ARTIGO

Caso Varginha

Por A. J. Gevaerd | Edição 222 | 01 de Abril de 2015


Créditos: RAFAEL AMORIM, exclusivo para a revista ufo

Poucos episódios de toda a história da Ufologia têm o poder explosivo do Caso Varginha, ocorrido em Minas Gerais, em 20 de janeiro de 1996. Raras são as ocorrências que têm todos os seus impressionantes elementos juntos, e mais raras ainda aquelas que foram investigadas com tanto rigor e detalhamento. Como ingrediente adicional ao espantoso acontecimento, que envolve a queda de um UFO e a captura de pelo menos dois de seus tripulantes ainda vivos, há o agravante de ter tido o envolvimento direto e secreto do Exército, que se apossou dos extraterrestres e não revela absolutamente nada do que ocorreu na ocasião.

Mas, como a população tem o direito de saber, alguns dos ufólogos envolvidos no levantamento dos estarrecedores fatos foram a fundo e fizeram a sua parte, mostrando à sociedade que algo desta envergadura ocorreu no país e é de conhecimento de suas autoridades. Alguns diriam que o Caso Varginha é o mais bem guardado segredo militar brasileiro. Entre estes ufólogos já estiveram, no passado, o advogado Ubirajara Rodrigues e o empresário Vitório Pacaccini, que lançaram os primeiros livros com detalhes do caso.

Agora é a vez do experiente pesquisador Marco Antonio Petit fazer o mesmo, ele que aguardou tantos anos para revelar aquilo que sabe. O que se verá nas páginas seguintes é um capítulo, o nono, de sua nova obra Varginha: Toda a Verdade Revelada, que a Revista UFO lançou em março durante o I Encontro de Ufologia Avançada do Paraná, em Curitiba. Ele é uma mostra do poder explosivo de toda a obra. “Tudo o que chegou ao meu conhecimento sobre o caso, está no livro. Esperei o momento certo para alguns detalhes se encaixarem para lançá-lo”, afirma Petit.

O Caso Varginha, certamente o mais importante episódio da história da Ufologia Brasileira, e talvez Mundial, teve inúmeras circunstâncias raríssimas de se encontrar na pesquisa da presença alienígena na Terra — que, combinadas em uma mesma ocorrência, dão ao caso uma relevância ainda maior e mais surpreendente. Tivemos muito mais do que a queda de um disco voador e resgate de alguns de seus tripulantes ainda com vida em 20 de janeiro de 1996, em Minas Gerais. Tivemos o envolvimento secreto e até hoje negado do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros de Varginha, a morte de pelo menos um dos soldados envolvidos no processo de captura, um incrível Inquérito Policial Militar para se apurar vazamentos, recuperação e transporte dos destroços da nave, autópsia nos ETs capturados, participação de membros da Inteligência norte-americana etc. Tudo isso forma um cenário que faria empalidecer o Caso Roswell, tido como o maior de todos os tempos. Varginha o supera em muitos aspectos, como temos visto neste livro. E ainda há muito o que revelar.

Dos quatro investigadores principais da história, que estavam envolvidos e liderando as pesquisas quando fizemos a denúncia sobre a morte de Marco Eli Chereze e sua participação na captura de uma das criaturas, por ocasião do primeiro aniversário do Caso Varginha, em janeiro de 1997, eu fui o último a me integrar as pesquisas. Tomei conhecimento do caso por intermédio do programa Fantástico, da Rede Globo, exibido no dia 11 de fevereiro de 1996, apenas duas semanas e meia após o incidente. Apesar de, à época, ter ficado impressionado com a aparente sinceridade de Liliane, Valquíria e Kátia, três testemunhas chaves do episódio — e de ter percebido o aspecto emocional que envolvia cada uma delas ao se expressarem sobre o avistamento da estranha criatura que ainda estava solta nos arredores de Varginha —, não estava pronto para aceitar o caráter ufológico do episódio e, por que não dizer, de tudo aquilo que havia sido veiculado no referido programa, independentemente de meu conhecimento sobre a seriedade do pesquisador Ubirajara Rodrigues e de nossa amizade. Rodrigues era, como eu, coeditor da Revista UFO e morava a poucos quilômetros de onde os fatos principais se deram, levantando-os logo após seu acontecimento.

Eu já conhecia Rodrigues, que havia sido entrevistado pelo programa, há muitos anos. O pesquisador, inclusive, tinha participado de vários seminários ufológicos promovidos por mim na cidade do Rio de Janeiro, sempre na qualidade de conferencista convidado. Nossa amizade tinha tido início no ano de 1980, durante um evento realizado na cidade de Niterói, onde cada um de nós havia proferido uma conferência como convidados de um grupo local, que hoje não existe mais. Em fevereiro de 1996, eu residia na localidade de Itaipava, um distrito do município de Petrópolis, na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Apesar de ter conversado com o pesquisador por telefone poucos dias depois daquele primeiro Fantástico e verificado o quanto ele estava, de fato, convencido da realidade ufológica da história, eu ainda tinha minhas reservas quanto a este aspecto ou interpretação.

TODO O CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL NO SITE 60 DIAS APÓS A MESMA SER RECOLHIDA DAS BANCAS.

Para continuar lendo este artigo, você deve se cadastrar no Portal UFO. O cadastramento é gratuito e dá acesso a todo o conteúdo do site.

Login

Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

Comentários