ARTIGO

OSNIs: Os segredos dos russos

Por Paul Stonehill | Edição 239 | 01 de Outubro de 2016


Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), formada em 1922, chegou ao fim em dezembro de 1991, mudando, mais uma vez, a correlação de forças em nosso planeta. Por décadas Estados Unidos e União Soviética disputaram a supremacia bélica e espacial, e devido à grande capacidade nuclear de ambos, também por décadas o mundo viveu sem saber o que viria a seguir. A tensão entre os dois polos do poder global, conhecida como Guerra Fria, exigia que cada um deles mantivesse uma pesada cortina de silêncio sobre seus avanços científicos de caráter militar e sobre descobertas em diversas outras áreas.

Entre os assuntos mais sigilosos das duas nações estavam os avistamentos cada vez mais frequentes de objetos voadores e submarinos desconhecidos, cuja tecnologia era visivelmente superior à disponível na época. Cada uma das potências globais lidou com o assunto a seu modo. Nos Estados Unidos, onde as liberdades individuais e de imprensa vigoravam, nem tudo podia ser abafado e muitas notícias chegavam aos jornais. Já na União Soviética as pessoas não gozavam as mesmas prerrogativas e, portanto, o silêncio sobre o assunto era quase completo.

Hoje, mais de 20 anos depois que a chamada Cortina de Ferro ruiu, ainda sabemos pouco sobre os segredos ufológicos detidos pelos soviéticos — mas graças a bons e corajosos pesquisadores, podemos conhecer alguns deles. Este artigo, baseado em meu livro OSNIs: Os Incríveis Segredos dos Russos [Código LIV-036 da Biblioteca UFO. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br], pretende mostrar que, independentemente dos conflitos humanos, os UFOs e OSNIs nunca se importaram com as fronteiras que nos separam ou com as guerras que travamos. E mais, eles observam de perto aquilo que fazemos em nosso planeta.

É desnecessário mencionar que a Marinha Soviética guardava cuidadosamente seus assuntos proibidos. Um exemplo típico disso foi a reação do contra-almirante Mikhail Rudnistky a um artigo sobre OSNIs publicado pela corajosa revista Tekhnika Molodezhi [Tecnologia Moderna], em 1972. Rudnistky descartou publicamente qualquer possibilidade sobre a existência de OSNIs e declarou, entre outras coisas, que se seres inteligentes tivessem vivido sob as águas do planeta por milhares de anos, já teriam, sem qualquer dúvida, tentado contatar os seres humanos. “E, claramente, isso nunca aconteceu”, completou. Ele estava apenas escondendo o jogo.

Segredos da Marinha Soviética

Entretanto, apesar das tentativas da Marinha Soviética para diminuir o interesse público sobre o assunto, quando ainda vigorava a Cortina de Ferro, ela própria sempre esteve interessada nele. O pesquisador Nikolai Nepomnyaschy descreveu em sua obra Iz Sekretnikh Arkhivov Razvedok Mira [Dos Arquivos Secretos dos Serviços de Inteligência Mundiais, Arkhad Press, 1998], um importante incidente ocorrido em 1960, quando um grande objeto submarino foi bombardeado pela Marinha da Argentina, na época em parceria pela Soviética. Isso provocou uma forte reação por parte das autoridades e Nikita Krushev, o então líder do bloco socialista, enviou a seu representante na Argentina um pedido de informações detalhadas sobre o incidente.

Vladimir Giorgiyevich Ajaja é uma das personalidades mais proeminentes na história da pesquisa ufológica da Rússia. Quando jovem, ele frequentou a prestigiada Escola Superior Naval M. V. Frunze, a mais antiga escola de oficiais de comando naval daquele país. O pesquisador serviu na Marinha Soviética e tornou-se próximo de alguns líderes da Armada Soviética e, depois, Russa. Ajaja escreveu uma monografia sobre UFOs para seus superiores e teve a oportunidade de inquirir oficiais da Inteligência que pesquisavam UFOs e OSNIs. Ele também participou de vários projetos de pesquisa oceanográfica, e o que descobriu é estarrecedor.

O interesse do pesquisador pelos UFOs, entretanto, o colocou em uma situação delicada — Ajaja perdeu o emprego e tornou-se alvo de ataques da comunidade científica e do Partido Comunista. Seu nome foi manchado na imprensa soviética, seus trabalhos foram parar na lista negra e ele foi impedido de falar ou dar palestras para o público sobre o Fenômeno UFO. Felizmente, e por mais surpreendente que possa parecer, a Marinha lhe deu um emprego que lhe oferecia a invejável oportunidade de continuar seus estudos e pesquisas. Com a ajuda de amigos bem colocados dentro da força naval, Ajaja escreveu um artigo sobre o Triângulo das Bermudas para a respeitada revista científica soviética Nauka I Zhizhn [Ciência e Vida].

Nos mares e oceanos

Em 17 de novembro de 1976, o pesquisador fez uma palestra sobre UFOs no Departamento de Pesquisa Subaquática da Comissão Oceanográfica da Academia de Ciências da União Soviética. Estavam presentes o seu superior, o presidente do departamento, P. Borovikov, e seu vice, E. Kukharkov, além de outras 29 pessoas. A palestra foi impressionante o suficiente para que os participantes decidissem incluir os avistamentos de UFOs dentro do mares e oceanos soviéticos nas atividades de pesquisas planejadas pelo departamento, evidentemente em segredo. Todos os dados coletados deviam ser devidamente pesquisados e analisados.

crédito: EDITORIA DE ARTE
Os OSNIs conseguem transitar da atmosfera para as massas d'água sem nenhuma complicação
Os OSNIs conseguem transitar da atmosfera para as massas d'água sem nenhuma complicação

Na ocasião, Ajaja relatou-lhes um curioso episódio ocorrido alguns meses antes, no reservatório da Bacia Pirogovsky, localizado a 7 km de Moscou. Em agosto de 1976, Anton Troitsky e outras seis testemunhas observaram um disco metálico prateado sobre a represa. O objeto tinha aproximadamente oito vezes o tamanho aparente da Lua e se movia lentamente, a várias dezenas de metros de altitude. Os observadores então viram duas faixas ou tiras se movendo ao lado do estranho objeto, e quando elas pairaram sobre o UFO, eles enxergaram um ponto negro aberto em sua parte inferior e um pequeno e fino cilindro se projetando a partir dele. A porção do cilindro começou a se mover em círculos, mas a parte superior permaneceu ligada ao objeto.

O impressionante Caso Volga

Essa bizarra história foi apenas uma das muitas coletadas por Vladimir Giorgiyevich Ajaja envolvendo objetos desconhecidos em torno de oceanos e mares soviéticos. Outra história interessante é a de um submarino nuclear a serviço da então temida Frota do Pacífico. Enquanto estava em patrulha em um exercício militar, os equipamentos hidroacústicos do submarino detectaram seis objetos desconhecidos em sua proximidade. Quando a embarcação tentou se afastar, os artefatos copiaram a manobra, permanecendo na mesma posição fixa. O comandante foi obrigado a emergir, contrariando as regras estabelecidas para as patrulhas em exercício. Com o submarino novamente à tona, os seis OSNIs voaram para fora do oceano, deixando a tribulação perplexa. Ajaja afirmou ter sabido sobre esta ocorrência por meio de um documento oficial que vira no quartel-general do Comando da Marinha Soviética.

Outro dos mais importantes episódios envolvendo a Marinha Soviética e UFOs, e que é frequentemente discutido pelo pesquisador, ocorreu no Mar de Barents, em 07 de outubro de 1977. Naquele dia, técnicos de radar embarcados no navio de apoio Volga, usado para carregar suprimentos para submarinos, detectaram a aproximação de um “alvo” desconhecido, a uma distância de 100 km. Enquanto os marinheiros procuravam responder à situação de emergência, o capitão Yuri Tarankin foi chamado com urgência ao centro de informações da embarcação. Lá ele viu que os técnicos de radar acreditavam que o alvo fosse um grupo de helicópteros. Mas de onde eles haviam saído? O navio estava muito longe da costa e todos os helicópteros soviéticos conhecidos estavam muito distantes para alcançá-lo. Além disso, os relatórios da Inteligência apontavam que não havia porta-aviões estrangeiros no Mar de Barents naquele dia.

Os observadores então viram duas faixas ou tiras se movendo ao lado do estranho objeto, e quando elas pairaram sobre o UFO, eles enxergaram um ponto negro aberto em sua parte inferior e um pequeno e fino cilindro se projetando a partir dele

O capitão Tarankin, então, foi para a ponte, para tentar visualizar o alvo. E o que ele viu foram nove discos voadores com brilho intenso que se aproximavam a nordeste — outros tripulantes do Volga também observaram os objetos e todos concordaram que não eram helicópteros. Quando os UFOs se aproximaram dos mastros do navio, começaram a executar uma espécie de “dança aérea” circular sobre a embarcação. Tarankin ordenou que os operadores de rádio contatassem a base principal da Frota do Pacífico, localizada em Severomorsk, mas os operadores não conseguiam enviar ou receber mensagens. Simplesmente, toda a comunicação fora cortada. O capitão, então, emitiu uma incomum ordem pelo rádio interno do navio — todo o pessoal a bordo que estivesse vendo os objetos devia desenhá-los e, se possível, fotografá-los. Ele queria reunir a maior quantidade de provas que pudesse para que seus superiores não o acusassem de ter enlouquecido ou de ter delirado.

O silêncio no rádio permaneceu durante os 18 minutos em que os discos circularam o Volga. Depois que os objetos se foram, o rádio voltou a funcionar e as mensagens foram enviadas à base principal. Uma hora mais tarde, um avião de reconhecimento chegou ao local, mas então os UFOs já estavam muito longe. Esse incidente preocupou, e muito, os cabeças da Marinha e Vladimir Giorgiyevich Ajaja foi chamado no mesmo dia para se reunir com o comandante-em-chefe da Frota do Pacífico, o almirante Nikolai Smirnov. Smirnov, que também supervisionava a pesquisa da Armada Soviética, queria que Ajaja ouvisse o relatório de Tarankin. O almirante também contatou o vice-chefe do Estado-Maior da Marinha N. P. Navoytsev e ordenou que uma comunicação fosse enviada para todos os barcos de guerra: eles estavam para implementar uma nova diretiva — conhecida como Instruções para Observações de UFOs — nas embarcações. Ajaja foi quem elaborou a instrução, que foi assinada por Navoytsev e posta em prática, inicialmente, em navios hidrográficos, de pesquisa científica e de reconhecimento. Depois nos militares.

Kvakeri, o fantasma dos mares

No final dos anos 60 a Guerra Fria ainda estava no auge e o perigo para ambos os lados da tensão era implacável, e muitas vezes invisível, pois um tipo diferente de guerra se escondia nos céus, na terra e sob as águas — aquela envolvendo outras inteligências cósmicas em ação em nosso planeta. Durante o período, um fenômeno subaquático particularmente estranho atraiu a atenção do alto comando da Marinha Soviética. Os submarinos nucleares do país estavam recebendo estranhos sons vindos de objetos que se movimentavam em profundidades abissais. Os monitores da Armada começaram a captar sons que se pareciam com o coaxar de rãs. Os artefatos responsáveis por tais ruídos foram apelidados de kvakeri, termo que foi oficialmente adotado na documentação da Marinha Soviética. Kvakat, em russo, significa coaxar. Mas o que seriam eles?

Os indicadores de curso dos navios de apoio de guerra soviéticos mostraram que objetos desconhecidos circularam e acompanharam os submarinos emitindo os estranhos sons, muitas vezes alterando a frequência e o tom de seus sinais — era como se os artefatos estivessem “convidando” os submarinos a iniciarem algum tipo de conversação. Embora agissem de forma ativa, os kvakeri nunca foram agressivos em suas interferências nos sistemas acústicos das embarcações. Eles acompanhavam os submarinos até que o último deles deixasse uma determinada área, e então, produzindo o coaxar pela última vez, desapareciam.

O então ministro da Defesa marechal Andrei Antonovich Grechko ordenou a criação de uma equipe de investigação especial por parte da direção de Inteligência da Marinha Soviética para investigar o fenômeno. O almirante Grechko Sergey Georgiyevich, que ficou responsável pela missão, não poupou esforços para a averiguação daquele fenômeno que obstruía as operações de sua Armada. Ele ordenou uma série de expedições oceânicas para pesquisar os kvakeri, bem como outros fenômenos incomuns. E os oficiais soviéticos que participaram daquele programa supersecreto visitaram continuamente diversas frotas do país recolhendo todas as informações disponíveis.

Por toda a região

O fenômeno foi registrado principalmente no Oceano Atlântico, mas também surgiu em áreas do norte, como no Mar da Noruega, e em direção à fronteira ocidental do Mar de Barents. De acordo com outras fontes, os kvakeri também foram ouvidos em operações nas proximidades das Filipinas. Adicionando ainda mais mistério à história está o fato de que os técnicos de sonar não encontraram apenas o ruído do coaxar como o de rãs, mas também outros sons inexplicáveis, embora o coaxar fosse o ruído mais comum. Até hoje pouco se confirmou sobre os detalhes do fenômeno e do programa de pesquisas — tudo permanece em segredo dentro dos antigos escritórios da extinta KGB, atual FSB.

crédito: PRAVDA
O pesquisador Nikolai Nepomnyaschy, que revelou inúmeros episódios ufológicos soviéticos até então secretos
O pesquisador Nikolai Nepomnyaschy, que revelou inúmeros episódios ufológicos soviéticos até então secretos

De acordo com o capitão Ergov Ibragimov, um dos oficiais envolvidos nas pesquisas, os kvakeri tinham uma incrível capacidade de manobrabilidade, incluindo a de se locomoverem a mais de 370 km/h sob a água, mantendo-se em ângulo de nariz em relação aos submarinos. Outro ex-submarinista soviético, que chama a si mesmo de “Dima, o Guru”, lembrou que os kvakeri eram ouvidos de formas diferentes quando os submarinos estavam submersos. Segundo Dima, em uma ocasião ele ouviu algo como um “ronronar” correndo do lado de fora da embarcação, a uma velocidade estimada em mais de 150 km/h. Em outras ocasiões ele percebeu um som agudo, como se algo muito grande estivesse passando muito rápido ao lado do submarino — algo evidentemente mecânico. “Como algum ser vivo sobreviveria a tal velocidade?”, perguntou. Ele também afirmou que houve ocasiões em que “coisas pequenas” espreitavam o submarino. Sondas ufológicas?

Nem nosso, nem deles

De acordo com o almirante Anatoly Alexandrovich Komaritsin, chefe do Diretorado Principal de Navegação e Oceanografia do Ministério de Defesa da (atual) Federação Russa, os militares do país tentaram localizar e deter formações de kvakeri em suas estações acústicas. Às vezes, após se movimentarem através de uma área com atividade de kvakeri, as embarcações retornavam para suas bases e lá suas tripulações descobriam que a superfície de borracha dos submarinos estava coberta por um tipo de massa biológica que emitia luz por um longo tempo, mas que, quando exposta ao Sol, tendia a desaparecer.

Outro submarinista condecorado na extinta União Soviética também deu sua opinião em um fórum sobre o fenômeno kvakeri. Disse ele: “Vocês não podem imaginar o que aconteceu no Estado-Maior da Marinha Soviética durante a Perestroika, quando houve o compartilhamento de informações sobre os kvakeri com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A OTAN pensava que os kvakeri eram algum armamento nosso e nós pensávamos que fossem da OTAN, mas parece que tinham outra origem. A verdade é que nem nós podíamos construir um armamento com aquela sofisticação — ­e por isso pensávamos que fosse da OTAN e ela pensava que fosse nosso.

Com o abrupto fim das pesquisas sobre o fenômeno, nos anos 80, as perguntas ficaram sem resposta e até hoje nenhum documento sobre o assunto foi vazado ou desclassificado. A atual Marinha Rússia mantém seus segredos da época soviética muito bem trancados e, por isso, só podemos especular. Uma das considerações que nos vêm à mente é a de que talvez os kvakeri tenham sido atraídos pelos submarinos nucleares devido ao potencial perigo ambiental que essas embarcações carregavam. É importante lembrar que tais embarcações usavam urânio enriquecido como combustível, e que alguns chegavam a utilizar o elemento a mais de 90%. O combustível nuclear irradiado é muito radioativo e contém também plutônio altamente enriquecido, além de outros subprodutos advindos da fissão nuclear. Hoje, os antigos submarinos nucleares soviéticos no Ártico estão sendo corroídos e afundando cada vez mais com seus compartimentos cheios de água, prenunciando uma catástrofe ecológica prestes a ocorrer.

Gigantes ancestrais

Os mistérios que envolvem o então Território Soviético, atualmente a Federação Russa, são antigos e não se restringem aos mares e oceanos. Toda a região tem lagos extensos e profundos, que também foram palco de fenômenos não explicados. Entre eles há relatos de encontros com criaturas aquáticas que por vezes parecem querer manter um contato amigável com os humanos e, em outras, parecem agressivos e perigosos. Há muitas histórias e lendas que tratam de estranhos e gigantescos seres que habitariam os profundos lagos soviéticos e as cavernas que os circundam e há indícios de que as lendas tenham fundamento em fatos reais.

Boris Pavlovich Grabovsky foi o engenheiro soviético que inventou a primeira transmissão de TV a tubo totalmente eletrônica e também foi o autor do livro Kosmichekiv Biofactor [Biofator Cósmico, Nammhed Press, 1956]. No final dos anos 30, Grabovsky conduziu uma curiosa entrevista com uma relutante testemunha sobre um dos episódios históricos do misterioso passado de nosso planeta. O entrevistado, seu amigo pessoal, explorara uma caverna próxima ao Lago Issyk-Kul, localizado no Quirguistão. Dentro da caverna ele e seus homens descobriram três esqueletos humanos, cada um com mais de três metros de altura — as ossadas estavam adornadas com objetos que lembravam morcegos, feitos em prata. Os homens ficaram com medo do que haviam descoberto e se mantiveram em silêncio por vários anos.

Os indicadores de curso dos navios de apoio mostraram que objetos desconhecidos circularam e acompanharam os submarinos emitindo os estranhos sons, como se os artefatos estivessem 'convidando' os marinheiros para algum tipo de conversação

O que eles fizeram foi derreter os adornos de prata, mantendo apenas um pedaço deles intacto. O cientista que examinou o fragmento não conseguiu datá-lo. É interessante também notar que há uma antiga lenda naquele país que fala sobre uma cidade submersa no Issyk-Kul, cuja descrição seria a de uma criatura com longas orelhas asininas. O manancial, cujo nome significa “lago quente” no idioma turco da Ásia Central, é um dos maiores lagos em altitude do mundo. As cadeias montanhosas Trans-Ili Ala-Tau e Terskey Ala-Tau se estendem ao longo da costa norte do enorme e profundo corpo de água salgada. Ao sul do Issyk-Kul, duas cadeias de montanha do Tian Shan, separadas pelo Vale Naryn, seguem a mesma direção.

Desde a Antiguidade as margens e as águas do lago têm mantido muitos segredos e mistérios. Ali existem cavernas que foram habitadas por pessoas da Idade da Pedra, túmulos de antigos nômades e dos reis citas, templos ao ar livre, muitos desenhos estranhos nas rochas, ruínas de cidades há muito esquecidas e os remanescentes de civilizações perdidas enterrados sob as águas. A primeira menção feita na Eurásia sobre seres gigantescos remonta ao início do século XX. Vários garotos da Geórgia, na época parte do Império Russo, descobriram uma caverna dentro de uma montanha que só podia ser alcançada mergulhando-se no lago. O local, dizem, estaria repleto de esqueletos humanoides, todos com mais de três metros de altura. George Papashvili e sua esposa citam esse incidente em seu livro Anything Can Happen [Tudo Pode Acontecer, St. Martin’s Press, 1925].

Os nadadores fantasmas


Em 1982, Mark Shteynberg, juntamente com o tenente-coronel Gennady Sverev, conduziu o treinamento periódico de mergulhadores de reconhecimento, ou homens-rã, do Turquestão e de outras regiões militares da Ásia Central. Alguns desses exercícios aconteceram no citado Lago Issyk-Kul. Mas, de forma totalmente inesperada, os militares receberam a vista de um importante oficial, o major-general V. Demyanenko, comandante do Serviço Militar de Mergulho das Forças de Engenharia do Ministério da Defesa.

O major-general informou aos agentes locais sobre um evento extraordinário que ocorrera durante exercícios semelhantes àqueles que Shteynberg e Sverev conduziam ali, mas nas regiões militares de Trans-Baikal e no oeste da Sibéria. Lá, durante os treinamentos de mergulho no Lago Baikal, os homens haviam encontrado misteriosos nadadores subaquáticos de aparência muito semelhante à humana, exceto por seu tamanho, que se aproximava dos três metros de altura. Apesar da temperatura enregelante da água e dos 50 m de profundidade, eles vestiam apenas um traje prateado justo e não usavam qualquer tipo de escafandro ou equipamento de mergulho, nem mesmo respiradores ou globos de proteção.

crédito: MILITARY REVIEW
Nem os invencíveis submarinos da imponente Frota Soviética escapam do constante assédio dos objetos submarinos não identificados
Nem os invencíveis submarinos da imponente Frota Soviética escapam do constante assédio dos objetos submarinos não identificados

O comandante local, que estava alarmado com os encontros inusitados, decidiu montar um plano para capturar um daqueles misteriosos nadadores — para isso, sete homens e um oficial foram para o fundo do lago. Aparentemente, quando um dos homens-rã tentou cobrir um dos nadadores misteriosos com uma rede, alguma poderosa força desconhecida atirou toda a equipe para fora do lago de uma só vez, com grande violência.

Naquela época, os equipamentos de submersão não permitiam que os mergulhadores subissem rapidamente até a superfície — eram necessárias várias paradas para descompressão ao longo da subida. Portanto, a equipe que foi jogada para fora do lago pelas criaturas foi acometida de embolia por descompressão rápida. O único tratamento disponível consistia em confinar imediatamente os mergulhadores em uma câmara de pressão, e havia várias dessas câmaras espalhadas pelo acampamento militar, mas apenas uma em condições de uso, que fora projetada para conter apenas dois homens. Sem muita escolha sobre o que fazer, o comandante forçou todos os homens a entrarem na câmera. Como resultado, três deles morreram, incluindo o próprio comandante e os outros ficaram inválidos.

Ordens dadas

Justamente para evitar que algo semelhante se repetisse, o major-general fora correndo até o grupo em Issyk-Kul avisar o pessoal. Embora aquele lago fosse menor do que o Baikal, que é o maior de água doce do mundo, era profundo o suficiente para permitir que algo semelhante pudesse acontecer. Saberia o major-general algo que Shteynberg desconhecia? Provavelmente nunca saberemos. O que sabemos é que pouco tempo depois o pessoal do quartel-general da Região Militar do vizinho Turquemenistão recebeu uma ordem do comandante-em-chefe das Forças Terrestres da União Soviética contendo várias advertências e uma análise detalhada dos eventos ocorridos no Lago Baikal. A ordem foi complementada por um boletim informativo vindo do quartel-general das Forças de Engenharia do Ministério da Defesa da União Soviética.

Durante os treinamentos no Lago Baikal, os homens encontraram misteriosos nadadores de aparência muito semelhante à humana, exceto por seu tamanho, que se aproximava dos três metros de altura. Não usavam qualquer tipo de escafandro

A publicação, de caráter restrito, listava diversos lagos de águas profundas onde se registraram avistamentos de fenômenos anômalos, manifestações de criaturas subaquáticas, como aquelas do Baikal, submersão e levantamento de discos e esferas gigantes e poderosas luminescências vindas do fundo das águas. Documentos como esse eram altamente sigilosos e classificados com o carimbo de “altamente secreto”, circulando somente entre pouquíssimos oficiais — o propósito de tais boletins era evitar perigos desnecessários em encontros com possíveis forças alienígenas.

Casos no Lago Baikal


Alguns anos mais tarde, Mikhail Demidenko, escritor russo falecido em 2003, ao ler o relato de Shteynberg, recordou-se de que, em 1986, enquanto cumpria uma atribuição da União dos Escritores, em Irkutsk, na Sibéria, passou algum tempo no Lago Baikal. Lá ele soube por meio dos pescadores locais que, alguns anos antes de sua visita, os homens observaram alguns mergulhadores soviéticos serem expelidos do lago a 10 m ou 15 m acima da superfície da água. Os locais não sabiam o que havia provocado aquilo. O escritor, imaginando que aquele episódio era o mesmo descrito no relatório de Shteynberg, contatou suas fontes nos altos escalões do Exército Russo, mas foi em vão. Finalmente, Demidenko falou com um coronel da Direção Principal de Logística, que tentou ajudá-lo — o que ele descobriu foi que os dados relativos ao caso eram mantidos em arquivos especiais, que exigiam permissão de segurança ultrassecreta para liberá-los.

O Baikal é um dos maiores e mais magníficos lagos do mundo. Sua profundidade é superior a 1.600 m e ele contém o maior volume de água doce entre todos os lagos do planeta. De acordo com lendas locais, ele não tem fundo e está conectado a todos os oceanos, mares e rios do mundo. Diz-se, também, que em suas profundezas localiza-se o Castelo de Prata de Erlik-Khan, o “deus da morte” e “governador dos destinos” para o povo siberiano. Pois ali acontecimentos estranhos vêm sendo relatados há muito tempo.

crédito: SOVIET LIFE
O ex-ministro da Defesa marechal Andrei Antonovich Grechko ordenou a criação de uma equipe de investigação ufológica
O ex-ministro da Defesa marechal Andrei Antonovich Grechko ordenou a criação de uma equipe de investigação ufológica

O historiador e escritor russo Aleksey Tivanenko pesquisou a história do lago. Ele e outras pessoas que vivem na área avistam UFOs frequentemente sobre o local e sobre a Buriácia, uma república do tamanho da Alemanha que faz fronteira com o Baikal. Tivanenko observa que os relatos de avistamentos de UFOs datam de muito tempo e chegaram a aparecer nos jornais do século XIX, além de estarem, também, nas lendas do povo da Buriácia. Por exemplo, As Crônicas Irkutsk [The Irkutsk Chronicles, Magrov, 1967], de N. S. Romanov, que datam de 1884, contêm a descrição de uma gigantesca esfera brilhante com muitas escotilhas ou janelas pairando sobre o Baikal. Naquela época, é claro, não havia aviões, dirigíveis ou balões meteorológicos que pudessem ser confundidos com UFOs.

Houve também numerosos relatos de UFOs em 1904. Objetos negros com holofotes voando pelos céus, objetos com estranhas rodas que giravam e possuíam luzes multicoloridas, artefatos em forma de charuto que tinham luzes sinalizadoras, além de relatos sobre aparelhos incríveis que realizavam manobras complexas e que, aparentemente, também pousavam no solo e na água. Isso tudo sem contar os relatos daqueles que trabalhavam na Ferrovia Trans-Baikal, que diziam avistar estranhas esferas
com holofotes giratórios.

Naves monumentais

Outro evento interessante ocorreu na mesma área décadas depois. No outono de 1965, um gigantesco objeto brilhante em forma de charuto voou cruzando o Baikal, deixando atrás de si uma esteira de condensação como as dos aviões a jato — entretanto, nenhum som de motor foi ouvido. O tamanho do UFO foi estimado em 250 m. Enquanto se aproximava da Serra Hamar-Badan, o artefato liberou três pequenas esferas radiantes que saíram de sua parte traseira. Elas tinham as cores amarelo, azul e rosa e voaram em diferentes direções, na mesma velocidade que o aparelho maior.

O Observatório de São Petersburgo recebeu uma carta assinada pelo clérigo do monastério de Valaam, que atendia pelo nome de Polikarp e afirmava que há cinco anos os monges vinham notando estranhos sons vindos do sudoeste e oeste do Ladoga

Em 17 de julho de 2009 o jornal People publicou um artigo descrevendo avistamentos mais recentes de esferas alaranjadas sobre o lago. Elas se moviam silenciosamente, aproximando-se umas das outras e depois partindo a grande velocidade. Um leitor comentou mais tarde, na edição digital do jornal, que observou os UFOs naquele mesmo dia. Segundo seu relato, os objetos seguiam um ao outro e brilhavam como holofotes, em altitude muito mais baixa do que aquela dos satélites. E, diferentemente desses, sumiam instantaneamente — ele também disse que havia observado artefatos semelhantes no ano anterior. Em nosso livro OSNIs: Os Incríveis Segredos dos Russos [Código LIV-036 da Biblioteca UFO. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br] detalhamos muitos outros relatos sobre UFOs e OSNIs no Baikal.

Casos no Lago Ladoga

Localizado a noroeste da Rússia, diretamente a leste de São Petersburgo e a sudeste da Finlândia, o Ladoga é o maior lago de água doce da Europa. E essa enorme massa líquida ficou famosa como sendo um local de miragens estranhas e de fenômenos inexplicáveis. Muitas vezes as pessoas ouvem um som de estrondo vindo de suas profundezas e há muitas lendas e histórias populares sobre marinheiros que viram luzes brilhantes acompanharem seus barcos. Na parte oeste do lago há uma pequena ilha chamada Valaam, ou Valamo em finlandês, com 12 km de comprimento e 7 km de largura. Historicamente, o local era apenas um pedaço de granito desprovido de vida, até que no século X um mosteiro foi erguido ali e transformou a área, provendo-a com muitos jardins, prosperidade e solo fértil. A região tornou-se uma atração turística e também tem sido palco, ao longo dos séculos, de inúmeros avistamentos de UFOs e de OSNIs.

Em agosto de 1989, a Sociedade de Pesquisas Ufológicas (Fakt), de Leningrado, recebeu uma carta de uma testemunha de UFOs na região de Valaam. Ela estava na ilha quando viu uma esfera vermelha afogueada com duas vezes o diâmetro do Sol. O objeto, em seguida, desceu nas águas do lago. Konstantin Khazanovich, o presidente da Fakt, despachou Lev Gorokhov e um astrônomo para investigarem o caso — eles conseguiram localizar um militar que não quis ter seu nome divulgado e que também observou o fenômeno. O soldado chegou a indagar a seu comandante sobre o que havia visto e recebeu como resposta que aquilo era um alvo esférico remotamente controlado que eles sempre registravam no Lago Ladoga. Sua origem, segundo o superior, seria desconhecida.

O renomado ufólogo russo Mikhail Gershtein também se fascinou com os segredos de Ladoga e queria descobrir se havia uma base alienígena subaquática naquelas águas. Ele conseguiu descobrir alguns dados interessantes vindos da revista acadêmica russa Priroda [Mistério], que publicou um artigo escrito por pesquisadores do Instituto de Física da Terra. O artigo falava sobre antigos manuscritos que descreviam som ribombantes que vinham das profundezas do lago. Em 1914, o Observatório Físico de São Petersburgo recebeu uma carta assinada pelo clérigo do monastério de Valaam, que atendia pelo nome de Polikarp. A missiva afirmava que há cinco anos os monges vinham notando estranhos sons retumbantes vindos do sudoeste e oeste do Ladoga.

Base de operações alienígenas


O som se parecia com disparos de canhão feitos a distância, exceto que era ouvido como se viesse das profundezas das águas. Ao todo, houve 125 relatos sobre o fenômeno. Porém, como os autores do artigo da Priroda destacaram, não houve qualquer terremoto registrado na área. Os autores viajaram a Valaam e conversaram com os locais, descobrindo que aquele barulho era bem conhecido por eles, que o chamavam de barrantida. O som lembrava aos moradores o barulho feito durante a passagem de um trem. Na verdade, o que se acredita é que haja uma possível base de operações extraterrestres no local, responsável pelos estranhos ruídos.

crédito: RAFAEL AMORIM
Os objetos submarinos não identificados aparecem como corpos fantasmas assombrando navios militares e até mesmo os da marinha mercante
Os objetos submarinos não identificados aparecem como corpos fantasmas assombrando navios militares e até mesmo os da marinha mercante

Em 19 de fevereiro de 1997, outro importante avistamento ocorreu no Lago Ladoga. Exatamente acima da origem exata do misterioso fenômeno subaquático, onde uma luminescência havia sido vista diversas vezes, pontos brilhantes de luz foram observados pairando. Os objetos sobrevoaram a área como um bloco, a cerca de 3.500 m de altitude, e foram observados por exatos 15 minutos e 39 segundos — nada, entretanto, foi registrado pelos radares. Um controlador de tráfego aéreo telefonou para o jornal Anomaliya [Anomalia] para relatar o avistamento e uma testemunha declarou que os militares estavam filmando os UFOs.

Outros lagos e corpos de água


Yuri Mefodyevich Raitarovsky, conhecido ufólogo russo e presidente da Comissão Ufológica do Departamento de Planetologia da Sociedade Geográfica Russa, conseguiu encontrar o filme e o enviou ao jornal. Ele calculou o tamanho e as características de voo dos objetos, além de descobrir que as unidades de defesa aérea locais não estavam conduzindo quaisquer exercícios de treinamento na noite do avistamento. Outros pesquisadores, incluindo Mikhail Gershtein e Tatiana Sirchenko, estudaram o caso e ele foi objeto de discussão na Comissão de Emergência da Região de Leningrado.

A Ilha Konevets é uma localidade remota e deserta ao lado da costa sudoeste do Lago Ladoga, perto da vila de Vladimirovka. A cidade mais próxima, Priozersk, fica a 40 km de distância. Konevets tem apenas 6,5 km de comprimento e 2 km de largura e é quase completamente coberta por praias arenosas. De 1944, quando os soviéticos a tiraram da Finlândia, até a dissolução da União Soviética, em 1991, o lugar não constava de qualquer mapa soviético, porque ali havia uma base militar secreta, escondida em um antigo monastério abandonado. Com o fim do bloco soviético, o monastério foi incorporado à diocese de São Petersburgo e a base foi fechada.

crédito: RAFAEL AMORIM
Testemunhas russas relatam ter observado incríveis manobras de OSNIs
Testemunhas russas relatam ter observado incríveis manobras de OSNIs

A ilha é uma zona impressionantemente anômala — UFOs são vistos por lá desde 1991 até os dias atuais. No verão de 1993, por exemplo, pesquisadores de São Petersburgo notaram que uma grande quantidade de peixes encalhou na ilha após a passagem de um imenso corpo metálico sob as águas. Em 1997, um imenso UFO triangular foi visto pairando sobre Konevets por mais de uma hora. Em 28 de março de 2003, o mesmo tipo de aparelho foi observador sobre toda a região de Priozersk. Em agosto de 2005, uma série de UFOs de formatos variados foram relatados por moradores locais. Todas essas informações vieram do investigador de campo russo Vadim Chernobrov e dos arquivos das Organizações de Pesquisa Kosmopoisk. Chernobrov e seus colegas há anos recolhem informações e dados
vindos da área da Carélia.

O Golfo da Finlândia é um braço do Mar Báltico que margeia a Finlândia, a Rússia e a Estônia. As partes mais a leste do golfo pertencem à Rússia e alguns dos mais importantes portos de petróleo do país estão nas proximidades de São Petersburgo, incluindo Primorsk. A Baía de Zheltaya localiza-se a 55 km de Primorsk e há 20 anos havia ali uma base militar. Hoje a área está aberta e a base não existe mais. Durante uma expedição, em 1996, o ufólogo russo Piotr Raitarovsky e seus colegas puderam observar UFOs cilíndricos e esféricos sobre o golfo, quando estavam na ilha de Beryzoviy e em Cabo Kurenniemi. Em 2006, o citado Chernobrov e seu grupo revisitaram a área para mais pesquisas.

Base militar soviética

A localidade de Kronshtadt está localizada na Ilha Kotlin, perto da “cabeça” do Golfo da Finlândia. Por anos houve alegações de que UFOs eram vistos na região. Segundo alguns, isso se dava pela presença de uma base militar soviética que usava arsenal atômico. Já o Lago Zerkalnoye não está longe de Zelenogorsk, uma cidade situada em parte do distrito de Carélia, na costa do Golfo da Finlândia. Há vários relatos de observação de UFOs sobre o lago. E o Mednoye pode ser alcançado pegando-se a Rodovia Viborg e passando-se pelas localidades de Sertolovo e Chernaya Rechka pelo caminho. Lá também há vários relatos de UFOs e de criaturas estranhas.

O Lago Sukhodolskoye está localizado na região de Priozersk, na área nordeste do istmo da Carélia, onde há um aeroporto militar — a região é uma grande área tectônica com inúmeras falhas geológicas, onde foram descobertas estranhas plantas e cogumelos gigantescos, provavelmente fruto de algum tipo de mutação por contaminação nuclear. Na década de 90 a área foi palco de inúmeras observações de UFOs e até mesmo de um alegado contato com humanoides tripulantes de uma nave. Raitarovsky e seus colegas estudaram a área entre os anos de 1994 e 1996 e viram esferas radiantes e misteriosas bolas pretas que voaram sobre o lago e sobre seu acampamento. Outro corpo d’água que mostrou intensa atividade ufológica foi Cheremenetskoye, perto de Luga, local que muitos pesquisadores consideram ser o ponto de outra base extraterrestre — do final da década de 90 até o início dos anos 2000, UFOs eram frequentemente vistos ao longo do lago.

O tenente do Exército Russo A. Krishtal visitou o Golfo da Finlândia e recolheu relatos relativos a fenômenos anômalos com o pessoal da Armada. Dois marinheiros contaram a ele sobre o avistamento de um disco voador sobre o farol da ilha, onde sua unidade estava estacionada. Segundo os homens, o objeto era um disco cinza parecido com uma rosquinha, com uma parte oca no centro. Enquanto subia e descia, o UFO sempre voava em ângulo. Esses relatos foram confirmados por um oficial e também por outros marinheiros russos, cujos navios estavam ancorados na área naquele momento.

Um imenso desconhecido

De tudo o que vimos neste artigo e por tudo aquilo que descrevemos em nosso livro, já citado, o que podemos dizer é que toda a região que formava a extinta União Soviética, atual Federação Russa —­ principalmente sua Região Ártica —, guarda segredos e mistérios mal investigados e mal compreendidos. Alguns deles talvez possamos explicar cientificamente como fenômenos naturais e interpretação equivocada dos fatos, mas a grande maioria não se encaixa nessas definições. Há tantas histórias e fenômenos misteriosos acontecendo em toda a área, e há tanto tempo, que é impossível não ficar impressionado com o imenso desconhecido com o qual nos deparamos. Povos xamânicos, UFOs, OSNIs, gigantes, criaturas marinhas, lapsos temporais, programas secretos soviéticos e desaparecimentos inexplicáveis são apenas alguns dos assuntos que pairam sobre a região, esperando para serem explorados.

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Sobre o Autor

Paul Stonehill

O autor é considerado, junto com Philip Mantle, os maiores especialistas em Ufologia Russa da atualidade. Mora em Los Angeles, mas nasceu na extinta União Soviética. É bacharel em ciência política, autor, conferencista e pesquisador de destaque internacional, tendo especial interesse nos fenômenos ufológicos e sua relação com a exploração espacial soviética. Stonehill passou a se interessar pelo Fenômeno UFO na juventude, quando morava na Ucrânia. Coletou uma quantidade enorme de informações sobre objetos submarinos não identificados (OSNIs) em várias partes do mundo. O autor também se dedica à parapsicologia e à pesquisa de fenômenos psíquicos, além de espionagem, guerra e história da Rússia. Seus trabalhos já foram publicados em várias partes do mundo. Desde 2005, Stonehill é consultor da Revista UFO.

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