ARTIGO

Estamos no limiar de um contato oficial e definitivo?

Por Gener Silva | Edição 255 | 01 de Fevereiro de 2018


Créditos: EDITORIA DE ARTE

Alcançamos o momento em que o próprio Homo sapiens conquista o espaço e demonstra planos para colonizar a Lua e Marte. Entretanto, enquanto isso, apenas uma pequena parcela da sociedade se deu conta de que o processo inverso também já aconteceu, há milhares de anos, pelas mãos de civilizações alienígenas. Desde sempre temos sido observados por avançadas espécies cósmicas que aguardam a oportunidade de se manifestar em nosso planeta de maneira mais ampla. Na escala de prioridades da humanidade, em primeiro lugar deveria figurar o conhecimento e a aceitação dessa realidade, uma condição que se faz urgente.

Hoje é comum a proliferação de conceitos e opiniões a respeito da presença alienígena na Terra preconizada pela Ufologia, que vêm se popularizando por meio de documentários especializados da TV, de novos veículos e da internet. Comentários variados sobre o tema já são emitidos sem constrangimento, em uma profusão bastante acentuada, inclusive pelos ditos homens da ciência. Mas não é de hoje que a Ufologia se alimenta e se alicerça em conceitos consagrados de estudos acadêmicos — até porque ela, pelo menos ainda, não é considerada uma ciência e essa parceria se torna necessária para que seu próprio estudo se desenvolva e evolua. Nos dizeres do astrofísico norte-americano J. Allen Hynek, considerado primeiro ufólogo cientista da história, já falecido, “somente a pesquisa em segmentos especializados e sua somatória é que darão idoneidade, amadurecimento e avanço à Ufologia”.

Entretanto, o que a ciência nos fala a respeito destas inteligências extraterrestres? Ervin László, em seu livro A Ciência e o Campo Akáshico [Editora Cultrix, 2008], diz que “talvez haja várias civilizações tecnológicas avançadas em nossa galáxia e em 100 bilhões de outras galáxias do nosso universo, algumas delas em planetas onde a vida evoluiu durante milhões de anos, se não bilhões, antes que ocorresse a evolução da vida na Terra”. Já Harlow Shapley, astrônomo da Universidade de Harvard, citado no mesmo livro, faz a seguinte estimativa: “Deve haver pelo menos 100 milhões de planetas no cosmos capazes de sustentar a vida”. E Frank Drake, reconhecido astrônomo fundador do Projeto SETI [O programa de busca por vida extraterrestre inteligente], calculou através de sua famosa equação que haja no mínimo cerca de 10 mil sociedades inteligentes em nossa galáxia.

Atualizando a famosa Equação de Drake em 1988, Carl Sagan, igualmente autor de várias obras sobre a possibilidade de vida no universo, em seu livro Variedades da Experiência Científica [Companhia das Letras, 2006], estabeleceu, sem nenhuma restrição, o extraordinário número de um milhão de povos existentes apenas na Via Láctea. E perguntava: “Mas, afinal, como seria uma civilização um milhão de anos mais avançada do que a nossa?” A Terra, um planeta relativamente novo, é o lar de uma sociedade que progrediu muito apenas nos últimos 100 anos — chegamos à Lua, levamos robôs a Marte, estamos vasculhando satélites de Júpiter. Face a isso, o avanço de um milhão de anos, tanto tecnológico quanto cultural, é inimaginável para nós. Além disso, cálculos mais atualizados estimam a existência de aproximadamente 200 bilhões de galáxias no universo.

Categorias de contato

Observando números tão expressivos, quase inimagináveis, faz sentido a criação de uma nova área de conhecimento, a Contatologia, um novo segmento da Ufologia que estudaria as possibilidades de contato com civilizações extraterrestres, conforme sua intensidade. Em 1972 e por necessidade de estudo, Hynek criou as classificações de primeiro, segundo e terceiro graus para definir os tipos de contatos com nossos visitantes. Em pesquisas posteriores, outros ufólogos constituíram categorias adicionais, embora ainda não sejam universalmente aceitas. Por enquanto, incluindo as mais avançadas sugestões, têm-se oito diferentes categorias. No contato de zero grau (CI-0) ocorre a observação de um UFO à grande distância, como um ponto luminoso. Em contatos de primeiro grau (CI-1) há o avistamento a curta distância, com percepção de detalhes do artefato, tais como janelas, sua forma, radiação, brilho, cores etc.

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Sobre o Autor

Gener Silva

Consultor da Revista UFO

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