ARTIGO

Após seis décadas e meia a Ufologia caminha para o reconhecimento

Por A. J. Gevaerd | Edição 202 | 01 de Julho de 2013


Créditos: Editoria de Arte

A Ufologia como a conhecemos teve início em 1947, precisamente em 24 de junho, com o avistamento de nove discos voadores pelo piloto Kenneth Arnold. Não foi o primeiro caso de observação de UFOs que tivemos, evidentemente, mas foi o que finalmente chamou a atenção da sociedade e da imprensa. Infelizmente, no entanto, isso não duraria muito, porque menos de duas semanas depois, em 02 de julho, quando ocorreu a queda de uma nave em Roswell, as autoridades norte-americanas também foram despertadas para a questão e, vendo que tais objetos tinham origem externa à Terra e elevada tecnologia, impuseram sigilo imediato ao tema.

Assim, infelizmente, tão logo que surgiu a Ufologia também passou pelos mecanismos de censura de um governo em situação de pós-guerra. Isso levaria, pouco depois, à implantação de uma política sistemática e extremamente eficaz de acobertamento da realidade sobre estas visitas. Tal procedimento, ainda que hoje esteja muito enfraquecido — devido ao avanço do pensamento crítico da sociedade planetária e à impossibilidade de se manter oculto algo tão importante para o nosso futuro — ainda perdura. Mas parece estar com seus dias contados.

Os discos voadores existem, quer queiram ou não nossas autoridades e cientistas.

Ano após ano, governo após governo, as autoridades de muitas nações já não aguentam mais manter sigilo sobre algo que seus antecessores temiam e que elas hoje admiram. Também não são poucos os militares que não desejam mais seguir a cartilha de seus comandantes de décadas atrás e vêm a público falar o que sabem. E some-se a este quadro o fato de que inúmeros cientistas de respeito hoje tratam a questão com grande simpatia, uns mais e outros menos abertamente, mas todos deixando claro que não é mais cabível a ciência enquanto corporação manter-se alheia a algo tão importante para a humanidade. E assim, gradualmente, vamos vendo os véus caírem. Por isso, no último 24 de junho, há poucas semanas, comemoramos mais um Dia Mundial dos Discos Voadores com a certeza cada vez maior de que a contagem regressiva está avançada. Tic tac...

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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