ARTIGO

Amostra Andina: a prova que faltava?

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 229 | 01 de Dezembro de 2015

Uma única peça metálica ou um pedaço de um UFO mudaria o status da Ufologia
Créditos: MINERALOGY REVIEW

Como é de conhecimento geral, apesar de todas as evidências coletadas ao longo das décadas pelos pesquisadores, até hoje ninguém encontrou uma prova cabal e irrefutável de que um UFO tenha se acidentado em nosso planeta. Muitos ufólogos e investigadores procuraram nos locais de acidentes, e ainda procuram, por um pedaço de uma nave que por ventura tenha resistido às varreduras militares ou que tenha sido guardado por alguma corajosa testemunha. Não há notícias, entretanto, de que alguém tenha tido êxito na empreitada.

Porém, a prova talvez esteja mais perto do que pensamos. É importante termos em mente que nem todos os incidentes envolvendo UFOs foram denunciados e que muitas coisas acontecem sem que a rede de monitoramento militar consiga detectá-las. E há casos que aconteceram antes do avanço tecnológico das últimas duas décadas e fora dos grandes centros e, portanto, permaneceram desconhecidos. Um desses episódios se desenrolou em um país vizinho ao nosso e pode conter a chave para o fim do mistério que envolve a Ufologia.

Pedaço de UFO na Argentina

Em meados de fevereiro de 1967, Joseph Poulain, seus pais e irmãos estavam acampados na província de Mendonza, na Argentina, próximos à Cordilheira dos Andes. Uma tarde, por volta das 18h00, enquanto descansavam observando as montanhas ao redor após um dia de forte calor, um enorme objeto que refletia as cores do céu, iluminando tudo ao seu redor, se elevou cambaleante a poucos metros de onde estavam. “Não posso medir suas dimensões com exatidão, somente posso dizer que era enorme, muito maior do que os aviões de passageiros”, declarou Poulain.

O artefato, em forma de disco, não possuía janelas ou escotilhas, somente um tipo de aro mais escuro ao seu redor, com uma superfície tão suave que parecia ter sido polida. Porém, o mais surpreendente era seu brilho, que refletia todas as cores. A nave começou a emitir um zumbido que se tornou tão intenso que as testemunhas ficaram quase surdas- o UFO permaneceu alguns instantes à considerável altura, imponente e majestoso, refletindo os raios de cor laranja do pôr do Sol. Depois, voltou a subir e permaneceu balançando de um lado para o outro, até que disparou a uma velocidade assombrosa em direção ao sudeste e sumiu.


A família, após se refazer do susto, decidiu seguir até o local do avistamento, em busca de alguma prova do que haviam acabado de presenciar. A terra e as pedras estavam enegrecidas como se tivessem sido queimadas e se desfaziam sob seus pés. Naquele momento o jovem Poulain encontrou, entre os seixos calcinados, um que se destacava entre os demais. “Aquela coisa estava ali, com a forma de uma pedra brilhante. Aproximei-me e peguei-a, mas o que mais me chamou a atenção foi o seu peso. Era muito pesada para o seu tamanho. Meu pai achegou-se também, tomou-a de mim e disse que a guardaria. Depois disso, se passaram muitos anos até voltarmos a mencionar o assunto”, explicou a testemunha.

As análises de especialistas

Após alguns anos, e ainda intrigado sobre o que seria aquilo que havia encontrado, Joseph Poulain conversou com seus irmãos e decidiu que enviaria amostras do material aos melhores laboratórios do mundo para análise. Ele, de alguma forma, sentia que podia ter em mãos a maior descoberta de todos os tempos. A primeira instituição escolhida pela testemunha foi o famoso Museu Nacional de História Natural, do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos. Após uma troca de correspondência com a instituição, Poulain enviou a eles um pedaço do material e recebeu a seguinte resposta: “A amostra não parece ser um mineral natural. Parece uma liga refinada, mas não pudemos concluir do que é composta. Lamentamos não poder ajudar mais”.

Apesar de a família já ter em mãos a resposta de uma instituição reconhecida, decidiu que precisavam de uma resposta de seu país, a Argentina, e escolheram a melhor de todas as instituições, o Centro de Investigação de Materiais (CIM). Conta a testemunha que se apresentou aos cientistas, que se dispuseram a realizar as análises. Demoraram duas semanas para fazê-lo e Poulain estava presente para conhecer o que haviam descoberto — os resultados eram estranhos e algumas porcentagens não eram explicáveis. Os pesquisadores tiraram uma fotografia com o microscópio eletrônico e perguntaram que nome poderiam dar àquela pedra. “Milhões de nomes passaram por minha cabeça, sendo o melhor ‘Amostra Andina’”, disse a testemunha.

“Coisas que voam pelo céu”

Os cientistas argentinos ficaram tão surpresos com o que tinham em mãos que chegaram a perguntar a Poulain se a amostra que lhes fornecera “era um pedaço dessas coisas que voam pelo céu, essas naves estranhas”. A pergunta, obviamente decorria da unicidade do material, algo totalmente desconhecido para eles. Mas a necessidade de que a família sentia de comprovar que aquilo não era terrestre ainda não estava satisfeita.

Poulain, então, enviou amostras para a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) e para o Instituto de Geoquímica Vernadsky, na Rússia. A NASA lhe respondeu que não podia estabelecer maiores conclusões quanto à origem do material, mas que continha “uma liga de magnésio, ferro, silício e titânio”. Já os russos foram mais diretos: “O mais provável é que seja uma liga artificial, mas não um material de origem terrestre ou algum meteorito”. Poulain tem todos os laudos dos referidos institutos e nenhuma dúvida de que aquilo que encontrou tenha vindo de outro planeta.

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Sobre o Autor

Thiago Luiz Ticchetti

Thiago Luiz Ticchetti nasceu no Rio de Janeiro. Filho de um oficial aviador da Aeronáutica, morou em Natal, Santa Maria e na capital carioca. Após o falecimento de seus pais, viveu pelo período de seis meses na cidade de Addlestone, na Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, mudou-se para Brasília onde vive até hoje. Em 1997 assistiu ao I Fórum Mundial de Ufologia, realizado pela Revista UFO na Capital Federal, e foi convidado pelo pioneiro ufólogo Roberto Affonso Beck, ali presente, a ingressar na Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET). Por mais de 10 anos participou ativamente do grupo, chegando a ser vice-presidente da entidade. É articulista da Revista UFO desde 1997, exercendo hoje a função de coeditor, após ter iniciado na publicação como seu tradutor e depois passado a consultor e atuado também como coordenador internacional. É responsável pela coluna mensal Mundo Ufológico e já escreveu dezenas de artigos para o veículo. Em especial, entrevistou para a revista inúmeros ufólogos nacionais e internacionais, alguns deles os maiores pesquisadores da Casuística Ufológica Mundial, como Phillip Mantle, David Jacobs, Kevin Randle, Nick Redfern, Steven Bassett, Carlos Ferguson, Stanton Friedman, Nick Pope, Jerome Clark, Graham Birdsall e Wendelle Stevens, para citar alguns. É autor dos livros Quedas de UFOs: Casos Confirmados de Acidentes com Discos Voadores e Resgates de Seus Tripulantes em Todo o Mundo[Coleção Biblioteca UFO, 2002], Guia da Tipologia Extraterrestre [Coleção Biblioteca UFO, 2014], Quedas de UFOs II [Coleção Biblioteca UFO, 2015] Guia da Tipologia dos UFOs [Coleção Biblioteca UFO, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume I, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume II, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume III, 1ª edição, Editora Conhecimento, 2018], Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 1 [Clube de Autores, 2015] e Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 2 [Clube de Autores, 2015]. É o único pesquisador brasileiro a ter artigos publicados pela revista inglesa UFO Matrix e foi pioneiro na publicação de um artigo sobre contatos de pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) com UFOs, ocorrido na revista inglesa UFO Truth Magazine, da qual também é colunista. Ticchetti é coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), assistente do diretor nacional da MUFON no Brasil e pesquisador de campo certificado pela MUFON. Formado em administração de empresas pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), Thiago Luiz Ticchetti é casado e pai de um casal de filhos. .

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