ENTREVISTA

A África tem casos ufológicos impressionantes e únicos no mundo

Por Inajar Toni Kurowski | Edição 212 | Junho de 2014

O entrevistado desta edição se destaca por sua atuação em investigações de campo e registros de casos ufológicos em vários países, especialmente no Continente Africano. Com apenas nove anos de idade, teve seu primeiro contato com o fenômeno e, aos 15, realizou uma completa pesquisa de manifestações de discos voadores, entrevistando testemunhas e documentando os extraordinários eventos. Ele conhece, como poucos, a diversidade de formas que os casos ufológicos podem apresentar, além de ter cultura e vivência muito acima da média para interpretar o objeto de suas pesquisas.

Nascido em Luanda, capital de Angola, Luiz Vieira de Matos criou-se nas fazendas do pai, em contato direto com as riquezas e perigos de seu país. Cursou direito, mas abandonou a faculdade para ser piloto de automobilismo, consagrando-se campeão de velocidade em 1971. Trabalhou como guia de safáris no Sudão, cursou geologia na França, desenho projetista em Angola, audiologia no Reino Unido e atuou em aviação comercial durante 15 anos. Seu interesse pela Ufologia começou em 1965, quando observou naves desconhecidas e constatou o aparecimento de ninhos de UFOs no solo. Fluente em seis idiomas, além de em um dialeto africano — N’golo ou Umbundo —, estudou pessoalmente mais de 300 casos ufológicos. Destes, cerca de 200 ocorreram em Angola e os demais se dividem entre Sudão, Canadá, Ilha da Madeira, Inglaterra, Austrália, Alemanha, França, Portugal e Brasil. Pesquisou também alguns casos de abdução com evidências de intervenções genéticas.

Sondas em ação

Matos já proferiu diversas palestras sobre a casuística ufológica africana, participou de inúmeros colóquios e vários programas em redes de televisão portuguesas. Atualmente reside no Brasil, em Corumbá (MS), onde exerce atividade turística, e estreou na Revista UFO com o artigoUFOs e Sondas em Ação no Pantanal, em sua edição 181, da qual hoje é um dos consultores. Uma de suas conferências em nosso país se deu no V Fórum Mundial de Ufologia (II UFOZ 2013), realizado em Foz do Iguaçu, em novembro do ano passado, pela Revista UFO.

crédito: RAFAEL AMORIM
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A escassez de ufólogos na África faz com que os numerosos registros de UFOs nunca sejam conhecidos do resto do mundo

Os casos pesquisados por Matos têm aspectos únicos, com depoimentos vívidos e intensos por parte das testemunhas, mostrando uma casuística diferente daquela que costuma ser encontrada em outras partes do globo. Um ponto que leva à reflexão, quando conhecemos os eventos levantados pelo entrevistado, é o aspecto cultural de seus protagonistas. Muito se fala sobre a influência de Hollywood e da literatura no modo como reagimos ao Fenômeno UFO, mas no interior da África, nos anos 60 e 70, isso não existia. A maioria da população sequer tinha acesso à energia elétrica e desconhecia por completo a mística dos discos voadores. Entretanto, o fenômeno estava ativo, com casos de pouso, mutilações, abduções e experiências genéticas. O primeiro sequestro por ETs de que se tem notícia aconteceu em 1961, nos Estados Unidos, mas, como veremos, nos casos contados por nosso entrevistado, elas já estavam presentes no Continente Africano muito antes disso.

Mundos antigos

O mesmo vale para a hibridização, para os objetos submarinos não identificados (OSNIs) e para os UFOs triangulares, que se popularizaram na Europa nas décadas de 80 e 90. Em 1966, por exemplo, uma cidade em Angola assistiu o pouso de uma nave enorme, ao resgate de outra menor e a ação de sondas ufológicas, de uma forma que jamais se ouvira falar em outra parte do mundo. No Gabão foram descobertas usinas nucleares datando de mais de um milhão de anos e no Deserto do Kalahari há vestígios de civilizações antiquíssimas. A África, enfim, é um manancial gigantesco de casos ufológicos que pedem um olhar mais apurado e pesquisas mais detalhadas — talvez esteja naquele continente a chave para compreendermos o mistério dos discos voadores.


As histórias narradas por nativos e aldeões, trazidas à luz pelo entrevistado, são um indicativo de que devemos teorizar menos e olhar mais para as manifestações ufológicas como aquilo que realmente são: povos de outros planetas que nos visitam, viajando por onde não conseguimos ir, com aparelhos que ainda não conseguimos construir. A casuística africana nos leva de volta à Ufologia pura e simples e ao maior desafio que nossa compreensão já enfrentou: a humildade de reconhecer que não estamos sós no universo. Vamos à entrevista.

Você vem de uma família africana bastante tradicional. Qual é sua história?
Sim, sou da sétima geração de minha família em Angola. Meu sobrenome, Vieira de Matos, é mencionado por lá desde a chegada dos portugueses. Quando Angola foi firmada como pertencente a Portugal, enviaram para lá engenheiros, geólogos e cartógrafos da corte portuguesa. Bernardo Vieira de Matos, engenheiro e cartógrafo, foi meu primeiro antepassado a chegar ao lugar e quem começou a marcar as fronteiras e delimitar o país. Portanto, desde que existe Angola, existem por lá os Vieira de Matos. Nós somos uma família bastante conhecida.

Muito se fala sobre a influência de Hollywood no modo como reagimos ao Fenômeno UFO, mas no interior da África, nos anos 60 e 70, isso não existia. A maioria da população sequer tinha acesso à energia elétrica e desconhecia por completo os discos voadores.Conheça-a.

Quando começou seu interesse pela pesquisa dos discos voadores?
Aos nove anos de idade, quando morava em uma das fazendas de meu pai. Havia um morro de topo plano, com duas pedras em cima, próximo a uma cachoeira, onde eu adorava ficar. Um dia, quando me dirigia para lá, o cavalo começou a evitar chegar ao local, assustado. Eu imaginei que houvesse algum predador por perto, então desmontei e peguei a arma, que era maior que eu. Naquela idade eu já andava com uma pistola na cinta, cuja ponta do cano quase me batia no tornozelo. Caminhei um pouco, cerca de 50 ou 60 m, até o topo do morro onde encontrei algo que hoje sei que eram dois ninhos de UFO, um pertinho do outro [Marcas de pouso de discos voadores em vegetação]. Eram dois círculos formados sobre uma região de grama muito rasteira, sendo perfeitos e queimados.

Qual era o diâmetro dos círculos?
Cerca de 10 m cada um, e o centro deles estava mais queimado do que as bordas. Três ou quatro dias depois eu voltei ao lugar e haviam aparecido mais sete círculos. Eu ficava brincando dentro deles, mexendo naquela terra calcinada. Um dia comentei sobre isso com minha família, mas ninguém me deu atenção.

Animais com estranhos cortes

Devem ter imaginado que era história de criança. Aconteceu mais alguma coisa?
Sim. Pouco tempo depois, um caçador comentou lá em casa que na região do morro das pedras estavam aparecendo bichos mortos, com estranhos cortes. A opinião geral era de que fossem ataques de leões ou leopardos, até que alguém foi verificar e voltou com informações diferentes.

Que informações?
Para começar, não havia caça viva na região, apenas as carcaças, e essas estavam sem nariz, vísceras, ânus e órgãos reprodutores. Diante disso, um veterinário foi chamado e declarou que aquilo não havia sido feito por nenhum predador, por nenhum animal. Aquilo era obra de um cirurgião. Na fazenda, eu dizia a todos que as mortes estavam ligadas aos círculos. Que até eles aparecerem havia animais vivos por lá e que, assim que começaram a surgir, os bichos desapareceram. De início ninguém me dava atenção, até que meu pai pegou dois jipes e dois angolanos grandalhões e nós fomos verificar.

E o que encontraram?
Bem, vimos os círculos e dois animais mortos, afastados um do outro. Meu pai virou para mim e disse que eu estava proibido de retornar àquele lugar. Enquanto estávamos voltando para casa, começou a anoitecer e após termos percorrido uns dois ou três quilômetros pela picada uma luz passou vagarosamente por cima dos jipes. A luminosidade era tanta que a noite virou dia. Todo mundo ficou parado. Ninguém sabia o que devia dizer e fizemos os outros 14 km em silêncio absoluto. Assim que chegamos em casa, novamente meu pai reforçou a proibição que havia feito lá no morro.

E você obedeceu ao seu pai?
Não. Para mim aquilo foi a mesma coisa que dizer que eu poderia ir lá todos os dias. Eu voltava ao morro cada vez mais, mexia e brincava na terra calcinada do interior dos ninhos de UFOs. Mas um dia eu cheguei em casa sentindo uma dor de cabeça muito forte e minha tia levou-me ao médico. O diagnóstico foi insolação. Eu sentia uma dor terrível e comecei a ter vômitos, febre e o meu cabelo começou a cair. Deram-me um medicamento para febre e após alguns dias a coisa passou. Somente anos mais tarde, quando eu tinha 14 anos e comecei a pesquisar Ufologia, foi que compreendi que havia sofrido os efeitos de um envenenamento radioativo — e é claro que o médico não teria condições de fazer um diagnóstico melhor do que fez, pois não tinha como imaginar que alguém, lá naqueles confins da África, iria se contaminar com radioatividade. Além disso, naquela época e naquele lugar, ninguém nem sequer sabia o que era um disco voador.

E quando você fez seu primeiro estudo de um caso ufológico?

Eu examinei meu primeiro incidente com um UFO em 1966, aos 15 anos, e o descrevi pormenorizadamente no artigo UFOs na África, publicado na edição UFO 189. A ocorrência se deu na cidade de Gamela e estou convencido de que qualquer ufólogo no mundo gostaria de ter um caso como aquele. Tudo começou com o avistamento de um objeto cilíndrico com cerca de um quilômetro de comprimento que surgiu sobre a praça do local, diante de 40 testemunhas.

Até do padre

Você testemunhou a ocorrência ufológica?
Não, eu não vi o objeto, mas vieram me avisar no dia seguinte, pois eu era conhecido como o “maluquinho dos discos voadores”. Eu estava passando férias na fazenda da família, perto da cidade, e quando me avisaram fui investigar. Tomei o depoimento de todos, inclusive do padre. Este é o caso de que melhor me lembro, pois foi minha primeira investigação de campo.

O que pode nos falar sobre ele?
O episódio envolveu o resgate de uma nave extraterrestre. Eu examinei um ninho de UFO enorme no local onde estava a nave-mãe cilíndrica que foi atrás do outro objeto. Quando chegamos, o local era tão recente que observamos pequenos galhos ainda em chamas nas árvores ao redor. Eu tenho isso tudo descrito. Há testemunhas que viram a nave de muito perto e outras que a viram a 27 km de distância. Houve também o avistamento de sondas no formato de bolas luminosas, que saíram da nave maior. Foram elas que resgataram o UFO avariado. Segundo disseram as testemunhas, saíram bolas de dentro do veículo e elas se juntaram próximas ao solo, de lá erguendo o outro artefato. Quando se aproximaram da nave-mãe, uma grande porta se abriu e puderam ver o objeto sendo levado pelos pequenininhos, como se fossem guindastes, para o interior do disco maior. Isso é a África!

crédito: OMAR SHERIFF
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A população do continente convive com o Fenômeno UFO há séculos e incorporou sua manifestação às suas tradições

De fato, a África é um continente com muitas ocorrências ufológicas que são pouco conhecidas pelo resto do mundo. Você poderia nos falar de alguns outros casos que lhe chamaram a atenção?
Sim, a África é um continente imenso, com países enormes e grande diversidade étnica. Angola, por exemplo, tem oficialmente 17 etnias, porém existem outras ainda não reconhecidas. Da mesma forma, o Fenômeno UFO no continente tem uma grande diversidade de manifestações e interpretações. Eventos ufológicos muitas vezes são vistos como fenômenos ligados a espíritos dos antepassados, que em Angola são conhecidos como Kavundí. Existem muitos relatos de contatos com seres não terrestres, principalmente entre os velhos feiticeiros — os xamãs, por exemplo, são categóricos ao afirmar que os alienígenas são homens perfeitamente iguais a nós, com alturas que variam entre um 1,7 a 2,5 m. Já extraterrestres do tipo gray [Cinzas], pelo menos até 1976, quando saí da África, nunca foram relatados. Havia, sim, muitos contatos e avistamentos, mas sempre com seres de aspecto perfeitamente humano e iguais a nós.

O que pode nos dizer sobre os casos de avistamento de naves?
As naves eram sempre de dois tipos básicos, comuns em toda a África. Um deles é o disco voador clássico, com aspecto de dois pratos sobrepostos com uma pequena cúpula em cima. O outro tipo são as esferas com três, quatro e até cinco metros de diâmetro. Estas últimas se tornaram menos frequentes ao longo do tempo. Por outro lado, relatos de uma terceira tipologia de naves começaram a surgir — são de formato cônico e têm base poligonal, com sete ou oito faces. Em geometria chama-se esta forma de pirâmide de base poligonal.

Sabemos que ocorreu um episódio interessante na fazenda de seu pai. Como foi aquilo? Você participou?
É verdade. A fazenda situava-se na província de Kwanza-Sul, próximo à cidade de Gabela, sede do município de Amboim, em Angola. Quando o caso ocorreu, eu me encontrava em outra propriedade, também pertencente a meu pai. Era uma noite chuvosa e por lá chove muito forte, normalmente por cerca de uma hora e meia. Naquela noite, por volta das 20h00, estavam todos sentados ouvindo o rádio. Não havia televisão, pois estávamos em 1967 ou 1968. De repente, o aparelho começou a apresentar interferências e a eletricidade a falhar — o que não era normal, pois a fazenda tinha gerador elétrico. Meu tio, então, saiu para verificar o que estava acontecendo. Quando abriu a porta, um dos guardas da fazenda aproximou-se e disse: “Patrão, vem ver. Tem um homem esquisito junto ao gerador”. Meu tio estranhou a reação incomum do segurança e também o fato de os cães não estarem com o homem. Tínhamos 11 cães que andavam sempre soltos e junto aos guardas — à mínima ocorrência, os animais latiam, pois eram muito ferozes, quase selvagens.

O episódio envolveu o resgate de uma nave. Eu examinei um ninho de UFO enorme no lugar onde estava a nave-mãe cilíndrica que foi resgatar o outro objeto. Quando chegamos, o local era tão recente que observamos galhos ainda em chamas nas árvores ao redor.

Os guardas estavam na fazenda por que havia guerra no país?
Não, não. A guerra estava ocorrendo, mas não afetava a fazenda. Ocorria em uma região muito mais afastada. Na África é normal haver vários guardas nas propriedades rurais. Eles estão lá para fazer a segurança contra os ladrões, mas principalmente devido à presença de animais selvagens. Aparecem muitos bichos por lá, como leopardos e leões. Quando era bem pequeno, por exemplo, eu e minhas irmãs morríamos de medo, porque era normal ouvirmos leões passeando na varanda de nossa casa.

Voltando a este interessante caso, o que houve após o aviso do guarda?
Meu tio entrou em casa e foi buscar uma carabina antes de seguir, acompanhado por um segurança, até o gerador situado em um conjunto de galpões a cerca de 300 m. Enquanto caminhavam, meu tio notou um objeto pousado, medindo uns três metros de altura e com a forma de uma pirâmide de base poligonal — a nave era muito brilhante e estava com a porta aberta, formando uma rampa de acesso.

Um ser com mais de 2 m

Como seu tio reagiu a tal visão?
Ele ficou olhando para o objeto sem compreender o que era aquilo, mas logo teve sua atenção distraída por um ruído que vinha do galpão, onde ficava a ensacadora de café. Viraram-se, então, para o local e naquele momento saiu de lá de dentro um ser com mais de 2,0 m de altura, caminhando de forma mecanizada. Ele usava uma veste azul bem claro, com botas e luvas amarelas. O estranho apresentava um rosto com feições felinas e estava com o braço esquerdo esticado segurando uma bola brilhante em sua mão esquerda. Na direita, levava um saco de café com cerca de 500 g.

O que houve então?
Meu tio se assustou com a visão e apontou a arma, pronto para disparar. Mas não o fez, pois teve a sensação de que aquilo não representava nenhum perigo. O ser, que ele depois imaginou que fosse um robô, caminhou em direção aos dois homens. Nesse momento, o guarda virou as costas e fugiu correndo. Meu tio contou que estava agarrado à arma com tanta força que, após o acontecido, teve dificuldade para conseguir abrir a mão. Naquele momento, caía uma garoa grossa e as gotas de chuva batiam na entidade como se fora em um corpo de plástico. Batiam e saltavam, sem umedecer sua roupa ou rosto. O ser continuou caminhando, sem dobrar os joelhos. Depois, virou-se para a esquerda, andou em direção à nave pousada, subiu a rampa e dobrou-se para frente, para conseguir passar pela porta, pois sua estatura era avantajada. A porta permaneceu aberta e meu tio pôde observar em seu interior, onde havia, no centro, uma cadeira giratória. À volta desta ele teve a impressão de ver instrumentos de bordo.

A que distância seu tio se encontrava da nave e o que aconteceu depois?
Ele estava a cerca de 10 a 12 m do objeto. Segundo disse, o ser entrou e sentou-se na cadeira. Em seguida, colocou um cinto de segurança, abriu uma gaveta onde depositou o saco com grãos de café, esticou o outro braço e depositou a bola brilhante sobre o painel — foi como se ele tivesse sido desligado imediatamente. Os braços caíram ao lado do corpo e a cabeça pendeu para frente. A porta se fechou, encaixando-se tão perfeitamente à fuselagem da nave que era impossível distinguir seus contornos. O objeto começou a erguer-se sem emitir qualquer som, enquanto o ar circulava com força sob ele. Depois, passou a rodar e foi subindo. À medida que se erguia no céu, ganhava velocidade e circulou sobre a fazenda, distanciando-se cada vez mais até sumir.

crédito: GIUSEPPE SALAMENE
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Os xamãs africanos relatam contatos com seres extraterrestres e fatos inusitados na sua presença, coletados pelo entrevistado

Quando você foi informado sobre os acontecimentos e o que você fez?
Bem, após voltar para casa, meu tio reuniu todos que estavam na fazenda e lhes disse: “Fixem bem tudo aquilo que vimos, pois alguém virá perguntar sobre isso”. Como ele sabia que eu era um estudioso do assunto, foi até seu rádio receptor — um modelo antigo movido à manivela — e entrou em contato comigo na outra fazenda. Eu lhe pedi que mandasse cobrir com um plástico qualquer pegada ou sinal que houvesse e que não deixasse ninguém se aproximar.

E aí você foi para lá? O que encontrou?
Eu não consegui ir imediatamente, pois o rio entre as duas propriedades havia transbordado. No dia seguinte, por volta das 04h30min, meti-me em um jipe e, antes de ir à fazenda, passei pela cidade de Gabela. Lá peguei um amigo meu chamado Jorge, que era geólogo, para me ajudar a fazer o estudo dos sinais. Quando chegamos, meu tio nos mostrou o lugar e lá estavam as pegadas de um pé enorme, tamanho 48, com uma boa profundidade, pois a terra estava amolecida devido à chuva anterior. Nós fizemos os moldes das pegadas com gesso. Segundo os cálculos efetuados pelo geólogo, o peso do ser deveria ser algo entre 240 e 250 kg.

Isto é um peso enorme. Um homem com 2,3 m deve pesar por volta de 120 a 130 kg. O ser que surgiu ali teria praticamente o dobro disto!
Sim, era extremamente pesado comparado a um ser humano. Conforme disse meu tio na ocasião, “o bicho devia ser um robô”. O ser tinha um olhar morto, sem expressão. Os olhos eram amarelos, o rosto inexpressivo lembrava um gato. Segundo lhe pareceu, o que comandava o alienígena era a bola brilhante que ele tinha na mão esquerda, pois mal a colocou no painel da nave e o robô, ou seja lá o que fosse, apagou.

Peso descomunal

A nave era uma pirâmide de base octogonal e sem janelas?
Exatamente. Apoiava-se no chão sobre um tripé com três sapatas. Teria em torno de três metros e pouco de altura, um tamanho justo para caber o robô que transportava. O peso da nave, com o ser em seu interior, também foi medido pelo meu amigo geólogo, que calculou algo em torno de 600 kg. Se o ser tinha cerca de 250 kg, a nave deveria ter por volta de 350 kg. Era muito leve.

O que pode nos contar sobre seus arquivos ufológicos? Devem ser numerosos.
Eu tinha uma coleção de mais de 300 casos estudados e pesquisados. Quando vim de Angola para o Brasil, mandei fazer oito caixotes especiais nos quais coloquei as amostras de solo, os moldes de gesso das pegadas e sinais das sapatas de aterragem e os relatórios dos laboratórios sobre os exames de solo. O material todo estava dentro do meu carro, que eu também estava trazendo para o Brasil. Porém, antes do embarque, o veículo desapareceu. Lamento mais pelo material perdido do que pelo carro, pois esse se substitui, mas aquele material, resultado de tanta pesquisa, não há como repor! Foram tempos difíceis na África e eu imagino que quem roubou o automóvel, ao ver que o conteúdo dos caixotes não era de valor comercial, provavelmente jogou tudo fora. Estou fazendo uma compilação desses dados perdidos, mas somente de uma parte, pois não me lembro de todos.

A criatura tinha um olhar morto, sem expressão. Os olhos eram amarelos e o rosto, inexpressivo, lembrava um gato. O que comandava o alienígena era a bola brilhante que ele tinha na mão esquerda, pois mal a colocou no painel da nave e ele se apagou.

Há áreas de maior incidência ufológica no Continente Africano, os chamados hot spots?
Como eu disse anteriormente, o Fenômeno UFO é muito comum por lá. Quase todos os nativos do interior já o testemunharam, assim como os moradores das zonas ribeirinhas. Infelizmente, não há estudiosos em número suficiente para registrar e examinar tudo o que acontece na região. Entretanto, onde há minas, à exceção das de ferro, existem muitos avistamentos.

Você teria alguma explicação quanto à razão de as minas de ferro serem evitadas pelos discos voadores?
Não, nenhuma. Não faço ideia. Mas sei que sobre as minas de pedras preciosas, que em princípio não teriam nenhum uso industrial de maior relevância, há muitos avistamentos. Já sobre minas ou zonas de ferro, eles não ocorrem.

Isso coincide com o registro da casuística ufológica aqui no Brasil?
O que eu vi aqui em Corumbá, onde estou morando atualmente, e que é uma região onde há muito minério de ferro, é que existem muitos avistamentos. Não sobre as minas, mas por toda a região. Sobre as de ferro propriamente ditas, conforme eu tenho perguntado aos moradores locais, não há ocorrências. Mas há muitos avistamentos sobre o Maciço do Urucum, por exemplo, onde o minério de ferro é abundante.

Avistamentos frequentes

Na casuística mundial, os UFOs são comumente observados sobre reservatórios de água, usinas de produção de energia e sítios arqueológicos. Isso também acontece na África?
Sim, mas não há muitas usinas lá. Entretanto, durante a construção da Barragem de Cahora Bassa, no norte de Moçambique — que suponho que ainda hoje seja a maior de todo o continente —, os avistamentos eram frequentes. Inclusive durante a construção da barragem, que foi feita por portugueses. Eles informavam que tinham grandes avistamentos enquanto trabalhavam na obra. E há um relato interessante sobre objeto submarino não identificado (OSNI), mas em outro lugar.

Você poderia nos contar como foi o fato?
O avistamento foi feito por pescadores e é realmente incrível. A foz do Rio Dande deságua a uns 100 km ao norte de Luanda, a capital de Angola. É uma zona com grande abundância de arraias jamanta. Naquela região há muitos pescadores e os bichos são enormes. Eles pescavam com arpões, passando por cima das jamantas ou próximo a elas. Em uma manhã, três traineiras saíram para o mar e enquanto os homens preparavam o material uma das jamantas começou a subir. As águas são muito limpas, de maneira que é possível ver as arraias com as asas abertas a sete ou oito metros de profundidade. De repente, os homens repararam que uma jamanta subia em uma linha oblíqua, algo muito incomum. Normalmente, elas sobem e voltam a descer, como se estivessem em uma escada. Aquela, entretanto, subiu obliquamente e saiu da água. Só então os pescadores tiveram certeza de que não era uma jamanta, mas um objeto que emergiu a cerca de 40 ou 50 m de distância e provocou uma onda que por pouco não virou um dos barcos. O que saiu de dentro da água foi um OSNI triangular. Isso aconteceu entre 1969 e 1970.

Uma época em que ainda não se falava em UFOs triangulares...

Exato. Quando ninguém falava em UFOs triangulares. A nave saiu da água e ficou pairando a uns 10 m de altura. Os pescadores acreditam que isso durou por três a quatro minutos, enquanto a água escorria do objeto. Em seguida, luzes cor de laranja e vermelhas começaram a piscar e na parte de baixo do OSNI havia uma luz verde, que girava. A nave começou a voar devagarinho sobre a água, enquanto subia lentamente, até que desapareceu. Quando entrevistei os pescadores, principalmente os de uma das traineiras pertencente a três irmãos, soube que nenhum deles voltou para o mar naquele dia. Nunca mais foram para a zona das jamantas, pois ficaram com muito medo.

crédito: British Museum
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São bem conhecidas as pinturas rupestres africanas, que não raro contêm elementos relacionados a naves e seres extraterrestres

Eu tento imaginar o tamanho deste objeto, já que uma arraia jamanta tem uma envergadura de quatro a cinco metros.
Era muito maior do que uma arraia jamanta. As testemunhas disseram que o objeto triangular deveria ter uns 15 m de largura. Isso foi algo que lhes chamou a atenção quando o OSNI começou a subir do fundo do mar, pois tinha um tamanho muito maior do que o normal para uma jamanta — não acreditavam que pudesse ser uma arraia e tinham razão.

O aparelho era preto como são as costas das arraias jamantas?
Completamente preto. Os homens tiveram a impressão de que o objeto tinha duas partes. No lado superior, mais próximo ao vértice frontal, os pescadores viram um ressalto, como se fosse uma gota d’água, e que não parecia ser de metal como o resto do objeto. Eles descreveram, também, uma série de pequenas antenas de cada lado, onde as asas se encostavam à fuselagem. Enquanto pairava sobre a água, a nave não se moveu, não fez barulho e nem fez vento.

A África tem muitos registros arqueológicos interessantes e intrigantes datados de milhões de anos. Em Angola existe algo tão antigo assim?
Não só em Angola, mas no Sudão e na Tanzânia também existem petroglifos e pinturas rupestres. Nos anos 60 e 70, quando pesquisei esse tipo de registro, não havia cientistas como historiadores, arqueólogos ou alguém com conhecimentos para estudar o assunto. Naquela época, tudo por lá era mato, longe da civilização e de acesso muito difícil. Porém, como eu caçava e gostava de explorar de tudo um pouco, eu ia de jipe até onde podia e depois seguia por um ou dois dias a pé. Volta e meia encontrava algo e os próprios nativos indicavam os locais de interesse. Sempre que possível, usava minha máquina fotográfica Rolleiflex, que se abria para cima e fazia ótimas fotografias.

Havia recursos disponíveis para análise do material coletado no local?
Naquela época, os meios técnicos eram muito precários. Por exemplo, para mandar fazer análises de amostras de solo, de pedras calcinadas e de ninhos de UFOs coletadas em alguns dos casos, eu utilizava um laboratório agrícola que existia na cidade de Gabela. Eu queria saber sobre a radioatividade presente nas amostras, porém o laboratório não tinha meios de medir. Alguém de lá me disse que não tinham formas de saber o quanto, mas que as amostras eram extremamente radioativas com absoluta certeza, por conta de alguns dos efeitos apresentados. “Portanto, joguem isto fora, ponham em qualquer lado e não mexam mais nisso!”, disseram.

Atravessando a trilha

Além destes avistamentos de naves e de seres extraterrestres, como são as histórias de abduções na África?
Tenho um caso interessante que aconteceu na região centro-norte de Angola. Eu estava caçando com dois amigos e um deles atirou em um leopardo que estava em uma árvore. O bicho caiu, mas não morreu. Fugiu. Nós decidimos encontrá-lo, pois o animal estava ferido e precisávamos matá-lo para evitar seu sofrimento. Após caminharmos durante um tempo, entramos na mata fechada, sem achar sinais do bicho. Entretanto, em uma última tentativa, decidimos atravessar um riacho para ver se havia alguma marca ou pegada do outro lado. Não achamos indícios de nossa caça, mas um dos amigos nos chamou e disse: “Olhem, tem uma trilha aqui”.

Era algo comum encontrar trilhas pelo caminho?

Não, estávamos no meio do nada. Para andarmos naquele mato tínhamos que usar um facão e ir cortando os galhos. Como poderia haver uma trilha ali, naquele lugar tão ermo? Mas nós seguimos por ela, para ver onde ia dar, pois estava claro que era uma trilha feita por humanos, não por animais. Bem, após andarmos por cerca de uns 20 minutos, a trilha terminou em um pequeno rio e vimos uma clareira enorme no meio das árvores, onde havia uma aldeia de nativos. As pessoas do lugar ficaram tão espantadas quanto nós, pois não esperavam visitas.

Eu gosto muito de observar, e então comecei a olhar em volta e vi algo que me chamou a atenção. Havia muitos albinos entre os nativos — não é incomum encontrarmos indivíduos albinos entre os negros, mas o que chamava a atenção era o número que havia ali.

E aí, o que aconteceu?
Um punhado deles se ergueu com lanças e facões nas mãos e correu na nossa direção. Então eu disse: “Ninguém mexe nas armas! Ninguém vai disparar!” Foi tudo muito rápido, entende? Mas camponeses são como os elefantes e quem está habituado a caçar sabe que os elefantes nunca atacam na primeira vez, mas fazem falsas investidas para espantar o perigo. Pela maneira como os homens se aproximavam, com gritos e ameaças, percebemos que vinham para nos assustar. Nós ficamos quietos e eles pararam a uns seis ou sete metros. Um deles avançou e nos perguntou quem éramos e o que fazíamos ali, ao que eu respondi: “A gente vinha atrás de um leopardo que ferimos, para que pudéssemos matá-lo de vez, e acabamos chegando aqui porque vimos a trilha.” Fizeram mais algumas perguntas e chegaram à conclusão de que não éramos uma ameaça, pois, afinal, nem sabíamos que eles existiam. Então nos convidaram para entrar e ficamos conversando, sentados sobre alguns troncos, em frente a uma pequena fogueira.

Um grande susto, sem dúvida. E depois disso, pode descrever o que se passou?
Eu gosto muito de observar, e então comecei a olhar em volta e vi algo que me chamou a atenção. Havia muitos albinos entre os nativos — não é incomum encontrarmos indivíduos albinos entre os negros, mas o que chamava a atenção era o número que havia ali. Aquela aldeia tinha 73 pessoas e 32 eram albinas! Eu me dirigi àquele que era o chefe e lhe perguntei sobre aquilo e a resposta do homem me deixou pasmo: “Estes são filhos de nossos irmãos celestes”. Eu pedi a ele que explicasse melhor o que queria dizer e recebi a seguinte resposta: “Ninguém sabe que vivemos aqui. Eu já nasci aqui, meu pai já tinha nascido aqui. Existe um grupo de 32 amigos celestes, nossos irmãos, que vem para cá. Por isso nossa aldeia tem sempre 32 albinos. Quando eles começam a ficar muito velhos, quando passam da idade de 17 ou 18 anos e continuam vivos, eles [Os alienígenas] vêm para cá buscá-los. Se morrerem, eles vêm e ‘fazem’ outros”.

Como você reagiu a essa revelação?
Eu comecei a olhar para as pessoas albinas com mais atenção, mas não notei nada de anormal ou diferente na fisionomia delas. Ficou evidente para mim e para os outros o inusitado da coisa, pois a aldeia ficava no meio do mato, longe de tudo e de todos. Quando fomos embora, a única coisa que aquele homem nos pediu foi que não contássemos a ninguém sobre eles, pois, se o fizéssemos, eles precisariam mudar-se de lá. Obviamente que contei sobre o encontro, mas não disse a ninguém as coordenadas do local. Nem sei se continuam no mesmo lugar. O que vimos foi um cruzamento de espécies que resultava em albinismo. E por que albinos? Por que não negros ou brancos? Seria algum tipo de experiência científica? Só quero dizer que um homem do meio do mato, há 40 ou 50 anos, lá no interior da África, em uma aldeia tão pequena, não iria inventar tal coisa. Eles não tinham qualquer noção sobre discos voadores para criar aquele tipo de história.

Coincidências inusitadas

Você conseguiu descobrir mais detalhes sobre os extraterrestres que visitavam aquele povo?
Segundo o chefe, era necessário que houvesse sempre 32 albinos na aldeia. Este pormenor é importante, pois quando estávamos conversando e ele me falou sobre isso, levantou-se, foi para o interior de uma das casas e trouxe um livrinho consigo. Um livro perfeitamente normal, do tamanho daqueles de bolso. Pois bem, o livro tinha 32 páginas. Assim que eu o toquei, percebi que não era feito de papel e nem de tecido. Em cada página havia o rosto de um albino e algo escrito embaixo, em um alfabeto desconhecido. Eu falo vários idiomas e o que vi não era parecido com nada conhecido e nem com hieróglifos — aliás, não eram hieróglifos, era mesmo uma escrita cursiva.

É realmente espantoso. O que mais você conseguiu descobrir?
Bem, eu passei o livro para os outros amigos que estavam comigo e eles foram passando entre si. Quando o livro voltou para mim, eles disseram para eu tentar rasgá-lo, coisa que não queria fazer. Meus companheiros insistiram comigo e diante de minha relutância me pediram para tentar, ao menos, tirar uma das folhas. Eu fiz força para arrancá-la, mas embora ela se dobrasse, não consegui destacá-la. O chefe da aldeia olhava para mim e ria. Então ele tomou o livro de minhas mãos e o atirou no fogo. O livro não ardeu não se retorceu, não queimou. Não aconteceu nada!

crédito: GEOGRAPHIC Magazine
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Apesar de extremamente rudimentares, os Dogons têm conhecimentos astronômicos avançados. De onde eles vêm?

E depois disso, o que ocorreu?
Eu perguntei de onde vinha aquele livro extraordinário e o homem me disse que os “irmãos celestes” o haviam dado. Segundo ele, cada vez que um albino era levado, os alienígenas arrancavam uma página do livro e colocavam outra, com um novo albino. Diante de meu espanto, o chefe explicou: “Eles nascem aqui, são filhos de nossas mulheres, mas mal nascem e eles [Os extraterrestres] colocam uma folha nova, inclusive com o rosto que ele terá quando for adulto”. Fui informado de que as visitas aconteciam tanto de dia quanto à noite, mas somente quando o clima estava mais frio, o que naquela região de Angola significa uma temperatura em torno dos 25°.

Mas como os alienígenas se comunicavam com aquelas pessoas?

Segundo me foi dito, eles usavam o dialeto Umbundo, o mesmo da tribo e que não é tão difícil de falar. Na zona onde estávamos e na região onde morei, próximo à cidade de Gamela, o dialeto mais usado era o Quimbundo, mas o Umbundo também era usado. Os nativos introduziram muitos termos portugueses em suas formas de falar, por não terem em seus vocabulários palavras para designar determinadas coisas. Esse é um dos muitos casos estranhos que eu tenho na África, mas acho que quase todos os que eu compilei são completamente fora do comum. Porém, hoje digo que são fora do comum a partir de uma perspectiva não africana, porque na África casos desse tipo são perfeitamente comuns.

Vindos das estrelas

Existe entre o povo Dogon a afirmação de que aquela etnia teria sido visitada por seres anfíbios vindos de Po Tolo, como é conhecida por eles a estrela Sírius. Tais entidades eram chamadas de Nommos. Em Angola existe algum mito semelhante?
Não. Quando tomei conhecimento dos Dogons, eu já nem estava mais na África. Acredito que quem divulgou o mito daquele povo foi uma pesquisadora sul-africana. Eu nunca ouvi falar deles em todo o tempo em que vivi no continente. Depois que saí de lá, descobri junto às populações ribeirinhas, sobretudo aos pescadores da costa atlântica africana, que quanto mais ao sul se vai, mais aparecem relatos de povos que saíam do mar. Eles matavam ou levavam consigo as pessoas que estavam nas praias, principalmente nas aldeias do litoral. Mas, segundo as descrições, não eram homens-peixe, e sim homens esquisitos, humanoides bípedes sem pelos e sem escamas, de pele áspera. Porém, esses casos já não acontecem mais há décadas, são histórias que eles ouviam de seus antepassados.

No centro-sul da África foram encontrados alguns sítios arqueológicos compostos por círculos de pedras. Isso foi relacionado por alguns pesquisadores com o mito sumério dos Anunnakis. Você já ouviu falar de alguma coisa assim nos locais onde fez suas pesquisas?
Olhe, eu vi algo na Namíbia, no Deserto do Kalahari — que agora chamam de Deserto da Namíbia. Eu andei muito naquele local e por ali também há muitos casos ufológicos. No final do deserto, já no Zimbábue, vi algo muito parecido com estes círculos de pedra, que eram enormes. Mas não os estudei. Passei sobre aquelas ruínas assim como passei sobre outra coisa qualquer, não dando maior importância naquela época, e por isto não me debrucei sobre o assunto.

Eu perguntei de onde vinha aquele livro extraordinário e o homem me disse que os ‘irmãos celestes’ o haviam dado. Segundo ele, cada vez que um albino era levado, os aliens arrancavam uma página do livro e colocavam outra, com um novo albino nela.

Há um sítio arqueológico no Gabão onde foi encontrado um artefato supostamente pertencente a uma usina nuclear. Como é este artefato, você conhece?
Na verdade, não é um artefato, mas sim uma usina nuclear mesmo, com quilômetros de comprimento. E o que chama a atenção é que se constatou que aquilo realmente funcionou como uma usina nuclear e que a temperatura enorme que foi gerada ali teve repercussão termal praticamente nula. Mais ainda, pela maneira como foi feita a construção, verificou-se que os resíduos nucleares estão contidos dentro da própria usina. Isso também tem a ver com a geologia do terreno. Os engenheiros têm ido estudar o local, tentando verificar como funcionava a retenção de resíduos e se podem replicar o processo em outros lugares. Segundo a própria NASA, que fez a datação, estas usinas têm 1,2 milhão de anos de existência e trabalharam ininterruptamente durante 500 mil anos.

Mas isso poderia ser um processo natural, algo com uma explicação?
Não é uma única usina, têm mais duas. Não é possível que seja algo natural porque o processo de fissão nuclear não é controlado — ele é muito mais parecido com uma explosão da bomba atômica, deixando a radiação e a ação termal geradas espalhadas por uma grande área. Os achados no Gabão estão controlados e contidos, o que indica que não houve uma explosão, mas um processo de geração de energia. Para funcionar desta forma, há necessidade de água pesada ou óxido de deutério, e não há água pesada na natureza. Na água comum, a porcentagem de óxido de deutério é de 0,001% e a maior quantidade deste elemento que existe na Terra está retida no fundo dos oceanos.


Energia nuclear

Por favor, explique melhor este ponto.
Para que a fissão se dê, é preciso que a água pesada seja pura, senão o urânio não queima. E para produzir água pesada pura é preciso um processo de eletrólise. Ora, este é um processo laboratorial, não existe na natureza nada que possa fazer a eletrólise da água. Para se fabricar um litro de água pesada, são necessários 200 mil litros de água normal. Apesar de aquela região não ser um deserto, não existe ali nenhum lugar que possa fornecer tanta água assim. A água pesada precisaria ter sido fabricada para abastecer as três usinas do lugar. O que eu falei refere-se apenas a uma das usinas, pois as outras duas ainda não estão devidamente exploradas — embora o estudo da primeira facilite a compreensão das seguintes. Quem sabe descobrem alguma outra indicação sobre qual era o processo utilizado, que é tão diferente e melhor do que o que usamos hoje em dia.