ARTIGO

Eles também estão na Antártida

Por Rubén Morales | Edição 257 | 01 de Abril de 2018


Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

De todos os lugares inóspitos de nosso planeta, talvez nenhum seja tão misterioso quanto a Antártida. Sua existência, intuída com base no princípio de equilíbrio e harmonia pelo filósofo grego Aristóteles, milênios antes de sua descoberta, só foi confirmada por volta do século XVI com as viagens de Américo Vespúcio. Os estudiosos, entretanto, acreditam que os povos que habitavam a América do Sul já conheciam, havia muito, sua existência.

A região é algo difícil de se imaginar. É um desafio mental pensar em um enorme território onde não cresce uma só árvore, onde não há estradas ou animais como conhecemos de outras áreas do mundo. No verão, seu território abrange 14 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, é maior do que a Europa, maior do que a Oceania e apenas menor do que a América do Sul. Sua extensão prolonga-se por vastas barreiras de gelo sobre o mar, cuja amplitude varia ciclicamente segundo as estações, o que lhe valeu também o nome de Continente Pulsante. No inverno, quando grandes porções do oceano congelam, alcança 30 milhões de quilômetros quadrados.

E quanto mais aumenta a sua superfície, mais decresce sua população. Com efeito, no inverno há pouco mais de mil habitantes espalhados em cerca de 40 bases de pesquisa, mas no verão podem chegar a cerca de 10 mil pessoas, somando-se cientistas, militares, familiares e turistas. É importante lembrar que durante o inverno não há navegação possível na região e as temperaturas chegam a 50 graus negativos. Este artigo, que se baseia na obra UFOs na Antártida [Código LIV-038 da Biblioteca UFO, 2016], busca unir aos mistérios antártidos o enigma dos UFOs, apontando casos reais e oficiais registrados pela Marinha Argentina e pelos pesquisadores lotados nas unidades de pesquisa científica existentes no Continente Branco.

Para que o livro UFOs na Antártida pudesse ganhar vida, este autor pesquisou o assunto por dez anos e teve a sorte de conhecer, e conseguir reunir, muitas das testemunhas originais, todos homens da Marinha que há anos não se viam. O reencontro desses antigos camaradas enriqueceu muito a qualidade da pesquisa, pois onde uma testemunha tinha dúvidas sobre os eventos, outra se lembrava bem dos fatos, e assim fomos construindo — ou melhor, reconstruindo — os diversos eventos presenciados por aqueles homens.

Obviamente, a pesquisa documental e jornalística permeia toda a obra, servindo muitas vezes de guia para conseguirmos datar e catalogar os diversos acontecimentos que invadiram as águas antártidas da primeira para a segunda metade do século passado. Os casos foram ruidosos — e mesmo que parte deles tenha ocorrido em uma época de repressão ditatorial, algo sempre saía publicado nos periódicos. No livro, detalhamos como se deu a divulgação dos casos e suas repercussões.

A difusão de vários incidentes ocorridos na década de 60, que veremos mais adiante, fez com que os jornais da época lembrassem um famoso Caso Orrego, ocorrido em 1949, quando um alto oficial do Chile, o comandante Augusto Orrego, declarou que vários UFOs haviam sido fotografados na Antártida. As fontes mais confiáveis encontradas indicam que os fatos ocorreram na Base Antártida Arturo Pratt, em 23 de fevereiro de 1949. As declarações de Orrego foram sensacionais, mas muito concisas: “Durante uma noite esplêndida na Antártida, vimos discos suspensos um sobre o outro girando a uma velocidade tremenda. Temos fotografias para provar o que víamos”.

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Rubén Morales

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