ARTIGO

O chupa-chupa aterrorizou moradores

Por A. J. Gevaerd | Edição 231 | 01 de Fevereiro de 2016


Créditos: ALEXANDRE JUBRAN

Durante os anos 70 e o começo dos anos 80, a Amazônia foi acometida por um intenso e contínuo ataque de forças não terrestres aos moradores e até a animais de certas áreas do Pará, em especial a região do Salgado, onde está a Ilha de Colares, epicentro das agressões. Essa brutal onda ufológica ficou conhecida como chupa-chupa porque, além de todos os sintomas clínicos desagradáveis que as vítimas experimentavam, elas também tinham seu sangue extraído pelos alienígenas. A maior parte das extrações se dava na altura do tórax das vítimas, deixando marcas como de punções e algumas queimaduras.

Os casos foram tantos e ocorriam com tanta constância que a Força Aérea Brasileira (FAB) acabou enviando três dúzias de homens aos locais atingidos para investigar os fatos, especialmente Colares. A ação, que foi secreta, aconteceu em 1977 e ficou conhecida como Operação Prato, comandada pelo falecido coronel Uyrangê Hollanda, que revelou toda a experiência à Revista UFO, em 1997. Hoje, embora os avistamentos permaneçam, os casos de extração sanguínea e adoecimento não acontecem mais, porém a história ainda é famosa na região.

A caixa e os japoneses

O medo da população de ser atacado pelo chupa-chupa [Imagem acima] era maior à noite e fazia com que as pessoas passassem a dormir juntas, amontoadas, para se protegerem — normalmente, as mulheres dormiam no interior das casas e os homens ficavam do lado de fora, em vigília e armados. Dona Nair Alves Rosa, hoje proprietária de uma pequena pousada em Colares, contou sobre o pânico que sentiam. “Todo mundo tinha medo, ninguém sabia quando aquilo ia nos atacar”.

Segundo ela, tudo começava com uma luz que voava como um avião, mas que não fazia barulho algum. “Às vezes voava sobre a água, às vezes dava voltas, pousava e voava outra vez”. Dona Nair afirmou que todo mundo conseguia ver a luz, mas que ninguém sabia de onde vinha. “Não dava para focar diretamente o objeto, por causa da luz, e ninguém por aqui conseguiu ver seu formato direito”, disse. Mesmo assim, todos estavam apavorados porque as histórias sobre doenças e ataques corriam a região.

Já outras testemunhas, como o senhor Petrônio de Moraes e sua esposa Luzia, contaram que na época do fenômeno tiveram uma experiência incrível, mas a milhares de quilômetros de Colares, no Rio Negro, Amazônia. Em um final de tarde, por volta das 18h00, viram um objeto quadrado que se aproximou da casa onde moravam, às margens de um afluente, emitindo um som parecido com um chiado. Luzia correu para dentro de residência de pau-a-pique e, quando deu por si, havia um ser de cor vermelha dentro de seu quarto. Ela gritou para o marido e o ser foi embora, voltando para o objeto quadrado que pairava sobre a casa.

Casal de japoneses

Segundo Petrônio, que estava do lado de fora da moradia, após os gritos da esposa o objeto ou “caixa de isopor”, como ele o chamou, voou até o rio e ficou rente à água. Ele diz que havia duas pessoas dentro do UFO, “um japonês e uma japonesa”, devido aos olhos oblíquos. A testemunha também disse que alguém nas redondezas atirou no artefato, mas que “a bala não entrou”. Aparentemente, neste caso, estamos diante do mesmo chupa-chupa do Pará, mas que não foi agressivo no Amazonas. Não se sabe a razão. Petrônio viu o curioso artefato jogar uma mangueira e recolher água do rio.

O que aconteceu no Pará, como já amplamente publicado pela Revista UFO, muito além de um caso ufológico, foi um ataque direto e maciço à população civil, coisa única na Ufologia Mundial — ninguém sabe porque aconteceu e nem porque foi interrompido. O que buscavam os extraterrestres? O que há de tão especial no sangue dos habitantes da região que provocou uma ação de tal porte, quando todos sabemos que os alienígenas costumam ser discretos em suas investidas?

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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