forma ampla? Seria bom ter um caso sendo transmitido ao vivo pela TV, não é? Tantos outros acontecimentos importantes e igualmente raros são flagrados pela mídia o tempo todo. Seria porque o processo de acobertamento dos governos é mais eficaz do que imaginamos? Tenho que discordar do que você disse, pois muitos avistamentos já aconteceram em plena luz do dia e às vezes são presenciados por milhares de pessoas no mundo inteiro — bem como há centenas de episódios envolvendo pessoas de alta credibilidade. O problema é que a Comunidade Ufológica Mundial não cataloga corretamente esses casos, e então a informação fica fragmentada.

E como podemos mudar esta situação que você descreve? Deveríamos todos trabalhar juntos e com um objetivo comum: registrar de forma científica evidências concretas da presença alienígena na Terra, visando apresentar ao governo e à mídia de todo o mundo. Acredito plenamente que já temos uma excelente base de dados com provas irrefutáveis, porém falhamos ao apresentá-la de maneira mais clara à sociedade. Em várias palestras que fiz, sugeri que fosse criado um banco mundial de dados ufológicos, do qual constariam os casos mais contundentes e com evidências mais fortes. Se os ufólogos de todos os países fizessem isso de forma consistente, certamente teríamos a prova concreta da ação de outras espécies cósmicas na Terra cada vez que a mídia nos indagasse — bradaríamos em uníssono: acessem o banco de dados e vejam por si mesmos!

Invertendo um pouco as posições, você acha que a nossa tecnologia poderia ser encarada como uma ameaça pelos alienígenas? Acredito que os extraterrestres têm tecnologia bem mais avançada do que a nossa, e por isso é inútil tentar desafiar seus sistemas de armamento. Mas isso não quer dizer que queiram dominar o mundo, pois já o teriam feito há muito tempo.

Você acredita que o rápido avanço tecnológico que ocorreu nas últimas décadas pode ter se dado em função de uma ajuda externa, ou de os governos da Terra terem tido acesso à tecnologia extraterrestre?
São hipóteses. Mas veja que muito da tecnologia aeronáutica e dos armamentos militares que hoje conhecemos foram desenvolvidos entre 15 a 20 anos antes de sua divulgação pública. Por isso, não tenho dúvidas de que já existem novos tipos de aeronaves e sistemas de propulsão, mas ainda desconhecidos da população mundial. Também acredito que alguns dos UFOs que caíram nos últimos 60 anos foram recuperados pelos governos, e que sua tecnologia foi copiada por eles para ser usada de alguma forma, através da chamada engenharia reversa [Veja detalhes no DVD Destino Terra 2, código DVD-047 da coleção Videoteca UFO. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br].

Acordos com extraterrestres

Você crê que o fato de governos da Terra terem ou buscarem acesso à tal tecnologia possa ser a verdadeira razão pela qual a abertura ufológica nunca será integral? Talvez. Mas não sabemos ao certo porque tanto os governos quanto os segmentos independentes da mídia não revelam tudo que sabem sobre essa realidade à sociedade. Talvez porque eles próprios não tenham permissão e o acesso a esse tipo de informação seja restrito a poucos. Ou por causa de alguma espécie de acordo estabelecido entre esses governos e os visitantes extraterrestres.


Muito da tecnologia aeronáutica e dos armamentos militares que hoje conhecemos foram desenvolvidos entre 15 a 20 anos antes de sua divulgação pública. Por isso, não tenho dúvidas de que já existem novos tipos de aeronaves e sistemas de propulsão, mas ainda desconhecidos da população mundial. Também acredito que alguns dos UFOs que caíram nos últimos 60 anos foram recuperados pelos governos, e que sua tecnologia foi copiada por eles para ser usada de alguma forma, através da chamada engenharia reversa.
No site do PRUFOS há uma citação do capitão Jules Kervendal, piloto francês que teve experiências com UFOs: “Alguma coisa está nos céus, mas não entendemos o quê. Se todos os pilotos que avistam UFOs e às vezes os perseguem fossem vítimas de alucinação, como dizem, então grande parte deles deveria ser proibida de voar”. O que comenta sobre isso? Bem, constam ainda do site outras falas interessantes e intrigantes, que indicam qual é a real natureza do fenômeno, uma vez que foram ditas por pessoas idôneas cujo testemunho jamais devia ser ignorado. Veja o caso do piloto japonês Kenju Terauchi, que teve seu Boeing perseguido por um UFO sobre o Alasca: “É impossível para qualquer máquina fabricada pelo homem fazer uma aparição repentina em frente a um Jumbo que esteja voando a 910 km/h e ainda ficar estática ao seu lado em formação paralela, como aquele artefato fez durante longos e intermináveis minutos. Honestamente, simplesmente ficamos sem fôlego”. Não precisa dizer mais nada, não é?

Não, não precisa. Mudando novamente de tema, gostaria de saber se acredita que algum outro Julian Assange [Líder do site Wikileaks, que revelou segredos de estado de vários países] ainda pode surgir para ajudar a vazar casos ufológicos sendo acobertados pelos governos? Acredito que sim e até mesmo que outros vazamentos nesse sentido ainda aparecerão no Wikileaks [http://wikileaks.org]. Assange revelou que existem documentos ufológicos nas mensagens trocadas entre as embaixadas de vários países, como tem acontecido há décadas. Acredito nele, mesmo que tais papéis não tenham ainda aparecido [Veja edição UFO 174, agora disponível na íntegra em ufo.com.br].

Você acredita que os nazistas tenham fabricado discos voadores durante a Segunda Guerra Mundial, como sugerem certos pesquisadores? Não, não creio que tenham desenvolvido esse tipo de tecnologia. Mas certamente os nazistas fabricaram naves com formato oval, embora não acredite que tenham conseguido grandes proezas com tais veículos, certamente rudimentares e limitados. Não engulo essas histórias de que voaram com esse tipo de aparelho e realizaram manobras incríveis, como alegam algumas fontes. Estou certo de que, se tivessem atingido o nível dos norte-americanos e soviéticos, teriam produzido essas naves há 50 ou 60 anos.

O que você acha das correntes que tratam a Ufologia como uma religião? Acho um erro que a Ufologia seja encarada dessa forma — e não me refiro aos fanáticos, sobre os quais nem comento, mas sim aos grupos que fazem uma espécie de Ufologia religiosa.

Voltando ao famoso Caso Bentwaters, você acha que as naves ali apareceram para abastecer seus “tanques” com energia nuclear, já que sobrevoaram locais onde se guarda material e armamento atômico? Tendo trabalhado por mais de três anos em estreita colaboração com o tenente-coronel Charles Halt, testemunha principal desse caso, acredito que ali havia uma espécie de base de inspeção nuclear, não somente um armazém contendo armas nucleares — e isso estava sendo acobertado do público. De acordo com minhas fontes, aquela instalação da Força Aérea Real Britânica (RAF), que é operada conjuntamente com a Força Aérea Norte-Americana (USAF), continha mais armamento do que qualquer outra em solo britânico. Acho que isso fez com que os tripulantes daqueles UFOs fossem verificar por si próprios se tudo estava “em ordem”, sem risco para o planeta. Por sinal, há uma relação direta entre UFOs e atividades nucleares. Nossos visitantes parecem extremamente interessados e até preocupados com a forma como usamos a energia atômica, especialmente em armamentos de destruição de massa.

crédito: fermilab
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O Grande Colisor de Partículas (LHC) pretende determinar a existência de múltiplas dimensões e de universos paralelos

Entendo. Por favor, relate aos nossos leitores o que você acha sobre a queda de um disco voador em Roswell, em 1947. E mais: você acredita que naves acidentadas tenham de fato sido levadas à Área 51? A queda de Roswell, apesar de opiniões em contrário, realmente aconteceu. Não apenas foi recuperado um UFO acidentado lá como os corpos dos pilotos que o conduziam, naturalmente já mortos. Quanto à Área 51, sabemos que é uma base militar para testes avançados com diversos tipos de aeronaves de alta tecnologia, desde as mais estranhas até as mais incríveis, além de local de desenvolvimento de armas secretas. Sim, provavelmente, também serve como instalação para testar e recuperar UFOs acidentados — talvez até para desvendar segredos alienígenas através de engenharia reversa, visando à fabricação de naves terrestres que teriam como modelo seus sistemas de propulsão.

Experiências de teletransporte

Você acredita ser possível, no futuro, a viagem no tempo? Ou mesmo o teletransporte? Bem, se Einstein disse que, em teoria, é possível viajar no tempo, quem sou eu para contestar? E pelo que eu saiba, já aconteceram algumas experiências bem sucedidas de teletransporte, mas ainda estão no começo. Não tenho dúvidas, porém, de que essa tecnologia vai progredir. O teletransporte humano um dia vai acontecer, é questão de tempo. A ficção científica vai se tornando fato científico a cada dia.

Você crê na existência de universos paralelos? Não sou cientista, mas como a maioria dos cientistas está dizendo que pode haver muitos universos paralelos, estes devem ser, portanto, realidade. O Grande Colisor de Partículas [Large Hadron Collider, LHC] vai lançar uma nova luz acerca da existência de múltiplas dimensões ou de universos paralelos.

Qual é sua opinião quanto a três temas recorrentes da Ufologia: visão remota, agentes psíquicos e eletromagnetismo? Por mais difícil que seja aceitar o fenômeno da visão remota, após ler alguns livros sobre o assunto percebi que o consenso geral é de que ela realmente existe, que algumas pessoas de fato têm a capacidade de encontrar outras ou locais situados a grandes distâncias, através da mente. Já sobre os agentes psíquicos, não tenho dúvida de que se essa capacidade fosse realmente comprovada, todos os principais países do mundo já utilizariam tal ferramenta para a espionagem e luta contra o crime. Infelizmente, a natureza do homem não permite que se acredite nisso. Já sobre o eletromagnetismo, creio que essa é uma importante área da tecnologia, coisa que os extraterrestres têm utilizado e aproveitado.

Você é da opinião, já expressada por vários autores, de que Projeto Livro Azul [Blue Book] foi controlado por uma espécie de governo oculto? Não. Creio apenas que sua realização foi uma mentira deslavada que ludibriou a maior parte do mundo científico, fazendo-o crer que se tratava de uma verdadeira pesquisa sobre o Fenômeno UFO, quando a verdade é que não era nada disso. O Livro Azul foi simplesmente uma tentativa de tirar a pressão da opinião pública sobre o governo dos Estados Unidos, que cada dia era mais cobrado por respostas para os discos voadores. Mas acho que temos que parabenizar a equipe que formulou a política do Projeto, porque, infelizmente, sua tática funcionou tão bem que a mídia mundial passou a ignorar o Fenômeno UFO como assunto sério, como faz até hoje.


A Área 51 é uma base militar para testes avançados com diversos tipos de aeronaves de alta tecnologia, desde as mais estranhas até as mais incríveis, além de local de desenvolvimento de armas secretas. Sim, provavelmente, também deve servir de instalação para testar e recuperar UFOs acidentados — talvez até para desvendar segredos alienígenas através de engenharia reversa, visando à fabricação de naves terrestres que teriam como modelo seus sistemas de propulsão.
Falando de governo oculto, você acredita que exista uma nova ordem mundial e que ela é controlada pelos Illuminati? Se existe uma nova ordem mundial, não sei. No entanto, se existir, talvez ela seja a mídia, que nem sempre diz a verdade à sociedade. É uma organização muito poderosa e o público não imagina o quanto pode ser manipulado por ela. Veja como os meios de comunicação de massa abordam de maneira tão desdenhosa os objetos voadores não identificados. Pessoas importantes fazem declarações sérias sobre o tema, mas continuam sendo ignoradas pela imprensa. Sobre os Illuminati, não comento, mas existem organizações altamente secretas, como os Bilderbergers — e o que eles discutem em suas reuniões deve ser coisa muito séria.

Finalmente, para fechar esta esclarecedora entrevista, diga-nos quão detetive é necessário ser quando se investiga um caso ufológico? Trabalho sozinho, sem ninguém para me ajudar. Gosto que seja dessa forma, pois seria difícil coordenar as atividades com pessoas que tenham outros horários de trabalho. No entanto, se as evidências apontarem para um caso genuíno de avistamento de UFO ou contato com ET, sempre chamo especialistas para me auxiliar no trabalho investigativo. O ufólogo precisa ter uma mente aberta em todos os momentos. Como sou detetive, jamais iria prejulgar quaisquer investigações a mim indicadas. A coisa nem sempre é tão simples assim.

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