ENTREVISTA

As Cordilheira dos Andes abrigam vestígios de civilizações perdidas

Por ANTONIO PORTUGAL ALVIZURI | Edição 256 | Março de 2018

A vasta região andina que hoje compreende partes da Bolívia, Peru e Chile já era habitada há pelo menos 12.000 anos e está entre as mais ricas e arqueologicamente mal exploradas do planeta. Berço de culturas sofisticadas, como aquelas que construíram Tiahuanaco e Puma Punku — cujos segredos pouco começamos a descobrir —, a área é rica também em histórias e avistamentos ufológicos.

Quem pesquisa a região sabe que por ali circulam inúmeras lendas e relatos sobre cidades subterrâneas, bases extraterrestres, estranhos povos, ruínas ocultas e mais inúmeras histórias, nem sempre verificáveis, sobre tesouros perdidos. Essa confusão de informações acaba beneficiando ladrões e embusteiros, que muitas vezes fabricam “relíquias”, sempre com o intuito de enganarem turistas incautos, que, deslumbrados pelas belezas e segredos da região, se deixam ludibriar com relativa facilidade. O mesmo também se aplica a pesquisadores que acabam se tornando vítimas dos falsificadores de objetos e múmias.

Por outro lado, é visível a falta de investimento em pesquisas arqueológicas e, muitas vezes, a falta de cuidados por parte dos governos com suas riquezas culturais. A região pede uma investigação criteriosa e aprofundada, com novas escavações, levantamento e registro de conhecimentos que vêm sendo passados de geração em geração há séculos, e a pesquisa de práticas xamânicas ancestrais que podem, quem sabe, explicar parte da história de nossa civilização.

Seres extrafísicos

O entrevistado desta edição é alguém que conhece intimamente o assunto, assim como os mistérios e os desafios da região andina, principalmente em sua porção boliviana. Com uma vida rica em aventuras e em situações inusitadas, Antonio Portugal Alvizuri é uma daquelas pessoas que nos fazem perceber o quão pouco sabemos a respeito de nossa existência e sobre as possibilidades da vida no universo.

Investigador, conferencista e escritor, Portugal Alvizuri dedicou a maior parte de sua vida à busca de antigos enigmas e de aspectos místico-telúricos das culturas pré-colombianas dos Andes Bolivianos. Durante vários anos realizou suas investigações como membro do Instituto Nacional de Arqueologia (INAR), desenvolvendo trabalhos de investigação sobre o sítio arqueológico de Tiahuanaco e outras ruínas encontradas ao largo do Altiplano Boliviano e também da Amazônia. Mas não é só isso.

Nosso entrevistado é, por falta de uma palavra melhor, um contatado que afirma manter diálogos e receber visitas de vários tipos de seres, tanto intra quanto extraterrenos — e discorre livremente sobre suas experiências com seres que teriam diversas origens, incluindo Sírius. Suas extraordinárias narrativas conquistam adeptos, mas também são alvos de críticas e acusações. Uma vez que as experiências vividas em sonhos e em projeções astrais são pessoais e intransferíveis, é natural que muitos duvidem do que lhes é dito.

Antonio Portugal Alvizuri nos fala sobre os túneis do Lago Titicaca, das cidades secretas dos Andes, do contato que mantém com “grandes mestres” e dos mistérios do vulcão Tunupa, levando-nos por uma viagem entre mundos e realidades impalpáveis, mostrando-nos “fenômenos que emanam de uma ordem superior”, para citar Fernando Ruiz, que escreveu o prólogo de seu primeiro livro, La Chinkana del Titicaca: Los Túneles Secretos del Lago Sagrado [A Passagem do Titicaca: Os Túneis Secretos do Lago Sagrado. Edição do autor, 2007]. Ele diz ter estado e entrado fisicamente nesses túneis e depois ocultado sua entrada por orientação de seres que seriam guardiões de uma verdade ainda inalcançável para nós — os livros de nosso entrevistado já foram traduzidos para o francês, o inglês e o italiano, e também para o idioma aymará.

Nascido em Chulumani, um pitoresco povoado subtropical dos Yungas, no estado de La Paz, em 14 de junho de 1948, o autor foi contatado por seus guardiões espirituais ainda bem pequeno. “Com o passar dos anos, mestres de luz e também seres de luz vieram e me guiaram na busca espiritual que empreendi, quase desde o ventre de minha mãe”, explica o pesquisador.

Como consequência de todas essas experiências, o contatado relata que viveu em “mundos paralelos” cumprindo com responsabilidade trabalhos cotidianos nos planos físico e espiritual. “Aprendi desde muito cedo a aceitar que me haviam escolhido para cumprir várias missões que seriam encomendadas por eles, e assim disponho de meu tempo, minha vida e de meus recursos para cumprir fielmente minhas tarefas”, afirma nosso entrevistado, que também guia grupos de brasileiros pelos Andes nas viagens organizadas pela Terra Inca Operadora de Turismo em parceria com a Revista UFO.

Cidades ocultas, corpos suspensos

Sobre suas experiências com seres que alega serem intraterrenos, Portugal Alvizuri afirma que elas começaram cedo e que o acompanham por toda a sua vida — segundo nos conta o pesquisador, em seus primeiros contatos conscientes, seu corpo estava completamente paralisado enquanto sua mente estava plenamente alerta. Ele também nos explica que as mensagens são passadas de forma telepática e são sempre muito claras.

Segundo o entrevistado, em todas as mensagens que recebe dos chamados seres de luz “se percebe e se sente o amor que emanam e que nos envolve, enchendo-nos de energia positiva”. Portugal Alvizuri afirma que visitou, em companhia dos tais seres e de extraterrestres de Sírius, cidades intraterrenas e passagens que existiriam sob o Lago Menor de Titicaca, e também a cidade intraterrena que haveria sob o vulcão Tata Sabaya, no estado de Oruro, na região do Altiplano Boliviano.

O Monte Sabaya está a 5.400 m acima do nível do mar e, segundo o pesquisador, sob a montanha se encontram, em suspensão, o corpo do gigante chamado Pakari, de ciclopes, vários seres pequenos e alguns de aspecto reptiliano. “Também tive a oportunidade de ingressar no interior de várias cavernas nas montanhas, onde tive contato com seres superiores que moram naqueles locais há milhares de anos”, afirma.

Nosso entrevistado esclarece que os contatos com os seres ocorrem com frequência e em qualquer lugar onde ele esteja. “Esses contatos são parte de minha vida. Algumas vezes são perfeitos e contundentes e, em outras, se dão através de sinais ou sonhos premonitórios”. Eles acontecem geralmente sem aviso prévio e normalmente antes dos episódios — o entrevistado entra em um estado de paralisia ou atonia corporal, que depois dá lugar a um estado de paz interior e a um sentimento de amor universal.

O público brasileiro teve oportunidade de conhecer pessoalmente Antonio Portugal Alvizuri quando este se apresentou no IV Fórum Mundial de Contatados, promovido pela Revista UFO em Santos, em 2016 — ali arrancou uma ovação de 10 minutos de uma plateia toda em pé. A seguir, vamos conhecer mais sobre o contatado e suas interessantíssimas experiências.

Com que idade e como aconteceu sua interação com os seres que você chama de luz?

Desde muito pequeno estive em contato com eles. As primeiras aparições se deram na fazenda de meus pais, na região dos Yungas. Quando criança, não compreendia a razão dos contatos, embora intuísse que eu não era igual às outras crianças, e por isso mantinha as manifestações em segredo. Devido às minhas experiências paranormais, eu tinha muita curiosidade sobre o mundo espiritual e em meus primeiros anos foi minha mãe quem me guiou e explicou alguns temas que apaziguaram, de certa maneira, o temor natural que eu sentia. Afinal, eu era apenas uma criança e já enfrentava o inexplicável. Tenho certeza de que minha mãe sabia ou pelo menos intuía como seria a minha vida.

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