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Um passado ainda desconhecido

Revista UFO | Edição 236 | 01 de Julho de 2016

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MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Máquina de Antikythera era um computador astronômico

Descoberto em julho de 1901 em uma região de naufrágio nas proximidades da ilha grega de Antikythera, o aparato estava em uma caixa de madeira. Composto por pelo menos 30 engrenagens em um mecanismo similar ao de um relógio, a Máquina de Antikythera ficou em segundo plano na época do descobrimento — o alvo da expedição eram objetos de vidro e cerâmica, além de estátuas de bronze e mármore. Contudo, sua complexidade e inúmeros caracteres nela gravados logo chamaram a atenção dos cientistas. Mais recentemente, após um estudo que durou cerca de uma década, utilizando avançadas técnicas e aparelhagem de análise, um grupo de pesquisadores conseguiu decifrar a maior parte das inscrições e resolver o mistério.

crédito: TIME
A Máquina de Antikythera, um poderoso instrumento astronômico pré-histórico
A Máquina de Antikythera, um poderoso instrumento astronômico pré-histórico

As inscrições contêm cerca de 14 mil caracteres, alguns com somente 1,2 mm, e ficou demonstrada sua função como calendário astronômico. Ele mostra a posição dos planetas, do Sol e da Lua no zodíaco, além das fases da Lua, e tem a capacidade predizer eclipses. Existe a suposição de que pudesse ser uma ferramenta de ensino e, de acordo com o líder do Projeto de Pesquisa do Mecanismo de Antikythera, Mike Edmunds, da Universidade Cardiff, o dispositivo é extraordinário, único de seu tipo. “O desenho é belíssimo e a astronomia nele é exata. O modo como os mecanismos foram desenhados é impressionante e quem quer que tenha feito isto foi extremamente cuidadoso”, disse Cardiff. Nada semelhante à Máquina de Antikythera, descoberta nos destroços de um navio do século I, surgiu nos mil anos que se seguiram.

Aumentam rumores sobre 11º temporada de Arquivo-X

crédito: FOX
Gillian Anderson e David Duchovny retornam às telas
Gillian Anderson e David Duchovny retornam às telas

Após o estrondoso sucesso da 10º temporada, exibida em forma de minissérie com dez episódios 14 anos depois do primeiro final da série, o canal Fox e os produtores e elenco de Arquivo-X se movimentam para viabilizar novos episódios. Em recente entrevista, o criador e produtor da série, Chris Carter, comentou que toda a equipe ficou orgulhosa com o resultado final, tendo feito um ótimo trabalho diante da oportunidade. Disse Carter: “Voltamos e produzimos material novo e original, ampliando os limites do show, e acredito que mostramos que Arquivo-X tem ainda muita vida em si”. O produtor afirmou que novos capítulos dependem de conseguir ajustar as agendas de todos, incluindo os protagonistas Gillian Anderson e David Duchovny. Carter comentou ainda que gostaria também de poder contar com Robert Patrick, que viveu o agente John Doggett. Porém, apesar da posição favorável de todos, é provável que Arquivo-X retorne somente em 2017 ou 2018.

Elementos essenciais à vida encontrados em cometa

A missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), já ocupa um lugar nos livros de história por ser a primeira a orbitar um cometa, o 67P Churyumov Gerasimenko, além do primeiro pouso na superfície de um desses corpos, graças ao módulo Philae. Outro feito importante foi a detecção, anunciada em junho, do aminoácido glicina na nuvem de gás e poeira que envolve aquele corpo celeste. Além disso, outras moléculas orgânicas e fósforo, ingrediente vital para o DNA, também foram detectadas pelos instrumentos da nave. Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna, na Suíça, e principal responsável pelo instrumento, afirmou: “Com esses compostos orgânicos, aminoácidos e fósforo, podemos dizer que o cometa contém tudo que é necessário para produzir vida. Entretanto, como é muito frio não existe energia para isso, mas se ele cair em um oceano como o da Terra, essas moléculas podem se mover e talvez dar origem à vida”.

Teoria vem sendo bem recebida

crédito: NASA
Agora sabemos que os cometas semeiam e espalham vida pelo universo
Agora sabemos que os cometas semeiam e espalham vida pelo universo

O achado dá suporte à teoria de que os cometas tiveram um papel essencial ao desenvolvimento de vida na Terra há bilhões de anos. A glicina é o mais simples dos aminoácidos e essa é a primeira vez que é detectada diretamente no espaço na forma gasosa, liberada em meio aos grãos de poeira e outros materiais ejetados do cometa. Aminoácidos são as bases das proteínas, moléculas essenciais para a vida como a conhecemos na Terra. Outras moléculas do tipo foram procuradas, mas somente a glicina foi encontrada. Os cientistas consideram que ela se formou na nuvem original de gás e poeira que deu origem ao Sol e ao Sistema Solar, sendo depois capturada por cometas. No período de intenso bombardeamento há bilhões de anos, esses elementos foram então acrescentados à Terra, permitindo que a vida se formasse a seguir. Outros aminoácidos necessitam de água, e foram provavelmente formados nos oceanos de nosso planeta. Os cientistas da missão Rosetta comentam que a descoberta indica que esses processos podem ocorrer em inúmeros outros sistemas solares.

SETI busca civilizações alienígenas em anãs vermelhas

crédito: SETI
O Projeto SETI vai começar a vasculhar um tipo diferente de estrelas para ver se finalmente obtém algum resultado em seu trabalho
O Projeto SETI vai começar a vasculhar um tipo diferente de estrelas para ver se finalmente obtém algum resultado em seu trabalho

Por muito tempo, o Projeto SETI [O programa de busca por vida extraterrestre inteligente] se concentrou em estrelas amarelas similares ao Sol, considerando que fossem as mais adequadas ao desenvolvimento de espécies avançadas — a teoria era de que anãs vermelhas, o tipo mais comum de estrela em nossa galáxia, fossem frias demais para abrigar vida inteligente. Além disso, suas regiões habitáveis são menores, significando que os planetas teriam que ficar muito próximo de seus sóis, com uma face permanentemente voltada para eles, e a outra enfrentando escuridão perpétua. Contudo, hoje se sabe que o calor pode ser dividido pela camada atmosférica, criando um ambiente propício à vida.

Anãs vermelhas vivem muito mais

Além disso, anãs vermelhas duram muitos bilhões de anos a mais que sóis amarelos e, portanto, o SETI tem dado crescente atenção a elas. Foi elaborada uma lista com 70 mil dessas estrelas e serão investigadas as 20 mil mais próximas do Sol em busca de sinais de civilizações alienígenas. O engenheiro Jon Richard, do projeto, que anunciou a Iniciativa Pálido Ponto Vermelho, menciona os casos da estrela de Kapteyn, que tem 11,5 bilhões de anos e possui um planeta em sua região habitável. Planetas habitáveis também estão sendo procurados ao redor de Próxima Centauri, estrela mais próxima do Sol e presença frequente na ficção científica, como no filme Avatar e na série Fundação, de Isaac Asimov.


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