ARTIGO

Um trágico caso ufológico em família

Por Pablo Villarrubia Mauso | Edição 254 | 01 de Janeiro de 2018


Créditos: JAMIL VILA NOVA

Boitatá, Mãe do Ouro, Luz do Mundo, Luz Andeja. Os nomes variam, mas as manifestações continuam a surgir. Neste caso, deixaram uma vítima fatal e uma família traumatizada para contar a história. As muitas histórias que correm no interior de nosso país, e que não raro são vistas apenas como invencionices, ilusões ou coisas de pessoas ignorantes, são um tesouro de informações sobre como se formou a interpretação humana de fenômenos que desafiavam as explicações comuns. As figuras de nosso folclore, assim como também ocorre em todo mundo, podem esconder informações preciosas.

Quando olhamos para as antigas histórias com “olhos ufológicos”, descobrimos um verdadeiro mar de casos espalhados pelo país inteiro, envolvendo contatos próximos, avistamentos e interações entre humanos e seres de outros mundos. O episódio ocorrido com João Prestes Filho, em 1946, no interior de estado de São Paulo, é um exemplo claro do quanto se esconde por trás das imagens folclóricas. O primeiro pesquisador do Caso Prestes chama-se Fernando Grossmann. Tivemos a sorte de localizá-lo há alguns anos residindo em um bairro da periferia de São Paulo, próximo à Reserva da Cantareira. O entomólogo mora dentro de um verdadeiro bunker de concreto, criado para o que deveria ter sido um centro de estudos ufológicos, com cômodos individuais para acolher os pesquisadores por longos períodos de tempo.

Grossmann, um dos pioneiros e veteranos da Ufologia Brasileira, nos lembrou que as pesquisas ufológicas sobre o “homem queimado” começaram em 1971, com um cidadão chamado Irineu Marinho, que levantou a hipótese de que uma nave extraterrestre poderia ter queimado e matado o pobre João Prestes Filho. Em 1974, o pesquisador, na companhia do suíço Willy Wirtz e do doutor Luís Braga Cavalcante de Araújo, entrevistou na cidade de São Roque o cirurgião Aracy Gomide, que afirmou que a carne da vítima “se desprendia em fiapos” que caíam ao solo, ao redor da cama.

Rosto do homem queimado

O cirurgião chegou à conclusão de que o sitiante morrera com queimaduras de terceiro grau provocadas por “efeitos indiretos de radiação, semelhantes a uma explosão atômica”, conforme disse. Mas quem, em 1946, e em pleno interior de São Paulo, poderia experimentar tal coisa? Outros pesquisadores falam que as queimaduras podem ter sido feitas por micro-ondas, uma vez que seus tecidos mortos e suas roupas não foram queimados.

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Sobre o Autor

Pablo Villarrubia Mauso

Jornalista, mestre em jornalismo arqueológico, ufólogo e consultor da Revista UFO.

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