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Reabrindo o Caso Varginha

Revista UFO | Edição 222 | 01 de Abril de 2015

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MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Acelerador de partículas voltará a detectar matéria escura

crédito: UNIVERSITÉ DE LION
O Grande Colisor de Hádrons (LHC) volta a procurar o Bóson de Higgs e outras coisas mais
O Grande Colisor de Hádrons (LHC) volta a procurar o Bóson de Higgs e outras coisas mais

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) ganhou as manchetes mundiais em 2012, ao descobrir o Bóson de Higgs, última partícula que faltava para completar o chamado Modelo Padrão da física de partículas. Após uma reforma na qual sua potência foi mais do que dobrada, a máquina estava prevista para voltar a operar em março. Entre os principais objetivos está desvendar a natureza da misteriosa matéria escura. Espera-se que o melhorado LHC possa ainda detectar outras versões do Bóson de Higgs, além de confirmar a Teoria da Supersimetria, encontrando partículas ainda hipotéticas como o fotino e o gravitino.

Se nossos visitantes chegarem, quem responde pela Terra?

A pergunta também é o título do capítulo final do livro Cosmos, de Carl Sagan, e ilustra o debate que vem se intensificando quanto ao Projeto SETI [O programa de busca por vida extraterrestre inteligente]. Ao contrário do que se acredita, o programa iniciado em 1960 jamais foi um esforço constante, e sim funcionou esporadicamente, sempre com severas restrições orçamentárias. Mas mesmo assim, o chamado “Grande Silêncio” tem incomodado os cientistas e muitas propostas a respeito foram debatidas recentemente no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). Uma das propostas defende que a humanidade não deve se limitar a ouvir, mas também a enviar intencionalmente mensagens para as estrelas. Os defensores desse SETI ativo ou Mensagem para Inteligência Extraterrestre (METI) afirmam que essa estratégia iria contribuir para o desenvolvimento tecnológico — e também para refinar os métodos do SETI. Seth Shostak, diretor do órgão, tem defendido que devemos enviar toda a internet para o espaço, que então funcionaria como um tipo de Pedra de Rosetta, auxiliando assim uma civilização alienígena a traduzir nossa mensagem.

Onde estão eles?

Têm havido ainda questionamentos também a respeito dos métodos da escuta do SETI, visto que o projeto foi iniciado sob a perspectiva de que alienígenas transmitiriam continuamente para qualquer um que estivesse ouvindo. Hoje, com informações recentes acerca da propagação interestelar das ondas de rádio, sabe-se que essa operação seria por demais custosa, e pouco eficiente. Seria preferível, antes, descobrir os planetas mais adequados à existência de vida e enviar feixes de transmissões mais estreitos. Existem ainda os temores de que uma civilização mais adiantada e capaz de viagens interestelares poderia ser hostil, representando um desastre para a humanidade. Sobre isso, o próprio Shostak afirma que nossa sociedade já transmite há mais de um século, e uma civilização somente alguns séculos à nossa frente já pode ter ciência de nossa existência. Finalmente, há a dúvida quanto a quem tomaria decisões quanto à mensagem. Shostak sugere uma possível votação mundial e pergunta se a porcentagem a favor fosse somente um pouco superior, qual então seria a atitude a ser tomada. O debate ainda segue longe de uma conclusão...

Faleceu Leonard Nimoy

crédito: BIZZ
O Senhor Spock continua vivo enquanto nos lembrarmos dele
O Senhor Spock continua vivo enquanto nos lembrarmos dele

Para imensa tristeza dos fãs de ficção científica, e especialmente de Jornada nas Estrelas, Leonard Nimoy faleceu em 27 de fevereiro último, aos 83 anos, em sua casa em Los Angeles. O ator, famoso por dar vida ao vulcano Senhor Spock na série que durou de 1966 a 1969, sofria de doença obstrutiva pulmonar crônica devido ao tabagismo, vício que abandonara havia 30 anos. Nimoy passou a participar de campanhas contra o cigarro, alertando para seus males. Nascido em 26 de março de 1931, além de ator, Nimoy foi poeta, pintor, fotógrafo e elogiado diretor. Participou de inúmeras produções além de Jornada nas Estrelas, incluindo Missão Impossível, de 1969 a 1971. Nos anos 70 também apresentou a série In Search Of..., batizada no Brasil de A Nova Jornada de Leonard Nimoy, em que tratava dos mistérios do mundo, como Ufologia, criptozoologia, Ufoarqueologia, vida extraterrestre e outros.


Retornou ao papel de Spock nos primeiros seis filmes de Jornada para o cinema, além de participações especiais na série A Nova Geração. Teve ainda atuação nos filmes Star Trek [2009] e Além da Escuridão [2013], novamente como o vulcano Senhor Spock — além de dublar um boneco do personagem na série cômica The Big Bang Theory. Seu último papel na televisão foi o do doutor William Bell na série Fringe. Repetindo aqui uma frase do filme A Ira de Khan, no qual Spock morre para reviver no filme seguinte, “Ele não está realmente morto enquanto nos lembrarmos dele”. Leonard Nimoy de fato teve uma vida longa e próspera.

Nuvens gigantescas em Marte são novo mistério

Em estudo publicado no periódico Nature, foi revelado que astrônomos amadores detectaram enormes nuvens em Marte, na região do planeta conhecida como Terra Cimmeria. As ocorrências se deram em 2012, e de acordo com análises feitas por astrônomos da Universidade do País Basco, em Bilbao, na Espanha, as nuvens atingem uma altitude de 200 a 250 km, formando-se no lado iluminado pelo Sol. Entre as explicações estão a presença de partículas de gelo de dióxido de carbono ou de água, ou ainda um fenômeno semelhante a uma aurora, causado por alguma anomalia magnética na região. Contudo, nenhuma dessas explicações é coerente com o que se sabe sobre a atmosfera superior marciana. Descobriu-se ainda que nos últimos 20 anos nuvens menores, de cerca de 100 km, têm sido fotografadas — e em 1997 o telescópio espacial Hubble flagrou nuvens similares às descritas agora. Os fenômenos se desenvolvem em menos de 10 horas e permanecem visíveis por cerca de 10 dias, e nenhuma das atuais missões orbitais em Marte está em posição de sobrevoar a região a fim de tentar elucidar o mistério.

Agência Espacial Europeia lança avião espacial não tripulado

crédito: ESA
O versátil Veículo Experimental Intermediário (IXV), com pouco mais de cinco metros de comprimento
O versátil Veículo Experimental Intermediário (IXV), com pouco mais de cinco metros de comprimento

A ESA realizou em 11 de fevereiro um voo suborbital de teste do Veículo Experimental Intermediário (IXV). Com pouco mais de cinco metros de comprimento, o pequeno ônibus espacial não tripulado realizou uma missão suborbital, decolando da Guiana Francesa e descendo no pacífico 100 minutos depois, sem qualquer falha. Um dos objetivos do programa era determinar meios de trazer uma nave em segurança de volta à Terra, e para tanto o IXV subiu até uma altitude de 412 km. A ESA busca construir assim as naves espaciais da próxima geração, e para tanto contribuiu também na reentrada na atmosfera e posterior destruição do Veículo de Transferência Automática (ATV), chamado de Georges Lemaitre. Quinto e último da série de naves cargueiras para a Estação Espacial Internacional, iniciada em 2008 com o Jules Verne, o veículo recebeu sensores para enviar dados para a agência. A ESA pretende nos próximos anos construir um avião espacial maior, capaz de colocar satélites em órbita e pousar em uma pista asfaltada.


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