ARTIGO

Entrada para mundos desconhecidos

Por Pedro de Campos | Edição 254 | 01 de Janeiro de 2018


Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

A misteriosa São Tomé das Letras está edificada sobre uma montanha de pedras no sul do estado de Minas Gerais, na borda da Serra da Mantiqueira, em uma elevação de 1.440 m, o que lhe proporciona um clima tropical agradável. A cidade é considerada um dos sete pontos mais energéticos da Terra, oferecendo aos visitantes belezas naturais revestidas de mistérios e interessantes surpresas. Os guias turísticos locais são unânimes ao afirmar que não apenas os que gostam de cachoeiras, de rios e de pedras visitam o local, mas também os que querem conhecer uma geografia exuberante, fazer fotos belíssimas, observar ocorrências ufológicas fantásticas e praticar esportes radicais com motos e bicicletas, deslizar na tirolesa, fazer trilhas, escaladas e descer no rapel com emoção.

A cidade seduz científicos interessados em minérios, ufólogos e espiritualistas que procuram por “energias positivas”, conhecer lendas antigas, a cultura da região e os casos místicos incomuns. Em razão dessas vivências que encantam seus frequentadores, equipes de cinema e televisão procuram São Tomé das Letras para fazerem filmagens e documentários apreciados em todo o mundo. O antigo povoado que originou a cidade teve início quando os bandeirantes paulistas fizeram contato com os ferozes índios cataguases, cujas aldeias eram comuns ao largo da região.

O padre Francisco Alves Torres inaugurou a primeira capela em 23 de março de 1770, ao lado da Gruta São Tomé, formando ali o arraial em que moraram os primeiros civilizados. Então o povoado passou a fazer parte da Vila de São João Del Rei e, em 1785, o colonizador português João Francisco Junqueira mandou construir outra igreja no lugar da antiga capela, hoje a matriz da cidade. Mais tarde, conforme antigo costume, o principal mandatário foi sepultado ali, seguido depois por seu filho, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas.

Pedra de São Tomé

A riqueza mineral de São Tomé da Letras fixou ali a extração do quartzito, o que fez a rocha ficar conhecida como Pedra de São Tomé. A história desse minério é de que com o passar das eras geológicas o quartzito se consolidou como rocha, mas continuou sofrendo fenômenos de metamorfose que lhe alteraram a composição original, dando-lhe nova estrutura interna e uma nova forma exterior. Essa rocha vulcânica é composta por grãos de quartzo ligados por um cimento silicioso que com os cristais forma camadas sobrepostas — a rocha não sofre danos com o aquecimento solar, tem alta resistência a produtos químicos e a altas pressões. Para os místicos, é uma rica fonte de energias positivas.

Na maioria das vezes, a rocha é achada em tonalidades claras como a neve e, em menor quantidade, nas cores amarela e rosada. Estudos mostram que o quartzito de São Tomé das Letras é composto essencialmente de 90 a 95% de quartzo. É exportado para a Europa e Ásia, concorrendo com o mármore e o granito em acabamentos de pedra com rara beleza e sofisticação. Contudo, a extração desordenada do mineral destruiu parte das belíssimas colinas da região, marcando suas elevações com enormes manchas brancas, típicas da mineração desenfreada, o que veio embrutecer a paisagem e causar desarmonia ao ambiente, deprimindo a melhor afluência turística.

Origem do nome da cidade

Pelos idos de 1700, havia na região um escravo de nome João Antão, da Fazenda Campo Alegre, propriedade do capitão João Francisco Junqueira. O escravo almejava sua liberdade e fugiu da fazenda, abrigando-se na hoje conhecida Gruta de João Antão. Viveu ali da caça, pesca, de frutas e raízes. Certo dia chegou ao fugitivo um estranho senhor, mas de boa aparência, trajando roupas claras e radiantes. O escravo abriu seu coração ao estranho recém-chegado e contou a ele sua ânsia de viver em liberdade, sem os maus tratos e livre para constituir uma família digna. Então o estranho homem escreveu um bilhete e disse a ele para levá-lo ao seu senhor e contasse tudo o que lhe acontecera para fugir da fazenda.

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Sobre o Autor

Pedro de Campos

Casado e pai de três filhos, Pedro de Campos nasceu em 1950, na capital paulista. Formado em mecânica e telecomunicações, trabalhou por 25 anos na Olivetti do Brasil. Como administrador de empresas, esteve no comando do planejamento industrial da empresa. Trabalhou dois anos na Itália chefiando a qualidade e transferindo para o Brasil tecnologia para transmissão de dados via satélite. Campos teve contato com o Espiritismo por intermédio de sua mãe, que cursou a Federação Espírita de São Paulo e fundou o Centro Espírita Ana Belhunas, em 1963. Começou a participar de sessões espíritas aos 13 anos, e no decorrer dos tempos desenvolveu mediunidade e recebeu treinamento, tornando-se um pensador espírita.

Psicografou o consagrado livro Colônia Capella: A Outra Face de Adão [2002], do autor espiritual Yehoshua ben Nun, e foi contratado pela Lúmen Editorial para lançar seus livros por essa editora. Participou de pesquisas e vigílias ufológicas e iniciou a coleção Uma Visão Espírita da Ufologia, inédita, com o livro Universo Profundo: Seres Inteligentes e Luzes no Céu [2003], do espírito Erasto. E foi continuá-la no livro UFO: Fenômeno de Contato [2005], sobre a pluralidade dos mundos habitados e seres ultraterrestres. Prosseguiu com Um Vermelho Encarnado no Céu [2006], em que mostrou os acontecimentos vividos por pessoas que tiveram contato com UFOs, inclusive ele próprio, com destaque ao estudo de ETs sólidos e à primeira sessão de “desabdução”.

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