ENTREVISTA

A constante presença alienígena em nossos mares e oceanos

Por Laura Maria Elias | Edição 254 | Janeiro de 2018

No final da Segunda Guerra, o mundo, ainda em estado de choque diante das atrocidades praticadas, viu-se ameaçado por outro conflito: a Guerra Fria. As bombas atômicas lançadas sobre o Japão haviam deixado claro que qualquer conflito mundial que viesse daquele ponto em diante tinha o potencial de destruir o planeta. Esse medo da aniquilação total foi a tônica do momento.

A Guerra Fria, que foi a divisão econômica e político-ideológica do mundo entre comunismo e capitalismo, separou nações e deu início a uma feroz corrida armamentista. A polarização mundial tinha a ver, e muito, com quem guardava mais poder de destruição. Por ser um conflito surdo, uma guerra sempre pronta a explodir, ambas as partes passaram a desenvolver e a aperfeiçoar não apenas seus recursos bélicos, mas também de espionagem e propaganda.

Para vencer o inimigo valia de tudo, desde implantar espiões disfarçados de pessoas comuns nos países inimigos, até treinar e utilizar médiuns, sensitivos e pessoas com capacidades telepáticas para espionarem e implantarem ideias nas mentes do lado oposto. Na década de 50 o conflito literalmente alcançou o espaço, com o lançamento, em 1957, do satélite soviético Sputnik, o primeiro objeto fabricado por humanos a sair da Terra. Havia sido dada a largada para a corrida espacial e no ano seguinte os norte-americanos criariam sua agência espacial, a Agência Espacial Norte-Americana (NASA), para fazerem frente aos progressos soviéticos. Daí em diante o mundo passou a acompanhar com atenção as conquistas alcançadas por ambos os lados do conflito.


Quebrando o silêncio

Porém, havia também outros olhos interessados em nossos progressos — muito especialmente em nossas bombas, aviões e bases militares. Vindos de um lugar desconhecido, UFOs e OSNIs começaram a surgir nos céus e oceanos da Terra, com uma presença que desafiava políticas e governos. Rompendo divisas territoriais e pouco se importando com as disputas humanas, os extraterrestres vasculharam nosso planeta inteiro, preocupando as autoridades de vários países.

Embora seja prática comum entre os governos, principalmente aqueles de países altamente desenvolvidos, manter um véu de silêncio sobre as ocorrências envolvendo UFOs e OSNIs, nenhuma nação conseguiu alcançar o padrão de sigilo imposto pelos soviéticos. Até hoje, quase nada se sabe sobre o que acontecia nos altos escalões do bloco sobre as pesquisas desenvolvidas por seus cientistas e sobre o modo como tratavam os UFOs. A Ufologia era, obviamente, proibida na União Soviética. Lentamente, porém, o véu do silêncio começa a ser erguido e alguns casos são divulgados.

Nosso entrevistado dessa edição é alguém que trabalha há anos para que os segredos soviéticos em relação aos extraterrestres sejam conhecidos. Para tanto, utiliza sua extensa rede de contatos em toda a região da extinta União Soviética e também os relatos que recebe em seu grupo de estudos. Nascido em Kiev, na Ucrânia, Paul Stonehill tem a seu favor o domínio do idioma russo e a rede de amigos que construiu ao longo de sua carreira.

O pesquisador chegou aos Estados Unidos em 1973 como refugiado, com 14 anos de idade. Em sua juventude, ajudou muitas pessoas a saírem da Cortina de Ferro, socorreu dissidentes e conseguiu contrabandear literatura que havia sido banida na União Soviética. Mais tarde, graduou-se em ciências políticas pela Universidade da Califórnia, com uma tese sobre a invasão soviética ao Afeganistão. Stonehill também trabalhou como jornalista de guerra e como freelancer em coberturas sobre UFOs e fenômenos anômalos.

Pesquisador experiente

A partir de 1989 nosso entrevistado tornou-se consultor de emissoras de TV, de companhias cinematográficas e de entidades corporativas dos Estados Unidos. Suas especialidades são história russa, operações soviéticas de acobertamento, questões de segurança corporativa para trabalhadores expatriados, guerras soviéticas, treinamentos interculturais e fenômenos anômalos no Leste Europeu, Rússia, Ásia Central e China.

Em 1993 a revista Omni publicou uma matéria sobre Stonehill e o Russian Ufology Research Center [Centro Russo de Pesquisa Ufológica (RURC)], criado por ele em 1991. Após a queda do comunismo, seus artigos começaram a circular também na Rússia e na Ucrânia. Os assuntos sobre os quais escreve incluem a pesquisa russa e soviética sobre assuntos paranormais, fenômenos submarinos anômalos, mistérios do programa espacial soviético, mistérios na Antiguidade do Leste Europeu, Ásia Central, Império Mongol e Sibéria, experimentos russos de viagem no tempo, trens fantasmas na Eurásia, programas soviéticos de controle mental e a presença do Fenômeno UFO na Rússia, Ucrânia e países bálticos.

Paul Stonehill também contribui como articulista para o portal Openminds [Endereço: www.openminds.tv], é autor das obras UFOs na Rússia: Antes e Depois da Queda do Comunismo [Biblioteca UFO, 2009], Paranormal Mysteries of Eurasia [Galde Press, 2011], e coautor de diversas obras com Philip Mantle, incluindo o sensacional OSNIs: Segredo dos Russos [Biblioteca UFO, 2016]. O autor também integra a equipe do programa Alienígenas do Passado, do canal a cabo History Channel.

Seu livro OSNIs: Segredo dos Russos, nos mostra uma série de casos inéditos no Ocidente, desvendando alguns dos mistérios da Marinha Soviética, cujos arquivos são guardados a sete chaves. Ele também nos dá um panorama do que foram as longas décadas da Guerra Fria e sua consequência para o mundo — ecossistemas destruídos, tribos antigas dizimadas, conhecimento ancestral perdido para sempre. Na entrevista a seguir conheceremos mais sobre o pesquisador e sua obra.

Como nasceu seu interesse pela pesquisa dos discos voadores?

Eu comecei a me interessar pelo assunto ainda na infância, por volta de 8 ou 9 anos de idade. Quando eu ainda morava em Kiev, um de nossos vizinhos, que era militar, contava que havia encontrado um UFO sobre o Ártico enquanto fazia um voo de reconhecimento. Segundo ele, os soldados chegaram a atirar no objeto, mas não conseguiram acertá-lo. Essa história me fascinou muito, porque os militares não costumavam mentir sobre coisas desse tipo — eles são pessoas sérias. Ao menos era o que eu pensava na época. A história daquele homem pesou bastante em meu interesse por Ufologia, mas houve outros fatores também.

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