ARTIGO

As revelações do Pentágono

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 255 | 01 de Fevereiro de 2018


Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

O interesse do governo e da indústria armamentista dos Estados Unidos pelos discos voadores não é algo novo e nem que cause surpresa. Qualquer país que tenha os meios necessários irá investigar quem ou o que desrespeitar e invadir seu espaço aéreo. Essa é uma ação de segurança nacional e todos sabemos como tal assunto é levado a sério pelos norte-americanos. A questão é saber o que mostram os resultados dessas investigações.

Em 1952, com um discurso ambíguo, os militares do todo-poderoso Pentágono apresentaram à imprensa o famoso e polêmico Projeto Blue Book [Livro Azul] nos seguintes termos: “A Força Aérea Norte-Americana (USAF) criou o Blue Book baseado em três propósitos. O primeiro é determinar se há alguma ameaça à segurança nacional pelos chamados UFOs. O segundo é nos prevenir contra quaisquer surpresas tecnológicas. E o terceiro, talvez o mais importante, é provar a existência dos UFOs”.

O Blue Book durou de 1952 a 1970 e produziu mais de 12 mil páginas de documentos referentes à investigação de milhares de casos de avistamentos de UFOs e supostos contatos com extraterrestres. Desde então, o governo dos Estados Unidos sempre negou que ainda pesquisasse o fenômeno. Porém, quase 40 anos depois, em dezembro passado, a mentira não só foi descoberta, como foi publicada nas páginas de um dos mais respeitados e importantes jornais do mundo, o The New York Times.

Os Estados Unidos e os UFOs

Dentro do orçamento de US$ 611 bilhões destinados ao Ministério da Defesa dos Estados Unidos, encontrar US$ 22 milhões dirigidos a um pequeno projeto chamado Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP) não era uma tarefa fácil, exatamente como queria o Pentágono. Segundo funcionários do Departamento de Defesa, e de acordo com alguns documentos obtidos pelo The New York Times, durante anos o programa investigou relatos sobre UFOs sob a direção de um oficial da Inteligência militar chamado Luis Elizondo.

Após a publicação de dois artigos pelo jornal denunciando a existência do programa, o Departamento de Defesa alegou que ele teria sido encerrado em 2012. Seus patrocinadores civis, porém, dizem que ele continua até hoje e que seus documentos permanecem classificados como secretos ou ultrassecretos. Quando começou, em 2007, o programa foi estabelecido e financiado em grande parte a pedido de Harry Reid, à época senador democrata do estado de Nevada e líder da maioria no Senado norte-americano. Reid há muito tempo se interessava pelos fenômenos espaciais.

A maior parte do dinheiro destinado à investigação foi pago para a Bigelow Aerospace, empresa de pesquisa aeroespacial dirigida por Robert Bigelow, um empresário bilionário e amigo de longa data do senador, que atualmente trabalha conjuntamente com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) para produzir aeronaves que serão usadas no espaço no futuro. Entrevistado pelo programa de TV 60 Minutes, da Rede CBS de Televisão, em maio de 2017, Bigelow disse que estava “absolutamente convencido de que os alienígenas existem e que visitam a Terra a bordo de UFOs”. É um aficcionado pelo assunto — e também firmemente interessado na tecnologia dos UFOs para seus projetos empresariais de exploração espacial.

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Sobre o Autor

Thiago Luiz Ticchetti

Thiago Luiz Ticchetti nasceu no Rio de Janeiro. Filho de um oficial aviador da Aeronáutica, morou em Natal, Santa Maria e na capital carioca. Após o falecimento de seus pais, viveu pelo período de seis meses na cidade de Addlestone, na Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, mudou-se para Brasília onde vive até hoje. Em 1997 assistiu ao I Fórum Mundial de Ufologia, realizado pela Revista UFO na Capital Federal, e foi convidado pelo pioneiro ufólogo Roberto Affonso Beck, ali presente, a ingressar na Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET). Por mais de 10 anos participou ativamente do grupo, chegando a ser vice-presidente da entidade. É articulista da Revista UFO desde 1997, exercendo hoje a função de coeditor, após ter iniciado na publicação como seu tradutor e depois passado a consultor e atuado também como coordenador internacional. É responsável pela coluna mensal Mundo Ufológico e já escreveu dezenas de artigos para o veículo. Em especial, entrevistou para a revista inúmeros ufólogos nacionais e internacionais, alguns deles os maiores pesquisadores da Casuística Ufológica Mundial, como Phillip Mantle, David Jacobs, Kevin Randle, Nick Redfern, Steven Bassett, Carlos Ferguson, Stanton Friedman, Nick Pope, Jerome Clark, Graham Birdsall e Wendelle Stevens, para citar alguns. É autor dos livros Quedas de UFOs: Casos Confirmados de Acidentes com Discos Voadores e Resgates de Seus Tripulantes em Todo o Mundo[Coleção Biblioteca UFO, 2002], Guia da Tipologia Extraterrestre [Coleção Biblioteca UFO, 2014], Quedas de UFOs II [Coleção Biblioteca UFO, 2015] Guia da Tipologia dos UFOs [Coleção Biblioteca UFO, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume I, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume II, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume III, 1ª edição, Editora Conhecimento, 2018], Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 1 [Clube de Autores, 2015] e Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 2 [Clube de Autores, 2015]. É o único pesquisador brasileiro a ter artigos publicados pela revista inglesa UFO Matrix e foi pioneiro na publicação de um artigo sobre contatos de pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) com UFOs, ocorrido na revista inglesa UFO Truth Magazine, da qual também é colunista. Ticchetti é coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), assistente do diretor nacional da MUFON no Brasil e pesquisador de campo certificado pela MUFON. Formado em administração de empresas pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), Thiago Luiz Ticchetti é casado e pai de um casal de filhos. .

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