ARTIGO

Contato com ETs no Paraná, nos anos 40, quase resulta em um passeio em nave

Por Cláudio Tsuyoshi Suenaga | Edição 175 | 01 de Março de 2011

José Higgins quase foi levado por seres extraterrestres de força descomunal no Paraná
Créditos: Luca Oleastri

O Brasil sempre contribuiu com o que há de mais impactante para a casuística ufológica mundial, inclusive com os primeiros casos de contatos diretos entre humanos e ETs da história. Um deles se deu em 23 de julho de 1947, menos de um ano após o início da chamada Era Moderna dos Discos Voadores, em uma localidade chamada Colônia Goio-Bang, no interior do Paraná. O protagonista foi o agrimensor José C. Higgins, que realizava medições no local com um grupo de operários. O episódio poderia ser classificado como um clássico de contatismo. Higgins contou que, ao atravessar um dos descampados da região onde trabalhava, ouviu um silvo profundo que o fez erguer os olhos para o céu. Viu, então, “uma estranha nave aérea circular com rebordos absolutamente iguais aos de uma cápsula de remédio”, segundo declarou. Seus homens se assustaram e fugiram, mas o agrimensor não soube explicar o que o levou a permanecer.

Olhos redondos sem sobrancelhas

O estranho aparelho percorreu um círculo fechado sobre o terreno e aterrou a uns 50 m de onde se encontrava Higgins. Tinha cerca de 30 m de diâmetro por 5 m de altura e era atravessado por tubos em diversas direções, 6 dos quais deixavam ouvir o citado ronco — sem, entretanto, fazer fumaça. A parte que pousou no solo tinha hastes curvas que pareciam feitas de um metal branco-acinzentado. Enquanto a testemunha examinava o aparelho, observou também uma parede com uma janela de vidro ou coisa semelhante. Dois seres altos, com pouco mais de 2 m, surgiram de repente e passaram a examinar Higgins com ar de curiosidade. Decorridos alguns segundos, um deles voltou-se para o interior do aparelho e pareceu ter falado com alguém.

Em seguida, o agrimensor ouviu um barulho vindo do interior do UFO e uma porta se abriu dando passagem a três pessoas usando uma espécie de macacão transparente que as envolvia completamente, inchado como uma câmara de ar de automóvel — presa às costas havia uma mochila de metal, que pareceu ser parte integrante da vestimenta. Os seres tinham grandes olhos redondos com cílios, mas sem sobrancelhas. Suas cabeças também eram grandes e redondas, mas não tinham cabelos nem barbas. As pernas eram compridas e eles pareciam irmãos gêmeos, tanto os de macacão quanto os que se encontravam atrás das janelas da nave. Um deles trazia na mão, apontado para Higgins, um pequeno tubo do mesmo metal do aparelho. Apesar do seu avantajado porte, moviam-se com incrível agilidade e leveza, formando um triângulo à volta do homem.

Os estranhos começaram então a falar entre si em um idioma que Higgins não entendia. O que empunhava o tubo fez gestos para que ele entrasse no aparelho. Obedecendo ao comando, aproximou-se da porta e viu um pequeno cubículo, limitado por outra porta interior e a ponta de um cano que vinha de dentro. Notou ainda diversas janelas redondas.

“Teria sido um sonho ou realidade?”

Gesticulando, perguntou para onde queriam levá-lo, e a entidade que lhe pareceu ser o chefe desenhou no chão um ponto redondo cercado de sete círculos. Apontando para o Sol, disse “Álamo” e, indicando-lhe o sétimo círculo, disse “Orque”. Higgins ficou mudo de espanto e relutou em aceitar o convite para ir-se na nave. Refletindo que lutar seria em vão, pois os seres eram mais fortes e estavam em maior número, teve a idéia de tirar do bolso sua carteira e mostrar-lhes o retrato de sua esposa, dizendo-lhes que iria buscá-la para ir junto na viagem.

Os seres concordaram e Higgins saiu do local dando graças a Deus por ter escapado. Mas escondeu-se no meio do mato, de onde espreitou os estranhos. Espantosamente, eles brincavam como crianças, dando saltos e atirando longe pedras de tamanho descomunal. Meia hora depois, olharam os arredores e vendo que Higgins não retornava, entraram novamente no aparelho, que decolou com o mesmo ronco, subindo até desaparecer nas nuvens. “Teria sido um sonho? Teria sido realidade? Às vezes duvido que isso tenha realmente acontecido”, questionou-se Higgins em entrevista ao jornal Correio do Noroeste, de Bauru (SP), em edição de 08 de agosto de 1947. Não se sabe, mas a experiência de Higgins, de qualquer forma, ajudou a moldar muitas outras histórias que depois surgiriam em vários pontos do globo.

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Sobre o Autor

Cláudio Tsuyoshi Suenaga

Nascido na capital paulista, em 26 de abril de 1971, desde cedo Cláudio Suenaga se sentiu atraído por tudo o que se relacionasse à ciência, ao oculto, insólito, paranormal e ao sobrenatural. Acabou sendo apresentado, ainda na adolescência, às primeiras revistas de Ufologia, despertando para o assunto em que foi se aprofundando na mesma medida de outros interesses, tais como a história, arqueologia, sociologia, antropologia, mitologia, folclore, filosofia, psicologia, literatura e cinema. Aos 18 anos de idade já publicava seus primeiros artigos em jornais e ingressava na Faculdade de História, formando-se aos 21 anos com um projeto delineado em mente: trazer a questão ufológica ao âmbito acadêmico. Enfrentando todo tipo de preconceitos, logrou a proeza de convencer um grupo de professores da viabilidade de seus propósitos e da seriedade de suas intenções e, em 1994, ingressou no curso de pós-graduação de História da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em 1996, tornou-se consultor e membro do Conselho Editorial da Revista UFO, produzida pelo Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), passando a escrever regularmente para a publicação. Contra a opinião dos bem-pensantes, antecipou, em meados da década de 90, o crescimento exponencial dessas seitas ufológicas e espiritualistas. Entre os inúmeros trabalhos que lançou, um dos que mais geraram celeuma resgata o caso do lavrador João Prestes Filho, que em um fatídico dia de Carnaval de 1946 morreu queimado com as carnes se soltando do corpo depois de ter sido atingido por uma luz misteriosa que veio do céu na cidade de Araçariguama, interior de São Paulo. Casos como este indicam que, ao contrário do que apregoam os adeptos das correntes angelicais, a humanidade não vem sendo protegida e assistida por garbosos comandantes intergalácticos.

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